História Ligeiramente Grávidos - Capítulo 3


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Categorias Bleach
Personagens Hinamori Momo, Ichigo Kurosaki, Isshin Kurosaki, Karin Kurosaki, Orihime Inoue, Rangiku Matsumoto, Renji Abarai, Rukia Kuchiki, Toushirou Hitsugaya, Yuzu Kurosaki
Tags Hitsukarin
Visualizações 33
Palavras 3.924
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi pessoinhas, desculpem a mega demora, mas minha vida repentinamente ficou atribulada, o que me tornou a pessoinha que eu menos queria me tornar, aquela que demora para postar alguma coisa, eu como leitora choro horrores quando isso acontece, mas, nem tudo rola como planejamos. E, eu estou passando por um leve bloqueio. Eu tenho toda a história na minha mente, e ela está linda, porém, transcrever tudo está sendo um belo desafio. Mas, como já disse, estou me divertindo horrores ao escrever. Peço desculpas por eventuais erros gramaticais e trocas de nomes, assim como sua ordem de escrita, ando meio maluca esses dias, e mal sabia escrever meu nome, quem dirá o resto.

Espero que gostem, e aos safadenhos de plantão, por favor não me queimem, ainda.

Capítulo 3 - Capítulo 3


Se preparava para mais um dia de trabalho, temia que no fim deste, teria uma horrenda dor de cabeça, mas esse era o preço que pagava, preferia as trapalhadas e falta de trabalho de sua tenente do que certamente entrar em mais uma guerra. Tempos de paz podiam ser entediantes, mas certamente lhe traziam calma, ainda que sua quantidade de trabalho mantivesse a mesma.

Ele, Hitsugaya Toushiro caminhava em direção ao 10° bantai, para mais um dia em sua estressante rotina, que ele agradecia, só manteria isso sempre para si mesmo, porque se caso Matsumoto soubesse que preferia dias como o que ele tem vivenciado nos último 10 anos ela certamente nunca mais apareceria.

Nessa caminhada, sim preferira ir andando calmamente, porque dessa forma tentaria organizar a mente que estava inquieta a semanas, e Hyorinmaru já estava sem paciência com toda essa “crise existencial”, palavras ditas pelo próprio diretamente, já que assim como ele sua zanpakutou não era de meias palavras.

Agora, devem se perguntar o porquê dessa crise dele, bom, é difícil contar, até porque nem ele estava se entendendo, como Matsumoto gostava de enfatizar, ele estava na puberdade tardia, e coloque tardia nisso. Sua aparência mudou ao longo dos anos, o que ele glorificava, afinal suas sonecas surtiram o almejado desejo de conseguir tamanho. Sim crescera uns bons centímetros, ficando um pouco mais alto que sua tenente, e claro, com a altura vieram também os músculos mais delineados e as fãs.

Para ele, não estava tão diferente assim, afinal sua personalidade não sofrera mudanças abruptas, mudara claro, quem em 10 anos e depois de tempos de guerra não mudaria?  entretanto não era como se fosse uma pessoa nova. A maior diferença realmente estava em seu físico, antigamente todos diziam que sua cara séria lembrava a feição de uma criança marrenta, o que gerava irritação de sua parte e hoje, sua feição séria era taxada de sexy. Claramente não entendia o porquê de tudo isso, afinal, não mudara tanto e certamente, pessoas crescem, devia ser algo normal, então por que com ele era aquela comoção toda?

Suspirara  fundo enquanto se aproximava de seu esquadrão, e já sentia olhares sobre si, o que o irritava ainda mais e fazia com que a temperatura diminuísse uns bons graus, mas não surtia o efeito que ele desejava, parecia que sua irritação agradava ainda mais essa legião de malucos que decidiram dizer claramente que o amavam. O que o fazia rir da ironia, amor, algo que sonhara e almejara ter, implorava que fosse correspondido e hoje lhe causava náuseas.

Hinamori Momo, o alvo de seu amor não correspondido a anos atrás, hoje parecia ser sua maior fã, vivia aparecendo em seu escritório com desculpas mais esfarrapadas que as de Matsumoto quando esta fugia do trabalho, vivia lhe cobrando satisfações, quando não tinham nada a mais que a amizade de anos, quando ela sentia ciúmes, simplesmente vinha e jogava todas as frustrações em cima dele, como se não fosse nada demais. E sempre que ele tentava conversar com ela, ela desconversava, mudava de assunto, fingia que não era com ela ou simplesmente saia e fugia dele por dias.

