História Ligação Indômita (pausada) - Capítulo 11


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Lemon, Romance, Sobrenatural, Yaoi
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Palavras 4.110
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Lemon, Romance e Novela, Sobrenatural, Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Após tanto tempo, enfim consegui me livrar do bloqueio criativo e terminei de escrever este capitulo. Ele encerra o arco anterior de três capítulos que foram focados em Leon, Isa e por fim, Joshua.
O capítulo não está revisado e espero que esteja bom aos olhos de vocês.
A história agora ira correr normalmente. Não prometo capítulo para logo, pois ainda ando enfrentando bloqueios criativos. Mas enfim, agradeço aos novos leitores e aos antigos que continuaram.

Capítulo 11 - Who owns my heart?


 

Dormir parecia impossível. Tudo que eu ansiava era apagar, desmaiar e ter uma noite sem sonhos. 

Tudo que aconteceu ainda estava cravado em minha memória. Passavam como flashbacks todas as vezes que fechava os olhos. O calor do toque, o perfume, as sensações. Tudo estava tão nítido e vívido como se estivesse acontecendo naquele exato momento. 

Fiquei preso entre o querer esquecer e continuar a lembrar. Este era um dilema infernal, admito.

O sono demorou a vim, mas quando veio trouxe consigo um sonho. 

 

Eu me encontrava em um salão amplo, trajava um terno aveludado preto, calças sociais, assim como um sapato lustroso da mesma cor. Meus cabelos estavam perfeitamente penteados e por algum motivo, me encontrava sem meus óculos. Mas isso não parecia interferir em nada, pois conseguia captar os detalhes de tudo com perfeição. 

 

 Ao olhar ao redor, vi paredes polidas tão perfeitamente que, ao primeiro ver poderiam ser confundidas com espelhos. Olhando pela claraboia, consegui vislumbrar com dificuldade algumas estrelas, já que o local exalava uma luminosidade forte, não somente pelo material das paredes e piso, mas também devido aos candelabros dispostos de forma elegante pelo local, assim como os lustres espalhados pelo mesmo, que o banhava com uma luz intensa dourada.

 Casais estavam dispostos preguiçosamente em espaços alternados, reparando bem eu não via nenhum rosto familiar. Todos trajavam roupas elegantes e interiormente apenas me perguntava o que estava fazendo ali. 

Sentia-me ignorado por todos no recinto, eles pareciam preocupados demais em rirem de uma forma que não soava como verdadeira ou dançarem um pouco para exibir suas roupas e joias caras. 

 

E então, tirando-me de meus devaneios, vi Leon parado a minha frente estendendo a mão para mim, me convidando para dançar. Seu aperto era preciso, selvagem, mas ao mesmo tempo acolhedor. Deixei-o me arrastar para o meio do salão sem protestar.

Dançávamos sem notar o que acontecia ao redor. 

Estávamos em perfeita sincronia e seu sorriso estava mais lindo do que eu já o tinha visto, seus olhos emitiam faíscas que prendiam minha alma. De forma abrupta, senti um toque suave em meu ombro, alguém me chamava para dançar e Leon a contragosto me cedia. Ryan me esperava com um sorriso casto. Seu corpo me atraía de forma que, antes que notasse, eu já estava em seus braços, sendo embalado pelos passos que o mesmo me conduzia.

 

Então todos ao redor do salão desapareceram e Ryan me beijou. Um beijo "comportado", porém excitante. Senti meu membro rijo assim que nossas línguas começaram a brincar uma com a outra. Em seguida fui puxado para trás, em uma delicadeza bruta e tive meus lábios arrebatados por Leon.Seu beijo era mais selvagem, enquanto ele me beijava, sentia o smoking que usava ser rasgado. Me senti um tanto vulnerável, à mercê da vontade dele, mas era bom.

Com um eu sentia que, ainda tinha controle e com o outro, era como mergulhar no desconhecido.

Já havia fechado os olhos e agora sentia as mãos dos dois percorrendo meu corpo, a sensação era deveras excitante e não consegui mais me conter e acabei soltando um gemido arrastado.

Ouvi o sorriso de ambos em meus ouvidos e com as vozes mais excitante que conseguiam, eles falaram ao mesmo tempo.

— Escolha, Joshua. Escolha quem você quer que domine seu coração. — E como para me apressar na decisão, comecei a ouvir um barulho ensurdecedor.

Barulho este que logo constatei ser do meu celular. Era uma ligação do Leon. Eu estava mais do que surpreso, mas logo a atendi.

