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História Lies Machine (Imagine Jungkook - BTS) - Capítulo 2


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Notas do Autor


OLHA SÓ QUEM VOLTOU \0/

Depois de umas crises de insegurança com a minha escrita e uma semana cheia, cá está o segundo capítulo de Lies Machine!

Música: Royals (Lorde)
Tem lá na playlist ^^

Espero que gostem e perdão por qualquer erro, anjinhos! <3

Capítulo 2 - Dose de Confusão


Fanfic / Fanfiction Lies Machine (Imagine Jungkook - BTS) - Capítulo 2 - Dose de Confusão

Equilibro-me sobre os saltos, os dedos de Jungkook entrelaçados aos meus e guiando-me entre a multidão de clientes. Há uma música agitada repercutindo pelo recinto, este que possui uma essência rústica e sofisticada. Conforme avançamos, o odor de álcool torna-se mais ameno e as luzes vermelhas se distanciam.

Uma mesa retangular encostada à parede é onde encontro a oportunidade de descansar meus pés maltratados pelos coturnos. Jungkook se senta logo a minha frente e relaxa os ombros no encosto da cadeira, as orbes castanhas relumbrando a procura de algum garçom disponível. Aproveito sua distração para admirar as tatuagens que entornam a pele levemente bronzeada. Não deixo de reparar no vestígio de tinta que patenteia a altura da clavícula parcialmente coberta pela gola da camisa. Jungkook tem mais desenhos pelo braço, mas o tecido que o cobre não me permite ver com clareza.

— Quer beber algo? — ele pergunta. O sotaque é melódico e agradável, típico de Busan. Apoio os braços à superfície de madeira e o encaro.

— Álcool — vejo o sorriso dele transbordar divertimento.

O garçom se aproxima e se inclina para ouvir o nosso pedido. Jeon pede duas garrafas de soju, além de doses generosas de uísque.

O ritmo que ressoa ao longe se torna lento e sensual, fazendo alguns casais se levantarem e investirem em uma dança. Jungkook e eu nos encaramos em completa quietude, como se estivéssemos esperando pelo momento certo. As bebidas são postas junto aos copos, assim não demoro muito para engolir a primeira golada. Jeon me observa servindo um pouco mais de soju e bebendo-o em seguida.

— Doce ou amargo? — eu decido me pronunciar e quebrar o silêncio.

— Doce — responde olhando para a garrafa que já está pela metade —, talvez pelo dia tranquilo no trabalho. Fui transferido.

— Sério?! — sorrio fechado e ele assente — Você trabalha em quê?

— Sou policial — ergo as sobrancelhas ao ouvir a resposta e ele solta um riso fraco. — Você é a primeira a reagir assim.

— Então foram muitas? — eu digo em tom de brincadeira.

— Três. Nenhuma soube lidar com a minha profissão. Digamos que minha vida amorosa está no fundo do poço desde que decidi ser policial — tensiosa a testa e comprime os lábios.

— Você não está sozinho nessa — suspiro. — Também não vou bem nesse quesito há muito tempo.

— Por quê? Sua vida é corrida? — imita a minha posição diminuindo a distância que nos separa.

— Não, por mais que a faculdade roube meu tempo várias vezes. O que deve dificultar é a minha falta de atitude, também não consigo encontrar nenhum homem que saiba lidar com o que eu sou.

— Faculdade?

— Sim — estranho a expressão de desentendido dele.

— E o que você é?

O questionamento me pega de surpresa. Engulo em seco xingando-me mentalmente por ter entrado nesse assunto. Não posso dar brechas para o meu segredo em hipótese alguma, ainda mais na frente de um policial.

— Eu não sei — dou de ombros. — Talvez eu seja outra amanhã ou daqui uns minutos, e não saiba.

Jungkook me analisa com minuciosidade enquanto consome mais um gole, o pomo de adão movendo-se uma única vez. Decido parar de beber e busco pela calmaria, mas o olhar desconfiado dele me paralisa. Seguro-me para não ler seus pensamentos, a curiosidade latejando e afligindo-me.

— Você tem razão — se pronuncia. — As pessoas estão em constante mudança, deve ser por isso que nunca sabem dizer quem são.

