História Life is Unpredictable - Capítulo 11


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Categorias Life Is Strange
Personagens Chloe Price, Frank Bowers, Kate Marsh, Mark Jefferson, Maxine Caulfield, Nathan Prescott, Victoria Chase, Warren Graham
Tags Pricefield
Visualizações 156
Palavras 3.623
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), FemmeSlash, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi lindezas, tudo bem com vocês?
Espero que gostem do capítulo.

Hoje tem recadinho nas notas finais.

Capítulo 11 - Water


Fanfic / Fanfiction Life is Unpredictable - Capítulo 11 - Water

Era terça-feira, Max estava em seu horário de almoço. Acabara de sair da aula de fotografia com Kate e as duas caminhavam em direção ao refeitório. Ao chegarem ao seu destino, sentaram na mesma mesa de sempre. Após alguns minutos, Warren chegou, sentando com elas.

O clima entre Max e Warren estava estranho. Eles não tinham mais conversado desde o beijo, apenas alguns diálogos monossilábicos. Max tinha se afastado de seus amigos nos últimos dias. Até de Kate estava mais distante. Max sentia falta das conversas, principalmente das com a amiga.

Eles terminaram de almoçar, conversando apenas trivialidades durante a refeição. Kate então se retirou, pois precisava ir até a secretaria confirmar se os alunos demonstraram interesse em participar do seu grupo religioso. A próxima aula era de ciências, a cadeira em que os três estudavam juntos. Assim sendo, Max e Warren se direcionaram até a sala. Era a primeira vez que ficavam sozinhos desde a noite de sábado.

- Como você está? – Warren perguntou.

- Eu estou bem. Só com muita tarefa acumulada. E você?

- Também. Você não quer fazer algo essa semana? Tipo.... Sei lá. Qualquer coisa.

- Não sei, Warren. Eu realmente estou atrasada nos meus estudos. Não estou com muito tempo livre.

- Ok. Você que sabe. – Seu tom era de decepção. – Mas eu estou sentindo sua falta. – Falou cabisbaixo. Max se sentiu triste, pois também sentia falta de passar seu tempo com o amigo. Mas agora estava tudo diferente. – Me desculpa... qualquer coisa. Não queria que as coisas ficassem estranhas entre nós. Queria continuar sendo seu amigo.

- Não se desculpe. Nós ainda somos amigos. Eu só.... Preciso desse tempo... para mim. – O garoto assentiu. Entraram na sala e se sentaram em silêncio.

Quando acabaram as aulas daquele dia Max voltou ao seu dormitório. Precisava organizar seus estudos. Tinha lido muito pouco nos últimos dias, e isso não era bom. Não podia ficar para trás em suas cadeiras. Mexia nos materiais em sua escrivaninha, retirando os cadernos de sua bolsa, arrumando o espaço, quando encontro uma foto. A foto que tirou de Chloe no ferro velho. Ela realmente ficou boa. Max a apoiou sobre seus livros, sem tirar os olhos da imagem. Será que essa era a foto ideal para o concurso? Max teria que refletir sobre isso nos próximos dias. Tinha medo de se expor demais ao mostrar aquela foto para o mundo. Será que as pessoas desconfiariam de alguma coisa? “Nossa Max, você está pirando”.

A morena começou a ficar ansiosa. Já não sabia mais o que sentia. Quem ela era? Será que a aceitariam? Será que ela mesma a aceitava? Max precisava desabafar com alguém. Saiu de seu quarto e bateu na porta de Kate.

- Max. Tá tudo bem? – Kate perguntou um pouco surpresa pela aparição da amiga em sua porta.

- Mais ou menos. Podemos conversar?

- Claro. Entra. Você está com uma cara estranha. O que aconteceu?

- Não aconteceu nada. Não se preocupe. Eu só não estou me sentindo muito bem.

- Eu estava mesmo preparando um chá. Você aceita um?