 

— Alô? — Respondi totalmente surpreso e apreensivo. — Olha, eu... — Tentei explicar sobre minhas atitudes anteriores, suspeitava que, talvez fosse este o motivo da ligação. Ele queria respostas ou então brigar. 

 

— Tá em casa? — O ouvi interrompendo minha fala sem nenhuma delicadeza.

—E-Estou... o qu.. — Novamente fui interrompido. 

 — Ok, estou indo aí. — E após isso a ligação finalizou.

 

 

 

***

Me apoiei na bancada do banheiro e olhei meu reflexo. Meu rosto ainda transparecia o cansaço da noite mal dormida, meus cabelos estavam bagunçados. Fechei os olhos levemente e me lembrei da conversa que tive com minha mãe recentemente. 

 

—Mãe, preciso falar com você. — Disse sem rodeios.

— Podemos conversar sobre isso no jantar, querido? Estou atrasada. — A mesma dizia enquanto terminava as carreiras o seu café. Em outros casos, eu esperaria de bom grado, mas não sei se teria coragem para conversar sobre, caso adiasse a conversa. 

— Não, mãe. Por favor, é importante. — Sentei-me a mesa e vi seu olhar preocupado repousar sobre mim.

— Tudo bem, pode falar. — Ela parou tudo que fazia e me dedicou sua total atenção.

— Então... eu conheci uma pessoa. Bem, eu a beijei... gostei... e ficamos... — Minha mãe me encarava de uma maneira confusa e quando notei seu silêncio, continuei. — A pessoa em questão é um garoto. Eu beijei um garoto mãe e bem, eu gostei disso. — Tanto que estou apaixonado por um, pensei, mas não verbalizei.

 

O silêncio presente na mesa era ensurdecedor. Por um momento pensei que seria praguejado, ou colocado pra fora de casa. Mas tudo que ouvi quando ela abriu a boca foi:

— Tudo bem, meu filho. Continuo lhe amando do mesmo jeito e quem você beija ou deixe de beijar, não importa. Isso não muda o fato de que você é meu filho e que eu te amo. — Então a mesma levantou e beijou minha testa, em seguida sorriu e disse. — Podemos continuar a conversa no jantar, está bem? Agora tenho que correr, pois já estou atrasada pro trabalho. Te amo. 

— Também te amo, mãe. — Foi a única coisa que consegui falar enquanto me perdia em pensamentos. 

 

Despertei dos devaneios e me encaminhei pra fazer minha higiene matinal. 

Saí do banho e vesti um short leve vermelho e uma regata branca, ia começar a enxugar meus cabelos quando ouvi a campainha tocar, coloquei os óculos e desci as escadas para atender.

 

Meus cabelos ainda estavam grudados nas têmporas e os mesmo pingavam levemente, molhando um pouco de minha regata. Assim que abri a porta me deparei com um Leonard vermelho — do que presumi de raiva. — Fiquei na defensiva e já pensei que eu tinha alguma culpa nisso, mas antes de me perder em pensamentos reparei nele.

Vi seus cabelos grudados na testa devido o suor, a cor dos mesmos mais escuras do que o normal, as veias de suas têmporas estavam salientes, sua roupa um pouco suada, seu peito subia e descia de forma frenética enquanto o mesmo respirava. Pisquei os olhos algumas vezes antes de começar dizendo.

 

— Desculpe... — Mas fui cortado no mesmo instante.

— Isa. — Ele apenas cuspiu o nome e me olhou por cima dos ombros, como se dissesse " e então, vou poder entrar?" e respondendo a pergunta muda, me afastei da porta. 

 

Leon entrou e ficou andando de um lado para o outro na sala. Após fechar a porta o observei por alguns instantes, dava pra perceber o quão irrequieto ele estava. Abri a boca para iniciar uma pergunta, mas ele se antecipou e já foi respondendo. 

— Ela me traiu, cara. Me traiu. — Pela forma que falava, dava pra notar o quanto estava segurando a raiva e o quanto aquilo o estava destruindo.

— Porra, eu fui até a casa dela para fazer-lhe uma surpresa e encontro a cena de outro com ela na cama. — Leon soltou uma risada totalmente sem humor. 

 

Eu não podia admitir, senti um pouco de ciúmes com o lance dele ir visitá-la. Ciúmes irracional, eu sei. Ele é meu amigo e ela era ou é sua namorada. Assim como fiquei com raiva por ela ter feito isso com ele, principalmente por conhecê-lo e saber o quanto ele gostava dela. 

