História Light and Darkness - Capítulo 26


Escrita por: ~

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Categorias League Of Legends
Personagens Cassiopeia, Garen, Katarina, Lux, Talon, Taric
Tags Demacia, Lux, Noxus, Talon
Visualizações 126
Palavras 1.895
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Ecchi, Hentai, Luta, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Violência
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sadomasoquismo, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa leitura amores, quero agradecer a senhorita @Nodotekirin por se prontificar a ajeitar meu errinhos e a betar LAD, essa fofa <3
Agradeço também aos comentários dessa reta final que, mesmo caindo un tico, ainda me dão um gás.
Agradeço também a todos os favoritos e aos novos leitores, sejam bem vindos <3

Capítulo 26 - O prelúdio de seu fim.


Fanfic / Fanfiction Light and Darkness - Capítulo 26 - O prelúdio de seu fim.

O corvo grasnava de forma irritante, parecia partilhar do descontentamento do dono. Inquieta, Beatrice batia o bico contra a mesa de madeira, num ritmo crescente. Batia suas asas e arranhava a superfície da mesa. Um rito irritante que parecia não incomodar Swain, mas LeBlanc se via a ponto de estourar o maldito animal. Por fim, bateu o punho na mesa, fazendo Beatrice eriçar suas penas.

—  Você não devia estar aqui —  a voz rouca de Swain chamou sua atenção

LeBlanc enxotou a ave, que voou na direção do dono, encontrando abrigo em seu ombro.

—  Deixei um clone — respondeu simples.

—  Um clone… Sabe que-

— Tive que matar Helior antes da hora — a maga pegou uma taça e tratou de enchê-la vinho, precisava beber — Garen estava em Demacia — concluiu depois de um longo gole.

— Pensei que não tivesse pontas soltas.

— Helior era a única ponta solta — encheu a taça novamente e deu um longo gole; sua garganta ainda parecia em chamas — Ele poderia ser descartado depois, ainda havia serventia nele — mordeu o próprio lábio inferior enquanto tentava ordenar as ideias.

LeBlanc se sentou sobre a mesa, mexendo a perna de forma inquieta. Estava nervosa, sua postura denunciava parcialmente isso, no entanto o verdadeiro caos estava em sua mente. Quando foi que perdeu o controle de tudo? Estava tão imersa em pensamentos que não notou o olhar de Swain sobre si; um olhar demorado. Qualquer leigo poderia supor que Swain apenas observava a beleza da comparsa, no entanto a real intenção estava longe de ser está. LeBlanc era um quadro, enigmático e belo, no entanto simples se analisado da forma correta. Swain não tinha a pretensão de achar-se conhecedor de todos os segredos da maga, seria um tolo cego se assim o fizesse, todavia, anos ao seu lado o deixaram crítico a alguns trejeitos que passavam quase despercebidos.

— Você devia tê-lo matado — disse lentamente.

Os olhos amarelados da maga foram de encontro aos dele. Não havia necessidade de um contexto para que ela entendesse de quem se tratava.

— Na época eu pensei que não o tinha feito por capricho… Mas hoje eu vejo que não o fez porque não conseguiu

— Está errado — sorveu o resto de vinho que estava no fundo da taça, apenas para desviar o olhar dele.

— Estou? — caminhou de forma lenta até ela — Olhe pra mim.

— O que diabos quer que eu faça? — as palavras pesadas saíram em um sorriso debochado.

— Devia tê-lo matado.

— Mas não matei! — quase gritou — Concentre-se no presente, meu corvo — voltou ao tom habitual, uma montanha-russa de emoções passavam pelo rosto da maga, que forçava-se a manter o habitual sorriso vazio; mas tudo desmoronava em si.

— Nosso presente está comprometido por um erro seu — Swain a repreendeu — Agora perdemos o poder, Jarvan-

— Eu sou Jarvan — o interrompeu de forma prepotente — Eu sou a vontade de Demacia, sou a guerra e o caos, e o jogo só termina quando eu disser que terminou

Um clone se formou próximo a eles, LeBlanc forçou-se a manter-se imparcial, mesmo que a vertigem tivesse acometido naquele instante; havia gastado demasiada mana.

— Caso dê tudo errado — o clone passou por eles, assumindo outra forma — O verdadeiro será um cadáver.