Momo havia mudado também, não fora uma mudança física tão grande como a dele, mas estava diferente, crescera poucos centímetros, e bem desenvolvera o que é normal de se desenvolver no corpo feminino, não que tenha ganhado curvas estonteantes ou que tenha ganhados seios tão volumosos como os de Matsumoto, não, mas mesmo assim, ela ficara linda. Os olhos chocolates que sempre lhe chamavam atenção ficaram ainda mais profundos, os lábios mais rosados e chamativos e por fim, as pernas, que ele sabia ser o forte da castanha, não perguntem como, era uma situação terrivelmente vergonhosa que preferia levar consigo até o fim dos tempos.

Ela fora a fonte de seus intermináveis e embaraçosos desejos e sonhos, contudo percebera que não era ela. Notara que, quando se envolvera com outras garotas, o sentimento que estas lhe traziam, não era o mesmo que estar na presença de Momo. Por mais que não passasse de beijos com as outras garotas, e quando o tão sonhado beijo com Hinamori ocorrera, ele simplesmente sentiu que não era certo, assim como o de todas as outras. Nenhum beijo parecia o correto para si.

O que o deixou maluco, sua paixão de anos não era sua amada, estava mais para amiga, alguém que contaria tudo e sempre estaria lá por ela, mas nada a mais. Todas as reações que seu corpo esboçava era pura e simplesmente pelo fato de não estar tão acostumado a grandes intimidades com pessoas do sexo oposto e até do próprio sexo. Ele sempre fora fechado, um grande introvertido, logo, qualquer interação que chegasse a formas invasivas que ele não estava acostumado, o deixava terrivelmente desconfortável e de algum jeito ansioso.

Não que não tivesse tentado, ele nunca fugiria de um desafio, deixaria sempre claro, só não se sentia correto, sentia como se estivesse traindo alguém, e isso o fazia ficar aos trapos. Coisa que ele também não compreendia, não tinha ninguém dessa forma para se sentir pior que lixo, e quando tentara com Hinamori, a semanas atrás, a pessoa que ele acreditava cegamente ser a certa, descobrira que não.

O que o deixava ainda mais intrigado e rancoroso, queria respostas, precisava delas, e elas simplesmente não estavam ali para ele. Tentara inúmeras vezes com alto analises, falara com sua outra metade, Hyorinmaru, e mesmo assim nada. Tendo ciência disso, suspirou mais uma vez, não tinha suas respostas, mas sabia o que teria para fazer, precisava findar sua situação infame com Hinamori.

Suspirando novamente, ele entra em seu escritório, encontrando os infinitos relatórios, que agora pareciam ter quadruplicado, enquanto que a mesa de Rangiko estava limpa, fato que o deixou mais irado, aquela cara de pau havia tido a capacidade de misturar seus relatórios com os dele e simplesmente fugira de mais um dia de trabalho. Certamente, ele tinha a pior subordinada dos tempos em todo o Gotei 13.

Mas, o aliviava, porque fazendo os relatórios conseguiria organizar a mente e principalmente o que diria a Hinamori no fim do expediente. Hoje ele não daria brechas, terminaria tudo e, esperava que ela aceitasse e permanecesse ao seu lado, egoísta sim, porém ela também agira da forma que ela bem entendera. Nada mais justo do que dar essa oportunidade a ele, no entanto, ele não cobraria nada, se ela quisesse cortar laços, ele não a impediria, era o direito da moça no fim das contas, claro que preferiria manter a amiga, mas nem tudo estava em suas mãos para fácil controle.

Como se tudo fluísse a seu favor, o dia correu tranquilamente, Matsumo não dera as caras, nada de novo nisso, a papelada ele concluíra com êxito, mas não foi impedido de ter pensamentos maléficos, onde torturava sua tenente escondendo seu álcool, cortando seu salário e até trocando as roupas de moda dela por coisas totalmente bregas, muito caretas e completamente jogadas para os confins do mundo que a moda atual certamente excluiria se fosse possível e também a obrigava a trabalhar como deveria. E Hinamori aparecera ao fim do expediente convidando-o para comerem melancia enquanto observassem o pôr-do-sol. Convite prontamente aceitado por ele, e durante a caminhada para o habitual local, manteve-se em silencio, ouvindo tudo o que a garota falava, vez ou outra respondia algo, para dizer que prestava atenção em tudo o que ela dizia.