Fiquei tão alheio em pensamentos que não notei que estava pressionando com força as unhas contra as palmas das mãos.  

 

— Josh? — Leon pareceu esquecer um pouco de sua raiva, pois sua voz carregava um tom brando e preocupado. Pisquei algumas vezes enquanto os pensamentos entravam em foco.

— Não acredito que ela fez isso, não com você. Como pode? 

— Eu estava lhe dizendo que terminei com ela após flagra-los. — Ele retomou a fala, quase ignorando o que eu havia dito.

— Acredita que — Leon sentou-se no sofá, deu um longo suspiro e mexeu nos cabelos enquanto olhava pra cima — que ela disse que me ama? — Outro suspiro, dessa vez acompanhado de um riso sem emoção — além de pedir para continuarmos, por causa da escola e tudo o mais. 

 

Fiquei por algum tempo indeterminado fitando-o com o olhar mais incrédulo do mundo, só fechei a boca quando notei que existia um certo alguém rindo de minha cara. 

— Que foi? — Peguei a almofada de uma poltrona próxima e arremessei contra ele. O infeliz pegou-a entre as mãos e foi parando de rir aos poucos. 

— Está doendo? — Leon perguntou após parar de rir, ainda me olhando. Estava inclinado a perguntar o quê, mas ao seguir seu olhar notei a marca em meu braço que até o momento não tinha percebido existir. Neguei com a cabeça enquanto olhava, recordando-me de como ela fora feita. Abri a boca para proferir uma pergunta, quando ouvi o barulho de notificação de meu celular. Fechei a boca e o peguei, vendo a mensagem de Ryan no visor, claro isso era tudo o que eu precisava.

 

Acordei pensando em você. 

Tocarei em uma festa no próximo feriado, te arranjo ingresso caso queira ir... se não tiver ocupado, claro.

A propósito, tô com saudades.

Beijos, gatinho.  

 

Ao final da mensagem tinha um emoji de um gato, sorri e mordi o lábio inferior ao ler a mensagem, relendo o inicio e o final. Ele acordou pensando em mim e estava com saudades, já estava prestes a responder a mensagem e por um momento esqueci que Leon estava ao meu lado, mas lembrei-me de sua existência após ouvir sua voz.

 

— Pelo visto a mensagem foi boa. Seu tom parecia ter uma leve pontada de divertimento, fiquei um tanto confuso de imediato e depois balancei a cabeça.

—Não foi nada demais. Bloqueei a tela do celular e o deixei em cima da mesinha de centro enquanto o olhava. Vi sua boca abrir para falar algo e então me antecipei.

— Quer jogar? Isso era o melhor por hora, ele precisava relaxar e abstrair de tudo o que aconteceu, eu imaginava o quanto sua cabeça deveria estar cheia e por conhecê-lo tão bem, sabia que se tocasse por agora no assunto, não sairia nada de produtivo.

O vi levantar e ir direto pro video game, ligando enquanto trazia os controles. 

— Pronto para perder? O mesmo disse sorrindo enquanto estendia o controle em minha direção. Peguei o mesmo e ri.

— Só se for em seus sonhos, Leonard. O provoquei chamando-o pelo nome enquanto iniciávamos o jogo. A principio ficamos disputando algumas partidas de Mortal Kombat X, a indignação estava estampada no rosto de Leon, já que eu estava levando a melhor e ganhando mais que ele. Ficamos jogando por um bom tempo, até que levantei indo até a cozinha para esquentar uma pizza para lancharmos. 

Estava distraído enquanto batia umas polpas de suco no liquidificador que não percebi que tinha companhia. 

Ao virar-me, encontrei Leon segurando meu celular enquanto me fitava de um jeito estranho.  

 

— Presumo que então foi ele que lhe deixou marcado daquele jeito, gatinho? A ultima palavra foi sibilada de forma estranha, como se ela queimasse sua língua. Pisquei algumas vezes enquanto o encarava. — Então é isso, Joshua? Você me beija, se declara daquela forma e depois corre para outro? Sua voz soava um tanto magoada. 

 

Fui atingido pelo peso de suas palavras e apenas me virei para desligar o liquidificador. Continuei de costas para ele enquanto comecei a dizer, com a voz baixa. 

