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História Ligados (ItaHina) - Capítulo 5


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Notas do Autor


♢ Primeiramente, peço sinceras desculpas pelo atraso do capítulo. Mas me enrolei com outra fanfic, e esta, consequentemente, atrasou também.

♢ Quero agradecer por todos os favoritos e comentários. 

♢ Novos leitores, bem-vindos! 

Capítulo 5 - O Clã dos Sábios




Eles seguiam em ritmo lento pela floresta densa. Hinata, a poucos passos à frente dos outros, checava com o Byakugan metros e metros de verde interminável. Kiba e Shino davam apoio para Itachi, enquanto Akamaru protegia a retaguarda do grupo. 

Itachi ia totalmente às escuras. Os braços envolta dos ombros dos dois ninjas de Konoha. O Inuzuka e o Aburame davam-lhe sustentação ao mesmo tempo que o guiavam pelo caminho certo, ajudando-o para que não tropeçasse e caísse de cara no chão. Ele tinha total conhecimento de que estava atrasando a equipe. Mas se alguém além dele havia notado, não falou nada a respeito. Todos seguiram a rota sem reclamar e em silêncio. Vez ou outra a falta de som era rompida por um latido do ninken, que Itachi acabou descobrindo se chamar Akamaru.

Já estavam próximos aos arredores de Konoha quando uma águia mensageira entrou no campo de visão de Hinata. A ave voou em círculos sobre as cabeças do grupo de ninjas, antes de pousar elegantemente no braço que Hinata lhe oferecia. A kunoichi realizou alguns selos rápidos de mão, e depois removeu a mensagem presa à perna do pássaro, que sssim que se viu livre de sua tarefa,  voltou para o céu.

Hinata desenrolou o papel e o leu com cuidado.

— São as coordenadas que Tsunade-sama prometeu — disse, enquanto entregava o papel para Shino, que assim que o teve em mãos começou a varrer os olhos rapidamente sobre ele, absorvendo seu conteúdo. — Mas ela não diz o destino final. Apenas por onde devemos entrar despercebidos para depois recebermos novas instruções.

Assim que Shino terminou de ler a mensagem, teve a mesma arrancada de suas mãos de forma brusca por Kiba.

— Deixa eu ver isso. — Kiba franziu a testa enquanto lia. — Ora essa...

— Bom, só nos resta fazer o que ela pediu — Shino disse com o tom de voz levemente mais alto do que normal a fim de abafar qualquer impropério que fosse sair da boca do companheiro. Conhecendo Kiba, sabia que uma infinidade de palavrões estava prestes a ser ouvida. 

Itachi ouvia tudo aquilo com certa curiosidade. Para onde a hokage pretendia levá-lo, ou melhor, onde o esconderia? Não é como se a sua presença fosse ficar despercebida por outros ninjas da vila. Shinobis como Kakashi Hatake, ou outros membros da Anbu com quem havia trabalhado em inúmeras missões no passado, reconheceria o seu chakra na hora. 

— Vamos! — disse o Aburame.

Todos voltaram a percorrer o caminho até finalmente avistarem o muro de Konoha, mas não seguiram para a entrada principal. As instruções de Tsunade foram claras, não poderiam serem vistos entrando na vila. A hokage havia deixado uma parte do muro, do lado leste, sem vigilância durante um curto espaço de tempo. Eles rumaram pala lá o mais rápido que o estado do integrante indesejado permitia. 

Pararam em frente ao portão de tamanho médio. Como prometido, estava sem proteção alguma. Quando passaram, Hinata se surpreendeu com o que havia do outro lado daquela entrada. A passagem dava para a área de floresta nos arredores das construções da vila, mas aquela área de verde em especifico era bastante familiar. 

— Finalmente! — Tsunade disse enquanto pulava de uma árvore e se colocava no campo de visão dos ninjas. Ela estudou cada um com o olhar e quase sorriu quando viu a carranca de Kiba Inuzuka.

— Viemos o mais rápido que podíamos. — Kiba virou o rosto para o lado, fazendo bico. Se aquele Uchiha idiota não tivesse os atrasando, teriam chegado há horas. 

Tsunade cruzou os braços na frente do corpo e deixou que seus olhos se demorassem em Itachi, que continuava calado. A mulher franziu os lábios. Quem diria... Itachi Uchiha, depois de anos, ali, em Konoha. Se alguém dissesse isso a ela há algumas semanas atrás, certamente teria rido na cara dessa pessoa. 

— Como está se sentindo, Uchiha?

Itachi ergueu a cabeça na direção da mulher. 

— O mesmo —respondeu com a voz baixa.

Hinata olhou para Itachi. Ele estava abatido. A pele encontrava-se pálida, e os lábios estavam ressecados e com pequenas rachaduras. Um braço envolvendo os ombros de Kiba, e o outro os de Shino. Ela não sabia o que a hokage pretendia com tudo aquilo, mas esperava que ela fizesse algo para ajudá-lo. Ela olhou para Tsunade, em busca de algo na face da mulher que denunciasse seus planos. A Godaime, mesmo que tentasse passar uma imagem ilegível, não conseguia esconder a tensão que tingia suas feições. Havia uma dureza em seus movimentos que transpareciam o desconforto que sentia. 

