História Ligados Para Sempre - Capítulo 8


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Categorias Naruto
Tags Naruto, Romance, Sasusaku
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Palavras 3.177
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Divirtam-se com mais um capítulo cheio de emoções!

Capítulo 8 - Capítulo 8


O luar refletia-se na água. Uma brisa suave acariciava o rosto de Sasuke.

Sasuke tinha os olhos presos no mar, os barcos dos pescadores eram pequenos pontos luminosos que atraíam os peixes.

Agora ele estava tranquilo . Por pouco ,perdeu o controle. O frio parecia atravessar seu corpo.Tinha impressão .Tinha certeza de ter agido com ela como verdadeiro idiota.Naquela manhã ao acorda-la com um beijo, sentiu a sensualidade quente e sutil, que quase o fez abandonar a reunião de negócios programada e ficar a seu lado até a hora da partida do voo.Meu Deus, ele a levaria com ele, apenas uma noite juntos não foi o suficiente , ele queria muito, muito mais.

Quanto mais?

Aquela noite foi extraordinária, ela era diferente de qualquer mulher que conhecera.Ardente,fogosa,entregando-se de forma total e absoluta....

Mantinha-se em pé á beira do mar, pronto para dar um mergulho nas profundezas e descobrir...algo que para ele nunca havia existido.

Na verdade, constatou naquela manhã ser simplesmente um tolo. Manipulado por uma mulher que sabia usar seus próprios atributos.

Igual ao pai.

As memórias afloravam.Eles as tinha camuflado, mas elas insistiam em reaparecer.

Voltava a vê-las . Ouviu o estalo , tão claramente como se a décadas passadas não existissem, da mão do pai esbofeteando a mãe.

Ouviu a palavra junto com o tapa. Aos cinco anos, não sabia o que era aquilo.

-Piranha!

Tudo que conhecia então era o medo. E muita raiva - raiva que o fez correr , tão rapidamente como podia.

-Não bata em minha mãe. Não bata nela!

O pai não lhe deu atenção. A mãe se quer o olhou. Em vez disso, simplesmente levantou a cabeça, ignorando a vermelhidão no rosto, e pegou a bolsa de couro com as unhas pintadas de vermelho.

-Adeus , Fugaku, divirta-se com o garoto. Afinal, você pagou o suficiente por ele.Embora ele não seja seu...Madara talvez devesse saber...

-O garoto é meu, eu sou o pai dele.Agora saia daqui , já lhe dei o suficiente para viver bem pelo resto de sua vida.Mais uma coisa, mantenha essa sua boca imunda fechada , Madara não deve saber de nada, me escutou Mikoto , Sasuke é meu a partir de agora, então suma das nossas vidas.

Ela foi-se batendo a porta

Ele viu a mãe partir. Sem entender nada.

-Quando mamãe volta?

O pai não respondeu. Sasuke olhou para ele e viu um rosto petrificado, Repentinamente o pai o encarou com ódio.

-Nunca.

A voz dura , de ferro. E ele também foi embora, para o quarto , batendo a porta. O menino de apenas cincos anos permaneceu imóvel .Depois , uma empregada levou -o dali. O pai tinha dito a verdade. Nunca mais viu a mãe.

Era estranho, pensava ele agora, três décadas depois , como a dor permanece viva no pensamento.

Tal como um eco, podia ouvir o convencimento juramento que a mãe de sua filha tinha feito: " Sarada é minha vida. Eu a protegerei até o fim de meus dias. Não deixarei que você seja a causa de uma única lagrima ou sofrimento  dela."

Seria tudo falso e calculado?

Podia acreditar nela?Acreditar que amava Sarada como dizia? Precisava saber se Sakura amava a filha.

