História Ligeiramente Grávidos - Capítulo 91


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Categorias EXO
Personagens Byun Baek-hyun (Baekhyun), Do Kyung-soo (D.O), Kim Jong-in (Kai), Kim Min-seok (Xiumin), Oh Se-hun (Sehun), Park Chan-yeol (Chanyeol), Zhang Yixing (Lay)
Tags Abo, Baeksoo, Chansoo, Kaisoo, M-preg, Sebaeksoo, Sekaisoo, Sesoo, Xiubaeksoo, Xiusoo
Visualizações 461
Palavras 2.152
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Lemon, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Bissexualidade, Cross-dresser, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Olár! ❤

Olha só quem está de volta novamente com menos de um mês de demora. Parece que temos um milagre acontecendo, não é mesmo? -qq

Capítulo 91 - Capítulo 91


Baekhyun chegou em casa se arrastando, olhou para o celular vendo que já eram seis e meia. Minseok tinha retornado ao hospital para que ele pudesse ir trabalhar. Deu alguns passos lentos até a cozinha, se jogando na cadeira enquanto terminava de tomar o café que havia comprado no caminho. 

Não tinha conseguido dormir praticamente nada, já que ele e Kyungsoo se empolgaram conversando sobre os bebês e sobre eles em breve terem que preparar as coisas para a chegada deles. Conversaram sobre inscrever pelo menos o Do num curso pré-natal, e Baekhyun riu da cara assustada do outro quando sugeriu que ele devia conversar com sua mãe e com a mãe dos meninos sobre os cuidados que deveria ter com os bebês. 

Por algumas horas se esqueceram das preocupações, fazendo planos e rindo, apesar de no fundo estarem assustados ao imaginar como seria amamentar, dar banho e trocar três recém-nascidos. Já tinham imaginado quantas estações de troca teriam que fazer pela casa e como fariam para diferenciá-los quando ainda fossem muito pequenos. 

Mas, apesar do clima tranquilo, podia notar que as vezes o olhar do Do escurecia, tornando-se melancólico, e seu sorriso murchava. Eram nesse momentos que a ilusão se esvaía, e a dura realidade de que não aproveitaria esses momentos com os namorados lhe acertava em cheio.

 — Você está um bagaço. — Sehun comentou ao entrar na cozinha e se deparar com o ruivo olhando para o além, o copo agora vazio ainda em mãos. 

— Teu cu! Estou sempre lindo.— Ajeitou-se na cadeira, voltando ao momento presente. — Caiu da cama? — Perguntou, sentindo os dedos longos do alfa se embrenharem em seu cabelo. — Não consegui dormir direito, tava preocupado com o Soo. — Curvou-se para depositar um selo nos lábios do ruivo. 

— Eu já disse que o Luhan falou que está tudo bem. — Suspirou, puxando o mais novo para o seu colo.

— Sim, e eu fico feliz por isso, mas aquele filho da puta ainda não desistiu dele, muito pelo contrário. O Tao me ligou ontem de madrugada, a casa da Amber foi incendiada. 

— O quê?! — Os olhos do ômega se arregalaram em uma expressão atônita. 

— Calma, ela tá bem. Tivemos sorte que o Tao se ofereceu pra ajudar e ela saiu de lá a tempo. 

— Ela tá na casa dele?

— Não, ele disse que tinha um apartamento em Gangnam no nome de outra pessoa. Ele acredita que ninguém sabe que é dele.

— Isso é loucura! — Continuava a encarar o loiro com incredulidade. — Ela não tinha nada a ver com isso! Eu não devia ter envolvido ela nessa história.

— Não é culpa sua. Você não podia imaginar que ela também estaria em perigo.— Sehun segurou o rosto do mais velho, afagando as bochechas pálidas. 

— Eu nem tenho condições de ajudar ela agora! — Levou a mão até os cabelos, bagunçando-os nervosamente.  

— Tá tudo bem, o Tao disse que vai acolhê-la o tempo que for necessário. 

— Você já contou pros outros?

— Ainda não, já estavam dormindo quando fiquei sabendo. Bem, alguns não exatamente dormindo. — Comentou com uma expressão que se dividia entre a incredulidade e a diversão. 

— Como assim? — Baekhyun franziu o cenho, encarando o loiro a procura de uma explicação. 

— Digamos que o Suho e o Kris tiveram uma noite movimentada. — Enlaçou os ombros do ruivo

Dessa vez a boca do Byun abriu em um ‘o’ escancarado. 

— Você não tá querendo dizer que eles… — Deixou a frase morrer. 

Sehun concordou com a cabeça, rindo da cara que o outro fazia. 

— Mas tipo, juntos, um com o outro, os dois?! 

— Tão falando sobre a vida de quem agora? — Jongdae, que acabara de chegar de seu turno no hotel adentrou a cozinha com um semblante cansado e os fios loiros bagunçados. 

— Você nem imagina… — O alfa deu um sorrisinho matreiro. 