— Sim... — desvio o olhar, ainda sentindo um incômodo. Jungkook parece não ter medo de desvendar minhas respostas e reações. Ele deixa a bebida de lado e tamborila seguindo a batida esmorecida.

— Você é diferente.

— O quê? — levanto o olhar com espanto puro. Ele assiste as poucas duplas levantadas e retorna a me encarar.

— Digo, pelas mensagens você parecia outra pessoa.

— Ah... — rio fraco. — Não superei suas expectativas?

— Pelo contrário... Eu gostei de você — desmancha meu sorriso e faz meu coração acelerar. — É bem mais do que eu imaginei.

— Digo o mesmo sobre você, na internet parecia outro — apoio meu queixo na palma na mão. — Como conheceu o aplicativo?

— Meu irmão quis me desencalhar, aquele pirralho — ri com o olhar baixo, como quem lembra de algo. — E você, como conheceu?

— Meus amigos deram o mesmo empurrãozinho que seu irmão — gargalhamos juntos.

Jungkook bebe mais um pouco e volta a olhar para os demais, como se estivesse se preparando para dizer algo. Ele se aproxima.

— Que dançar? — o sorriso irresistível retorna.

Antes que eu dê alguma resposta, Jungkook se levanta ao passo em que repuxa as mangas da camisa. Não evito uma risada ao vê-lo estender a mão e me olhar com toda a expectativa do mundo. Quando arrisco me levantar, a dor nos meus pés me faz vacilar e quase cair, mas Jungkook tem um reflexo rápido o suficiente para evitar a queda. Apoio-me aos seus ombros enquanto ele me põe sentada mais uma vez.

Eu não devia ter escolhido esses sapatos apertados.

— Tudo bem? O que houve? — ele se ajoelha e tenta afastar os cabelos que cobrem minha face. — Quer que eu pegue uma água? — ameaça se afastar, mas eu o seguro antes que ele faça algo.

— Está tudo bem, Jungkook — asseguro. A preocupação evidente suaviza e ele suspira parecendo aliviado. Inclino-me vagamente e alcanço os cadarços dos coturnos. — São só esses malditos saltos — tento tirá-los com pressa. O vejo rindo de relance e finalmente consigo me livrar do desconforto insuportável.

Tomo a liberdade de puxá-lo pela mão ao me levantar. O piso é gelado contra meus pés, ao contrário da pele dele contra a minha. O guio até uma área menos movimentada e com pouca luz, Jungkook se tornando uma silhueta atraente entre o vermelho vivo. Circundo seu pescoço com meus braços e deixo que ele faça o mesmo com minha cintura. Nossos passos entram em sintonia com a música.

Jeon me faz dar um giro lento e me puxa mais para perto. Em um instante acabo esbarrando em seu peitoral bruscamente, porém não desfaço a proximidade, continuo encostada ao seu corpo apenas inspirando o perfume cítrico e refrescante. As mãos dele se encaixam perfeitamente em cada lado do meu corpo, nem mesmo o tecido do vestido consegue ocultar a quentura e desfazer a tensão que corre entre nós. Se eu pudesse, ficaria aqui por um bom tempo.

— Você dança bem — ele ri contra meus fios e eu balanço a cabeça em negação. — Falo sério! Por que está rindo? — tenta olhar em meus olhos, mas eu os escondo e volto a escorar-me nele em um abraço desengonçado, nossas bochechas entrando em contato e os cabelos de sua nuca entre meus dedos.

Ele não demora muito para me girar mais uma vez, envolvendo-me por trás em seguida. Minha bunda e o quadril dele se unem em uma lentidão prazerosa e agradável. Fecho os olhos e sigo os passos que ele improvisa.

— É estranho, não acha?

— O quê? — encosta o queixo em meu ombro e eu me encolho, os arrepios incontroláveis se alastrando por cada canto.

— Já nos conhecemos pelas mensagens, mas eu sinto como se ainda tivesse muito o que conhecer — explico.

Jungkook concorda com murmúrios, sua garganta vibrando e a maçã de seu rosto se movendo – o que indica que ele está sorrindo e notando todas as minhas repostas aos estímulos que ele envia –.

