História Ligado ao mar - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Teen Wolf
Personagens Aiden, Alan Deaton, Allison Argent, Bobby Finstock, Chris Argent, Claudia Stilinski, Cora Hale, Derek Hale, Ethan, Gerard Argent, Isaac Lahey, Jackson Whittemore, Jordan Parrish, Ken Yukimura, Kira Yukimura, Liam Dunbar, Lydia Martin, Malia Tate, Melissa McCall, Natalie Martin, Personagens Originais, Scott McCall, Sheriff Noah Stilinski, Stiles Stilinski, Theo Raeken
Tags Adoção, Drama Familiar, Irmandade, Irmãos, Lydia Martin, Stiles, Stydia, Teem Wolf
Visualizações 171
Palavras 1.941
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


:l

Capítulo 1 - Prólogo


Fanfic / Fanfiction Ligado ao mar - Capítulo 1 - Prólogo

Mieczyslaw Stilinski não estava assim tão bêbado. Dava para conseguir chegar lá, se pudesse se concentrar, mas, naquele momento, preferia o zumbido confortável do “Quase lá”.


Gostava de pensar que era aquele estado de estar “a dois passos da negligência” que estava mantendo a sua sorte.


Acreditava veementemente nas viradas da maré e nos fluxos de sorte, e naquele momento a sua sorte estava jorrando, rápida e quente. No dia anterior, ele levou seu aerobarco à vitória no campeonato mundial, vencendo a competição graças ao ponto da curva final e quebrando o recorde de tempo e velocidade.


Alcançara a glória, recebera um gordo prêmio e resolvera levar ambos até Monte Carlo, para ver como se saíam por lá.


Se sentia maravilhosamente bem!


-----------------


Algumas cartas certas, alguns dados que rolaram da maneira correta, a virada de uma carta decisiva, e sua carteira ficou ainda mais pesada do que já estava. Circulando entre os paparazzi e um repórter de alguma revista esportiva, sua glória também não parecia dar sinais de diminuir nem um pouco.


A sorte continuava a sorrir para si. Não exatamente sorrir, mas a lançar-lhe um olhar de soslaio, malicioso, ao colocá-lo no caminho de uma praia, pensou Mieczyslaw, uma pequena jóia do Mediterrâneo, onde, por um acaso, estavam realizando uma sessão de fotos para a edição de moda-praia de alguma revista qualquer.


E não é que a modelo de pernas mais longas, uma daquelas dádivas de Deus, voltara seus olhos azuis da cor do céu limpo para ele e curvou seus lábios cheios e generosos em um sorriso extremamente convidativo que até mesmo um cego teria voltado a enxergar, acabando por optar ficar por aquelas bandas mais alguns dias depois da sessão de fotos?


E ela também deixara claro para Mieczyslaw que, com um pouquinho só de esforço, ele poderia conseguir ainda mais…


Champanhe, cassinos generosos, despreocupação, sexo sem compromisso. Sim, de fato, Mieczyslaw refletiu, a sorte estava totalmente do seu lado.


-----------------


Quando os dois pissaram a calçada, saindo do Cassino e recebendo no rosto o ar morno de uma noite de março, um dos onipresentes paparazzi surgiu do nada, batendo fotos freneticamente. A mulher montou um biquinho, isso era, afinal, a sua marca registrada, fez seus cabelos loiros platinados, macios e sedosos, voarem para trás, os atirando de modo artístico, e mudou seu corpo de posição, especialista que era. Seu vestido vermelho provocante, pouco mais grosso que algumas pinceladas de tinta em uma tela, terminava abruptamente a poucos centímetros dos portais do paraíso.


Mieczyslaw simplesmente sorriu.


-Essas caras são umas pestes! - comentou ela, mostrando que tinha um leve sotaque francês. Ela respirou fundo, como se testasse a resistência daquela seda finíssima, e deixou-se levar por Mieczyslaw através da rua banhada pelo luar. -Para todo lugar que eu olho, sempre tem uma câmera! Estou farta de ser vista apenas como um mero objeto de prazer para os homens!


Aposto que sim, claro, pensou Mieczyslaw. E, sabendo que os dois eram tão superficiais quanto um rio seco, riu novamente e a tomou nos braços, perguntando:


-Por que não damos a ele alguma coisa para encher a primeira página, amor? - ele colou seus lábios contra os dela. Seu sabor penetrou seu organismo e mexeu totalmente com seus hormônios, dando partida em sua imaginação e fazendo se sentir grato pelo fato do hotel em que os dois estavam hospedados ficar a poucos quarteirões dali.