- Sim. Obrigada. – Kate preparou as xícaras de chá, entregando uma pra Max, que se encontrava sentada em seu sofá, e sentou ao seu lado.

- Prontinho, aqui está. Agora, sobre o que quer conversar?

- É complicado. Não sei direito o que dizer. Eu estou me sentindo estranha nos últimos dias. Talvez seja... tipo uma crise existencial? – Max queria falar com Kate, mais ainda não estava preparada. Então, buscava falar sobre o assunto, mas de uma forma subjetiva.

- Max, nós temos 18 anos, estamos começando na faculdade. Há muitas mudanças em nossa vida agora.

- Sim, muitas mudanças. – Max falou baixinho. – Mas, eu acho que... que não estou sabendo lidar bem com elas.

- Você se cobra demais, isso sim. As coisas levam um tempo para tomarem o seu lugar e fazerem sentindo. Não apresse nada. As vezes temos que deixar acontecer. – Max encarou a menina com um olhar incrédulo.

- Você tem certeza que nós temos a mesma idade? Como você pode ser tão genial? – E então olhos para suas mãos, que envolviam a xícara em seu colo. – Eu sou uma bagunça. – Kate sorriu, acariciando as costas das amigas.

- Eu também tenho meus momentos de dúvida. Mas é por isso que nós temos uma a outra. – Max a olhou, agora sorrindo também. – E assim vamos nos ajudando. Você sempre pode vir falar comigo. Apenas não se isole.

- Obrigada, Kate.

As meninas se abraçaram e continuaram conversando mais um pouco. Max realmente se sentia melhor. Ela sempre fora muito ansiosa. Kate tinha razão. Ela apenas deixaria as coisas acontecerem.

Max voltou ao seu quarto se sentindo muito mais leve. Sentou em sua escrivaninha, e dessa vez, conseguiu estudar. Fazia dias que não conseguia se focar nos estudos, fazias dias que sua mente se perdia em pensamentos, fazia dias que Max vivia em seu próprio mundo imaginário. Aproveitou esse momento de concentração para fazer seus incontáveis temas de casa.

Max passou horar entre seus livros. Estava começando a ficar com a mente cansada e sua concentração mais fraca quando ouviu um som vir de sua janela. A morena andou em direção ao vidro, tentando descobrir a origem dos sons. Parecia que alguém estava jogando algo contra a janela. Max caminhou cautelosamente e espiou pelo vidro fechado.

A noite já havia caído, e por entre a escuridão Max identificou uma pessoa parada no gramado ao lado de sua janela. A escuridão e a distância não permitiriam que Max identificasse a figura, mas os cabelos azuis não deixavam dúvidas de quem era a causadora daqueles sons. Max abriu a janela.

- Ei nerd. Vem cá. – Chloe falou, sinalizando com a mão, chamando a morena.

- Shhh. – Max faz, pedindo silêncio para a menina e olhando para os lados, para se certificar de que ninguém as observava. – Fala baixo Chloe, alguém pode te ouvir. Você sabe que é proibido visitas no campus, ainda mais a noite.

- Então anda logo. Vem. Vou te esperar lá na porta.

Antes que Max pudesse dizer qualquer coisa, Chloe saiu correndo. Max sabia que poderia se encrencar por causa disso, mas Chloe não lhe deixava escolha. A morena vestiu suas calças jeans e saiu silenciosamente do quarto, torcendo para não encontrar com ninguém no caminho.

Max saiu cuidadosamente do prédio, procurando por Chloe. A morena começou a descer os degraus que davam para o pátio.

- BOO-YAH! – Chloe pula atrás de Max, pegando em seus ombros. A morena se assusta e vira para encarar a garota de cabelos azuis. Max a encara com a cara fechada. – Entendeu? Boo-yah? Como um fantasma punk assustador. – Chloe fala sorrindo.

- Não achei graça. E não estou gostando nada disso. A gente pode se meter em sérios problemas por estar aqui a essa hora. – Max responde mal-humorada.