— Me conhece bem, uh? — escala a destra até minhas costelas. — Lembra de tudo que conversamos? — tenho a impressão de que ele quer expressar muito mais que uma simples frase, a entonação sugere que há uma indireta no ar.

— Sim. Você também?

— Uhum — seu queixo desliza até o topo da minha cabeça.

— Então, o que eu curso na faculdade? — resolvo o desafiar com perguntas bobas. Jungkook parece pensar um pouco.

— Você me disse que trabalha em uma loja de maquiagens.

Franzo o cenho em descrença, mas opto por levar na esportiva:

— Está brincando? Eu te disse que curso Filosofia, não disse? — ergo um dos sobrecílios, meus pés estagnados ao chão.

— Na verdade, não. Lembro de quando você disse que é sócia de uma loja de cosméticos... Nunca falou sobre faculdade, só agora há pouco quando estávamos bebendo — o tom de acusação dele me incomoda.

— Não, não... Eu nunca disse isso, Jungkook — recuso os braços dele e me afasto com agilidade. — Você até brincou com a frase do Sócrates, lembra? Quando eu perguntei sobre os Sofistas, você não lembra? — tento refrescar sua memória, mas ele continua mais perdido que nunca. Bufo levando as mãos até os cabelos. — Será que é a bebida? Jura que não lembra de nada? Conversamos muito sobre isso.

— Eu não estou bêbado — se defende. — Tenho certeza de ter lido você dizendo que trabalha. Se quiser, te mostro no meu celular — tateia o bolso da calça.

Tento ignorar a teoria maluca que surge em meus pensamentos e assinto. Não pode ser...

— Eu vou buscar o meu — aviso enquanto passo por ele.

Ao chegar perto da mesa, noto toda a bagunça e minha bolsa jogada no chão. Sento-me e respiro fundo tentando manter o foco. Logo o celular está em minhas mãos e eu saio a procura do aplicativo por onde Jeon e eu – supostamente – conversamos. Leio várias mensagens e minha teoria se concretiza assim que vejo a frase "Só sei que nada sei" entre nossas conversas.

Jungkook pode simplesmente não lembrar ou...

— Com licença — uma voz gentil e suave chama a minha atenção. Olho para cima e avisto um rapaz.

Ou ele, definitivamente, não é o meu parceiro de encontro.

— Olá — dou um riso nervoso e me levanto. A camisa xadrez que ele veste serve de pista para que as peças do quebra cabeça se encaixem. — É você, não é?

— Usuário LightBlue? — ele ri. — Sim, o próprio. Desculpe pela demora. Eu te procurei por todos os lados e só agora te achei — coça o pescoço aparentando estar envergonhado, mas não mais que eu. Percebo a discrepância de seu modo de agir em relação a Jungkook. — Vejo que bebeu muito — aponta para as garrafas sobre a mesa. — Estraguei tudo, não foi? Eu deveria ter chegado mais cedo.

— Na verdade...

— ______, eu achei uma mensagem... — Jungkook me interrompe aparecendo em meu campo de visão às pressas. Ele percebe a presença do outro e intercala o olhar entre ele e eu, o cenho franzindo-se. — O que está acontecendo aqui?

— Eu quem pergunto — aperto os olhos e o fito em seguida, uma dor de cabeça me atormentando. — O que está acontecendo? — refiro-me a semelhança entre eles.

Os dois se parecem apenas na cor de cabelo e na presença de tatuagens, as roupas – apesar de serem do mesmo modelo – são de cores diferentes, Jungkook é mais alto, além de vestir um jeans mais escuro. Tudo se embaralha em minha cabeça por um momento, mas quando reparo na terrível coincidência, amaldiçoo-me por não ter evitado esse desastre.

— Que merda — o Jeon pragueja cobrindo parcialmente a face ao perceber toda a confusão.

— Espera... — o outro rapaz repara em todas as características de Jungkook e tomba a cabeça de leve. — É isso que eu estou pensando? Eu me confundi?

— Não! — Jungkook e eu respondemos em uníssono, nos encaramos após o coro. Desvio o olhar rapidamente. — Ele quem se confundiu — tomo a palavra. — Foi tudo um mal entendido, você não fez nada de errado — amenizo.