 

Yifan sentiu a cabeça latejar e resmungou, virando-se para o outro lado, tentando fugir da luz que entrava pelos vãos na janela. Levou alguns segundos para processar que algo estava estranho. Seu quarto tinha cortinas pretas que viviam fechadas, então, de onde vinha aquela luminosidade? 

Seu cérebro, ainda meio embaralhado pela ressaca precisou de um tempo para começar a funcionar, e foi então que ele finalmente sentiu o cheiro parecido com grama e terra molhada. Aquele cheiro era… Seus olhos se abriram prontamente e seu estômago se contorceu de um jeito estranho assim que a imagem de um Junmyeon completamente despido foi registrada. O chinês olhou assustado para os lados, enfim dando-se conta da situação em que se encontrava. 

Sentiu a cabeça latejar, como se quisesse disputar com seu coração acelerado, tentando ver quem o mataria primeiro. Engoliu em seco, tentando raciocinar e se lembrar de noite passada.

Lembrava-se de ter saído do serviço mais tarde que o normal, por volta das dez da noite. Tinha ido trabalhar de metrô, e amaldiçoou-se por ter tido aquela ideia justo naquele dia. Até pensou em pegar um táxi, porém, mesmo cansado e morrendo de preguiça, convenceu-se de que andava muito sedentário e uma pequena caminhada até a estação não o mataria. 

Estava distraído, pensando em como as coisas estavam estranhas nos últimos dias, quando viu um cabelo todo certinho e brilhante de gel no meio de uma barraca que ficava na praça. Forçou o olhar, por estar um pouco longe, conseguindo notar que Junmyeon estava sozinho em uma mesinha, com duas garrafas de soju vazias e uma cheia na mão. 

Nesse momento, como se pudesse sentir que estava sendo observado, o Kim ergueu o olhar, deparando-se com o chinês a encará-lo de longe. Sentiu o rosto esquentar ao se lembrar do que acontecera há algumas noites e abaixou a cabeça, virando uma dose da bebida que acabara de servir. 

Yifan se perguntou se devia ou não ir até o outro. Sabia que ele devia estar confuso e envergonhado, ele mesmo queria morrer só de lembrar da besteira que tinha feito, mas não sabia se era seguro deixá-lo sozinho, já que ele parecia bem disposto a se embebedar, visto a maneira como já enchia outro copo, tomando-o em um só gole. No fim, suas pernas decidiram agir por si mesmas, e logo estava ao lado do outro alfa, perguntando se podia se sentar. 

No começo, um clima de constrangimento se abateu sobre eles. Nenhum dos dois sabia o que dizer, muito menos tinham decidido se deviam ou não tocar no assunto ou fingir que nada havia acontecido. A segunda opção foi a escolhida, e logo Kris se juntou a bebedeira, forçando-se a manter a conversa em um clima despretensioso e superficial. 

Não souberam quantas garrafas haviam sido esvaziadas, mas em algum momento no meio da conversa e das doses ingeridas, as cadeiras foram se aproximando e o tom de voz se tornando mais enrolado e baixo. De repente o ar parecia pesado e o cheiro dos dois parecia mais forte. Os olhos, agora mais moles e pequenos, demoravam-se alguns segundos na boca alheia, enquanto os ouvidos estavam mais focados no timbre e no tom de voz do que nas palavras que eram ditas. 

Nenhum dos dois estava pensando muito bem quando decidiram sair dali, muito menos quando se agarraram ainda nas escadas de casa, as bocas se atritando com pressa e quase selvageria, enquanto as mãos firmes puxavam o corpo um do outro para mais perto, mesmo que já estivessem completamente colados. 

O pudor e a racionalidade de Junmyeon já tinham se esvaído há tempos quando ele se ajoelhou aos pés da cama, sentindo os olhos se umedecem e os cantos da boca doerem com o esforço de engolir a ereção de Yifan, apertando as coxas alheias com força, deixando suas unhas maltratarem a pele macia e musculosa toda vez que a glande inchada acertava sua garganta. 

O chinês não conseguia pensar em mais nada a não ser na vontade de ter o corpo do outro alfa contra si. Sua mente simplesmente estava focada demais em observar cada detalhe do outro rebolando em seu colo enquanto gemia baixinho contra seu ouvido, sussurrando que estava vindo. 

Agora, o Wu conseguia se lembrar perfeitamente da expressão que ele fizera ao gozar. Sentiu seus batimentos ficarem ainda mais erráticos e seu pênis pulsar. Mordeu os lábios e fechou os olhos, respirando fundo, tentando clarear as ideias. 

Se perguntou se devia permanecer ali ou sair de fininho, antes que o outro acordasse. Tinha medo da reação que ele teria, já que sabia que o que tinha ocorrido, apesar de ter sido incrível para si, tinha acontecido no calor do momento, impulsionado pelo álcool que inundara seus corpos, a carência do Kim e o desejo reprimido que sentia por ele. 

O medo de ser rejeitado com todas as letras e o pior, de fazer com que o outro se afastasse de si, o tomou de repente. Optou pela decisão mais covarde, levantando-se silenciosamente, tentando não fazer movimentos bruscos ou algum barulho. 