- Ai Max. – Chloe segura a menina pelos braços enquanto joga a cabeça para trás, mostrando insatisfação pela reação da fotógrafa. – Já te falei que você tem que parar de ser tão medrosa e se arriscar mais. – A punk então a encara com o sorriso malicioso. – Ou você já se esqueceu da nossa conversa? – Max arregalou os olhos, sabia que a punk se referia ao beijo que foi originado pelo desafio que surgiu durante a conversa em questão. Max se desvencilhou da amiga, ela já estava desconfortável o suficiente por estar perto de Chloe sem precisar pensar no beijo. Quando olhava para a punk Max lembrava das sensações da noite anterior, lembrava do que sentia quando pensava na menina.

- Tá. Mas afinal, o que você veio fazer aqui? Além de causar a minha expulsão, é claro.  – Max disse cruzando os braços e tentando mudar de assunto, ainda com uma expressão extremamente contrariada. Chloe não disse nada, apenas tirou do bolso traseiro de sua calça um molho de chaves e o sacudiu em frequente ao rosto de Max. – O que você está aprontando? – Max perguntou, agora não conseguindo segurar um sorriso que preenchia seu rosto.

- Hoje nós vamos nadar. – Chloe respondeu com um grande sorriso, enquanto passava por Max e seguia caminhando em direção ao prédio principal de Blackwell.

- O que? Como você conseguiu essas chaves? – Max se virou rapidamente e andou em direção a punk.

- Eu peguei do David. – Max a reprovou com o olhar. – O que? Ninguém mandou ele não cuidar das coisas dele, afinal, achado não é roubado. – Chloe mantinha seu característico sorriso de canto. – Vamos Max. Para de ser chata. Eu estou com as chaves de Blackwell inteira nas minhas mãos. Eu poderia tocar o terror aqui. Eu adoraria entrar na sala do diretor Wells e aprontar alguma. Mas a única coisa que estou te pedindo é pra gente ir se divertir um pouco. – A feição de Chloe se transformou na de uma criança pidona. – E então? Splish splash?

- Ok. Splish splash. – Max se rendeu. A punk deu pulinhos de felicidade e pegou Max pela mão, a puxando em direção ao ginásio.

As meninas entraram no prédio, estava muito escuro pelos corredores. Chloe parou entre as portas que davam para os vestiários e virou para encarar Max.

- E então hipster, meninos ou meninas? – Era uma pergunta simples, mas Max sentia todo o duplo sentido por trás. Mas não adiantava ela desconversar, havia apenas uma resposta possível.

- Meninas, é claro. – Max respondeu o mais confiante possível, tentando não mostrar o quanto estava afetada naquele momento. Chloe mostrou surpresa em seu rosto, arregalando os olhos e entreabrindo levemente os lábios. Mas isso durou poucos segundos, logo um sorriso perigoso preencheu seus lábios.

- Ooh la la. Boa escolha, Maxine. – O olhar de Chloe penetrava em Max. A morena sentiu um arrepio percorrer seu corpo. Então Chloe quebrou o contato, se direcionando para a porta do vestiário feminino, a destravando.

- Chloe, não deveríamos estar invadindo um prédio privado da escola. – Max estava assustada, afinal, se alguém as descobrisse ela poderia perder sua bolsa do curso de fotografia.

- Max, aqui vai uma pergunta filosófica. É realmente invasão quando se tem as chaves? – Max riu. Chloe sempre conseguia suavizar o clima.

Ambas entraram, atravessando o cômodo repleto de armários e chegando na grande piscina.

- Nós precisamos de luz. Max, acende as luzes da piscina, eu quero ver os tubarões. – Chloe disse animada enquanto se abaixava ao lado da piscina e tocava a água com a ponta dos dedos.