— Tentei te esquecer, ok? Pensei que me afastar era a melhor coisa, principalmente após conhecer outro garoto. Você fez com que eu questionasse minha sexualidade, que descobrisse. então arrisquei. Fiquei com ele e sim, aquelas marcas em meu pescoço foram feitas por ele. Por um tempo tudo funcionou, eu te evitava, eu passava mais tempo com ele, ia sobrepondo os pensamentos com ele em cima dos pensamentos com você e realmente por um tempo isso funcionou. Porém percebi que tentar sufocar o que sentia por você era a coisa mais ilógica que andava fazendo e por isso, fui em casa com o intuito de lhe contar tudo, eu... 

Minha fala foi interrompida pelo susto. Suas mãos estavam em meus ombros e fizeram-me virar, ficando cara a cara consigo e em seguida senti seus lábios contra os meus. Pisquei os olhos com força, em uma tentativa de verificar se aquilo era mesmo real e em seguida retribui o beijo. Nossas línguas tocavam-se com uma calmaria forçada e controlada, senti uma de suas mãos espaldas em minhas costas, dando-me apoio e então movi meus braços até seus ombros, segurando-os. 

Da mesma forma que o beijo começou, ele terminou. Ficamos próximos por mais alguns segundos até que o senti se afastar levemente, como se recuperasse a consciência, estava pronto para falar algo, mas então senti novamente seus lábios contra os meus e então ele se afastou.

 

— Dessa vez você não me ganha no jogo. Dizia enquanto caminhava para a sala e em seguida disse com um tom extremamente divertido, como se abafasse o riso. — Acho que comeremos pizza queimada. Lembrei-me que não tinha desligado o forno enquanto o ouvia gargalhar. 

 

 

Apenas as bordas ficaram levemente queimadas e após lanchar, voltamos a jogar. Não tocamos no assunto do beijo durante o restante da tarde e o dia já tinha escurecido. Olhei para a janela lembrando vagamente da conversa que tive mais cedo com minha mãe, quando ouço o celular tocar.

 

— Alô? Oi mãe, já está vindo?

— Oi filho, teremos que remarcar o jantar, aconteceu uma emergência aqui. Terei que ficar de plantão. Não esquece de se alimentar bem, ok?

— Tudo bem, mãe. Irei me alimentar sim. Vi Leon gesticulando que estava mandando um abraço e ri baixinho enquanto afirmava com a cabeça. — A propósito, o Leon está lhe mandando um abraço. Disse por fim enquanto sorria. 

— Oh sim, diga que mandei outro. Agora terei que desligar, beijos e te amo. 

— Também te amo, beijos. Após finalizar a ligação, deixei o celular de lado, voltando a jogar. 

Leon espreguiçou-se ao meu lado e acabei bocejando em seguida enquanto o olhava. 

— Já está tarde, melhor irmos dormir, não? O vi concordar com a cabeça, então desligamos o video game, juntamente com a TV e fomos para meu quarto. Leon decidiu tomar uma ducha antes de dormir e eu não havia notado o quão cansado estava, até deitar-me na cama, tanto que sem demorar muito, acabei agarrando no sono.

 

No meio da noite acordei sentindo uma leve pressão sobre meu tronco e ao abrir os olhos, senti um braço ao meu redor. Já estava pronto para pensar que era um sonho quando vi o garoto atrás de mim se aproximar mais, aninhando seu corpo ao meu. O calor que seu corpo transmitia era algo agradável, além de passar a sensação de proteção, sem reclamar, voltei a fechar os olhos e aprovei o momento, juntamente com o abraço. 

 

Ouvi o celular tocando com o barulho do alarme, senti o braço ao meu redor largar-me enquanto o dono do mesmo resmungava algo sem nexo. Ri mentalmente enquanto ouvia o barulho do despertador cessar, percebendo assim que Leon havia desligado o mesmo e já tinha voltado a me abraçar, impedindo-me de levantar da cama.

— Fica aqui, vai, vamos voltar a dormir, não quero ir pro colégio hoje. Sua voz era arrastada e sonolenta e enquanto falava, o senti apertar-me mais contra seu corpo. Apenas suspirei derrotado e concordei, por mais que detestasse faltar aula, acho que valia a pena. 

 

O sol entrava forte pela janela, batendo no rosto de Josh, o que fez o mesmo movimentar-se na cama. Por um minuto sentiu a ausência do outro corpo sobre a mesma enquanto tateava o criado-mudo a procura de seus óculos. Estava resignado a pensar que tudo o que acontecera era fruto de sua imaginação enquanto pegava o celular para ver as horas. Já se passavam das 11 da manhã e juntamente com as notificações de mensagens, agora tinha chamadas perdidas de Ryan. O garoto então lembrou-se que infelizmente não tinha respondido as mensagens e já sentia-se levemente culpado enquanto caia a ficha de que, se as mensagens eram reais, então o restante do dia e da noite também foi. Deslizou para o lado, retornando a ligação que não demorou muito para ser atendida. 