Findada a pequena reunião entre velhos companheiros, ele suspirou profundamente, pela milésima vez no dia, virando se para Hinamori.

-Precisamos conversar, e dessa vez, você não pode fugir.

-Eu não tenho fugido Shirou-chan-responde Momo resignada e profundamente incomodada com o olhar do amigo sobre si.

Toushiro, quase se irritara com o apelido de infância, quase, pasmou-se pela cara de pau da garota em fingir que não entendia ao que ele se referia e se fazia de inocente frente a toda questão. Ele jamais se irritava verdadeiramente com Momo, ela tinha algo dele que não conseguiria colocar em palavras, mas que era terrivelmente grande, e ele não poderia dizer a ela, mas sabia que a garota tinha conhecimento, pois se utilizava daqueles olhos hipnotizantes para conseguir o que queria do rapaz. E quem seria ele para negar algo, que não fosse prejudicial, a quem ele pensava ser, a sua garota.

E também, mesmo que todos pensassem que ele se irritasse quando o chamavam pelo primeiro nome, ou por apelidos infantis de mais ou até mesmo infames, não, não era esse o problema, hoje em dia estava mais para hábito, antigamente era por sua vontade de impor respeito por onde passasse, e que ninguém fosse tolo o suficiente para simplesmente subjugá-lo pela infantil aparência.

Respirando profundamente, e tentando não perder o foco de sua intenção ao estar ali com ela, pois ironicamente sua mente vagava de mais quando não estava permitida a tal ato, e Hyorinmaru enfatizava a todo instante que seu mestre amadurecia como os artrópodes do mundo humano, graficamente falando, como uma escada e não de forma exponencial até chegar ao seu platô e, posteriormente, com a eventual, mas pequena queda. E de novo, quase riu, sua zampakutou surgia com cada uma para ele digerir, e o pior de tudo, agora ele sabe fazer essa explicação, mas e quando a bomba foi solta e ficou com aquela dúvida cruel remoendo sua mente por dias, até conseguir uma informação plausível para a comparação feita com ele. Vergonhosa, explicitamente falando, porém, em pequenos termos, bem ínfimos, concordava com a espada.

No entanto, preferiria que ele tivesse dito que o cinzento é emocionalmente complexo, inibido e completamente avesso a qualquer contato mais íntimo, e claro um total “work a holic”, se vivesse no mundo humano certamente seria tratado dessa forma, não que em Sereitei fosse diferente, enfim, teria lhe poupado um bom tempo e a perturbação teria sido infinitamente menor.

Voltando-se a Hinamori, que olhava a tudo com bastante interesse, exceto ele, parecia que ela encarava uma pintura descarada, perdida e desesperadamente, onde ela com todo esforço do universo tentava apagar a sua insistente presença. E novamente, quase riu, as pessoas ao seu redor estavam lhe trazendo um belo humor nessa semana, não que fosse aquele humor lindo e pleno, como quando você simplesmente acorda de bem com a vida e manda o mundo se explodir, pois nada vai te abalar no momento. E sim mais como aquele humor sarcástico, pitoresco, venenoso, que trás o seu pior como vivente no mundo, mas que você simplesmente abraça por não poder esquecer ou esconder seu lado obscuro, é aquele que você tenta aplacar, fingir não ser palpável, mas que está lá e é intrinsecamente seu. Ele decidiu deixar de lado essa coisa de esconder sua dualidade, e simplesmente expor a si mesmo que ele é azedo e amargo, ao mesmo tempo em que pode ser um doce, dos mais doces que se encontram no universo, e também congelante ou escaldante, bastava que alguém tivesse um real interesse, ele não se importava em ser quem era.

Demorara décadas para chegar a essa conclusão, e não estava ao todo insatisfeito, claro que precisava mudar, tudo mudava ao longo do tempo, mas também sabe que cada ser possui traços únicos, e isso era uma parte dos seus. Coisa que levou anos para perceber e aceitar, mas que o ajudou a amadurecer, e o fazia pronto para se entregar a qualquer um que estivesse disposto a navegar nesse complexo que era ele, assim como ele ansiava por nadar em águas profundas, turbulentas e calmantes que seria o outro alguém.

