História Life in music - Capítulo 5


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Categorias Boku no Hero Academia (My Hero Academia)
Personagens Denki Kaminari, Eijirou Kirishima, Hanta Sero, Katsuki Bakugou, Mina Ashido, Ochako Uraraka (Uravity), Personagens Originais
Tags Kamisero, Kiribaku, Minachaco
Visualizações 23
Palavras 1.501
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shonen-Ai
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


gente, eu amei esse capítulo e espero que vocês também gostem, aqui eu deixo um pouquinho de clima pro nosso melhor casal

boa leitura 💕

Capítulo 5 - Intimidade?


Kirishima on 

Hoje se completam duas semanas que estou morando com Bakugou. Hoje é dia 19 de novembro, quinta-feira. Escuto o tilintar de xícaras na cozinha, então levanto minha cabeça do travesseiro para ver a hora, 8:40. Deito novamente e viro minha cabeça com o cobertor, enquanto ignoro os gritos do loiro me xingando para que eu vá tomar café logo. Estou prestes a dormir de novo quando a porta abre com um estrondo e sinto uma pancada na minha cabeça; levanto rapidamente e percebo que aquilo era um saco de açúcar, agora estourado no chão. Merda, sobrou pra mim. Olho para a porta e Katsuki está me encarando:

—Caramba idiota filho da mãe, eu estou te gritando já faz um tempo e você aí dormindo, levanta logo, o café está pronto. Depois limpa isso.—Bakugou me dá as costas e sai falando tudo do qual pode se considerar mal educado, dou risada da ocasião e vou para o banheiro, a fim de realizar minha higiene matinal.

Na minha primeira noite aqui, dormi no sofá da sala. Na verdade, na minha primeira semana foi assim, mas então, domingo, quando estávamos voltando da praça pública, tomamos chuva e eu cheguei em casa espirrando. O loiro, ao perceber o pequeno resfriado que peguei, disse:

—Puta merda, pega suas coisas na bosta daquela sala, tira tudo de lá.

Lembro que fiquei confuso, pensando que ele estava me expulsando do apartamento, mesmo que, no dia seguinte ao de minha hospedagem, o corretor tenha aparecido para alertar a Bakugou a minha moradia neste lugar em troca das parcelas que o mesmo estava endividado. Ao terminar de organizar o cômodo que me encontrava, ouvi um barulho vindo do quarto do loiro, e mesmo sabendo que ele poderia se virar sozinho, fui até lá e o encontrei acomodando várias almofadas em um colchão no chão. Lembro que sorri para ele e o mesmo corou instantaneamente, após resmungar e mandar eu arrumar o lugar que eu ia dormir:

—Se tu ficar doente eu terei prejuízos nessa merda.— Essa foi sua desculpa.

Vou até a cozinha e sinto cheiro de pão caseiro, café, bolo de chocolate e frutas como morango e uva. Procuro com os olhos o garoto que preparou tudo isso e o encontro limpando seu violino, pelo visto, mesmo com minha demora ele hesitou em tomar seu desjejum sozinho.

—Bom dia Bakugou! Dormiu bem?

—Bom dia o caramba, tu roncou pra merda essa noite, está com o nariz entupido é? E ainda demorou um século pra levantar, assim não dá né Kirishima, porr...—começo a gargalhar e ele me encara confuso, pra depois começar a gritar e me bater. Normalmente tem sido assim, ele se estressa com qualquer coisa e eu apanho, mas não vou dizer que tem sido ruim. Ter ele do lado é até que...bom, especialmente quando ele decide tocar violino e me preencher de forma surpreendente.

—Tsc.

—O que é agora? —Pergunto ao reparar que o mesmo parou de me bater e agora olha a janela com cara de decepção.

—Não vamos à praça hoje, está chovendo muito. Para mim não tem problema, mas o merdinha aí ficou doente a pouco tempo, e não estou afim de comprar remédio não.

Ele termina seu desjejum e se joga no sofá, bufando incessantemente. Ao perceber seu tédio, proponho uma coisa que ele pode se interessar, ou surtar, mas não custa tentar.

—Bakugou, já que não sairemos hoje, por que não explicamos um para o outro sobre nossos instrumentos? Seria uma boa saber usar um violino.—Ele me olha interessado, creio por eu ter lhe dado a oportunidade de se sobrepor a mim facilmente, então decido estressá-lo antes de sua resposta— claro que lhe ensinarei a usar um teclado ou um piano, serei um bom professor!

—Vá se ferrar, eu sei usar um teclado, teoricamente...

—Vamos vai Baku...gou; não custa nada, ou prefere passar o dia todo bufando?—Coro um pouco quando percebo o arqueamento de sua sobrancelha ao me ouvir dando-lhe um apelido, por isso mudo rapidamente o mesmo e continuo a falar normalmente.

—Que seja, vamos logo, fala dessa merda.