Algo estava acontecendo. Algo realmente grande.

Hinata sentiu um pequeno aperto no peito quando o medo pelo o que poderia acontecer percorreu suas veias. 

— Vamos logo — Tsunade falou. Ela girou nos calcanhares. — Não temos todo o tempo do mundo. Sigam-me.

A hokage os guiou pela área de mata, escondidos dos olhares dos habitantes de Konoha, até avistarem os fundos de uma grande casa em formato tradicional. A construção saltava aos olhos em meio ao verde dominante. Pararam em frente à grande porta de correr deslizante, decorada com desenhos mitológicos.

Hinata arregalou os olhos. Por que tinham parado ali?

— Hn? — Shino murmurou enquanto olhava de Hinata para as costas da hokage.

— Espera aí, mas essa não é... — Kiba começou, mas antes que pudesse terminar a porta correu para o lado quando foi aberta por dentro, revelando a imagem do homem que há muito estava à espera do grupo de ninjas.

— Vocês demoraram muito, Godaime-sama.

— Eu sei. Mas o que importa é que chegamos —disse a hokage.

O homem não se deu ao trabalho de olhar nenhum dos três jovens que compunham o time oito,  seu olhar caiu quase que automaticamente sobre Itachi.

— Itachi Uchiha — disse, devagar, deixando que cada letra saísse calmamente de sua boca.

Itachi ouviu a voz inabalável e sentiu a assinatura de chakra. Não o reconheceu imediatamente, mas, agora, sabia exatamente quem estava à sua frente. 

— Hiashi Hyuuga — falou com a voz o mais impassível possível.

— Quando a hokage me disse sobre você, eu quase não acreditei. — Hiashi olhou, com olhos astutos, para a filha. — É realmente uma surpresa. 

Hinata sentiu-se estranhamente desconfortável diante do olhar do pai. Hiashi a olhava com intensidade, e ela o conhecia o suficiente para saber que eles teriam uma longa conversa depois. Geralmente, as conversas com o pai não eram agradáveis, mas estava ansiosa para aquela em particular. Tinha muitas perguntas para fazer. Se perguntava porquê estavam no clã Hyuuga, e o que o pai tinha a ver com tudo aquilo. E quase perguntou ali mesmo, mas quando abriu a boca para falar, a voz de Itachi se fez presente.

— Garanto-lhe que a sua surpresa não é maior do que a minha. 

Quando a hokage lhe prometeu que o ajudaria, e que arranjaria um lugar seguro para que ficasse, não imaginou que seria dentro dos domínios dos Hyuuga. Ele conhecia muito bem aquele clã, assim como Uchiha, o Hyuuga era um dos quatro grandes clãs nobres de Konoha. Mas não era apenas por sua nobreza inegável que eram conhecidos, eles eram extremamente rígidos. Tinham aversão a criminosos. 

Como se lesse os pensamentos de Itachi, Hiashi falou:

— Nós, os Hyuuga, somos os mais sábios de Konoha. Tomamos as decisões que são melhores, não para nós, mas sim para um bem maior. — Seus olhos brancos brilharam com o orgulho que sentia de seu nome. — E, neste momento, escondê-lo aqui é o melhor. 

Itachi apenas assentiu. Não estava em condições de rejeitar ajuda.

— É melhor entrarem logo — Hiashi disse. Ele deu um um passo para trás, dando passagem para que entrassem em sua casa. — Alguém pode estar nos espiando. 

Kiba e Shino, levando Itachi, passaram primeiro, sendo seguidos pela hokage. 

— Já está tudo preparado, Hiashi? — Tsunade parou na soleira da porta e perguntou para o líder do clã Hyuuga. Quando recebeu um leve assentir de Hiashi, ela voltou a caminhar. 

Akamaru saiu em disparada até o seu dono. Hinata ficou alguns passos para trás, observando os outros sumirem no extenso corredor que conhecia tão bem. Quando estavam longe o suficiente, ela voltou-se para o pai, que a observava com interesse.

— A hokage me contou coisas interessantes, Hinata.  — Hiashi cruzou os braços atrás das costas. Sua voz era ilegível. 

— C-contou o quê? — Hinata perguntou, e se amaldiçoou por ter gaguejado na presença do pai. Uma pequena fagulha de pânico percorreu o seu corpo. Não sabia o que Hiashi acharia dela depois de saber que tinha ajudado um traidor. Ele sempre lhe julgara gentil demais para liderar, e talvez aquilo fosse mais uma prova de que sempre esteve certo. 

— Tudo o que fez para ajudá-lo. — Hiashi fez uma pausa, em seguida acrescentou: — E mais coisas que ainda não devem chegar ao seu conhecimento.

