História Life is Choice - Capítulo 34


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Categorias Monsta X
Personagens Hyung Won, I'M, Joo Heon, Ki Hyun, Min Hyuk, Show Nu, Won Ho
Tags 2won, Boyxboy, Changki, Hyungki, Hyungwonho, Joohyuk, Monsta X, Romance, Shownhyuk, Tae2wonhi, Wonkyun
Visualizações 1.021
Palavras 5.884
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Festa, Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Suspense, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Cross-dresser, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Annyeong!! Desculpem-me a demora!! Minhas provas acabaram quarta-feira e desde então estou escrevendo o capítulo. Imaginei que fosse ter apenas 2k de palavras, mas ele saiu bem mais do que eu esperava!

Obrigado pelos comentários!! Nós chegamos a 1.000 FAVORITOS! ksjdjcnfsjnvjd eu to muito feliz :) aaaaaaa

Espero que gostem! Dediquei-me bastante ao capítulo para que saísse o melhor possível para vocês!

Então, luz, câmera e ação!!

LEIAM AS NOTAS FINAIS!

Capítulo 34 - Sistemático


Hoseok estava extremamente grudento. Ele acordou já quase onze da manhã, mas totalmente descansado, o que era realmente bom. Eu estava sozinho até então, já que Hyunwoo não dava sinal desde que eu conversara com ele. Desci para a cozinha ao acordar às sete da manhã. Liguei para minha mãe às oito, quem me fez milhões de perguntas e pediu para que eu descansasse e não fizesse esforços, tanto mentais quanto físicos. 

Preparei alguma coisa para comer e sentei na frente da tevê na sala com as pernas cruzadas igual a um índio, assistindo ao jornal, antes de receber uma mensagem de Kihyun. Eram dois links diferentes.

O primeiro, o vídeo que Jooheon havia feito com todas aquelas suas filmagens. Ele mostrou nosso dia a dia quase tão normal quanto o de qualquer outra pesssoa, quando fugimos da polícia, o grafite de Hoseok, e poucas cenas nossas no orfanato. No final, "você acha que conhece o X Clan?" O vídeo havia sido postado segunda-feira, e ainda estava sendo bem comentado. Nele havia o link para um site, que ao entrar, percebi ser exclusivamente do X Clan. A foto de logo era a que tiramos antes da sirene da polícia. Havia uma pequena descrição de cada um de nós — a parte que todos já sabiam; o que era o nosso real, não estava ali —, assim como havia uma sala de bate-papo principal e várias outras, e lugar onde podiam ser deixadas perguntas que seriam retiradas "a sorte" para serem respondidas. 

Perguntei-me se tudo aquilo era marketing feito por Jooheon. Quais eram seus planos para o X Clan? Agir como adolescentes irresponsáveis no final de semana, e ter um hiatus durante a época de provas da faculdade? De qualquer forma, se Jooheon tinha um plano, este certamente era um bom.

Abri o segundo link. Era um artigo dentro do site de fofocas do colégio. A escritora era a mesma que escrevia sobre Hoseok e eu, então não me surpreendi ao ver que o título tratava realmente de nós dois. As aulas acabam; a fofoca, não.

O artigo começava com fotos. Hoseok e eu deixando o hospital, e uma ao que entramos no carro. Senti como se Hoseok fosse uma estrela jovem sendo seguida por paparazzis. A única coisa que agradeci foi por não ter segurado sua mão ao deixar o hospital, pois senão as palavras que demonstravam a possibilidade de estarmos juntos, a afirmaria e isso causariam muito problema, e Hoseok já tinha problemas demais.

Eu desci para os comentários. Alguns diziam que eu estava tentando levar Hoseok para o lado errado, que era eu quem gostava dele e estava tentando fazê-lo virar gay para ter meus sentimentos retribuídos. Era tanta merda, e tanto exagero, que minha têmpora começou a pulsar de irritação. Deixei um breve comentário: sexualidade não é doença, e portanto não é transmissível. Se alguém é homossexual, já nasceu assim. Então, se Hoseok fosse gay, primeiro, que não seria da conta de vocês, e segundo, ele teria nascido assim.

Saí do site logo em seguida e joguei o celular no colchão, que quase bateu na parede, mas eu apenas ignorei para evitar estress. Fiquei sentado ali até que Hoseok apareceu silenciosamente na sala, e sentou no meu colo, deitando a cabeça em meu ombro. Eu acariciei seu rosto e cabelo e o ouvi bocejar.

  — Há quanto tempo você está acordado? — Perguntou-me com a voz grogue, abrindo os olhos e fechando-os em seguida. Ainda bem que a sala não era tão iluminada.

  — Já faz algumas horas. Você está descansado, amor? — Ele afirmou com a cabeça, e finalmente conseguiu abrir os olhos para me encarar. — Você não devia descer as escadas assim, quase dormindo. Você pode cair.

— Não sou desastrado assim, Hyungwon.

Eu ri. 

— Que resposta estilo Kihyun, Hoseok. Vai lavar esse rosto preguiçoso e escovar os dentes, vai. Vou fazer uma salada de frutas para você.