Só que bem, quem ele achou que fosse, não era, e está ali justamente para um ponto final no que raios fosse aquele relacionamento fadado ao fracasso em que se enfiara.

- Momo...-ronronou suavemente, chamando a atenção da menor, olhando-a com seu olhar mais terno e carinhoso, aquele olhar que a fazia derreter por inteiro e clamar por ele a todo instante, aquele maldito olhar que a confundira por anos, aqueles olhos, Toushiro deveria ser proibido de sair lançando esses tipos de olhares. As pessoas se apaixonavam por ele ao simplesmente respirarem perto dele, se recebessem esse enfadonho olhar certamente não largariam dele facilmente.

-Shiro-shiro...- Momo quase gemeu em completo deleite, mas conseguiu se controlar e o apelido soara quase como uma súplica, dava graças a quem quer fosse nesse vasto universo por Hitsugaya não ser completamente ligado em comportamentos femininos, embora vira que o rapaz se arrepiara, logo ele era ótimo com o instinto, o que não a ajudava, estava ali para um conversa, sabia que não terminaria da forma como queria, ahh raios, como queria aquele maldito grisalho entre suas pernas, sussurrando palavras de baixo calão em seu ouvido enquanto a lambesse e mordiscasse por inteira.

Jogue a primeira pedra quem nunca fantasiara com uma cara absurdamente sexy, e quem nunca confundiu um sentimento de amizade com amor. A sociedade julgadora amaria saber da desgraça de ambos, claro que quem torcia por eles ficariam horrorizados, modéstia a parte, ela também se sentia assim, afinal, um beijo não saciara o que aquele maldito despertara em seu baixo ventre já tão necessitado de atenção. Maldita foi a hora que decidira se abrir para os males da carnalidade, agora ali estava ela, completamente sedenta, irritada e sexualmente frustrada.

Ótimo, não teria sua tão sonhada foda, claro, quem soubesse de seus pensamentos nada santificados e muito menos gentis se espantaria, ainda mais por ela querer algo totalmente carnal e não romântico. Não que não fosse, e não gostasse, só que depois de suas frustrações com Aizen e toda a turbulência que veio como resultado de tudo o que passara até o momento, não queria se iludir. Ironicamente, ela própria se iludiu, deixando se fantasiar com o melhor amigo, coisa que se condenara horrorosamente por fazer, mas não totalmente, afinal, o filho de uma puta mãe era fodidamente gostoso. Maldita hora em que ele crescera, se ele tivesse ficado como uma criancinha carrancuda ela não teria chegado a esse embaraçoso momento.

Maldito sejam os homens, as mulheres, os hormônios, as fodas casuais e que o puto do calouro tesudo de seu esquadrão, quem lhe introduzira nessa vida carnal, se fodesse. A frustração e tensão sexual de Hinamori Momo poderia ser sentida a quilômetros de distância, e a mente fodida de Hitsgaya Toushiro não percebia isso, ela queria simplesmente se enterrar. Hormônios horrendos, útero monstruoso implorador de bebês que ela definitivamente não quer tão cedo, e por que raios sentia tudo tão intensamente, quando nem era tudo isso. Na verdade, sabia tudo que a fizera chegar até essa conversa idiota.

Ela havia ficado com o novo recruta de seu esquadrão, e estava puta por ter se entregado tão facilmente para alguém que sequer conhece, quando com Toushiro, ela não conseguia cruzar nenhuma barreira facilmente, óbvio que gosta dele, ele é uma parte dela e faria de tudo por ele, sem nem pensar racionalmente. Mas, o fato de ter quebrado uma barreira que ela havia imposto a anos atrás, de forma tão singela e sem esforço algum a fez ficar temerosa. Não queria nada sério com o rapaz, e até se sentia feliz por descobrir que poderia tê-lo a seu bel prazer a qualquer hora, coisa que a maravilhara e satisfazia, só que nem tudo podia ser perfeito, as coisas ficaram um tanto confusas com seu amigo e com carinha do sexo casual depois de um incidente estranho, vergonhoso e muito nada a ver que ocorrera meses antes.