Ela deslizou os dedos pelos cabelos dele. Gostava de homens com muito cabelo, e o dele era cheio, grosso e tão preto quanto a noite que os cercava. Seu corpo era firme, nada muito musculoso, mas o suficiente. Ela era muito exigente a respeito do corpo de seu amante em potencial, e o dele ultrapassava seus rígidos requisitos.


Suas mãos eram um pouco mais ásperas do que ela gostaria que realmente fossem. Não a pressão ou o movimento que elas faziam, que por sinal eram perfeitos, mas a textura. Eram mãos de um trabalhador, mas ela estava bem disposta a fazer vista grossa quanto a esse fato, devido às habilidades que elas demonstravam.


O rosto dele era intrigante. Havia uma certa dureza em seu rosto, uma tenacidade que parecia vir de algo mais além da pele branca ou do formato em si. Eram os olhos, ela pensou, enquanto ria de leve e se desvencilhava do abraço. Eles eram castanhos, mas não era comum, tinha algo de diferente ali, escondiam segredos.


Ela gostava de homens com segredos, pois nenhum deles conseguia mantê-los escondidos dela por muito tempo.


-Você é um menino muito mau,  Mieczyslaw. - ela falou, surpreendentemente acertando em cheio a pronúncia de seu nome e colocando o indicador esticado sobre a sua boca.


-Sempre me disseram isso… - e ele teve que pensar bastante, pois o nome dela já estava fugindo de sua memória. -... Elisa.


-Talvez essa noite eu deixe você ser bem mau comigo.


-Estou contando com isso, amor. - e lançou um olhar de soslaio para o hotel. Com quase um metro e oitenta, ela tinha os olhos quase na mesma altura que dos dele. -Na minha suíte ou na sua?


-Na sua. - ela só faltou ronronar. -Talvez, se você pedir mais uma garrafa de champanhe, eu deixe você me seduzir.


-------------------


No instante em que as portas do elevador se fecharam ele a agarrou, puxando-a para junto de si, e apertou aquela boca macia contra a sua. Ele estava faminto. Esteve muito ocupado, focado demais no barco, ligado demais na corrida para separar algum tempo para diversão. Queria uma pele macia e cheirosa junto da dele, curvas, curvas generosas. Uma mulher, qualquer mulher, desde que estivesse disposta a tudo, fosse experiente e tivesse consciência de seus limites.


Isso tudo tornava Elisa perfeita.


Ela soltou um gemido que não pareceu tão fingido, para alegria dele.


-Você vai muito depressa… - comentou ela.


Ele fez deslizar a mão pela seda abaixo, e depois novamente para cima.


-É assim que eu ganho a vida, indo depressa… sempre… de todas as maneiras.


Ainda a segurando com força, ele saiu do elevador e seguiu pelo corredor rumo ao quarto. O coração dela batia descompassado contra o dele, sua respiração estava ofegante, e suas mãos… bem, ele sentiu que ela sabia muito bem o que estava fazendo com elas.


O jogo de sedução já era… Ele destrancou a porta, abriu com um golpe e depois tornou a fechá-la, empurrando o corpo de Elisa de encontro a ela. Abaixou as duas alças que sustentavam o vestido sob os ombros e, com os olhos fixos em seu corpo, se fartou com aqueles seios magníficos.


Reconheceu que seu cirurgião plástico deveria ganhar uma medalha.


-Você quer que eu vá devagar? - perguntou ele.


Sim, a textura de suas mãos eram grossas, mas, puxa, como elas eram excitantes! Ela enroscou uma perna em volta da cintura dele.


-Não, eu quero depressa! - respondeu ela.


-Certa resposta! - ele esticou a mão por baixo do vestido e destruiu o obstáculo rendado que encontrou em seguida. Os olhos dela se arregalaram e a respiração ficou mais arfante.


-Bruto! - gemeu ela. -Você me deve uma nova calcinha.


No momento em que ele já baixava o zíper da calça, uma batida na porta soou com discrição, por trás da cabeça dela. Cada gota do sangue dele havia sido drenada da sua cabeça para a de baixo.


-Puxa, o serviço de quarto não pode ser tão rápido aqui… Pode deixar aí fora! - berrou ele, e se preparou para possuir a maravilhosa Elisa ali mesmo, encostada na porta.