Isso pareceu animá-lo, que levantou-se rapidamente do meu colo e voltou a subir as escadas. Eu fui para a cozinha, preparar a salada de frutas dele, do jeito que eu sabia que Hoseok iria gostar.

Ele voltou antes que eu houvesse terminado, e ficou me observando em silêncio. Quando terminei, passei a bandeja com as frutas picadas em quadrinhos e lambuzadas de leite condensado e aveia para ele, com um garfo. Ele comeu, mesmo ao fazer careta pela parte calórica, e me ofereceu um pouco.

Nós voltamos para a sala para assistir um pouco de tevê, comigo no seu colo e suas mãos por baixo da minha camisa. Seus dedos passearam pelo meu abdômen, antes de apertarem minha cintura e passearem por todo meu peitoral, e então, Hoseok me abraçar forte. Eu deitei a cabeça perto de seu ombro, sentindo seus carinhos, e compartilhando alguns beijos doces.

Pedi que abraçasse meus braços também, e ele riu ao me ver encolher com isso. Como ele havia pedido no dia anterior, ali estava minha parte dependente. 

Algum tempo depois, foi minha vez de sentir fome, mas eu simplesmente coloquei uma lasanha no microondas e voltei para os braços de Hoseok alguns minutos depois, com um prato nas mãos. Hyunwoo chegou quando eu estava comendo e dando os poucos pedaços que Hoseok aceitava para ele. Trocamos um olhar e eu falei que tinha lasanha na mesa. Hyunwoo incrivelmente reclamou por não ser caseira. Parecia de bom humor. Quando ele se sentou ao nosso lado, entendi que deveria ser relacionado aos chupões em seu pescoço.

Nós assistimos à televisão trocando poucas palavras, mas com um clima bom e leve. Hyunwoo riu um pouco, assim como eu, com o programa de comédia. No entanto, Hoseok parecia imerso demais em minha pele sendo selada pelos seus lábios macios para prestar atenção no que passava na tevê, o que claramente não era uma reclamação minha. Ao contrário, inclinei o pescoço para dar-lhe mais espaço, o que o fez sorrir, e o que me fez sofrer ainda mais arrepios pelo corpo.

Levei os pratos para a cozinha e lavei-os. Eu sentei ao lado de Hoseok ao voltar, com as costas na parede, e ele deitou a cabeça em meu colo, fechando os olhos para tirar um cochilo. Eu acariciei seus cabelos, observando todos seus traços belos, e prestando atenção na tevê. Hyunwoo, deitado no colchão, encarou-nos por no mínimo cinco vezes, verificando se Hoseok havia dormido. Hoseok então dormiu depois de vários minutos.

O que Hyunwoo disse depois disso não foi nada relacionado a seu plano.

  — Você é realmente um idiota apaixonado por ele — disse com um riso. Imaginava como isso devia soar em sua cabeça. Antes eu era igual a ele, mas Hoseok era meu ponto fraco. E eu realmente era um bobo, idiota, babaca por ele. 

— Sou — afirmei e encarei o mais velho. — E então? — Hyunwoo entendeu que eu estava falando do plano.

— Hoseok tem algum colar que ganhou de você de presente?

— Não — pensei por alguns segundos. — Gargantilha serve?

— Serve — ele se voltou para a tevê, mas o assunto não havia terminado.

— O que você está planejando? 

— Proteger seu bebê e desmarcar alguém por aí. Enquanto o primeiro plano se realiza, eu dou início ao segundo — fez sinal com as mãos de que me explicaria depois. 

— Você teve ajuda externa? 

— Sim.

Eu ri.

  — Essas marcas aí indicam que você não foi apenas resolver nossos problemas, mas uns outros também. É a mesma pessoa?

Hyunwoo riu sem graça e se moveu desconfortável no colchão. Ele não parecia achar uma posição confortável ali, como estava há cinco segundos atrás.

— Eles são bem diferentes, vai por mim. Quem resolve seu problema... não é meu tipo — não sei se Hyunwoo percebeu por causa de seu visível desconforto, mas ele havia me respondido no masculino, enquanto podia ter falado elas, por causa de as pessoas. Eu o observei por um segundo, antes de desviar o olhar para a televisão.

Hyunwoo subiu para seu quarto e eu fechei os olhos para dormir, com a cabeça contra a parede, igual a Hoseok. Ainda era início de tarde, então tinha muito tempo para continuar tranquilo, e tirar um cochilo era uma boa forma de fazê-lo.

Acordei deitado, com Hoseok no meu peitoral. Não sabia como havia parado daquela forma, mas apostava que fora ele. Seus dedos desenhavam linhas imaginárias sobre meu abdômen, e um dos meus braços estava sobre seu corpo. Eu respirei fundo, o que fez com que ele notasse que eu havia acordado, e levantasse o olhar para mim. Deu-me um sorriso, e eu acariciei seus cabelos bagunçados.

  — O que você está fazendo deitado, aí, anjo?