Toushiro não era do tipo que fazia visitas a ela, era o contrário, então, ficava tranquila com suas coisas, e Hirako Shinji conseguia ser um carrasco, mas também sabia dar suas escapulidas, essas que ela aproveitava para ficar de flerte com o bolo novo, sim o denominava bolo, pois ele é aquela fatia apetitosa que te faz salivar somente com uma expiada, com uma mordida então, há uma explosão de sabores e sensações, ele é aquela clara combinação de liberação magnifica de ocitocina e serotonina em seu corpo. Se respeitavam, respeitavam o ambiente de trabalho e tudo, o que tinham como hábito eram leves flertes, e muito raramente se beijavam como se não houvesse amanhã no fim do expediente. Claro que fofoca pega mais que surto de sarampo em pessoas não vacinadas, óbvio que chegou aos ouvidos de Hitsugaya, e certamente, ele não podia apontar o dedo na cara dela, pois ele também andava se aventurando com a boca das novatas.  

Só que meus caros amigos, quando a vida te dá limões, ela está claramente dizendo que tudo vai azedar, e não que você tem que fazer limonadas e se virar, Não, é uma tempestade torrencial, uma liberação extrema de cortisol para extinguir a serotonina. Nem entendia o porque de falar algo assim, quando nem mais humana era, só que aparentemente fisiologicamente falando, shinigamis não são tão diferentes de humanos. Então, Toushiro a flagrou numa cena que nem ela lembra direito como chegou, só ficara um bom tempo sem ter coragem de encarar a cara do amigo, só voltou porque são amigos de longa data, e ficou completamente tocada quando ele tirou a parte de cima de seu haori em um de seus encontros de amigos convencionais.

Bom, a fatídica cena foi quando, desafiada pelo seu esplendido bolo, em uma das raras escapadas de Hirako, ela aderiu a ideia de flertar levemente na sala de seu taichou, só que, adicionado a esse desafio, ela deveria se fantasiar, certo, fantasia, ela não gostava muito, mas dar uma inovada parecia interessante, e como ela já havia mencionado, seus hormônios estão em completo rebuliço, e naquele momento, sua adrenalina estava no auge, na sala de seu superior, estando vestida com roupas do mundo humano, terrivelmente curtas e que acentuavam cada parte de seu corpo, inclusive suas pernas e quadris, que sendo nada modesta, se orgulhava muito.

Resumidamente, ela fora flagrada em uma tentativa de dança erótica/atrapalhada, em meio a reboladas e esfregadas muito obscenas no novato e que fora presenciada quase na íntegra por Toushiro, e quando notara a presença do terceiro na cena, ela simplesmente fingira um desmaio. Ótimo, não fora uma das melhores opções, mas no momento a única coisa que realmente conseguiu raciocinar e realizar. Claro que recebeu um sermão gigantesco do grisalho, mas eventualmente, notara os olhares lascivos do mais novo em suas pernas, o que, em sua defesa, era maravilhoso e terrível ao mesmo tempo. Nunca deixe uma mulher exalando feromônios com mais desejo do que ela naturalmente apresenta, aquilo fora o estopim para ela.

Começara a agir pior que adolescentes humanas quando criam suas paixonites em idols do momento. Sentia pena de Toushiro, que se já não entendia suas investidas e muito menos as indiretas diretas, quem dirá suas crises ciumentas. Esse tempo em que fugira dele, ela digeriu isso, o que ela sentia era a ideia e não o todo, e compreendia aquele olhar do amigo e tudo o que ele diria, ela só queria evitar o inevitável, e bem tirar uma lasquinha dele, afinal, sabia que seu abdômen não era de se jogar fora, e se as pernas e glúteos dele fossem como ela imaginava, pessoas, santo homem esse. Céus, estava pior do que garotos pré-adolescentes quando descobrem as maravilhas da masturbação, e simplesmente se tocam a cada segundo que podem.

-...Me desculpe Toushiro, por tudo- começou Hinamori, já querendo ir para o nada glorioso final, Hitsugaya percebendo as intenções da amiga, se sentiu imensamente feliz, pois, por mais que tivessem compartilhado comportamentos esquisitos nesses últimos meses, sabiam que era algo normal quando se começa a jornada do autoconhecimento, e quem diz que nunca cometeu uma gafe social está claramente mentindo, afinal, quase 90% da população já respondeu a um chamado que não lhe era direcionado.