 

—'Cê tá bem? Foi a primeira coisa que ouviu do outro lado da linha e demorou alguns segundos para responder enquanto o outro garoto prosseguia. — Estava com saudades então pensei em aparecer aqui em sua escola para sei lá, almoçarmos juntos, mas não te achei. E ainda a pouco acabei de ver sua amiga, a Hayley e ela disse que não te viu hoje..

— Estou sim, é que — Tive que pensar rapidamente em uma desculpa. — não acordei muito disposto, então não fui para a escola, desculpa por não ter respondido as mensagens ontem. Não sabia onde estava meu celular... também estou com saudades e quanto a festa, tentarei ir sim. 

 

Enquanto conversava no telefone, viu Leon aparecer na porta do banheiro de seu quarto, usando apenas uma cueca enquanto escovava os dentes. O mesmo ergueu uma sobrancelha enquanto fitava o garoto de óculos na cama. 

 

— Te ligo mais tarde, ok? Foi tudo o que Josh disse antes de finalizar a ligação e levantar-se indo em direção ao banheiro para escovar também os dentes, Leon caminhou levemente para o lado, cedendo passagem enquanto ainda observava o menor. 

 

— Bom dia pra você também. Pretende andar o dia inteiro só de cueca? 

— Bom dia, "gatinho". — A última palavra saiu em um tom carregado de sarcasmo, acompanhada de um riso. — Está gostando da visão? Posso tirar a cueca também. Espera, isso faria você me beijar ou querer ficar  comigo, não? 

Josh não aguentou e deu um tapa na nuca do amigo enquanto o fitava com um olhar acusador. 

— Quem me beijou ontem foi você, então acho que quem quer seduzir alguém aqui é você, senhor Leonard. Agora se me dá licença, irei tomar banho. Você como já acabou de escovar os dentes, poderia ao menos preparar alguma coisa, não? Já que me fez perder aula. 

— E eu não posso querer tomar banho também? Ah, qual é Josh. Já nos vimos pelados várias vezes e até pouco tempo estávamos nos beijando. Não tem nada demais tomarmos banho juntos. 

 

Sim, tinha algo demais. Antes quando isso acontecia, Josh não tinha certeza dos sentimentos que nutria pelo melhor amigo e tão pouco havia existido o fator beijo entre os dois. Agora tal cenário que antes era tão casual, parecia um tanto constrangedor, mas a contragosto o menor acabou cedendo, despindo-se quase por completo, ficando apenas de cueca enquanto ia para o chuveiro. Agradeceu aos céus por Leon entrar no banho do mesmo modo, isso poupava um pouco o restinho de sanidade que ainda existia. 

 

Após o banho, esquentaram o restante da pizza com bordas queimadas do dia anterior. Ficaram em silêncio enquanto comia, até o mesmo começar a ficar levemente desconfortável. 

— Sobre o outro dia — a voz do menor saia um tanto hesitante. — Tem noção do porquê aquilo aconteceu? Digo, não o beijo, é claro, me refiro a...

— Não, ainda não sei, mas irei descobrir. Mas se quiser, no momento podemos falar sobre o beijo. E então, como foi finalmente beijar a boca que você tanto queria? Seu tom soava totalmente divertido enquanto me olhava e então entrei na brincadeira, já que o ego dele estava começando a inflar, era minha hora de alfineta-lo e estoura-lo igual um balão.

— Ah, sabe... eu esperava mais, foi mediano e não sei se tiraria a nota necessária para passar em uma avaliação. Vi o efeito de minhas palavras atingindo-o e segurei o riso. 

— Então talvez você precise repetir a dose para se decidir. Enquanto dizia tais palavras o vi se aproximar e selar nossos lábios. O inicio do beijo foi calmo, até que começou a se intensificar um pouco, senti suas mãos puxando-me para levantar a cadeira e quando menos esperava, estava sentado na mesa, o tendo entre minhas pernas, seus lábios não demoraram muito contra os meus e logo foram parar em meu pescoço. Fechei os olhos enquanto apertava levemente sua cintura com minhas pernas. Em dado momento já estava deitado sobre a mesa, o café da manhã foi afastado de forma desajeitada de modo que pude esticar um pouco a mão, sem muito esforço e voltei a comer uma fatia de pizza enquanto uma trilha de beijos era feita em meu peitoral. 