— Ouvindo seus batimentos. Percebi que eles aceleram quando você me olha.

— Golpe baixo — murmurei. — Quantas horas?

Ele moveu-se e deitou a cabeça em meu ombro. Gostou quando eu virei de lado e o abracei, apertando seu corpo quente contra o meu.

  — Passa das três e meia.

— Você tem que tomar banho.

— Vai tomar comigo? — Peguntou, procurando meus olhos com os seus.

— Hum... Hoje não.

— Por quê?

— Porque quero curtir a preguiça nesse colchão macio.

Hoseok revirou os olhos e se levantou.

— É melhor eu trocar de namorado. Esse já não serve para mais nada — falou enquanto se afastava de mim. Eu segui-o com o olhar, fingindo indignação.

— Olha aqui, Hoseok, você é o mais velho, mas não esquece que é você quem vem de mimimi quando quer carinho. Ou melhor: o tempo todo

Hoseok riu enquanto subia as escadas, e quando ele sumiu lá em cima, foi minha vez de sorrir. Como idiota. Simplesmente ignorei minha própria reação e levantei-me. 

Dei duas batidas na porta do quarto de Hyunwoo antes de entrar. Por sorte, ele apenas estava sentado em sua cama mexendo no celular. Ao me ver, levantou e seguiu até sua escrivaninha. Pegou uma caixinha preta que cabia entre seus dedos e me entregou. Esperou que eu a abrisse, sem fazer a mínima ideia do que aquilo possivelmente era. Dentro, estava um pingente de coração. Olhei para Hyunwoo sem entender.

— É um gravador — Hyunwoo o pegou e pressionou. O pingente abriu no meio, mostrando um objeto extremamente pequeno escondido ali dentro. Clicou em alguma coisa e o fechou novamente. — A partir de agora ele já está gravando. Pode durar por várias horas, então isso não é uma preocupação. 

— Você vai gravar a conversa entre os dois? Como isso vai proteger Hoseok?

Hyunwoo suspirou.

— Gravando a conversa, temos duas coisas: um, quando descobrirmos os podres do homem, e a partir da conversa que mostra Hoseok totalmente contra o tio, podemos provar que ele não está envolvido em nenhuma sujeira feita pelo homem. Dois, é um plano B. Caso não encontre provas ou caso o homem consiga se livrar delas na justiça, podemos mostrar a sujeira já comprovada, que ele faz com Hoseok.

  — Hyunwoo, eu realmente não quero envolver Hoseok dessa forma, ele...

— Eu sei, Hyungwon. É um plano reserva. O plano de hoje, é ter Hoseok como uma isca para entrarmos lá. Eu vou acessar o sistema de segurança deles e criar uma falha para que meu amigo acesse o sistema central da empresa. Isso vai ajudá-lo a olhar as câmeras, a movimentação de dinheiro. Ele disse que certamente consegue observar a conta bancária do tio de Hoseok e também verificar qualquer coisa que ele esteja metido e que os dados passem pelo computador.

Eu pisquei algumas vezes enquanto encarava Hyunwoo.

— Certo... E como seu amigo consegue fazer tudo isso?

— Ele é um hacker. Não é o melhor, mas é o único que conheço. Ele tem alguns amigos que o financiam com alguns equipamentos. Eu sou um deles.

— Mas se ele é um hacker, por que não invade o sistema sozinho?

— Leva mais tempo. Tempo que não temos. Você quer algo rápido, certo? Eu só preciso espalhar um vírus no sistema — Hyunwoo deu de ombros. — Não é como se fosse difícil, de qualquer forma.

Eu suspirei e passei a mão pelos meus fios.

— Ok. Mais alguma coisa? 

— Só isso. Adicione o pingente na gargantilha. Provavelmente vão nos revistar ou passar um detector de metal, sei lá como esses caras são. Qualquer coisa, o metal do pingente é uma boa desculpa.

Eu observei a caixinha na minha mão com incredulidade e afirmei com a cabeça, meio avoado em meus pensamentos. Dei as costas para Hyunwoo e segui para meu quarto.

Hoseok ainda tomava banho. Fui direto para o closet, procurar aonde ele havia deixado nossa gargantilha — já que nela estava escrito "pertence a WonHo" e Wonho era nada menos que nós dois. Encontrei-a numa gaveta cheia de gargantilhas, e adicionei o pingente com certa dificuldade. Levei alguns minutos, e quando terminei, o barulho de água já havia cessado.

Hoseok secava-se no quarto, e aproveitei o momento para tirar-lhe um pedaço. Cheguei por trás e agarrei sua cintura, beijando seu pescoço. Ele se assustou, antes de colar seu corpo mais com o meu e gemeu meu nome baixinho e manhoso. Deixei um beijo estralado na região, antes de selar seu ombro. Escutei a respiração pesada de Hoseok e sua pele arrepiada, que denunciava o quanto ele gostava daquilo.

  — Mais... — Murmurou quando me afastei. Beijei seu maxilar e ele me olhou com um biquinho nos lábios.