Havia apenas um jeito de saber. Penas um jeito de descobrir a verdade.

~~~~~~~~~~~~

Sakura tomou o café da manhã no terraço com Sarada. Sentia-se horrível depois da terrível cena da noite anterior, outra troca de insultos.

Por sorte mais uma vez , Sarada foi poupada.

Olhou para a filha que tagarelava alegremente com Ino sobre o pouso do helicóptero naquela manhã. Sakura quase não escutava, limitando-se a acenar e responder o necessário.

Ela não pode ser magoada. O que quer que aconteça- Seja por Sasuke jogar sujo comigo, ou quanto eu tenha que lutar contra ele-, Sarada não pode sofre. Ouviu passos passos se aproximando e desviou o olhar de Sarada.

Sasuke apareceu no terraço. O rosto de Sarada se iluminou.

-Podemos brincar?- perguntou , levantando-se da cadeira- Já terminei o café mamãe.

Sasuke foi ao encontro da filha ignorando Sakura, e sorriu.

-O que você quer fazer primeiro?

-Nadar e fazer castelos de areia- disse Sarada, complementando docilmente : - Por favor!

Sakura percebeu o sorriso que iluminava o rosto do empresário.

Sentiu o coração se apertar.

Sasuke é seu inimigo .Não espere sorrisos. Ele só quer lhe condenar.

De novo ele falava com a filha.

-Podemos fazer tudo, mas primeiro você precisa vestir a roupa de banho e pedir a Ino para passar o protetor solar.

Sarada saiu em disparada.

Sakura voltou aos seus pensamentos , e notou que Sasuke a observava.

A expressão congelou, tornando-se impassível. Ele ia dizer algo horrível, tinha certeza.

-Se também já terminou o café, queria falar com você.

Ela olhou-o friamente.

-No meu escritório - disse Sasuke.

E agora mais essa, pensou com amargura. O que mais vai me jogar na cara? Que tipo de ameaça?

Levantou-se com cuidado. A dor nos pulmões melhorava a cada dia, porém estava mais tensa com a proximidade dos exames.

Ele tomou o caminho de volta, através da sala que dava para um cômodo no qual nunca tinha entrado. No que ela  seguia com o andar lento e vacilante, compreendia , porque aquele espaço era dele. Um computador enfeitava a grande mesa de trabalho. Sasuke já estava sentado. Uma pasta de couro preto repousou em cima da mesa.

Teve um mal pressentimento.

-Sente-se - ordenou Sasuke.

Impassivelmente , pôs-se na cadeira em frente a mesa. Seria uma intimidação? Bom, ela não seria intimidada.

-Tenho uma proposta a lhe fazer.

A voz soava inexpressiva, assim como o rosto. Os olhos estavam semicerrados.

Ele abriu a pasta. Dentro havia um documento , além de um pequeno pedaço de papel anexado. Era um cheque.

-Estou disposto a lhe dar quinze milhões de dólares. Em contrapartida, você me concede a custódia de minha filha permanentemente . Ou seja, você será uma mulher muita rica.

Fez uma pausa.

-Como parte deste acordo, você estará á disposição de Sarada sempre que for solicitada, pelo tempo que ela quiser. Haverá entretanto, certas restrições á sua liberdade de ação. Você não poderá contatar a imprensa, nem levar uma vida que traga problemas a minha filha. Todos os contatos com ela serão supervisionados por mim ou por quem eu designar. Os quinze milhões serão depositados em uma conta poupança, podendo os lucros daí provenientes ser gastos como você quiser. O lucro acumulado ao longo dos anos será seu tão logo Sarada atinja a maioridade . Em função do acordo, você terá acesso a uma vida de alto luxo daqui a quatorze anos, além de garantir a Sarada a presença contínua da mãe em sua vida, tanto quanto ela quiser.

Após nova pausa, recomeçou, de modo totalmente profissional, discorrendo sobre termos e condições considerados normais em tais acordos:

-este documento traz tudo detalhado. Sinta-se livre para analisá-lo . Além disso, irei emitir um cheque, no valor de dois milhões, a ser pago imediatamente, como um gesto de boa fé de minha parte pela sua cooperação.

Nenhuma reação parecia aflorar.

Sakura manteve o silêncio, até perguntar, em voz controlada:

-Posso ver?

Com calma , ele passou para ela. O rosto parecia esculpido em pedra.Os olhos permaneciam gélidos, apesar de haver algo no ar. O quê , ela não sabia, nem estava ligando.

Segurou o cheque, emitido  em seu nome por um tradicional banco londrino.Olhou-o de relance, colocando-o de lado. Abriu então a pasta, retirando o documento do interior.

Devolveu o documento, colocou o cheque em cima, segurou-os de novo e , em movimentos,  ágeis rasgou-os espalhando -os sobre a mesa polida. Colocou-se em pé e disse, disfarçando a emoção.

-Vou ser bem clara: Minha filha não está a venda. E se algum dia você voltar a fazer esse tipo de coisa , eu...

E desmoronou. A emoção irrompia dentro dela, sem trégua. O ódio trasbordava tal como uma maré escura.

-Você é um monstro. Monstro,doente, degenerado e nojento. Fico mal só de respirar o mesmo ar que você.

Cambaleou até a porta, alcançando a maçaneta praticamente sem nada ver.

Como posso aguentar isto?,pensou, sentindo um grande peso que a esmagava. Como posso suportar que Sarada fique perto deste tipo de homem?Ou seja sua filha?

Sentia a garganta e os pulmões apertados.

Mas ela não podia entregar os pontos. Não ali , não diante daquele homem. Daquele monstro, que era pai de sua filha e queria compra-la.

A mão segurou a maçaneta , mas não conseguiu gira-la. Não conseguia mover-se. Apenas sentia os pulmões e a garganta preste a explodir.

Encostou-se contra a porta, tomada por tremores. Deu um gemido que fez com que Sasuke levantasse rapidamente da cadeira e fosse socorrê-la.

Ela não deixaria que ele a ajudasse. Não queria que a tocasse. 

Afastou-se o quanto pode, segurou a porta, os nervos á flor da pele.

-Não me toque- Exclamou, em um grito alto e estridente.

Tentou escapar, puxando com força a porta aberta. Estava quase cega, já não controlava as mãos , o corpo tremia.

-Não se aproxime, fique longe de mim.

Não aguentava mais gritar. Mesmo assim , conseguiu mante-lo afastado, agitando os braços.

Ele permanecia parado a sua frente, tomado por emoções que não podia descrever . Ela perdeu o controle, sem dúvida pensou. Virou-se e pegou o telefone, falando com firmeza.

-A enfermeira está a caminho. Ela vai cuidar de você. Se você se afastar da porta ela poderá entrar. Eu... eu não tocarei em você.

Grunhidos saíam do fundo da garganta. O peito ofegava. Alguém bateu a porta.

-Sou eu a enfermeira. Se você der um passo para trás, poderei entrar.

Lembrando-se que ele lhe falara,conseguiu virar o corpo em direção a parede ao lado da porta. A enfermeira empurrou a porta devagar, tomando logo providencias , rápida e precisamente cuidando de Sakura, sem prestar muita atenção ao homem que lá permanecia parado, imóvel, testemunhando a cena. Quando ela saiu, Sasuke afundou-se na poltrona, e em cima da mesa, o documento e o cheque despedaçados. Olhou aqueles papeizinhos ridículos. Então, juntou os inúteis pedacinhos  e jogou na lixeira.