Percebo o nervosismo de Jungkook. As mãos penduradas no quadril e seu bufo de... frustação?

— Onde está sua parceira, Jungkook-ssi? — pergunto usando discurso formal. O dito cujo engole em seco ao notar o modo diferente a qual o tratei. Eu não posso falar informalmente após descobrir que ele é literalmente um completo desconhecido... posso?

— Ela... — aperta o aparelho celular — cancelou o encontro, mas eu não vi a mensagem a tempo. Ela disse que iria vestir vermelho... — desce o olhar pelo meu corpo e puxa os cabelos para trás com força. — A culpa é toda minha, eu sei. Atrapalhei o encontro de vocês dois — captura sua carteira no outro bolso e tira algumas notas de dinheiro. — Eu arco com os gastos — deixa cem mil wons em cima da mesa. O tom de voz decaindo. — Desculpe.

— Você não teve culpa, Jungkook-ssi — volto a tratá-lo com formalidade. — Ninguém aqui imaginava que isso aconteceria.

— Certo — sussurra. Se curva de leve e recua alguns passos.

— Espere — meu parceiro o impede de continuar se distanciando. — Por que não sentamos juntos? Quem sabe essa confusão não foi um acaso, não é? Aliás, meu nome é Kim Taeho — abre um sorriso.

— Não acho que seja coisa do destino — pego meus sapatos e aperto a alça da bolsa. — Foi tudo uma péssima coincidência.

— Jeon Jungkook, prazer — estende a mão para o mais baixo e ignora meu protesto. Os dois dão um aperto de mãos. — Tatuagens legais. Onde fez? — elogia em um tom sério demais. Sua postura mudando inteiramente.

— Eu quem fiz. Não te contei que sou tatuador, não é? — me envolve na conversa e eu nego sem muito ânimo. — Ah, eu deveria ter dito.

A vontade que tenho é de sair correndo e nunca mais olhar na cara de nenhum dos dois. Todo esse acaso é constrangedor demais. Pensar que praticamente me agarrei a um cara que nunca falei na vida... é vergonhoso.

O silêncio entre nós perdura por uns segundos, os sons externos sendo os únicos a reinar. Taeho dá uma tosse falsa e olha ao redor, já Jungkook transparece todo o seu incômodo com bufadas e mexidas nervosas entre os fios escuros.

— Eu vou embora — me manifesto. Os dois homens me analisam. — É m-muita coisa pra uma noite só — tento dar uma explicação plausível. — Taeho... — chamo sua atenção, Jungkook bufa olhando para outra direção. — Podemos marcar outro encontro depois, pode ser?

— Claro! Eu te mando mensagem — responde com uma gentileza admirável. — Descanse bem.

— Obrigada — eu dou o primeiro passo para sair daqui. — Adeus — olho para Jungkook enquanto passo por ele, o moreno me olha de soslaio e vinca a testa.

— Adeus — é a última coisa que ouço antes de caminhar para longe dos dois, minhas pernas quase falhando durante o trajeto.

Saio feito um raio entre as mesas, atraindo alguns olhares. A noite fria e nublada de Seul se revela no lado de fora, abraço meu próprio corpo na tentativa inútil de me aquecer. Corro pela rua até onde meu amigo estacionou o carro.

O som estrondoso da porta se fechando é o que faz Taehyung acordar em um pulo e quase gritar de susto. Cubro meu rosto com as mãos e dou mais um suspiro, frustrada e envergonhada por tudo o que acabara de acontecer. Pior noite impossível.

— Credo, ______, parece uma alma penada entrando do nada — ele põe a mão no peito. — Mas que cara é essa? — só então se dá conta do meu estado lamentável. — Aconteceu algo de errado?

— Tudo deu errado! — grito de repente e mais uma vez o assusto. — Eu desisto disso. Não vou mais investir em nada, chega, basta!

— Calma, respira — tenta me guiar no exercício de respiração que Yeri nos ensinou, mas não consigo prestar atenção em nada. Tudo o que preenche minha mente são as memórias de minutos atrás. — O surto vai passar, respira fundo.

— Aish... Foi horrível — jogo-me contra o encosto do banco.