Fico feliz e vou em pequenos pulos buscar meu instrumento, o mesmo se encontrava no canto da lavanderia, em cima de pilhas de caixas que ainda não descobri o que guardam. Me equilibro em uma delas para alcançar o instrumento. Ao levá-lo para a sala e abrir a caixa, toco em algumas teclas e sinto um sentimento diferente, como se fosse um...desejo? Dou um sorriso ao me sentir bem com isso, então começo a explicar para Bakugou sobre o teclado, de forma resumida e prática. Me sinto bem em estar com o instrumento e crio esperanças em, ao lado de Bakugou, conseguir voltar a sentir vida em seu toque.

Kirishima off 

Katsuki on 

Observo o ruivo explicar sobre o instrumento que lhe pertence. Ele fala algo sobre localização do dó central e pede para eu me atentar em não contar com as teclas pretas. Ele indica, com as próprias mãos, para que servem cada conjunto de nota, região grave, média e aguda, ou algo do tipo. Não era minha intenção lhe dar tanta satisfação em apresentar seu instrumento, mas percebo que isso está dando certo brilho aos teus olhos, coisa que em sua primeira performance apresentada para mim, ainda não existia; vai se ferrar, estou ficando sentimental demais com esse cretino. O mesmo olha pra mim com cara de quem vai aprontar alguma coisa comigo, mesmo já conhecendo meu temperamento...forte, digamos assim; ele pega em minha mão, o que me faz, mesmo sem querer, adquirir um rubor em minha fronte, por isso, grito com o mesmo, o fazendo recuar um pouco, quando percebo que meu coração voltou a bater normalmente e que minha respiração não está afetada, suspiro aliviado, o quê faz o cabelo de merda pensar que estou o autorizando a voltar o que estava fazendo. Mesmo com meus protestos, ele segue com sua mão na minha, levando-a para as teclas do teclado e as tocando com meus dedos:

—Esse é o dó central, localizado na 15° tecla branca, a partir daqui podemos tocar algo como...—e, com o movimento inicial ele toca as teclas correspondente às notas dó, mi, Sol, todas com permanência de 4 tempos. Como algo que não acontece com frequência, me sinto aparentemente "tranquilo" com o toque do mesmo com meu corpo; ao nos encararmos, ele se envergonha e, se afastando de meu corpo, continua— bem, agora é a sua vez senhor professor, me explique sobre o instrumento divino que é teu violino.

Ainda corado por seus movimentos tão repentinos, resmungo e me direciono ao meu quarto, para alcançar o instrumento. Enquanto estou afinando o mesmo, para explicar ao garoto sua utilização básica, fico pensando em tudo o que viemos passando nessas duas semanas. Só em uma semana tive que cuidar desse bosta que ficou doente, acordar ele no horário certo para não nos atrasarmos e espanquei ele até que me pedisse para parar, porém pela primeira vez, depois de minha mãe, consegui permitir que alguém se aproximasse o suficiente para conhecer meus gostos e mesmo assim não me visse como fraco, e mesmo irritado com isso, estou me sentindo a vontade ao seu lado, principalmente por ele cuidar da limpeza da casa.

Ao voltar e ver o sorriso em teus lábios enquanto encara seu instrumento, percebo que lhe faria bem tocar na praça ao meu lado, pois ultimamente ele vem só observando. Fico com vergonha de meus pensamentos cheios de viadagem, então logo vou até ele, começando a explicar de forma seca e direta:

—Olha, presta atenção que eu não vou repetir. Sabe esse negócio aqui? Se chama o arco, ele é como o cajado de Moisés na composição do violino, ele é o maior responsável por todo som e todo ritmo, entendeu? — Ele acena positivamente, então continuo a falar—esses pinos aqui são as cravelhas, usadas para afinar o instrumento, essas ranhuras são cavaletes e mantêm a corda no lugar; esse é o estandarte, ele prende as cordas; por último, temos o  afinador, um parafuso, ele dá precisão para o som do afinamento. Satisfeito?

—Não. Deixa eu tocar? Por favor?

Arqueio a sobrancelha, mas respiro fundo e decido que vou ser mole dessa vez. Me aproximo de suas costas, sendo obrigado a ficar colado em seu corpo, pego seus braços rígidos e musculosos e, colocando o arco em sua mão, digo baixo o que estamos fazendo para dar som às notas. Estou incrivelmente calmo ao seu lado, e apoiando minha cabeça levemente na sua, tocamos o violino. Suavemente passo por algumas notas aleatórias, e percebo que ele se sente bem com isso; afasto meu rosto do dele para aproveitarmos o som para dançar, e quando percebo estamos tocando a um tempo um compasso que nem sei seu surgimento. Me afasto, convencido de quê não preciso ficar envergonhado disso, e sorrimos um para o outro. Acho que com esse viado eu não ligo de ter intimidade.

Katsuki off 


Notas Finais


espero que tenham gostado, críticas aceitas 💕


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