Max se direcionou a sala onde ficavam os interruptores e acionou as luzes, iluminando o fundo da piscina, mantendo o restante das luzes apagadas.  A morena começou a voltar para onde estava e se deparou com Chloe. A figura esguia da menina de cabelos azuis se encontrava em sua frente, de costas para Max, encarando a água. A luz que iluminava a piscina emoldurava suas curvas, lhe dando uma aparência etérea. Max parou e observou a menina, sem conseguir se mover. Chloe retirou a toca azul marinho da cabeça e a colocou no chão, junto aos seus tênis e meias. Suas mãos se direcionaram para a barra da regata branca. O coração de Max começou a bater mais rápido. Chloe ergueu sua blusa, a passando pelos braços e por sobre a cabeça, a jogando no chão também. Max não podia acreditar na visão em sua frente. A menina estava seminua, com seu sutiã preto a mostra. Max respirava pesadamente. Era incrível as reações que a punk causava nela, sem precisar fazer muito esforço. Chloe seguiu com sua ação, abrindo o zíper do short jeans que usava e se abaixando levemente para passa-lo pelas pernas, o fazendo cair sobre seus pés, pisando sobre ele para enfim se libertar da peça de roupa. E assim ela permanecia em frente a Max, apenas de calcinha e sutiã. Max trancou a respiração, sentindo seu corpo ser tomado por uma onda de calor. Então Chloe se jogou na água.

- Vem logo Max. A água está ótima. – A voz de Chloe tirou Max de seu estado de contemplação. Max se virou um pouco tímida, retirando rapidamente suas peças de roupa, torcendo para não estar sendo observada. Max usava um conjunto de calcinha e sutiã em um tom rosa claro. A morena tratou de rapidamente entrar na piscina.

Chloe estava a alguns metros do local onde Max entrou. Ela estava fitando o lado oposto da piscina, o que deixou Max mais aliviada, provavelmente a menina não a observou enquanto retirava as roupas. Entretanto, ao ouvir o som causado pela entrada da hipster na piscina, Chloe logo começou a nadar em sua direção.

- TAN TAN TAN TAN TAN. – A punk replicava o som da trilha sonora de Tubarão, enquanto se direcionava para Max. A morena deu passos para trás instintivamente.

- Para Chloe. Você sabe que eu tenho medo desse filme. – Max diz, rindo da atuação da amiga.

- É que eu sou um tubarão, Max, e tem uma lontra em minhas águas. – Chloe disse enquanto continuava a se aproximar de Max. A morena bateu a mão contra a água, jogando água na menina de cabelos azuis. – Ah, é assim é? – Chloe disse desafiadoramente, jogando água em Max também. As meninas começaram uma guerra de água, enquanto soltavam risadas.

- Ok, ok. Eu me rendo, você ganhou. – Max ergue os braços em sinal de rendição. Ela passava a mão no rosto, retirando o excesso de água enquanto sorria.

- Claro que eu ganhei. Um tubarão sempre ganha de uma lontra. – Chloe começa a boiar na água, com o corpo esticado, braços e pernas afastados. Max faz o mesmo. Elas ficam por um tempo em silêncio, até Chloe quebra-lo. – Isso é tão bom. – Chloe disse com um tom suave de voz e olhos fechados. – Apenas ficar assim. Com você. – Max parou de boiar, ficando em pé novamente. Ela observou a menina por alguns instantes. Max gostava de ficar com Chloe também, a presença dela a fazia esquecer de tudo. Como se só existissem as duas no planeta.

- Sim. Como nos velhos tempos.

- Não exatamente. – Chloe também voltou a ficar em pé.

- O que você quer dizer com isso? – Max já sentia o ritmo de sua respiração alterar. Chloe mantinha o olhar fixo no seu.