~~~~~~~~~~

-Cadê Sarada?- A voz de Sakura estava fraca, mas enfática.

-Ino está lendo para ela. Parece satisfeita. Aproveite para descansar.-Respondeu Shizune

Descansar, era a única coisa que podia fazer. Sasuke Uchiha era um rolo compressor selvagem , passando por cima dela.

O medo tomava conta de seu corpo. Mais do que medo. Náuseas. Náuseas do homem que chegou ao extremo do ridículo de pensar que uma criança podia ser vendida... Tinha que ficar longe dele.

Aporta do quarto foi aberta. Sakura e a enfermeira se voltaram na quela direção.

Sasuke estava lá, parado. Parecia mais alto, mais branco, diferente, Sakura não sabia o que era. E nem queria saber.

-Enfermeira, por favor, gostaria de ficar a sós com a paciente.

Parecia ser um pedido, mas a enfermeira entendeu como uma ordem. Por um momento fitou os olhos negros do patrão.

-A srta. Haruno não deve ser incomodada- informou a um dos homens mais ricos de Londres.

Sasuke inclinou a cabeça, sério.

-Não se preocupe - respondeu. Depois, desviou o olhar para a mulher deitada na cama.

A enfermeira assentiu e saiu do quarto.quando a porta foi fechada, Sasuke adiantou-se . Automaticamente , Sakura ajeitou-se nos travesseiros, levantando-se.

O que ele quer? Meus Deus, quanto mais poderia suportar?