- Momo, sabe, eu te amo, e me desculpe também, por anos eu confundi esse sentimento, e essa enrolada situação foi causada por nós dois. Por anos eu acreditei te querer tão profundamente, que não me toquei que estava colocando mais coisas onde não existia espaço. Eu sempre vou te amar, mas como amigos, irmãos, e quero ter você sempre por perto, tendo ataques de ciúmes como um belo irmão super protetor, e ter minha amiga confidente mais tagarela do universo....

Momo riu simplista, também queria ficar assim com Toushiro, carregava em si uma esperança boba de uma amizade colorida, mas no fundo, sabia que não conseguiria, afinal era ele, o garotinho a quem ela decidiu proteger, e que em um piscar de olhos se tornara um grande guardião, muito mais bem preparado que ela. Mal sabia ela, que Toushiro tinha o mesmo pensamento. A vida é uma constante, com erros, acertos, mágoas, frustrações, alegrias, vitórias, derrotas, vergonhas, desejos, amor e tudo o mais, e eles estavam ali, crescendo juntos.

-Obrigada Shiro-chan, você pode contar comigo para tudo, mas preciso de um tempo afastada, sabe, estou correndo atrás de uma onda alucinadamente, mas não percebi que estou no tubo dela, então tenho que parar para aproveitar e analisar todo o meu momento até agora. Obrigada por ser esse amigo carrancudo, teimoso e maravilhoso que você é. Nos vemos por aí.

E, ela se distanciou, nem dando tempo ao garoto lhe responder, ou sequer perguntar o que raios era um tubo e que tipo de onda ela estava falando, não fizera o menor sentido, para ele, a anedota que a castanha utilizou, mas ele compreendia a necessidade de apreciar o momento e fazer uma bela reflexão. Daria tempo ao tempo. Se sentia feliz pelo final não ter sido tão desastroso quanto pensara e por já ter uma resposta clara, ao invés de “vou ver e te aviso.”

Hitsugaya, enquanto voltava a seu esquadrão, digerindo tudo o que acontecera, fora abruptamente parado, por nada mais que sua bela tenente, com uma cara muito animada para manter sua sanidade mental e paz de espírito, que começara um discurso estabanado e ligeiro sobre uma comemoração que eles tinham que ir, coisas sobre o que eles poderiam aproveitar no mundo humano, mais um grande blá blá blá, algo sobre Ichigo estar os intimando e Isshin ordenar suas presenças.

O garoto expressava com sua costumeira carranca, pois ela havia fugido do trabalho novamente, mas seu olhar exalava curiosidade, e o que o fizera ficar ligeiramente interessado no falatório de Matsumoto fora o mencionar de seu antigo capitão. Hitsugaya sentia falta daquele ser imprestável, que até hoje lhe dava dor de cabeça pelo comportamento nada responsável de sua tenente. E então, finalmente pegando o convite que Matsumoto lhe direcionara, ele compreendeu o que era todo aquele falatório da mulher a sua frente.

Seria aniversário de se antigo colega de trabalho, e eles estavam os convidando para a pequena comemoração, aquilo aquecera o coração de Hitsugaya, afinal, sentia saudades dos Kurosakis problemáticos e cairia bem, afinal Momo queria espaço, e ele precisava de um descanso, logo, confirmara sua presença no evento, e pedira sua tão protelada folga ao seu soutaichou, que prontamente lhe atribuiu o descanso merecido.

Logicamente que, se alguém tivesse falado que ele entraria numa situação mais maluca na qual acabara de sair, jamais acreditaria, simplesmente seria obrigado a mostrar que não só possuía um exímio exemplo de humor, como congelaria a pessoa por tal afirmação. Entretanto, lá estava ele, inalando um odor que em sua memória era específico e nostálgico, embrenhado em uma tez macia e sedosa, e fios macios faziam cócegas em seu nariz.

 E subitamente, fora desperto pelo alerta de sua mente e um baque surdo vindo próximo a ele.

 


Notas Finais


Por enquanto é isso, logo tem mais, espero não demorar tanto.

Obrigada pelos comentários, isso tem me motivado ainda mais a postar essa fanfiction. Até breve.


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