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História Light Me Up (Wenrene) - Capítulo 27


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Notas do Autor


Eu tinha planos de postar os capítulos no dia do aniversário da wannie mas tbm não queria deixar vcs esperando demais. Estamos chegando nos capítulos finais da fic e até lá ainda terão coisas interessantes para acontecer entre essas duas... (mais do que já aconteceram)


Boa leitura!!

Capítulo 27 - Joohyun


_____ 🌙 _____

 

Seungwan vai embora sem nem olhar para trás, provavelmente feliz que tudo esteja indo de acordo com seus planos de vingança.

Eu deveria ficar aliviada que a cretina desapareça, de modo que eu posso pelo menos ordenar meus pensamentos. Mas a verdade é que Seungwan é uma parte desse pesadelo. Uma parte grande, claro. E o catalisador. O fato de que se eu daria ao trabalho de mandar uma mensagem para Sehun com única intenção de se vingar com que eu descubra um nível de canalhice que, até então, desconhecia.

Ficar distante dela deveria me dar um tempo para recuperar o fôlego. Mas não consigo respirar. Reunindo toda a coragem, levanto o queixo e olho para meu antigo amigo. É só a segunda vez que ficamos juntos desde o terrível dia em que Jennie entrou no quarto de Sehun e viu sua namorada e seu melhor amigo se pegando.

É. A letra escarlate presa com um alfinete à blusa é pouco pra mim. Mereço uma tatuagem. No rosto.

Seungwan não tem ideia de que me acertou na jugular me forçando a encarar Sehun de novo. Mesmo assim... Sehun veio. Veio lá de Nova York, por mim, depois que ignorei suas mensagens por semanas. Tenho que saber por que, embora talvez já saiba.

 

– Por que veio? – pergunto. – Quer dizer, sei que achou que era eu mandando as mensagens, mas mesmo assim... é muito trabalho. – O olhar dele é quente. Desejoso.

 

– Porque me importo com você. E quero que saiba disso. – Meu coração se despedaça.

 

– Não. Não faz isso.

 

– Tá na hora, Hyun – Sehun diz, entredentes. – Você nunca me deixou explicar. – Vejo a dor passar pelos seus olhos castanhos que conheço tão bem.

 

É a mesma dor que senti quando Jennie saiu da minha vida sem nem olhar para trás. Sehun e eu estragamos tudo. Quer dizer, estragamos mesmo, não temos nenhuma desculpa. Mas Jennie nunca nos deu uma chance para explicar. Nunca vamos poder consertar as coisas, mas nunca tivemos a oportunidade de dizer a uma pessoa que amávamos que sentíamos muito.

Tive uma chance no fim do verão, quando fui a uma festa na casa dos pais de Jennie nos Hamptons, sem ser convidada. Agora percebo que preciso de um encerramento com Michael também. Assim como ele.

 

– Depois de tudo o que aconteceu, não posso deixar que pense que era só uma questão de ganhar da Jennie. – Ele se aproxima, mas dessa vez deixo que pegue minhas mãos.

 

– Ela era sua melhor amiga. Sua melhor amiga. – Sehun parece chateado.

 

– Eu sei. Foi muita canalhice. – Abro um sorriso irônico.

 

– O que a gente fez está tão além da canalhice que nem sei se tem uma palavra apropriada.

 

Ficamos em silêncio.

 

– Eu sei – Sehun, finalmente, diz.

 

– E aí? Quer dizer, sei que tenho culpa no cartório, mas você começou. Não estou brava, mas... por quê?

 

E, mesmo tendo perguntado, mesmo sabendo que Michael precisa falar e eu preciso ouvir para que nós dois possamos seguir em frente, não quero ouvir a resposta. Não diz, imploro mentalmente. Por favor. Mas Michael não sabe da minha súplica silenciosa. Por mais que tenha sido um bom amigo ao longo dos anos, por mais próximos que a gente tenha sido, ele nunca conseguiu ler minha mente. Não assim.

 

– Porque eu te amava – Sehun diz, e a simplicidade da afirmação quase me destroça. – Ainda amo. – Fecho os olhos.

 

– Quanto tempo faz? Quando começou? – Sehun dá de ombros.

 

– Sempre. 

 

Minha nossa.

 

– Hyun. Tenho que saber. Você... você me ama? Você me ama, Hyun?

 

Ah, meus Deus.

 

Quero mentir. Quero poupar meu melhor amigo da dor excruciante que a verdade traria. Mas não posso. Devo a ele – e a mim mesma – a honestidade.

 

– Não – digo, baixo. – Não amo. Não assim.

 

E, então, fico esperando que me responda por que deixei que me beijasse, se não o amava. E por que o beijei e volta. Mas a pergunta nunca vem. Talvez, ele ache que não aguenta ouvir a resposta. Estranhamente, ainda que devesse estrar aliviada por não precisar falar disso, quero que ele queira saber. Porque agora estou pronta para dizer a verdade.

Os olhos de Sehun se voltam para mim. Embora ainda haja dor neles, parece um pouco de raiva. Tarde demais, percebo que há algo diferente nele. É como se mudasse diante dos meus olhos. Mas também não é isso... ele estava diferente desde que chegou. Se Jenmnie era do tipo tranquila, Sehun era intenso – ambos charmosos, mas o humor de Sehun se mantinha mais no limite. Como o de Seungwan, agora que penso a respeito.

Agora, a escuridão parece se assentar em seus traços. Os ângulos de seu rosto parecem mais extremos, o cinismo que sempre usou para fazer graça parece estar mais enraizado e cruel. Eu fiz isso, me dou conta. Todo esse tempo, estive tão ocupada tentando lidar com a dor que causei a Jennie que nunca me ocorreu que tinha causado sérios danos em Sehun também. Tinha dois melhores amigos e tratei os dois que nem lixo: traindo Jennie e me afastando de Sehun.

Sua mandíbula vai lentamente de um lado para outro, como Sehun faz quando está tentando controlar seu temperamento complicado. Ele solta minhas mãos, se afasta e solta uma risadinha autodepreciativa.

 

– E pensar que corri pra cá achando que você me queria. Que precisava de mim. – Dou um passo à frente.

 

Não faz isso. Eu não valho a pena.

 

– Eu não sabia que você vinha – digo depressa. – Mas... acho que fico feliz. Pelo menos as coisas estão resolvidas.

 

Estico a mão para tocá-lo, com o coração apertado, mas ele se afasta mais um pouco.

 

– Achei que você só precisava de tempo. – Sua voz sai rouca. – Te dei espaço, achando que precisava se perdoar, e me perdoar, pelo que aconteceu. Mas pensei... pensei mesmo que, quando abrisse mão de Jennie, viria atrás de mim.

 

Será que dá pra piorar?

 

– Mas você nunca ia fazer isso, né? – Ele pergunta. – Quando abro os olhos, as lágrimas correm.

 

– Não – digo, baixo.

 

Sehun parece endurecer diante dos meus olhos. Ele engole em seco, duas vezes. Então, fazendo um sinal com o queixo, como se fosse a única despedida de que é capaz, vai embora.

 

Simples assim.

 

Levo a mão à boca. Não posso deixar de pensar que nunca mais vou ver meu melhor amigo. E é tudo culpa de Son Seungwan.

 



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