História Ligação - Capítulo 1


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Categorias Fairy Tail
Personagens Lucy Heartfilia
Tags Tailfairy
Visualizações 30
Palavras 1.235
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Aventura, Famí­lia, Ficção, Ficção Científica, Luta, Magia, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oi,oi pessoal! Finalmente o primeiro capítulo da história

Capítulo 1 - A Mais Brilhante Estrela


Prólogo

...

 

A noite estrelada parecia vinda de uma bela pintura, com um céu escuro, mesclando-se entre preto, azul e roxo. As estrelas brilhavam, como se estivessem tentando afastar a escuridão. O brilho singelo e imaculado parecia resplandecer ainda mais conforme os minutos se passavam, e as estrelas pareciam dançar entre si, apesar de estarem inegavelmente imóveis, pelo menos do ponto de vista terrestre, já que qualquer um sabe que nada fica imóvel no universo. Ainda sim, elas estavam paradas.

Pelo menos nisso, Lucy e as estrelas eram iguais. Ambas as partes estavam imóveis, mas por motivos diferentes, no entanto.

A jovem estava deitada na relva, com sua cabeça apoiada nas raízes de uma velha e robusta árvore, olhando atentamente  o céu noturno estrelado. A loira suspirou, não por cansaço ou exaustão, era como se estivesse tentando expulsar toda a dor que lhe preenchia com um único suspiro, apesar da loira saber que isso já não era mais possível.

As estrelas estavam ali, executando fielmente seus papeis, brilhando para acalentar os corações fragilizados, dando uma esperança, dizendo que não importa o tamanho da escuridão, basta uma luz, uma pequena luz, para afastar a trevas.

Infelizmente, com Lucy já não se podia dizer o mesmo. A loira não exalava esperança, aconchego e acalento. Quem olhasse para ela, diria que estava apenas chateada com algo, talvez uma razão supérflua. Mas não importa o quanto á loira tentasse esconder, seus olhos não podiam negar o que sentia.

Os olhos são o espelho da alma, alguém certa vez disse. E estava certo.

Os olhos da maga celestial estavam aprofundados na bela paisagem noturna estelar, mas diferente de outras pessoas, a jovem não via beleza no céu, não via beleza na escuridão. Não via beleza nas estrelas.

Uma vez que a loira já havia experimentado a sensação de fracasso, de medo e inutilidade, nada mais lhe aparentava beleza. O âmago crescente em sua alma parecia querer transbordar para fora, e seu corpo parecia clamar por descanso. Queria parar de se esforçar. Queria parar de tentar. Queria parar de viver.

Por mais que a dor só crescesse, a loira parecia não se importar mais com isso. É como se estivesse se acostumado. Por mais que quisesse chorar, não havia mais lágrimas para serem derramadas. Quantas vezes a loira já havia chorado? Quantas vezes ela já havia gritado?

Inúmeras.

Mas ninguém parecia se importar. Nem as belas estrelas, que antes eram uma espécie de porto seguro para ela, pareciam lhe ouvir aos prantos. Ninguém via o sofrimento dela. Mas também, porque veriam?

O ser humano é egoísta por natureza. Não importa se você é bom, em algum momento de sua vida, suas ações irão machucar alguém. E foi isso que aconteceu com a loira.

Ela foi machucada, maltratada, espancada, insultada, e tantas outras coisas. Seu coração carregava muitas feridas. Algumas já cicatrizadas, mas tantas outras abertas, prolongando seu sofrimento. A dor parecia diminuir, mesmo que minimamente, quando a loira olhava para as estrelas. Mas isso não a confortava, não quando ela sabia que essa mesma dor viria duplicada, intensificando sua angustia.

Mas mesmo que isso parecesse ruim, de certa forma, trazia algum alívio para a loira. De certa forma, a dor provava que a jovem ainda estava viva, que tudo era real, e que ela já tinha passado por muito e resistido.

Mas como qualquer batalha, sempre algo é sacrificado. Sempre há perdas, não importa o quão forte você seja, sempre deixa parte de si no campo de batalha.