- Fala sério né, Max. Você sabe do que eu estou falando. – Chloe caminhava lentamente em direção a Max. Sua expressão era séria, isso deixava Max mais nervosa. Chloe geralmente tratava de assuntos sérios com ironia, era difícil ver ela séria. Max não sabia o que dizer, apenas observava o espaço entre as duas diminuindo. – Eu sei que você sente também. – Agora Chloe estava logo em frente a Max. A menina de cabelos azuis parou, observando as reações da morena. – Eu percebo como você fica quando estamos próximas. – Chloe levou sua mão ao rosto de Max, acariciando levemente seu rosto. A hipster fechou os olhos, sentindo os dedos da menina em sua pele. Chloe aproveitou a desatenção de Max para se aproximar, deixando seus lábios a centímetros do ouvido da fotógrafa.  – O jeito que você me olha. – Max se assustou com a som da voz de Chloe tão próximo de seu corpo e deu um passo para trás, chocando seu corpo contra a borda da piscina. Max estava encurralada.

A punk posicionou suas mãos ao lado do corpo de Max, usando a borda da piscina como apoio, deixando a menina mais nova presa entre seu corpo e a parede. Max olhava diretamente nos olhos azuis de Chloe, que sustentavam o olhar também. Após alguns instantes Chloe direcionou seu olhar para os lábios de Max, e se aproximou lentamente da menina. Max voltou a fechar seus olhos, aguardando os lábios da mais velha. Chloe estava prestes a tocar seu rosto no de Max quando parou para observa-la mais uma vez. Ao ver a menina com os olhos fechado e a boca entreaberta em sua frente Chloe sentiu um arrepio em seu estômago. Ver a morena assim, entregue a ela, fazia uma sensação de prazer e desejo lhe preencher. Um leve sorriso surgiu nos lábios de Chloe e logo depois ela colou-os nos de Max. Chloe logo pediu passagem para invadir a boca da fotógrafa, que separou mais seus lábios, sentindo o calor da língua de Chloe contra a sua. Era um beijo calmo e íntimo. Chloe aproximou mais o seu corpo, o deixando totalmente em contato com o de Max, que levou suas mãos para a nuca da punk, entrelaçando seus dedos nos fios azuis.

O beijo parecia não ter fim, e elas não queriam que tivesse. Uma se perdia no toque e movimentos da outra. O beijo foi ficando mais lento até que elas separaram os lábios, mas se mantiveram bem próximas uma da outra. Chloe deu dois selinhos sobre os lábios de Max, que sorriu com o gesto. Ambas abriram os olhos e trocaram um olhar cúmplice.

- É, nós realmente não fazíamos isso antigamente. – Max diz ainda sorrindo, fazendo Chloe soltar uma risada.

- A gente não fazia porque não sabia o que estava perdendo. – Chloe segurou o rosto de Max com as duas mãos e a beijou novamente, agora com mais ferocidade. A mais velha levou as mãos até os cabelos de Max e foi descendo com elas pelas costas da fotógrafa. Nesse momento Max ficou ciente dos trajes em que usavam, ao sentir as mãos de Chloe em suas costas nuas. Max sentiu sua face aquecer. Chloe desceu com os lábios em direção ao pescoço de Max, começando a beijar o local. Chloe sentia seu desejo aumentar, pressionava cada vez mais seu corpo contra o de Max e agora distribuía também pequenas mordidas pelo seu pescoço.

- Chlo... – Max tentava falar, mas sentia sua cabeça flutuando e tinha dificuldade para proferir uma frase completa. Chloe notou a confusão da morena, o que apenas a fez sorrir contra a pele sensível de Max. No meio daquele turbilhão de sensações, Max entreabriu os olhos, tentando encontrar forças para interromper o beijo. Chloe passava as mãos pelas costas de Max, pressionando o corpo da menina de tempo em tempo. Aquilo estava evoluindo muito rápido. No momento em que Max abriu os olhos algo chamou sua atenção. Havia um feixe de luz vindo do vestiário feminino, esse feixe se movimentava e ficava mais brilhante. Max gelou por um momento e segurou nos braços de Chloe. – Chloe, tem alguém aqui. – Chloe rapidamente parou o que fazia e olhou para trás. Ao perceber a aproximação ela se afastou de Max e a puxou rapidamente pela mão.