Prendeu a respiração quando acabou puxando o lençol que estava preso debaixo do moreno, fazendo-o se remexer. Ficou alguns segundos completamente estático, no mais completo silêncio, suspirando aliviado quando viu que ele não havia acordado. Alívio esse que desapareceu assim que Yixing gritou o nome de Jongin, chamando-o para o café da manhã. 

Se encolheu, virando-se vagarosamente em direção a cama, sentindo o coração pular e o cu trancar quando viu que Junmyeon o encarava com os olhos extremamente arregalados, oscilando o olhar entre seu rosto e o meio de suas pernas, fazendo-o perceber que ainda estava pelado. 


 

— Senhor, fizemos o que pediu, mas a casa estava vazia. Não encontramos a garota nem conseguimos rastreá-la. 

A boca do alfa se contraiu em uma careta e seus dedos amassaram o sanduíche que tinha em mãos. Jogou-o na lixeira com uma expressão de nojo, estava cansado daquele país de merda e se irritava cada vez mais a medida que era obrigado a permanecer ali. 

— Não acredito que uma pirralha consegue ser mais esperta que vocês. — Seu tom de voz era baixo, mas algo no modo ele encarava o homem à sua frente fez com ele se arrepiasse, abaixando a cabeça automaticamente. 

— Sinto muito, senhor. — Arriscou-se, mesmo que soubesse que desculpas não apaziguariam o humor do chefe.

— Espero que ao menos tenham conseguido localizar aquele merdinha. 

O subordinado engoliu em seco, sentindo as mãos suarem. 

— Infelizmente não, senhor. Lee Jongsuk simplesmente sumiu mês passado e não apareceu em nenhum lugar que costumava frequentar. Também não voltou na casa do ômega ou tentou entrar em contato com ele. 

Woobin estalou o pescoço e apertou os punhos, que tremiam, enquanto ele imaginava o quanto queria colocá-los ao redor do pescoço daquele inútil e esganá-lo. 

— Mas nós podemos eliminar qualquer um dos outros assim que o senhor ordenar. — Acrescentou rapidamente, dando um passo para trás. 

O Kim ponderou por alguns segundos, ajeitando-se melhor na cadeira. Havia meses que se perguntava o que o divertiria mais, ver o desespero de Kyungsoo e de seus “namorados” ao arrancá-lo deles de uma hora para a outra, ou ir tirando aos poucos aquilo que o ômega  mais amava. 

A última opção com certeza traria maior dor, mas a primeira lhe parecia mais interessante, pois todos eles seriam obrigados a viver com medo, sempre esperando pelo próximo passo que ele decidisse dar. Ele sempre estaria na frente, mantendo todo o controle e poder. Sem falar que, quanto mais mortes, mais fácil seria para que alguém cometesse um deslize. Não podia correr o risco de que conseguissem provar algo contra ele. Enquanto mantivesse esse jogo, os pirralhos estariam desesperados e impotentes. 

Sem falar que poderia usar os idiotas como moeda de troca. Sabia que não seria fácil lidar com Kyungsoo, então seria bom contar com algumas cartas na manga para ajudar a amansá-lo. No fim, até que eles poderiam ser úteis no futuro, principalmente o outro ômega… Sorriu malicioso, pensando em tudo que poderia fazer com ele. 

— Concentre-se na garota e naquele verme. Se ela fizer mais alguma gracinha… — Fez um sinal bem claro, vendo o subordinado assentir com a cabeça. 

Esperou que o homem saísse e destrancou a última gaveta da mesa, tirando um celular preto simples do fundo. Discou o número já conhecido e esperou que o rapaz atendesse, coisa que demorou consideravelmente. 

— Alguma novidade, querido? 

— N-não. — Xingou-se por ter gaguejado. 

— Certeza? Você sumiu, por acaso está me evitando?

— Claro que não. — Tentou manter-se firme e trocou o celular de mão, secando a outra na calça jeans. — Eu, hm, só não tenho nada novo. 

O Kim sorriu maldoso ao notar que a voz alheia estava trêmula. Aquele bostinha estava nervoso, com certeza estava aprontando alguma coisa. 

— Se eu descobrir que você está tramando algo, por menor que seja, te mato da mesma forma como fiz com aquela cadela que você chamava de mãe.

O sorriso aumentou ao ouvir o tom de engasgo do outro lado da linha. Podia imaginar claramente a cara contorcida e os olhos arregalados. Ah, ele era tão previsível… 

— Me mantenha informado. — Finalizou, desligando antes que o outro pudesse responder. 

 


Notas Finais


E aí, como vocês acham que o Suho vai reagir? Será que ele vai dar uma chance pro Yifan ou vai surtar?

Encher a cara e pegar o amigo na brotheragem, quem nunca. -n Ainda bem que eu não bebo, cof cof

Sehun parece as velhas fofoqueiras da minha rua :v

E o Woobin cada vez mais surtado. Amber se safou por um triz. Onde será que tá o JongSuk? Fugiu de novo e se escondeu?

Não se esqueçam de deixar aquele review amorzinho pra deixar a autora feliz. Beijos beijos ❤


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