Alguns perdiam partes do corpo, outros perdiam pessoas queridas, outros perdiam objetos de grande valor emocional. Mas era diferente com a jovem de cabelos cor de ouro. Se pudesse substituir sua perda por um braço ou perna, a loira o faria de bom grado, pois o modo como se apresentava seu coração, não poderia dizer-lhe que estava vivendo. Ela havia perdido sua luz.

Parece algo simples? Pequeno? Sem importância? Sim, não é mesmo?

Acontece que a luz que a loira perdera, não era uma simples vela ou lacrima reluzente. Também não era um brinquedo mágico novo. Era uma luz. A sua luz.

A luz que antes resplandecia em seu coração, que afastava a escuridão que a cercava. A luz que dava esperanças e acalento para ela. Ela a havia perdido. Ou melhor, sua luz havia se apagado. Para outras pessoas, isso poderia ser algo trivial.

Se minha luz se apaga, eu simplesmente posso acender outra, não é?

Se realmente parece tão simples, com certeza você nunca teve sua luz apagada.

Não se trata de realmente uma luz. Se trata de sua essência, sua alma, seu caráter.

Todos os dias somos tentados a fazer algo ruim, tentados a infligir mal á outros em benefício próprio. Todos os dias sofremos perdas, desde um joelho ralado até um coração despedaçado. Isso representa a escuridão.

E em algum momento, já não recordado pela jovem de olhar vago, ela havia sucumbido ao emaranhado de sentimentos ruins que lhe rondavam. Ela havia tentado. Havia lutado. Havia resistido. Mas no final, nada adiantou.

Sua luz já não existia, deixando seu coração no escuro. Deixando sua vida manchada de preto. Deixando suas feridas transbordando emoções, nenhuma delas boa.

A loira não havia matado ou ferido alguém, muito pelo contrario. Qualquer um que convivesse com seu antigo e aconchegante eu diria que ela era pura e imaculada. Como as estrelas.

Mas até o mais puro coração humano pode ser manchado pela dor.

Ela já não conseguia contar as inúmeras perdas que sofrera.

Primeiro, sua mãe, sua querida mãe, havia falecido. Naquela época, o sofrimento da loira havia começado. De fato ela não sucumbira ás trevas naquele instante, já que como a mãe, a pequena criança encontrara acalento e abrigo nos pontinhos reluzentes no céu.

 Depois, o modo com era tratada por sua única família mudou. Mesmo sendo criança, a loira compreendia que seu pai estava fragilizado pela morte de sua mãe, então taxou isso como algo passageiro. Engano seu. Nada mudou. Vários anos se passaram e nada mudou. De fato, até então, seu pai nunca a ferira, mas já não sorria mais quando a via, não passeava mais pelo jardim consigo. Seu pai parecia cada vez mais rancoroso e maquiavélico conforme o tempo se passava. Essa perda não se tratava de algo material ou físico, mas a quebra do afeto que possuíam, o respeito mútuo tinha sido tragado, e a frágil relação que ambos mantinham após a morte de Layla, fora quebrada após a perda da confiança que a loira possuía  no pai.

Mas isso não era o final.

O tempo deveria curar as feridas. Mas nesse caso, seu pai não queria que suas próprias feridas fossem curadas. Temia se esquecer dos bons momentos que teve ao lado de sua amada esposa. E para ele, ver sua filha ali, crescendo e se tornando cada vez mais idêntica a sua amada, era uma maldição. Era como se o universo lhe lembrasse que nunca poderia ver sua esposa de novo, e cada vez que olhava para sua filha, o olhar de ódio e rancor o fazia esquecer de algo importante. Que ele poderia sarar suas feridas sem esquecer sua amada, pois o fruto do amor deles sempre estaria ali.

Porém, isso não é um conto de fadas. Não pretendo mentir sobre o que aconteceu. Não pretendo poupá-los da verdadeira história.

Da história da mais brilhante estrela, que teve seu brilho manchado pelo mácula humana. 


Notas Finais


bye,bye, espero que tenham gostado!


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