História Lies - Capítulo 22


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Categorias Arrow
Personagens Felicity Smoak, Oliver Queen (Arqueiro Verde)
Tags Arrow, Felicity Smoak, Olicity, Oliver Queen
Visualizações 468
Palavras 1.539
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Um pouco atrasado, mas aqui vai o cap.
Espero que gostem... e o final se aproxima. =/

Próximo capítulo (duplo): 14/11

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Capítulo 22 - Capítulo 22


POV ~ Oliver

A sorte da Felicity estar com o comunicador não nos dava nenhuma vantagem para encontra-los, eu tinha certeza que se acionássemos o localizador Merlyn descobriria, mas eu estava aliviado por não ser enganado pelas mentiras que Merlyn fez meu filho dizer.

- Porque ele fez o William mentir se o acordo de troca já foi feito? – Thea estava sentada na cadeira da Felicity, me encarando.
- Ele quer me obrigar a fazer alguma coisa. Falta poucas horas para essa troca absurda acontecer e não é esperado que eu esteja aqui esperando o tempo passar.

A raiva que eu sentia era tão grande que meu peito parecia que estava prestes a explodir. Ficar parado esperando enquanto minha mulher e filho estavam correndo perigo enquanto minha irmã estava prestes a desaparecer com aquele lunático me enlouquecia. Me afastei da ilha dos computadores e fui para onde treinávamos, eu tinha que bater em alguma coisa já que eu não podia bater em alguém.

Joguei minha camisa de lado e dei o primeiro soco no saco de pancada que eu quase não usava, mas naquele momento era o que eu precisava. A cada novo golpe o nó que estava constantemente em minha garganta apertava. Não ter o que fazer e deixar tudo na mão do Malcolm era de enlouquecer qualquer um.

- Você precisa controlar o que está sentindo.

Ouvi a voz da Thea, mas não parei. Minha mãe estava sem nenhuma proteção e não demorou para sentir o sangue escorrer por entre os dedos, foi ai que eu aumentei os golpes.

- Oliver. Para.

Batia com ainda mais força quando minha visão ficou embaçada por não conseguir conter as lágrimas. Meu coração batia tão rápido que eu comecei a sentir dificuldade de respirar. Mais golpes vieram e com eles a voz de Thea aumentava, somente quando um golpe estourou o saco de pancada de a areia começou a cair no chão como um foco de agua eu me virei para ela.

Queria dizer que ela estava brava e me olhando com ódio pela minha reação, mas o que encontrei foi uma Thea vulnerável e com o rosto molhado pelas lágrimas.

- Eu não posso fazer isso se você não ficar de pé. Eu tenho que ter a certeza que meu irmão não vai se entregar porque muitos precisam de você. – falando enquanto tentava controlar o choro.
- Thea. – dei um passo em sua direção, mas ela levantou as mãos me impedindo de continuar. 
- Me promete que não vai surtar e esquecer que tem uma família e uma cidade para cuidar.
- Você também é minha família. – tentei argumentar.
- Me promete Oliver. Me promete para que eu consiga ir e tenha forças para seguir até o fim.
- Como você quer que eu fique bem? Como você pode pedir isso quando eu coloquei a vida de todo mundo em risco uma vez para te trazer de volta?

Ela já tinha me feito aquele pedido, mas consegui escapar da resposta, só que agora eu não tinha como fazer isso. Em poucas horas ela estaria longe de mim, de novo.

- Eu... – tentei começar sem sucesso.
- Por favor. – caminhando até mim e parando a minha frente. – Por favor, prometa.
- Eu te amo, Thea. 
- Eu sei, mas me prometa. – pegando minhas mãos machucadas e colocando entre as duas, totalmente desproporcionais. 
- Eu... eu prometo.

Cai de joelhos a sua frente e me agarrei a sua cintura deixando que o choro viesse me derrubar pela primeira e ultima vez. Se ela queria que eu fosse forte, eu seria. Mesmo sabendo que por dentro eu estava começando a morrer lentamente, assim como estava com a Felicity e o William em perigo sem ter o que fazer para salva-los.

- Eu vou voltar, eu te prometo. – fazendo carinho em meus cabelos e arrancando mais um pedaço do meu coração.

---

O lugar era quase na fronteira de Starling, pedimos ajuda ao Barry que estava pronto para tirar a Felicity e o William dali assim que estivessem livres enquanto Samanta iria comigo de moto. Estávamos parados em um campo aberto sem nenhuma construção em volta, somente um galpão velho poluía a paisagem com seu teto parcialmente arrancado.

- Está na hora. – ouvi Thea dizer.

Não ousei olhar para minha irmã. Já tinha prometido a ela que faria meu melhor, mas a vontade de ir contra aquela promessa estava cada vez maior.