-Monsieur Stilinski, peço desculpas, mas acabou de chegar um fax para o senhor e diz que é urgente.


-Mande-o embora, Mieczyslaw. - elisa colocou o braço em volta dele e o agarrou com as unhas, como se fossem garras. -Mande-o para o inferno e me foda agora!


-Aguenta aí! Quer dizer… - continuou ele, afastando os dedos dela. -Espera só um momento! - ele a empurrou para o lado da porta, levou um segundo para verificar se o zíper da calça estava fechado e abriu uma fresta da porta.


-Sinto muito em perturbá-lo, Monsieur Stilinski…


-Tudo bem, Obrigado. - Mieczyslaw enfiou a mão no bolso em busca de alguma nota qualquer, sem dar importância pro valor, e a trocou pelo envelope. Antes que o mensageiro começasse a gaguejar diante do valor recebido, Mieczyslaw bateu a porta na cara dele.


Elisa fez a sua famosa jogada de cabelo para trás e disse:


-Você está mais interessado em um fax bobo do que em mim… do que nisto!... - e com a mão rápida acabou de abaixar por completo o vestido, pulando para sair do montinho que formou no chão como uma serpente que troca de pele.


Mieczyslaw decidiu que o que quer que ela tivesse pago por aquele corpo o resultado compensara cada centavo.


-Não, não, pode acreditar em mim, amor, não estou não. Isso vai levar só um segundo. - e rasgou o envelope antes de ceder à tentação de amassar aquilo, jogar fora e, literalmente, mergulhar de cabeça dentro daquela glória feminina.


Então, leu a mensagem, e o seu mundo, a sua via e o seu coração pararam de repente.


-Ai, meu Deus! Não pode ser!... - todo o vinho consumido alegremente durante a noite inteira se afunilou em sua cabeça, mergulhando vertiginosamente até atingir seu estômago e transformar seus joelhos em água. Mieczyslaw se viu obrigado a encostar as costas na porta para se manter de pé, antes de tornar a ler.


Stiles, que droga! Por que você não retornou nossas ligações? Estamos tentando falar com você há horas! Papai está no hospital. Está mal, muito mal mesmo! Não há tempo para dar todos os detalhes. Estamos perdendo-o muito depressa. Corra. Louis.


Mieczyslaw levantou a mão lentamente. A mesma mão que já controlara timões e volantes de barcos, aviões, carros de corrida, a mão que era capaz de mostrar a uma mulher vislumbres do paraíso. A mesma mão que tremia muito agora, enquanto ele a passava por entra os cabelos.


-Preciso voltar pra casa!


-Mas você já está em casa! - Elisa resolveu dar a ele uma outra oportunidade e se lançou à sua frente, abraçando-o e esfregando o corpo nu em Mieczyslaw.


-Não, preciso realmente ir. - empurrando-a para o lado, resolveu pedir uma linha para telefonar para fora do país. -Você vai ter que ir embora. Preciso dar alguns telefonemas.


-E acha que pode me dispensar assim?


-Desculpa, mil desculpas. Fica para outra vez… - sua mente simplesmente se recusava a funcionar corretamente. Distraído, arrancou mais algumas notas do bolso, enquanto pegava o telefone com a outra. -Tome… é dinheiro para o táxi. - explicou, se esquecendo completamente de que ela estava hospedada no mesmo hotel que ele.


-Seu porco imundo! - nua e furiosa, ela se lançou contra ele, preparando um tapa. Se ele estivesse com os pés firmes, teria conseguido desviar com facilidade. O tapa, porém, o atingiu em cheio, chegou a estalar. Ele pareceu ouvir sinos naquele momento, seu rosto ardeu e sua paciência se esgotou.


Mieczyslaw simplesmente a envolveu com os braços, levou ela até a porta, teve o cuidado de pegar o seu vestido, e então jogou a mulher e os pedaços de seda no corredor do hotel.


Seus gritos foram tão agudos que Mieczyslaw sentiu o rangido dos próprios dentes ao passar a tranca na porta.


-Vou te matar! Seu porco! Canalha! Vou matá-lo por isso! Quem você pensa que é, seu filho da puta? Você não é nada… nada!


Deixando Elisa berrando e esmurrando a porta, Mieczyslaw foi para o banheiro, afim de colocar algumas coisas básicas em sua mala.


Parece que sua sorte tinha acabado de dar a pior das viradas.







Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...