História Life Issues - Capítulo 3


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Categorias Barbara Palvin, Tom Hardy
Personagens Barbara Palvin, Tom Hardy
Tags Tom Hardy
Visualizações 42
Palavras 1.033
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Festa, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Sexo, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim, eu demorei MUITO! </3
Foi uma atitude muito errada e queria pedir desculpas. Acabei passando em uma escola legal mas pesada, fiquei sem tempo e pensei até mesmo em desistir dessa fanfic, mas recebi mensagens muito lindas e decidi ficar... aqui está um novo capitulo.

Capítulo 3 - True


Capitulo anterior

- Tom... - sussurro, acabo por gaguejar. Não é fácil pensar ou falar sobre isso, mas essa é a hora.

-

Apesar de tudo eu ainda creio na bondade humana.

- Anne Frank

 

Os pelos do meu braço arrepiam-se, os batimentos cardíacos cada vez maiores podem até mesmo ser ouvidos devido o silêncio mórbido que toma conta do quarto, deixando o ambiente ainda mais instável e eu vulnerável.

Novamente as lagrimas escorrem, meu papel repetitivo de vítima vem à tona, pareço um disco riscado: nós jogamos discos riscados fora.

- Porque eu, Tom? – Indago, em um tom baixo que pode ser comparado ao tom de um sussurro.

Ele se aproxima, passos lentos e silenciosos, porém acalentadores por tê-lo ali. Não é a melhor companhia (ou até mesmo, uma confiável), entretanto a vontade entalada na garganta rasga-me e me machuca como nunca antes. Irei me prender nisso para sempre, serei só mais uma menina apática a qual ninguém sabe o que aconteceu, não posso deixar isso acontecer.

Sinto seu corpo novamente pesar ao meu lado na cama, não emite fala só o pequeno som da sua respiração leve.

- Ele me machucou, como ninguém havia me machucado antes. – Minha mente em estado catatônico somente me faz recordar dos momentos que pouco lembro, solto frases representando meus sentimentos.

- Ele te machucou como, Zoe? – A preocupação contida no modo que ele fala é captada por mim, levanto minha cabeça e prendo meu olhar no dele.

- Dá maneira que homens gostam de machucar as mulheres. Não pude fugir ou gritar, fiquei presa na minha própria mente travessa que me pregou uma peça, só que essa era dos horrores. Ela me impediu de reagir e ele de fugir. Seu peso prendia minha respiração.

Simplesmente não tenho a coragem de gritar a todos os pulmões: FUI ABUSADA. Só queria ser forte o suficiente para superar, afoguei-me no meu próprio mar de melancolia. Como um parasita ela corroeu-me, desde meu sangue até minhas entranhas.

Olho para Tom, ele parece apático e longe do mundo, ele entendeu entre as estrelinhas o que acontecerá. Não há reação, provavelmente seu cérebro processa minha situação... ou talvez ele só não saiba expressar o quão arrependido está devido a decisão de me deixar passar uns tempos na sua casa.

Novamente, silêncio. Pergunto-me se ele vai ou não dizer algo, até cogito a possibilidade de ele levantar e ir embora. Entretanto, não. Seus braços, assim como antes, me circundam em um abraço forte. Não há reação vinda de mim, só me permito fechar os olhos e me apoiar em seu ombro.

- Sei que você não me conhece bem, assim como eu não lhe conheço, entretanto pretendo ajuda-la com o que precisar... quero recompensar o tempo perdido. Não deixarei mais que nenhum mal aconteça a você. – Ele sussurra essas palavras de conforto em meu ouvido, sorrio levemente não o questionando.

 

Mais alguns minutos de silêncio se passam e nos mantemos na mesmo posição, não nos falamos (pelo menos, não verbalmente), o gesto falava por si. Significa ajuda, proteção e alivio. Foi o maior contato humano que tenho em meses e mais meses.

- Você precisa procurar ajuda de um especialista. Sei que talvez não vá querer e não irei força-la, entretanto acho necessário para checar se não há complicações tanto físicas quanto... – ele bate levemente dois dedos na minha cabeça, entendo que seria as psicológicas.

Ele provavelmente continuaria o discurso, todavia faço questão de interrompe-lo.

- Não precisa se preocupar, Tom. Eu irei aonde precisar, pretendo correr atrás do tempo que foi perdido. – Abro um sorriso fraco, tento parecer positiva, mas ainda sinto duas mãos apertando meu coração com uma força ampla. Sei que talvez nunca supere o trauma, mas quero tentar de todas as formas ter uma vida norma.

Ele sorri fechado e massageia meu cabelo levemente, como um afago em um cachorrinho e me permito dar uma risada. Por essas e outras circunstancias prossigo acreditando que ele é um homem só. Tom se retira do meu quarto, a conversa se encerra e fico com um sentimento que ela foi o suficiente, me abriu portas e me trouxe a liberdade.

Coloco meus fones e deito na cama, coloco uma de minhas músicas preferidas e canto baixinho. Imagino que essa seja minha canção viking da vitória, emito um sorriso com meu pensamento tolo.

Andando pelas ruas da cidade
É por engano ou desejo?
Sinto-me tão sozinha numa noite de sexta-feira
Você pode chegar e se sentir em casa
Se eu te disser que você é meu

Deito minha cabeça de lado e penso na letra da melodia, como algo feito por alguém que nunca nos foi apresentado pode encaixar-se tão bem em nossas vidas? Música é a arte que toca a alma, que nos faz festejar e nos sentirmos bem. Agradeço cada dia mais por uma criação tão bela que por vezes me fez ser forte.

-

Acordo na outra manhã, não há dores nas costas ou em minha nuca. Não houve suor, tristeza ou sonho. Meus olhos lacrimejam, estou tendo paz! É impressionante e indescritível a sensação de poder experimenta-la novamente.

Ando até a cozinha na procura de algum alimento, mas Tom, assim como no dia anterior, preparou novamente o desjejum. Sento de forma silenciosa na mesa, mas ele me nota, abaixa o celular que usava para ler algo e sorri de forma misteriosa, provavelmente o único sorriso em seu estoque... explorarei sua capacidade emocional com o passar do tempo.

- Olá, Zoe. - Ele fala de forma simples, mas acolhedora.

- Bom dia, Tom! – Respondo, tentando parecer positiva. – Como você está?

 

 

- Bem. – Tom sorri devido meu entusiasmo, parece ter ficado alegre de verdade.

Então ele realmente se importa...? Fico feliz e devolvo o sorriso, em seguida começo a preparar um lanche com algumas coisas gordurosas e não saldáveis, mas que me dão agua na boca.

- Você me daria o prazer de sua companhia durante um jantar hoje à noite? Tenho assuntos a tratar com alguns colegas e gostaria que você viesse comigo.

Minhas sobrancelhas se erguem em dúvida. Não sei se é a hora certa de sair por aí, não sei se estou preparada para o mundo real.



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