O coração de Hinata acelerou levemente dentro do peito. Seu pai, mesmo que de forma inconsciente, havia respondido uma de suas perguntas. Realmente havia algo por baixo de toda aquela trama, algo maior do que imaginava. Mas mesmo que quisesse muito saber do que se tratava, não tiraria nada de Hiashi. Quando o pai se comprometia em guardar algo, seus lábios se cerravam e nenhuma parte do que escondia fugia por eles. Qualquer pergunta que fizesse seria inútil. 

— Otousan... 

— Hinata. — Hiashi ergueu a mão, pedindo que ela não continuasse. 

Hinata limpou a garganta e esperou pelo golpe que seriam as próximas palavras do pai. Seus olhos brancos duelaram com os de Hiashi. Ela adotou a postura mais decidida que já havia usado em toda a sua vida. Não mostraria fraqueza!

— Você fez bem, filha — Hiashi disse com a voz calma.

Hinata piscou, surpresa.

— Eu...Eu pensei que... — A postura decidida dela vacilou.

— Que eu fosse me aborrecer? — ele perguntou. Sua sobrancelha esquerda estava levemente erguida e um brilho de diversão dançava em seu olhar.

— Hai.

Hiashi colocou a mão no ombro de Hinata, em seguida sorriu.

— Você é igual a sua mãe. — Olhou para a sua primogênita, o olhar se suavizou. — Agora vá. — Apontou com o queixo para o corredor. — A hokage está lhe esperando.  

Hinata corou. Ela fez uma rápida reverência para o pai antes de seguir para o mesmo caminho que os  outros haviam feito.

— Hinata? — Hiashi chamou. Quando a filha se virou para ele, disse: — Quando terminar, venha tomar uma xícara de chá comigo e com sua irmã.

— Hai. — Ela voltou a andar com passos apressados pelo corredor extenso. Passando rapidamente por inúmeras portas de quartos vazios. 

Kiba estava de braços cruzados escorado na parede com Akamaru deitado aos seus pés, e Shino parecia entretido em admirar o teto. Quando avistaram Hinata, ambos focaram sua atenção na kunoichi.

— Onde está o Uchiha-san e a Hokage-sama? — perguntou ela. 

— Estão lá dentro — respondeu Shino ao mesmo tempo que Kiba indicava a porta que tinha à sua frente com um movimento rápido de cabeça.

— A Godaime pediu que mandássemos você entrar assim que chegasse, Hinata — informou Shino. 

— Enquanto nós temos que esperar do lado de fora — disse Kiba, irritado.

Hinata enviou um olhar de sinto muito para o amigo. Ela girou a maçaneta da porta e abriu-a. Seus olhos brancos arregalaram quando percorreram o cômodo. As paredes claras estavam repletas de diversos símbolos ocultadores de chakra. Espirais, círculos, linhas... Ao lado da janela havia uma cama vazia com lençóis brancos e diversos aparelhos com tubos que se conectavam a eles.

Hinata fechou a porta atrás de si. 

— Você está aí. — A voz de Tsunade soou abafada. Hinata girou o pescoço para o lado em busca de onde ela estava vindo. Caminhou até uma das duas portas que havia dentro do quarto. Supôs que uma delas fosse o banheiro.  

Quando abriu a segunda porta, seus dedos ficaram presos na maçaneta, e sua boca se abriu levemente em um “o” mudo.

Itachi estava deitado sobre uma mesa, inconsciente, com o corpo nu coberto da cintura para baixo com apenas um lençol fino. Tsunade estava ao seu lado, manuseando diversos instrumentos metálicos que cintilavam dentro do cômodo pequeno.

— Eu deixei a sua roupa no banheiro ao lado. — Vendo que a garota não se movia, Tsunade acrescentou, impaciente: — Você não pode ficar aqui vestida assim. Vá logo.

Hinata fechou a boca quando o seu corpo se recuperou da surpresa. 

— P-para quê? 

— Para a cirurgia — Tsunade disse, como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, em seguida voltou a sua atenção para o que tinha em mãos. 

Hinata teve a sensação de que o seu sangue havia gelado nas veias  enquanto assentia, quase de forma automática, para a sua hokage.

Ela nunca havia participado de uma cirurgia em toda a sua vida!



Notas Finais


♢ Gente, a lindíssima @BarbaraGreco, leitora da fic, indicou algumas músicas lindas que a fizeram lembrar da história.

https://youtu.be/_bjv9d09Smw


https://youtu.be/lYfC3oNl3Jw


https://youtu.be/knEjab1QbUo



Obrigada, anjo! 😄


♢ Sobre o título do capítulo… Durante a guerra ninja, pouco antes da morte do Neji, quando o próprio, juntamente com a Hinata e o Hiashi, estavam protegendo o Naruto, o Hiashi realmente fala que eles, os Hyuuga, são os mais sábios de Konoha.

♢ Algo pouco relevante, mas que resolvi compartilhar aqui com vocês, é que escrevi quase todo o capítulo ouvindo repetidamente o rap da Akatsuki.

https://youtu.be/-oYMo8k22Vw


AKATSUKI! 

AKATSUKI! 


Kkkkkkkk


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