— Depois que eu tomar banho, anjo.

Ele não reclamou de eu me afastar para o banheiro, e eu tomei um banho rápido, que me ajudou a pensar enquanto a água morna caía sobre meu corpo. Enrolei a toalha na cintura e escovei os dentes antes de deixar o banheiro. Travei na porta ao encarar Hoseok. 

Ele vestia uma calça jeans preta colada e rasgada no joelho, além de uma blusa branca meio larga, com a barra presa dentro da calça. O cabelo ainda estava uma bagunça, mas uma bagunça totalmente sexy. Seu pescoço, com a gargantilha que eu havia deixado sobre o banco do closet.

Eu nem soube o que falar. Só pensar — e controlar meus pensamentos antes que eu ficasse duro. Mas, o que se seguiu, certamente não me deixaria duro.

— Hoseok, por que você está vestido assim para ir na empresa daquele verme? — Ele olhou para mim, e deslizou a mão pelo braço descoberto.

— Ele mandou — murmurou.

— Ele mandou que você fosse gostoso pra porra até lá? — Ele afirmou com cabeça levemente. Eu suspirei para não usar o tom agressivo que estava usando, pois aquilo não era sua culpa. Mas o fato daquele velho tarado desejar tocá-lo e ainda pedir por isso me deixava extremamente irritado. — Ele sempre manda isso? — Negou com a cabeça. Quase soltei outro suspiro.

Aproximei-me dele e segurei em seu queixo, para levantar seu rosto e selar nossos lábios delicadamente. Suas mãos agarraram minha cintura e a apertaram enquanto eu mordiscava seu inferior e lambia em seguida. Ele gemeu baixinho. Afastei-me para encarar seus olhos, que ele os abriu assim que sentiu a distância. Pude enxergar sua hesitação. Ele estava com medo.

— Nada vai te acontecer. Seu príncipe vai estar lá para te salvar da br... — Hoseok me beijou. Um selinho demorado. Eu o encarei de sobrancelhas franzidas quando se afastou.

— Hyungwon, você realmente fica mais bonito calado. 

— É sério, Hoseok — falei, dessa vez, sério mesmo, ainda com um pequeno sorriso pela sua reação anterior. Ele afirmou com a cabeça antes de repousá-la em meu peitoral.

Eu troquei de roupa com Hoseok sentado na cama. Observei-o mexer no pingente em forma de coração, e sorrir para mim em seguida.

— Obrigado, Wonnie — disse, genuinamente feliz. Eu sorri. 

— Agradeça a Hyunwoo. Foi ele quem escolheu, anjo. Mas você realmente fica bonito com a gargantilha e o pingente.

— E por quê?

Eu dei de ombros. Não sabia o que dizer, mas sabia que não poderia deixar Hoseok achando que havia sido eu a escolher aquele pingente que escondia um gravador.

— Acho que ele está feliz por nós. O pingente é para Wonho, certo?

Ele afirmou com a cabeça, sorrindo. Estava ainda mais feliz à menção de Wonho. Meu namorado parecia uma criança com o melhor dos brinquedos. Minha vontade era de ajoelhar na frente de Hoseok, acariciar seu rosto antes de acolhê-lo em meus braços e cuidar dele.

Era uma sensação estranha. E boa. Estranhamente boa. Hoseok me causava isso.

Estendi a mão para ele. 

  — Vamos, anjo.

Hoseok se levantou e agarrou minha mão. Deixou um beijo na minha bochecha. Carinhoso. Estava me acostumando àquilo.

Descemos as escadas e Hyunwoo estava sentado na mesa da cozinha, mexendo em seu celular. Assim que nos viu, levantou-se e caminhou na nossa frente para o hall de entrada. Hoseok olhou para mim confuso. Segurei em seu queixo.

— Hyunwoo vai conosco, tudo bem? Seu namorado não é grande coisa quando se trata de proteção, mesmo que ele queira ser — sussurrei para seus olhos preocupados:  — Eu não contei para ele o que houve. Não se preocupe — Hoseok afirmou com a cabeça e apertou meus dedos entre os seus, em sinal de que confiava em mim. Ele soltou minha mão para calçarmos nossos sapatos no hall. Quando deixamos a casa, o carro já estava na entrada, com Hyunwoo em pé ao lado do motorista. Ele foi para o banco traseiro sem dizer uma só palavra, enquanto Hoseok e eu ficávamos na frente.

Olhei para Hyunwoo. O plano estava prestes a começar, e eu já me sentia extremamente grato a ele por ter topado fazer tudo aquilo. De alguma forma ou de outra, teria que lhe devolver o favor mais tarde.

Escutamos algumas músicas pop durante o percurso, e conversamos um pouco também. Ao olhar para o rosto de Hoseok, não foi difícil notar que ele ficava mais nervoso a medida que nos aproximávamos da sua empresa. Eu coloquei a mão em sua coxa e a acariciei, lembrando-o que eu estava ali com ele, e Hyunwoo também.

