História Lighthouse - Capítulo 6


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Categorias Fugitivos (Runaways)
Tags Amor, Asiático, Boyslove, Conquista, Drama, Gay, Homo, Homossexual, Romance, Yaoi
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Palavras 2.486
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shounen, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Óia ai a sogra do Ramon <ashuashua> tinha que apresentar nossa tia né?!
Pessoal, desculpe-me por não ter postado ontem, desta vez não tenho desculpas, foi porque me desliguei mesmo, gomenasai :(

Capítulo 6 - O Garoto que Podia


Fanfic / Fanfiction Lighthouse - Capítulo 6 - O Garoto que Podia

  Dormir no sofá era dolorido mas até comprar uma cama terei de lhe dar com isso. Tem a cama da vovó mas eu não deitaria lá, por mim, o quarto ficava trancado.

Ainda refletindo sobre os reais motivos de não ter entrado no quarto de vovó quando cheguei aqui, vinha os flashes da noite anterior... Argh!

Tudo parecia ir pelo caminho certo até eu estragar tudo! Mas... mas ele está exigindo muito de mim! Será que aconteceu algo enquanto ele saiu daqui ? E se ele foi assaltado ou pior... morto ? Ahh! Pare de pensar besterias Ramon, ele está bem.

Mesmo que eu quisesse acreditar que ele estava bem eu precisava ter certeza disso e só havia uma forma de saber isso, encontrá-lo na faculdade.

Fui olhar minha grade curricular e Merda! Não há aula hoje de Neurociência, mas ele, com certeza, estará lá. Comecei a pensar em quão escroto fui com ele todo este tempo e foi com esse pensamento que segui a caminho da faculdade.

A primeira aula seria de Antropologia que começava... agora! Corri e bate na porta, uma senhora muito simpática de cabelos ruivos e pele alva sorriu e falou.

- Bem-vindo a turma. Sente-se. – Ela apontou e voltou a louça. Ufa, ainda bem que ela não havia começado a explicação. O modo como ela me tratou só fez reforçar minha teoria de que professores da área de exatas e biológicas são um cão! Mas vamo que vamo!

Observava a explicação da professora até que senti ser alfinetado por algo, como uma caneta nas costas.

- Aiii! – Me virei e notei uma garota de rabo de cavalo castanho que me olhava de um modo... sexy ?

- Desculpe, não foi porque eu quis… – Ela me olhava mascando o chiclete, mais parecia uma vadi*.

Voltei a cabeça para frente até ser novamente cutucado.

- O que você quer?!! – Falei controlando meu tom de voz.

- Você! – Hã? Oi?

- Você o quê? – Era um misto de surpresa com indignação.

- Quero ficar com você. Venho te observando de longe. Até que enfim o Portão saiu de perto de você! Só assim para podermos nos conhecer melhor. – Falou fazendo um bico que ela deveria acreditar ser sexy. Aquilo estava me dando náuseas.

- Não, não podemos, para falar a verdade-- . – Ela não me deixou completar a frase e já foi vindo em direção a minha bochecha a beijando.

- Prazer me chamo Jéssica mas todos me chamam de Manila. – Eu não conseguia ENTENDER QUAL ERA O PROBLEMA DO PESSOAL DESTA CIDADE EM CHEGAR JÁ ACHANDO-SE INTIMO DOS OUTROS!!! Mds essa falta de educação é patrimônio daqui?

- Não posso dizer o mesmo…- Fui seco, não queria conversa, estava pensando em como estava Noah e chega essa Anã mirim.

Ela fez uma cara dramática e continuou com um tapinha em meu ombro.

- Ah vá lá! Não seja tímido! Eu sou gostosa, sei que sou! – Ainda era convencida?? Argh!

Já sem aguentar essas investidas me levantei e sentei na única cadeira sobrando mais a frente.

Terminei aula indo em direção a algum Restaurante Universitário quando senti um braço se entrelaçar aos meus. NÃO DAVA PARA ACREDITAR!!

- Oi bonitão, não precisa fugir de mim, eu não mordo, só se você quiser. – Ela deu uma piscadela para mim e aquilo foi a gota d' água.

Puxei todo o ar que meus pulmões conseguiram absorver e prossegue.

- Não rola eu e você. Eu sou gay! – Ela ficou confusa e depois surpresa.

- OMG!!!! Você é gay!!! – Ela começou a ri e eu fiquei totalmente sem graça. – Desculpe, é que… ah que vergonha. – Really?!

Acabou que ela me puxou para uma mesa e queria se desculpar.

- Desculpe RONAM. - '-'

- É RAMON. – Ela fez uma cara de tanto faz e prosseguiu.

- Eu não sou assim, geralmente faço isso para os rapazes se sentirem intimidados e toparem ficar comigo, na verdade, sou bem reservada. – Ela falava olhando em meus olhos. – Você é daqui? – Por que a pergunta?

- Por que? Pareço ser estrangeiro?

Ela pensou, pensou e me respondeu.

- Sua cor lembra muito a de minha avó lá da Itália. – Então ela tinha parentes em outro país?

- Sim, eu não nasci aqui. – Um pouco mais relaxado, sorri para quebrar a seriedade da conversa.

- E de onde você é? – Ela perguntou tirando uma garrafa de suco da mochila e tomando-o com canudo.

- Carolina do Norte, E.U.A. – Conclui.