Ele estava ao pé da cama, observando-a. Sentiu um arrepio . Por um tempo , ele nada disse, apenas ficou parado ali, o rosto sem expressão. Depois, falou de repente.

-Acho - disse, tenso - que me enganei á seu respeito.

Ela nada disse apensas sentiu os dedos apertarem os lençóis .

Havia algo diferente nos olhos dele.

-Não em tudo - prosseguiu, nessas poucas palavras ela percebeu uma nota de condenação á qual já estava acostumada.- Mas em algo muito básico: você parece se importar com Sarada.

Os olhos de Sakura se arregalaram. Não pode evitar. Pasma encarou o homem.

-Achava que era teatro, para você se favorecer, aumentar o preço.

A voz era seca, e Sakura sentiu a respiração presa.

-Mas você , abriu mão dos 15 milhões de dólares que ofereci por ela. Isso... foi muito convincente. Tão convincente que estou disposto a reavaliar... minha opinião sobre você.- Novamente a grosseria ficou evidente - Embora não a perdoe por ter mantido minha filha longe, nem pela forma como foi concebida, admito que você gosta mais dela do que do dinheiro que ela pode representar. Então, gostaria de tentar... uma ... reaproximação com você. Pelo bem de Sarada, ela não pode ver os pais em guerra.

Seu discurso a cortava como faca.

-Por enquanto, sua preocupação deve ser recobrar a saúde. A minha é continuar a conhecer minha filha. Isso também vai nos dar a oportunidade de.... nos acostumarmos...um com o outro.

Ele observou a expressão fria e hostil dela.

-Gostaria - disse, com sua paciência se esgotando- que houvesse um esforço maior de sua parte. Tudo que precisamos é civilidade.

-Civilidade?- Finalmente as palavras lhe voltavam depois da estupefação ao ouvir o que ele dizia.- Você espera civilidade de mim, depois de tudo que me fez? Ameaçando-me, abusando verbalmente de mim, me dando lições de moral...

A expressão dele ficou dura.

-Admito que muito do que temia ser verdade sobre você não é...

-Bem, tudo o que eu temia ser verdade sobre você é verdade! - Rebateu, com voz venenosa.- Você é mesmo tão nojento quanto pensei.

Sasuke espumou de raiva, tentando se controlar.

-Acabei de dizer que admito ter me enganado...

-E eu acebei de dizer que não me enganei!Você tentou comprar minha filha. Que espécie de homem age assim?

Ele ficou tenso. Não podia contar o que tinha vivido, o tormento pelo qual passou.

-Eu tinha que ter certeza. Certeza de que você não estava apenas interessada no dinheiro. Tinha que faze-la escolher entre Sarada e o dinheiro.

 Os olhos demonstravam pavor.

-Você ofereceu de propósito seu dinheiro imundo para ver se eu venderia minha filha? Era só um teste nojento?

-Eu precisava ter certeza ,Sakura, e agora que tenho podemos prosseguir. Sarada precisa de nós dois. E por mais que não aceitemos isso, é inevitável. Vou deixa-la pensando sobre o assunto. E por favor prepare-se. Está na hora de contar a Sarada que sou o pai dela.Proponho fazer isso essa tarde.

Os olhos negros fixaram-na.

-Seria melhor se você estivesse presente. Ela pode ficar confusa, mas adiar esta confissão apenas levará a um problema maior, sua vida já mudou nas ultimas semanas, e seria melhor que essa descoberta fosse feita logo.