Hoseok estacionou na garagem dos funcionários. Assim que desligou o carro, encostou a cabeça no banco e suspirou, encarando o lado de fora, com as mãos ainda no volante. Hyunwoo deixou o carro e ficou parado do lado de fora à nossa espera. Aproveitei o momento que tinha a sós com Hoseok. Selei sua bochecha, e virei seu rosto para selar seus lábios em um beijo calmo, do jeito que Hoseok gostava. Tentei transmitir naqueles movimentos de meus lábios, todo o carinho que tinha por si, e cuidado, e amor, e foi muito provavelmente pela sensação de ser preenchido por eles que Hoseok levou as mãos até minhas bochechas e as segurou firmemente, beijando-me com esmero. 

Ficamos sem ar, por um motivo que valia totalmente a pena as respirações ofegantes. Nós deixamos o carro, e assim que dei a volta até Hoseok, sua mão agilmente procurou pela minha, apertando meus dedos entre os seus nervosos. Eu deixei um beijo na sua mão, mas a soltei depois. Local com muitas pessoas nunca era um bom lugar para demonstração de afeto, e Hoseok sabia disso. Por isso não me olhou tristonho, e aceitou meu braço sobre seus ombros.

Não travamos na entrada, apenas seguimos para dentro da empresa denominada Shiny — como um bom nome de roupas de marca. Logo na entrada, dois dos três guardas ali dentro caminharam até nós e nos pararam. A forma como olharam para Hoseok mostrou que já conheciam seu rosto. Acompanharam-nos até o guarda com detector de metais, e deixamos tudo de metal que tínhamos em uma caixa, para que verificassem. 

Troquei um olhar com Hyunwoo. Ele estava certo sobre aquilo.

Revistaram-nos. Hoseok foi o último, com o qual o objeto apitou. Hyunwoo interferiu antes de mim.

  — É a gargantilha dele.

O homem encarou o acessório no pescoço de Hoseok por alguns segundos, e então deixou que pegássemos nossos celulares e chaves de volta. O guarda com a feição mais feia dali pegou seu rádio comunicador e o levou até o rosto.

— Avise ao Sr. Lee que Lee Hoseok está aqui — dirigiu um olhar a nós. — Com dois acompanhantes — guardou o aparelho. — Vocês podem subir.

Hoseok liderou o caminho pelo do saguão de entrada até o corredor onde estava os elevadores. Ele tinha uma careta pela forma que fora chamado, que aos poucos se desmanchava.

Entramos no elevador em silêncio. Hoseok apertou o botão do andar que desceríamos e esperamos a porta se fechar. Percebi suas mãos ao lado do corpo tremerem, e puxei seu corpo até que ele estivesse com as costas coladas em meu peitoral, e meus braços ao seu redor. Eu acariciei seu pescoço com o nariz, tentando distraí-lo. Esperava que aquilo não durasse muito —  ou melhor que durasse o mínimo.

— Quanto tempo você acha que vai demorar? — Perguntei a ele.

— Costuma levar às vezes até uma hora porque ele... — Notei Hoseok engolir em seco. — Eu tenho que pagá-lo. O que eu devo fazer quando ele... Mandar-me pagá-lo? — Percebi que Hoseok usava aquelas palavras por causa de Hyunwoo do nosso lado. No entanto, o assunto continuava tão desconfortável quanto antes.

Minha vontade foi de dizer para xingá-lo, e recusar firmemente, mas sabia que aquilo era inviável. Senti Hyunwoo cutucar-me. Ao encará-lo, seus olhos fixos nos meus subiram para o teto. Levei um tempo para entender. Câmeras. Teriam escutas ali também? O quão estranho aquilo seria?

— Sugira uma redefinição de data para pagamento — sussurrei em seu ouvido.

—  Ele não vai aceitar — sussurrou de volta.

— Você vai dizer que vai pagá-lo com juros — eu suspirei. Bom seria se eu pudesse entrar com ele na sala daquele infeliz e observar cada passo dado por ele, mas desde o início eu havia entendido que não conseguiria isso. Por isso precisava da ajuda de Hyunwoo. — Hoseok, eu não posso entrar com você, bebê. Tudo que eu puder fazer por você, será do lado de fora, e eu estou trabalhando nisso, tudo bem? 

Ele afirmou com a cabeça. O elevador se abriu, e Hyunwoo saiu. Beijei o canto dos lábios de Hoseok, antes de sairmos também.

Estávamos em um novo saguão, onde havia uma parede com uma janela enorme de vidro, e alguns sofás de espera, junto ao balcão da secretária. Ela, no entanto, não estava atrás dele, e sim em pé, a nossa espera.

Ela sorriu cordialmente e inclinou-se num breve cumprimentar. 

— Boa noite, senhores. Como vai, Sr. Hoseok? — Mesmo se ela estivesse sendo sinceramente gentil, eu não era capaz de acreditar nela.