- Ele está se aproximando. – Curtis disse pelo comunicador.
- Lembra do que você me prometeu. – a ouvi dizer quando segurou minha mão.
- Vamos. – apertei sua mão antes de olhar para ela e solta-la.

Felicity e William estavam lá, mas nem sinal da Samanta. Ela estava sendo sustentada pela cintura por um dos capangas de Merlyn e eu nem mesmo conseguia imaginar a dor que ela sentia.

- Aqui estamos Merlyn, mas você não cumpriu o combinado. Onde está a Samanta? – disse Thea, eu não tinha condições de falar sem querer acertar uma fecha no meio da cara dele. 
- Ah sim, tragam a sobrevivente.

Meu olhar foi do meu filho, que estava sendo segurado pelo braço por um cara três vezes maior que ele, para Felicity que mal conseguia se sustentar de pé. Eu sabia que o Merlyn tinha obrigado o William a dizer que a mãe estava morta, mas não esperava vê-la ajoelhada no chão, na frente do Merlyn, com o rosto tão machucado que mal conseguíamos identifica-la.

- O que você fez? – tentei não berrar, mas minha voz saiu mais alta do que eu esperava.
- Nada demais, ela resolveu se rebelar e dei um corretivo. Pensamos que ela estava morta, mas não está. Como ela disse muitas coisas ruins sobre você achei que não se importaria de qualquer jeito. 
- Vamos logo acabar com isso. – gritou Thea. 
- Calma filha.
- Calma? Essa palhaçada toda está acontecendo por seu ego ferido, então vamos resolver tudo isso logo. – caminhando em sua direção, mas eu agarrei seu braço a impedindo de ir. 
- Espere ele entregar os reféns primeiro.
- Não se preocupe, se ele não cumprir o prometido eu mesma o mato. – se jogando em minha direção, me abraçando. – Eu vou voltar, então cumpra a promessa.

Se soltando ela voltou a caminhar para longe de mim. O rosto do Merlyn parecia se iluminar com a presença da Thea, por segundos ele realmente parecia um homem normal diante de alguém que amava, mas essa impressão durava poucos segundos.

- Vocês dois, levem eles. – ordenou Thea. – AGORA. – gritando.

Os homens olharam entre si e depois para Merlyn, que ainda surpreso pela atitude de Thea, fez sinal para que eles trouxessem a Felicity e o William até mim. Não consegui esperar e fui de encontro a eles, quando o capanga soltou a Felicity consegui chegar a tempo de agarra-la antes que caísse.

- Achei que nunca mais a veria. – apertando o agarre e sentindo o desespero apertar meu peito. 
- Isso jamais vai acontecer. – me apertando também.

Senti os braços do William envolver minha cintura, me soltei dela e o levantei o chão para abraça-lo.

- Temos que ajudar a Samanta.

Por um segundo me esqueci dela, olhei para onde Merlyn estava com ela ainda ajoelhada em sua frente e entendi qual era a intenção dele.

- Acho que você tem uma ótima família e não vai precisar dessa aqui para te atrapalhar.
- Merlyn, não. – gritou Thea. 
- A levem daqui. – ordenou Melyn. 
- Não, você prometeu fazer a troca seu infeliz.

Ela foi arrastada para o galpão em meio a gritos. Coloquei meu filho no chão e no segundo seguinte ele não estava mais ali, mas antes que Barry pudesse voltar e buscar Felicity aquele infeliz estava com uma arma apontada para ela.

- Será que seu amigo é tão rápido a ponto de evitar que eu a mate? – apertando o gatilho, mas antes que pudesse chegar a atirar a ultima coisa que esperávamos aconteceu.

Samanta se jogou contra Merlyn o derrubando, o tiro sendo dado no ar. Barry levou Felicity embora e quando eu estava prestes reagir pegando uma flecha na aljava, outro tiro foi disparado. Os dois estavam no chão, com ela tentando impedi-lo de atirar, mas quando ela caiu de costas no chão era fácil descobrir quem tinha perdido na briga.

- Isso não acabou. – disse levantando enquanto corria em direção ao galpão. – Te afastar da Thea é somente o começo.

Ignorei sua ameaça e corri até Samanta que agonizava no chão.

- Aguenta Samanta, já vamos te levar daqui. FLASH. – gritei enquanto levantava sua cabeça do chão e apoiava na minha perna. 
- Cuide do Willian, cuide dele por mim.

Não tive tempo de responder, porque Barry voltou e a levou dali. Levantei e olhei mais uma vez para o galpão. Li vários carros saindo dos fundos e saindo de Starling, eu queria ir atrás e arrancar minha irmã das mãos daquele homem, mas eu tinha prometido a ela que não o faria e com a maior dor que eu já senti na vida, só se igualando a quase perder minha mulher, eu corri para minha moto para tomar o caminho oposto de minha irmã e que me faria ficar ainda mais longo dela.



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