Deu um ultimo olhar enquanto ela permanecia muda e, sem mais uma palavra , se foi.

~~~~~~~~~~

-Mamãe pode contar pêssego para mim, por favor?- Sarada escolheu o mairo e entregou para Sakura, com um expressão de expectativa no rosto.

Ela o pegou e começou a cortar, sentado na cadeira na cabeceira da mesa do largo terraço de onde podia ver a praia, estava Sasuke, relaxado, com um copo de Suco gelado na mão.

O almoço tinha sido estranho, entretanto , pareceu absolutamente normal, com Sarda conversando tanto com ela quanto com ele. Toda conversa monopolizada por Sarada e raramente ela e Sasuke trocavam palavras. E quando o faziam a iniciativa sempre partia de Sasuke, nunca dela. Ele vinha se comportando com bastante civilidade. Era irritante, totalmente falso.

Uma sensação de estranheza envolveu Sakura. Era como se todo sentimento, todo pensamento fosse suprimido, como se ela perdesse a emoção, a vontade de exercer qualquer função.

Quando Sasuke saiu do quarto depois de soltar a bomba , ela ficou simplesmente olhando o espaço que ele ocupara, a mente tentando absorver o que ele tinha dito. Descrente , uma fúria cega e extrema exaustão de espírito. Ela simplesmente não aguentava mais.

Ainda se sentia assim, cortando a fruta, tentando não ver a figura do outro lado da mesa.

-Pronto querida- disse, entregando o pêssego a Sarada.

Ela começo a comer com vontade, murmurando um 'obrigada' enquanto mastigava e , depois virando-se para a cabeceira da mesa, peguntou.

-Podemos nadar mais um pouco depois do almoço?Por favor- acrescentou franzindo a testa confusa- Por favor , senhor... senhor Sas.. Sasu...- Sasuke colocou o copo de suco na mesa.

-Você não precisa me chamar de Sasuke, Sarada.

Sakura ficou nervosa, tentou desesperadamente mudar o ruma da conversa , mas já era tarde. Sasuke estava falando. A voz era cuidadosa, como se testasse o peso de cada palavra.

-Sarada me diga uma coisa. Alguma vez sua mãe falou sobre seu pai?

Ela perdeu o ar. Ai meu Deus, ele ia contar agora. E eu não tive tempo de me preparar, preparar Sarada...

-Sarada - a voz dela era fraca.

A filha não ouviu. Sarada mexia no pêssego. Olhou para o homem que lhe fazia a pergunta.

-Mamãe sempre disse que eu não tinha pai. Nem todas as crianças têm pais, ela falou.

-Você gostaria de ter um?

A voz de Sasuke saía contida, agoniada, Sakura tentou atrair seu olhar para parar, pedir que parasse. Ma era inútil. Ele tinha dito que ia contar.

Sarada franziu a testa.

-Só ele for legal. Algumas vezes onde a gente morava os pais não eram legais. Eles gritavam e diziam palavrões. Mamãe costuma entrar depressa e fechar a porta quando eles faziam isso.

Sakura viu Sasuke ficar pálido diante da confissão inocente de Sarada sobre o tipo de ambiente no qual crescera .

-Mas se você pudesse ter um pai legal, que não gritasse?

- Ele ia ser doente como o vovô?

Havia uma nota de medo na voz de Sarada, e Sakura percebeu que Sasuke apertou os lábios mas forçou-se a relaxar.

-Não. Ele poderia jogar bola, nadar, jogar pedras que pulam, fazer castelos de areia e até brincar com bonecas .

Os olhos de Sarada se arregalaram.

-Como você!  

Sakura podia ver as mandíbulas de Sasuke se contraírem.

-Isso, como eu. Na verdade... talvez eu pudesse ser um bom pai.

Ela ficou parada.

-Você acha que eu podias ser seu pai. Sarada? Se você quiser...

E de repente, do nada, lagrimas começaram a escorrer pelo rosto de Sakura. Ela não queria que isso acontecesse. Mas não conseguia. Diante dela, Sarada ficou confusa.

-Só nas férias? Como agora?- disse a criança , cautelosa.

-Por quanto tempo você quiser. Mas podíamos começar agora, certo?

Por um longo minuto, Sarada apenas olhou. Depois deu um salto e correu na direção de Sakura.

-Mamãe? A gente pode? A gente pode ter um pai?

As pequeninas mãos abraçaram-na, o rosto iluminado, ansiosa, em dúvida, esperançosa.

Sakura engoliu em seco.

-Se é isso que você quer, princesinha , é claro que pode.

Sua voz tremeu. Não queria chorar porque Sasuke estava oferecendo ser o pai da filha deles.

-Mamãe , agora a gente tem um pai! Eu tenho um pai- virou-se para o homem que fizera tão maravilhosa oferta.- Podemos começar agora? Por favor!.- Sasuke concordou.

-Podemos!

Por um momento , Sakura viu , através dos olhos embaçados, Sasuke apertar a boca com força e sua garganta contrair-se

E com isso sua visão ficou ainda mais turva.



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