Escutei o eco de uma porta ser fechada, e olhei na direção do único corredor ali. Por ele estar perpendicular a nós, eu não conseguia ver suas portas e pessoas. Mas minha mão tremeu, e meus lábios crisparam-se ao ver a figura que saiu dali, vestido em um terno preto e que se aproximava de nós, com óculos redondos sobre o nariz e um sorriso sádico na direção de Hoseok. Não precisei olhar para meu namorado, nem nada. Meu instinto foi mais forte, dando um passo a frente e pondo-me no caminho do homem ao que ficamos a apenas um metro de distância um do outro, com seu perfume enjoativo chegando às minhas narinas.

O homem me encarou, com o mesmo sorriso falso. Seus olhos brilhavam em maldade, e o meu, de ódio pela sua pessoa. Não tardei em falar as palavras que desejam ser direcionadas a si, antes que ele ousasse tocar em Hoseok.

  — Nem ao menos pense em chegar perto dele ou tocá-lo. Eu prometo cortar todos seus dedos fora, um por um, caso você se atreva a tocar uma única parte do corpo de Hoseok.

O sorriso do homem aumentou ao que a tensão preencheu o cômodo; não por ele, mas minha e, principalmente, de Hoseok.

  — Vamos, Hoseok — disse, tão frio quanto eu havia falado com ele, ignorando-me por completo. Eu não queria deixá-lo ir. Agora que havia encarado o homem face a face, apenas sentia ainda mais medo que Hoseok se afastasse de mim e entrasse na merda daquela sala com ele. Não queria deixá-lo se afastar o mínimo que fosse enquanto esse homem não estivesse sofrendo tudo que merecia. Eu segurei o pulso de Hoseok quando ele deu um passo a frente na direção de Dongrim, e meus olhos dirigiram-se ao seu rosto. 

Ele sorriu para mim, sincero, mas o Shin Hoseok que eu via antes estava ali, em uma imagem de audácia e superioridade. A expressão de alguém que esconde seu medo e preocupações. Seu sorriso, era o de lado, o que gosta de me sacanear; mas não vale mais, Hoseok. Eu já consigo te ver através de suas ações. E não, isso não é o suficiente para me tranquilizar.

  — Eu não sabia que era possível fazer Chae Hyungwon se preocupar com alguém.

Ainda sim, é possível que ele me alfinete da forma que tão bem sabe fazer. Porém, não reviro os olhos mais para ele como era tão acostumado a fazer. Apenas mantenho o contato entre eles.

— Você não é único — Hoseok sorri fraco. Mas tenho certeza, ele sabe que é o único. O único que me faz preocupar tanto assim, mas do que qualquer coisa relacionada a mim mesmo poderia me preocupar. Mas ele sabe que também não é o único, pois também me preocupo com todos os nossos amigos.

Ele então seguiu seu "tio", e quando os vi desaparecer, senti meu coração pesar de preocupação. Eu suspirei como se o ato pudesse tirar todo esse peso, mas ele ainda estava ali dentro.

  — Sentem-se — a mulher em suas roupas em tons de cinza disse, apontando para os sofás. — Aceitam uma água, ou café?

Ela presenciou tudo. Por isso, encarei seus olhos, incrédulo. Por acaso eles contratavam atores ao invés de funcionários reais? Para fazê-los fingir que nunca nada demais acontecia ali dentro? Para que ignorasse fosse o que fosse de podre que acontecia?

  — Aceito a insignificância da sua presença fora da minha visão, por favor — falei, estressado. Ela trocou o sorriso por uma expressão de compreensão e curvou-se, antes de voltar para seu balcão. 

Voltei-me para Hyunwoo.

  — Então? — Questionei. 

  — Espere um pouco — murmurou e encarou o chão. Ficamos em silêncio por um momento, enquanto esperávamos a mulher acreditar que apenas estávamos esperando Hoseok. Hyunwoo colocou as mãos no bolso. — Você deve ter notado as outras marcas também, já que notou essas — a fala de Hyunwoo foi tão inesperada que o encarei surpreso. Pisquei os olhos algumas vezes, absorvendo o que ele havia dito. Eu afirmei com a cabeça e foi impossível não notar seu desconforto. 

— Não precisa me explicar nada. Apenas sinta-se à vontade com isso —  tentei melhorar seu incômodo. — E quando quiser conversar comigo, ou com qualquer um dos membros, converse, sobre qualquer assunto que seja. Diria para ter cuidado com a acidez de Kihyun, mas não acho que isso seja um problema para você — ele riu, e eu também. Kihyun às vezes era um problema bem azedo de se resolver. 

  — Aquilo não é nada.

— Você deveria se aproximar mais dos garotos. Nós sentimos sua falta — fui sincero. Sentia que era disso que Hyunwoo precisava vindo de nós. Ele afirmou vagamente com a cabeça enquanto observava o local. Eu fiz o mesmo.

— Hyungwon — chamou-me alguns segundos depois, e encarei-o. Ele me mostrou seu celular. Havia um desenho ali, que ao que ele deslizou o dedo pela tela, percebi ser a planta de uma construção. Ou melhor, a planta do prédio da empresa de Hoseok. Ele deu zoom em uma região. Sala de controle, pude ler. 