- Vem, temos que sair logo. – Disse em um tom baixo.

Ambas saíram da piscina e pegaram suas roupas no chão, se direcionando para o vestiário masculino. Elas entraram tentando ser o mais silenciosas possíveis. Elas começaram a vestir suas roupas quando viram a luz da lanterna se aproximar da porta do vestiário em que se encontravam. Chloe rapidamente puxou Max em direção aos chuveiros. Elas se esconderam na última cabine, torcendo para o segurança não chegar até lá.

- Acho que não tem ninguém aqui. – Disse o homem que se aproximava delas com a lanterna. – O painel de iluminação deve estar com algum defeito e ativou sozinho.

- Duvido. – Um homem que se encontrava mais ao longe falou. Ambas reconheceram a voz como sendo a de David. – Mas também acho que não tem mais ninguém aqui. Seja quem for que invadiu o ginásio conseguiu escapar. Vamos procurar pelo campus.

Os homens se afastaram. As duas continuaram imóveis por um tempo, muito apavoradas para se moverem. Quando se certificaram de não ter nenhuma luz visível, caminharam pé ante pé até a saída.

- Chloe, você não vai conseguir chegar até o estacionamento sem ser vista. Vamos para o meu dormitório. – Max sussurrou. Chloe apenas assentiu com a cabeça.

Elas andaram pelo campus escuro com cuidado e se escondendo por entre as árvores e arbustos. Após alguns minutos estavam dentro do prédio dos dormitórios femininos. Finalmente Max pode respirar aliviada. Nunca tinha passado por um momento de tanta tensão em toda a sua vida. Entraram no quarto de Max.

- Uau. Nós somos como ninjas. – Chloe disse animada, parecendo se divertir com a situação.

- Nossa eu achei que ia infartar. – Max disse colocando a mão sobre o peito, sentindo seu coração palpitando. Chloe apenas riu da situação da amiga.

- Nossas roupas estão fedendo a cloro. – Chloe disse cheirando sua regata e fazendo careta. Max então notou como a regata branca molhada estava transparente e colada no corpo de Chloe. Após encarar o tronco de Chloe por alguns segundos, Max fitou seu rosto e identificou um sorriso atravessado nos lábios da garota. A morena sentiu seu rosto corar e virou rapidamente andando até o seu armário.

- Eu te empresto um pijama. – Max disse enquanto mexia entre suas roupas e tentava se recompor.

- Seria bom. Você mesma viu que minhas roupas estão encharcadas. – Chloe disse em um tom debochado. Esse comentário fez Max ficar mais constrangida, mas ela optou por ignorá-lo.

- Aqui está. Talvez vai ficar um pouco pequeno. – Max disse entregando uma camiseta e um short para Chloe.

- Obrigada.

Ambas se trocaram e Chloe começou a se direcionar ao sofá de Max, onde se deitou e começou a se acomodar.

- O que você está fazendo?

- Eu vou dormir. – Chloe a olhou confusa.

- Você pode dormir comigo na cama, eu sei que ela é pequena, mas é bem mais confortável.

- Você está me convidando para dormir com você? – Chloe falou, erguendo a sobrancelha.

- Bem.... sim…mas....é....é....só dormir mesmo. – Max gaguejava tentando se explicar enquanto Chloe ria do embaraçamento da amiga.

- Ok. Eu prometo me comportar.

As duas se deitaram na cama, uma ao lado da outra. Desejaram boa noite e logo adormeceram.


Notas Finais


E então? O que estão achando do rumo da história? Gosto muito de ouvir a opinião de vocês. Todo comentário é bem vindo.

Gente, tenho um aviso para dar. Na próxima semana estarei viajando, eu volto para casa no domingo, mas não sei que hora eu chego, então pode ser que não tenha capítulo novo no dia 19/11. Se der tempo eu posto, mas não é certo.
Era isso.

Boa sorte para a galera que está fazendo ENEM.
Beijos.


Water – Jack Garratt


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