— O que aconteceu? Você leu os pensamentos dele e acabou se arrependendo?! — esbugalha as orbes e eu nego apressadamente.

— Seria melhor se tivesse acontecido isso, acredite. Na verdade, nem teve encontro... — cruzo os braços e olho para um ponto morto pela rua. — Tinha um cara lá, sabe? Muito parecido com a descrição que eu recebi... Daí a gente bebeu, dançou, se abraçou...

— Hmm... se beijaram? — faz sua típica carinha de safado.

— Não! Ainda bem, sério. Ainda bem que não teve beijo — agradeço aos céus. — A verdade é que não era ele o cara do encontro, ele me confundiu com a parceira de encontro dele, daí eu também confundi... Foi tudo uma bagunça — tropeço nas palavras, confusa com a primeira própria explicação.

— Espera — ergue uma das mãos — Deixa eu ver se eu entendi.

Taehyung passa uns segundos raciocinando e eu continuo a olhar para o nada. Quando penso que a tranquilidade irá retornar e nunca mais verei Jungkook, o próprio aparece no meio da rua e o desespero volta a me agoniar.

Ele caminha em direção a uma moto com um andajar calmo, parecendo abatido ou distraído. Escondo-me atrás do porta luvas antes que ele me pegue no flagra.

— Acelera, Taehyung!

— O quê?

— Acelera! Ele está ali, vai rápido!

Mesmo sem entender nada, Taehyung gira a chave na ignição e pisa no acelerador sob os gritos apressados que eu dou. O som do motor e dos pneus deslizando pelo asfalto toma o lugar da minha voz e eu volto a me sentar normalmente quando nos afastamos do bar. O loiro dobra na primeira esquina e logo me enche de perguntas, tomo fôlego para responder cada uma delas.

— Quem era aquele cara? O que seu parceiro ou o pseudoparceiro?

— O parceiro falso — coloco o cinto de segurança após perceber que toda a adrenalina me fez esquecer de colocá-lo. — Ufa, conseguimos.

— Como ele reagiu, afinal?

— Parecia frustrado ou sei lá — tento recordar. — Tomara que eu nunca mais o veja, amém.

— Fugir dos problemas não é uma boa, hein — dá uma de amigo mais velho, embora tendo a mesma idade que eu. — Se você o encontrar, o trate formalmente como se nunca tivesse o visto na vida. Tudo na base da tranquilidade.

— Mas eu praticamente funguei o pescoço dele! — aumento o tom de voz. O semáforo fica vermelho.

— Sim, sim. Você se esfregou nele a noite toda. Agora é bola pra frente e tentar quebrar o clima estranho com o parceiro, se estressar não vai resolver.

— Você acha mesmo que eu devo continuar falando com ele depois de tudo isso? — começo a roer minhas unhas, o nervosismo ainda me agitando por inteira.

— Claro. Vai vacilar depois disso? Ele deve ter ficado todo sem graça, é quase como um chifre o que ele passou — estala a língua no céu na boca e retoma a atenção ao trânsito. — Mas se você sentir vergonha mesmo assim, conversa numa boa... Sem ser muito brusca.

— "Oi, desculpa, não tô mais com vontade de sair com você". O que acha? — pego meu celular.

— Nada disso, tá louca?! Fala amanhã, não vai tomando decisões agora — segura minha mão me impedindo de fazer algo a mais. — Ah, _____, dá uma chance. Não vai me dizer que gostou do outro cara? Isso é sacanagem.

— Não gostei, não — eu minto. — Quer dizer... Ele foi legal e tal, mas depois que descobri tudo, o interesse foi pro fundo do poço.

— Hm, sei — me olha de rabo de olho. — De qualquer forma, faz o que você quiser, mas sem machucar ninguém.

E eu levo esse conselho comigo pelo resto da noite. O pior é que Jungkook também não sai da minha cabeça e eu me encontro em uma encruzilhada.


Notas Finais


O QUE ACHARAM? *-*

AAAAAA imagina só dançar com um homão desse ao som de Royals! Sonhei toda kkkkk

Tô curiosa pra saber o que vocês estão achando, o que esperam dos personagens... @_@

Meu perfil: @lovejm 🔥

Até o próximo! <3


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