  — Sétimo andar, terceira porta à esquerda — ele murmurou, tomando cuidado com a secretária, ao invés de como estávamos conversando. Abriu o bloco de notas no celular e me mostrou o que havia digitado.

Sem complicações volto antes de Hoseok sair. Vou te ligar, então mantenha o fone no ouvido para qualquer coisa que eu precise informar.

Eu encarei-o e afirmei com a cabeça. Meu coração batia rápido. Adrenalina. Nervosismo. Hyunwoo recebeu uma ligação. Pude ler o nome rapidamente: Nerd. 

  — Yeoboseyo, Youngjae — ele atendeu, se virando em outra direção. — Ah, ah, tudo bem... Estou aí em poucos minutos — ele se virou para mim depois de desligar a chamada. — Eu tenho que ir. Quando saírem, me ligue que eu busco vocês.

Franzi as sobrancelhas, confuso.

— Tudo bem.

Hyunwoo se dirigiu até o elevador e esperou que o mesmo abrisse, depois de apertar o botão. Aquilo estava muito estranho. Cheirava a armação. Mas por quê? Quem ele precisava enganar? A secretária? Era... exagerado demais caso fosse.

Ele desapareceu dentro do elevador, e eu suspirei, encostando-me à parede. Cerca de três minutos depois, recebi uma ligação dele. Atendi. Ele foi o primeiro a falar.

  — Ainda estou no prédio. Sétimo andar. Espere. — Não escutei nada do outro lado da linha por algum tempo, e caminhei até a enorme janela, olhando para fora. O céu já estava mais escuro. 

Houve um "você nã..." e algo sendo batido, seguido de silêncio.

— Pronto. O cara vai dormir por algumas horas. Vou espalhar o vírus no sistema. Não deve demorar — silêncio. — Por que ele não me avisou que tinha que fazer download? — Resmungou. O silêncio durou tanto tempo que pensei que a chamada havia sido encerrada. Escutei um murmúrio atrás de mim. Provavelmente a secretária em alguma ligação. — Ainda está em oitenta por cento... Merda — sussurrou. Barulho de passos, porta sendo aberta e silêncio momentâneo.

  — O que aconteceu aqui? — Foi a voz de outro homem. Novamente algo sendo batido. Hyunwoo estava brigando contra os seguranças? Dessa vez, o som perpetuou, e escutei o elevador ser aberto atrás de mim. Virei, apenas para ver um segurança atrás de mim. Ele andou em minha direção e estendeu a mão. Algo dentro de mim gritou, e eu me afastei rapidamente. O homem não pareceu contente, com uma das algemas nas mãos. A secretária não estava na telefone, mas sim no rádio comunicador com os seguranças, finalmente liguei os fatos. Eu corri do homem, e ele incrivelmente veio na minha direção. Olhei para seu cinto, onde estava o coldre com arma, mas atirar em mim não parecia ser um dos objetivos.

Corri na direção do corredor por onde Hoseok havia desaparecido, no entanto, a secretária estava no meu caminho. Era uma emboscada? Eu já não entendia. Qual era o plano do tio de Hoseok? Eles deviam ter desconfiado de algum plano nosso, ficaram de olho no fato de Hyunwoo e eu termos vindo junto com ele.

Eu coloquei o telefone no ouvido. Meus músculos tensionados. O olhar, entre a mulher e o homem, esperando para saber de qual dos dois eu teria que fugir primeiro enquanto eles esperavam para saber de qual dos dois eu tentaria fugir. Eu não bato em mulher, mas bato em homem

  — Hyung? — Chamei por Hyunwoo, ao invés de dizer seu nome. 

— Terminei — falou cansado. — Ele está f-fugindo com Hoseok pela escadaria! Estou indo para a garagem.

Arregalei os olhos e desviei do policial, que conseguiu me segurar pelos cabelos. Acertei um chute em suas bolas e corri. Cliquei no botão do elevador e percebi a mulher no rádio comunicador. O elevador se abriu. Cliquei para descer no andar seguinte assim. Eles provavelmente me esperariam sair do elevador no térreo, e eu terminaria de descer pelas escadas. Teria uma saída diferente do saguão principal? Talvez uma janela no primeiro andar. Se descesse no saguão não conseguiria fugir.

Desci do elevador e verifiquei em rápidos olhares se não havia nenhum segurança no meio das pessoas, enquanto abria a porta da escadaria e descia até o térreo por elas, segurando com a mão livre no corrimão.

Coloquei o celular no ouvido, ofegante.

  — Hyunwoo? — Ele não respondeu, mas pude ouvir algumas exclamações e barulho de sapatos.

Por que, de repente, eu parecia estar em um filme de ação?

Dessa vez não era o X Clan que me proporcionava adrenalida. Parecia simplesmente ser uma obrigatoriedade da vida por um pouco de anormalidade para mim.