 

Era uma mistura de beijos, mordidas e chupões. Enquanto sentia sua ereção roçar em minha perna e a minha própria em sua barriga — coisa que não passou despercebida pelo mesmo — vi suas mãos apertarem levemente minha cintura e nossos lábios se juntaram novamente em um beijo selvagem. A realidade parecia escorrer, pois era quase inacreditável que tudo aquilo era real, o garoto que a tanto tempo desejei agora estava beijando-me enquanto nossos corpos suados friccionavam-se uns contra os outros. Permiti o pudor me abandonar enquanto arranhava as costas do maior acima de mim, meus óculos a essa altura encontrava-se com as lentes totalmente embaçadas, mas isso não era relevante, já que estava ficando a maior parte do tempo com os olhos fechados, apenas aproveitando todas as sensações que me inundavam. Levei uma das mãos por seu abdômen e fui descendo até chegar no inicio de sua bermuda, parando-a ali, até sentir sua mão acima da minha, incentivando-me a continuar, coisa que fiz sem demora. 

Apertei seu volume e ouvi um gemido rouco em resposta, acompanhado de um aperto no volume que também jazia entre minhas pernas. Sentia que poderia chegar ao orgasmo a qualquer momento.

 

Nossas respirações estavam entrecortadas e nossos peitos subiam e desciam em uma velocidade frenética. Nossos corpos estavam totalmente suados e nossos membros totalmente rijos, o ambiente começava a exalar o cheiro de excitação de nossos corpos e minha boca implorava pelos beijos, como se os mesmos fossem a única água vista em um deserto. Encontrava-me sentado na mesa agora, minhas pernas prendiam levemente o maior entre elas e estava quase adentrando minhas mãos em sua cueca quando o vi se afastar levemente. Um semblante confuso estampava seu rosto enquanto dizia as palavras.

— Acho que é melhor eu ir pra casa. Logo mais sua mãe deve chegar e não creio que ela gostaria muito dessa cena. Conversamos depois? Sua respiração se normalizava com dificuldades, porém mais rápida que a minha. Apenas balancei a cabeça enquanto processava tudo que acabara de acontecer. O vi subir as escadas, indo em direção ao meu quarto, voltando minutos depois já vestido. Ele apenas acenou enquanto passava pela porta e eu suspirava. 

 

Sentia-me mais perdido que antes, se é que isso era possível. Sem ter provado seus beijos e seus toques, tudo era mais suportável, mas agora que provei, eu ansiava por mais. E como se não bastasse, lembrei-me de Ryan, de como gostava dele e das sensações que o mesmo me provocava. Ainda estava completamente excitado e arfando enquanto pensava na confusão que os dois me causavam, fechei os olhos enquanto passeava as mãos pelo meu corpo, e deixei os pensamentos fluirem. 

 

Vislumbrei ambos disputando a pelo de meu pescoço, como em uma disputada para ver quem marcava-me mais. Suas mãos percorriam meu tronco e arranhavam-me enquanto ambos sussurravam coisas obscenas. Era tão bom sentir a ereção de ambos roçando contra meu corpo, e cada beijo era como se fosse acompanhado de uma pergunta muda, o mesmo "Escolha, Joshua", "Decida qual de nós você quer". Mas no momento eu não podia responde-la, pois queria ambos. Permiti o egoísmo fluir por meu corpo com a mesma intensidade que o prazer fluía. Leon beijava meus lábios agora enquanto Ryan abocanhava meu membro. Ambos arranhavam a pele exposta de minha barriga, senti a tão conhecida descarga elétrica percorrer meu corpo e então, cheguei ao ápice. Abri os olhos e olhei para baixo, vendo meu abdômen que subia e descia em um ritmo acelerado,  sujo com meu próprio esperma. Estava prestes a deitar-me na mesa para descansar quando ouço barulho de chaves na porta. Saltei da mesma e subi as escadas com velocidade, afinal de contas, não seria nada legal minha mãe me ver em tal estado. 

 

— Josh, cheguei. — Ouvi a mesma falar da sala enquanto eu entrava no banheiro. Me despi com pressa e adentrei no chuveiro frio. Era tudo o que precisava agora enquanto minha mente clareava um pouco, ou melhor, enquanto eu me afundava na indecisão de qual dos dois seria o dono de meu coração. 


Notas Finais


O novo formato de escrita deixou a história confusa?
Caso sim, reviso para a antiga.

Caso tenham algo a comentar, estarei ansioso para ler.


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