A imagem que outrora era LeBlanc agora era um guarda cuja armadura não ostentava escudo algum. O clone saiu da sala deixando o silêncio entre eles, que foi quebrado com o som de gritos e um berrante. Swain mancou até a janela e viu um caos de guardas correndo de um lado ao outro. A prisão Noxiana ficava próxima à mansão do Noxiano e seu salão tinha uma visão privilegiada do portão principal da mesma. No pátio havia uma batalha entre soldados com os mesmos estandartes; Noxianos lutando entre si. Estreitou o olhar, tentando reconhecer algo daquele caos, no entanto fora inútil. Apesar da perturbação exacerbada, tudo não passava de um zumbido longínquo nos ouvidos de LeBlanc. Não pode deixar de pensar em como tudo estava saindo errado. No entanto, tinha uma atribuição de autoria diferente da de Swain. Estava certa que o estopim para tal desastre havia sido Lux e não Talon. De que outra forma seu adorável amante colocaria tudo a perder se não pela influência da maldita Demaciana? Seu único arrependimento foi não tê-la matado, poderia ter feito isso sutilmente, sem se expor. Embora tivesse se segurado por Talon, havia agido daquela forma por seu ego. De que outra forma poderia humilhá-la se não sendo Lohan; ainda sentia o sabor da satisfação ao contemplar as lágrimas da loira ao saber da verdade. Apesar disso, o ódio que sentia naquele momento fazia sua satisfação ser fútil.

Não percebeu quando intensificou a força que segurava a taça, apenas notou quando o vidro estilhaçou-se em sua mão, cortando a ponta de seus dedos. Os cacos caíram no chão, alguns sujos com seu sangue. Sabia o que iria fazer, mesmo que não coubesse em seu planos. Levantou-se, ignorando o que Swain falava; a bem da verdade se quer o ouvira. Saiu dali com rumo certo.

 

///

— Eu não devia estar aqui, aliás, você — apontou para ela — Não devia estar aqui. E Talon vai cortar minha garganta se souber

— Não vai — Lux respondeu, embora tivesse nervosa e parte de si pensava em desistir

A muito custo convenceu Cassiopeia a levá-la ao centro de Noxus enquanto Talon havia saido. Agora, no centro da cidade, sentiu um péssimo pressentimento quanto a isso; mas não recuaria. Estava próxima de seu objetivo. Ambas trajavam mantos pesados, Lux para esconder o rosto e Cass lutava para manter sua cauda sob o tecido negro. Alguns olhares eram direcionado a elas, no entanto não chamavam atenção; o hábito de trajar capas era comum em Noxus, para sua sorte. A biblioteca estava a metros de si quando sentiu a mão de Cass em seu braço, as unhas a roçarem em sua pele a fez se arrepiar com um momentâneo susto:

— Eu não entrarei — ela estreitou o olhar — Leia o maldito livro e saia, nem um segundo a mais

Sabia que poderia demorar em tal processo, mas não conseguiu argumentar nada; o olhar de Cassiopeia era amedrontador. Concordou com um aceno de cabeça, não contendo um arregalar de olhos involuntário. Se despediu da meio cobra e subiu as escadas que davam para a entrada da biblioteca. Não haviam guardas nos portões, tão pouco alguém que a intercepta-se no corredor. Quando pôs os pés no hall de livros, a loira segurou o ar. Em anos jamais imaginou que em Noxus haveria um acervo tão incrível. As estantes eram enormes, todas com prateleiras repletas de livros, alguns destes tão grandes que Lux pensou em não ter força para segurá-los nos braços. Alguns exemplares eram presos a uma corrente, onde havia um pequeno cadeado. Guiada por sua admiração, Lux caminhou até uma das prateleiras, sem se importar em que conteúdo acharia em tal estante; queria apenas contemplar os livros. Um deles, tinha a capa branca, sua lombada tinha um dragão adornado, os olhos brilhantes feitos de rubi. Era um dos livros que estava preso pela corrente. Os dedos da jovem passearem pelo dragão e desceram até a corrente, sua aparência era frágil, mas quando tentou retirar o livro notou o quão forte eram os elos de ferro. Pôs o livro de volta, andando entre as estantes, perdida em tanta grandeza. Cresceu na biblioteca de Demacia, cuja diversidade equiparava àquela, no entanto havia algo naquele Hall que emanava a magia; uma sensação que jamais sentiu nos anos entre livros Demacianos.