Desci até ser barrado por uma porta trancada, e sem janelas. Subi para o andar superior, que havia uma pequena janela no alto como nos outros andares. Olhei por ela e percebi que havia chegado ao térreo. Coloquei o celular no bolso e segurei na parte inferior da janela, subindo meu corpo até conseguir segurar na parte superior e colocar um dos meus pés ali. Segurei dos lados da janela pequena e joguei a outra perna, finalmente achando a utilidade de ser magro. Segurei pelo lado de fora, e consegui descer sem quebrar nada ou bater a cabeça uma vez mais. Aquilo seria um grande problema caso acontecesse. 

Olhei para os lados e percebi ter que dar a volta até onde havíamos deixado o carro. Enquanto corria, vi o nosso carro passar pela rua. Hyunwoo me notou e deu ré, fazendo um barulho alto com os pneus. Eu entrei e fechei a porta com força, sentindo meu corpo ser jogado contra o banco ao que Hyunwoo dirigia velozmente. O ar, que eu não tinha, escapou pelos meus pulmões.

— Por onde ele foi? — Questionei assim que consegui puxar o oxigênio.

— Eu devia ter te entregado um rastreador para o Hoseok! — Gritou enquanto virava a esquina, me tacando contra a porta. Eu bati a cabeça e me senti atordoado. Respirei fundo e fechei os olhos por alguns segundos. — Põe a merda do cinto, Hyungwon, droga! —  Fiz o que Hyunwoo mandou, tentando me concentrar em qual carro Hoseok devia estar. Logo percebi o carro que Hyunwoo seguia a alguns metros de distância do nosso, tentando se afastar mais.

Escurecia cada vez mais, com a luz dos postes já acesas. Pensei em ligar para Hoseok, mas sabia que ele não podia me atender e isso podia simplesmente piorar as coisas.

Hyunwoo era um bom motorista, e conseguiu se aproximar do carro em uma curva, ao que nos afastávamos do centro e as ruas ficavam mais desertas. Percebi quando o vidro traseiro do carro que seguíamos foi aberto, e me assustei ao ouvir o barulho de tiro, que acertou o vidro do carro, mas nem mesmo o marcou.

  — Eles têm uma arma?!   — Meu sangue, antes fervente em raiva, esfriou ao pensar em Hoseok perto daqueles homens, e tudo que eu queria é que não o ameaçassem com aquilo. Que esse momento não o traumatizasse, que eu conseguisse tirá-lo dali e afagar seus cabelos. Que seu tio fosse para o inferno. Hoseok não podia se machucar, de forma alguma.

— O carro é todo blindado — Hyunwoo respondeu.

— Eu me preocupo é com ele! 

— Pensa um pouco, Hyungwon! Não vão matar ele! — Mais barulho de tiros. Ele estava certo, mas podiam tentar machucá-lo. Enquanto perseguíamos o carro, Hyunwoo simplesmente virou numa esquina contrária e correu mais algumas quadras, antes de estacioná-lo em uma vaga qualquer. Eu o encarei, incrédulo.

— O que você está fazendo?! —  Gritei com Hyunwoo, prendendo meus olhos em sua expressão nervosa, mas controlada. Ele tateou seus bolsos até encontrar seu celular.

— Acalme-se, Hyungwon. Se seguirmos eles por todo o caminho, vão fazer o pior. Além de quê, já devem ter acionado a polícia por causa dos tiros, e não podemos nos envolver com a polícia — ele colocou o celular no ouvido. — Feche os olhos e respire fundo. Você bateu a cabeça, e não pode ficar tão estressado assim. Daqui a pouco você vai estar com uma enxaqueca insuportável e nem mesmo vai conseguir pensar direito, menos do que já está fazendo. 

Eu joguei a cabeça no assento e fechei os olhos, tentando acalmar minha respiração e a pressão que sentia na cabeça. Não era voltando para o hospital que eu ajudaria Hoseok; muito menos sendo preso pela polícia.

— Não durma. É perigoso. — Hyunwoo avisou, por causa da batida. Pensei em perguntá-lo qual seu plano, mas logo soube. — Youngjae, preciso rastrear um número.


Notas Finais


O plano do hyunwoo é bom?
E Hyungwon bateu a cabeça, de novo.
Tomara que fique tudo bem com ele e com Hoseok!!! Fighting!
Sobre "Eu não sabia que era possível fazer Chae Hyungwon se preocupar com alguém" - é uma referência ao início da fic, no qual eles geralmente falavam assim um do outro com sarcasmo

Pessoas, queria pedir que comentassem (de novo? é, de novo). É chato? É sim, mas não custa nada gastar um minutinho escrevendo algum incentivo. Faz toda a diferença para mim e para qualquer escritor, serião!

sigam @lifeisc_ no insta pois posto algumas frases do capítulo que será postado lá! pra atiçar a curiosidade, sabem como é hehehe

sobre as fics 2won:
higher (começarei a postar os capítulos semana que vem, na quarta): https://www.spiritfanfiction.com/historia/higher-10951188

kiss (oneshot): https://www.spiritfanfiction.com/historia/kiss-11146545

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nova shortfic changki: https://www.spiritfanfiction.com/historia/obsession-11220281

Annyeong!!


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