Retirou de seu bolso um papel amassado, o esticou entre os dedos, a tinta meio borrada fez a loira estreitar o olhar e perder certo tempo para decifrar as palavras. Copiou aquela do Morello, devia sabê-la recitar de cor, no entanto o dialeto antigo, que mal conhecia, dificultava sua memorização assim como a pronúncia. Estalou os lábios e arriscou dizer:

— Tie, kurie mane ieško, išmintinga.

Um ar gélido a acolheu, fazendo os cabelos balançarem. Fechou os olhos por um momento e seguiu de olhos fechados; “as palavras lhe guiarão, desde que acredite nelas”. Era a última frase do Morello. Ela acreditava em tais palavras, de todo coração. Se entregou a tal crença.

Do lado de fora, Cass olhava inquieta para a entrada da biblioteca.

— O porquinho da índia sabe convencer as pessoas — disse pra si mesma, dando um meio sorriso.

Com a breve convivência, Cassiopeia passou a entender o interesse de Talon pela garota. Ela assumia costumes e postura bem diferentes, mas era isso que o intrigava. Não o julgava por isso, Lux era uma pessoa realmente cativante a seu modo; tanto que conseguiu convencê-la a vir ao centro de Noxus, às dez horas da noite durante a missão de resgate de Kat. Era uma insanidade que, no momento em que lhe foi solicitado, soou como um pedido de uma jovem sonhadora. Cass riu com tal pensamento, beirando o infantil. Estava mais relaxada com o rumo das coisas quando ouviu gritos e correria. Ao olhar para a direção que originaram tal desordem, viu fumaça subir aos céus negros

— Isso não é bom… — ao voltar o olhar para a biblioteca, viu os portões de carvalho serem fechados e Cass trincou os dentes — Merda...

Dentro da biblioteca, o som era abafado demais, ao ponto de passar despercebido a Lux, que seguia pelos corredores de olhos fechados, sendo guiada pela presença que não compreendia. Abriu os olhos de súbito quando sentiu o papel ser puxado de sua mão, no entanto não havia ninguém. Olhou de um lado ao outro, a biblioteca estava realmente vazia. Já era tarde, talvez fosse por isso. Ou talvez o povo Noxiano não se importasse de fato com o acervo que tinha. Balançou a cabeça afastando tais pensamentos inúteis, precisava de concentração.

Ao fitar as prateleiras a sua frente, viu um livro incomum, cujo desenho da lombada era o mesmo que adornava a capa do Morello. Havia uma corrente grossa nele, ainda sim Lux o pegou, puxando a corrente na tentativa fútil de libertá-lo. O som dos grilhões ecoou pelo corredor e a loira estalou os lábios. Iria tentar abrir o livro, mas sentiu uma mão sobre seu ombro e se assustou, dando alguns passos para trás. Um ser encapuzado, que Lux não teve certeza se era homem ou mulher — ou se era humano — apontou com sua mão trêmula e ossuda para o livro que a loira segurava. Meio hesitante, ela deixou que pegasse o livro. Sua capa cobria todo o corpo, sua aparência magra e frágil lembrava o estereótipo da morte. Em sua outra mão havia um molho de chaves, pesado o suficiente para fazê-lo tremer enquanto escolhia a chave adequada para tal. Libertou o livro e entregou para Lux, caminhando de forma silenciosa e sumindo entre as estantes da biblioteca. A loira soltou a respiração, ainda sentindo o coração descompassado pelo susto. Por fim, decidiu se dedicar à leitura ali mesmo, se sentando no chão e encostando as costas na estante de livros atrás de si.

Viu o papel que segurava no chão e o pegou, as palavras nele já não eram as mesmas e Lux fez uma careta.

— Aš čia čia…  — ouviu um sussurrar em seu ouvido

“Aqui” E as folhas do livro se moveram, como se um vento as fizesse serem desfolhadas. Quando enfim parou, havia uma página com um símbolo, alguns dizeres em dialeto antigo, e uma frase no idioma comum: “Dentre dez, seremos um, um único elemento”.

 



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