- Ah, legal. – Sorri fraco. – E cadê o altão de olhos estirado que anda com você?

Ah… ele.

- Ele não anda comigo… – Ela riu, gargalhou na verdade.

- Não é o que parece. A princípio achei que fosse seu irmão mais velho mas ele tem algo a mais por você… – Eu realmente estava constrangido com o rumo que aquela conversa estava tomando.

- Não estamos nos falando. Será que poderíamos mudar de assunto? – Ela balançou a cabeça dizendo um okay passamos o resto da manhã conversando sobre jogos, planos futuro e é claro… Garotos!

Me despedindo de Jéssica, pude notar que não vi o Noah se quer uma vez desde que entrei hoje na faculdade, estaria ele bem? Estou realmente preocupado. Li uma vez em algum lugar que últimas palavras são para tolos que não disseram o suficiente, então serei tolo a vida toda pois Noah é a prova disso. Voltei para casa umas 15:28 e resolvi dá um pulo no mercado para ver se o encontrava lá e quando cheguei minha surpresa não podia ser maior.

- Miguel! – Gritei. – Onde está o Noah? – Ele me olhou com um sorriso.

- Não veio trabalhar hoje. – Tudo o que eu soube dizer foi:

- Ah… - e sorri fraco

- Ramon, certo?

- Sim.

- O Noah não está, mas eu estou. – E foi com essas palavras e uma piscadela que ia voltar para casa mas não sem antes tirar uma última dúvida.

- Miguel, onde é a casa do Noah? – Ele ficou sem entender mas me explicou direitinho e eu prestei a atenção em cada detalhe. Depois de terminar de me explicar ele perguntou.

- O que eu ganho com isso? – Senti uma safadeza exalar dele.

- Um beijo… - ele ficou animado - … na testa. – Minha atitude foi um balde Antártico no fogo dele, que baixou a cabeça e voltou para dentro do interior do caixa. Me virei indo na direção da saída do estabelecimento e assim segui.

***

Esperei no ponto quando descobri que para ir para a casa de Noah, eu teria de pegar DOIS ÔNIBUS!! Puta merda, ainda bem que ando com minha carteira!

A ida foi tranquila, ao menos no primeiro ônibus porque no segundo, uma garota branca, sim eu tive de enfatizar a etnia dela (era BEM branca), parecia nem ser daqui.

Usava tranças e meias 3/4 das cores do Brasil, me olhava pelas suas tranças que me chocaram a princípio.

Virando-me para janela notei que caia leves gotículas de água do céu. Seria chuva?

O dia ficou mais estranho quando a moça ruiva de trança começou a conversar comigo.

- Olá, sou Maeve Conelly. – Ela estendeu a mão em minha direção e eu retribui sem jeito.

- Oi… - sorri fraco, por que começar uma conversa comigo?

- Dia difícil? – Ela me olhou esperando por uma resposta.

- Sim… – Ela continuou a me encarar, havia uma certa confiabilidade que vinha dela, sabe?

- Quer conversar sobre? – Ela me olhou sem me influenciar em minha decisão. Sei que não devemos conversar sobre nossos problemas com estranhos, mas… Ela me passava confiança, resolvi segui minha intuição e contá-la.

- Sou Ramon Miranda, e bem… Eu estou prestes a perder um amigo… – Enfatizei bem na palavra amigo e ela me observou sorrindo.

- Um amigo… Desculpe minha intromissão mas, é só um amigo MESMO? – Desta vez que enfatizou a palavra foi ela.

Pensei se deveria continuar a conversa e decidi que sim.

- Sim. – Disse depois de minha batalha interna. Ela me olhou no fundo dos olhos, algo em seus olhos trazia uma história marcada por uma profunda superação.

- Não que isso seja importante mas… – Ela ia contar alguma história? Eu entendo que as pessoas de hoje não goste de ouvir umas as outras mas, eu realmente gosto.

- Continue por favor. – Ela me olhava, um olhar de guerreira, respirou fundo e começou.

- Eu tinha uma amiga, ela era uma pessoa importante e essencial em minha vida, pensávamos em viajar, conhecer o mundo afora! Mas, só eu sai da Carolina do Norte.

OH MEU DEUS! Ela é estrangeira?

- Uau! Você é Americana??? – Eu estava tão surpreso quanto maravilhado. – E de CDN??

Ela me olhou surpresa por ter usado a sigla que poucos sabem a respeito e me perguntou.

- Sim, uma Americana com um Plymouth Road Runner 1970! Pena a Elsie não poder ter vindo comigo – Ela fez uma expressão sentida.- Meu sotaque entregou? – Ela era hilária, seria ´´ Elsie `` o carro ao qual ela se referiu?

- Não, eu nem havia notado seu modo de falar. Eu sou da Carolina do Norte também! – Quase nos abraçamos no ônibus!

- Que bom, não me sinto mais um peixe fora D' água! - Ela exclamou e continuou a explicar com um tom mais calmo. – Como havia dito, essa era minha melhor amiga no tempo que passei internada. – O que?

- Internada, o que houve? – Eu não havia entendido.

Ela me olhou com um sorriso fraco.

- Tinha Câncer. Meus Deus, pareceu tão fácil falar a palavra agora. – Sentia um misto de pena e tristeza.

Ela notou e me repreendeu.

- Por favor não sinta pena, eu podia te derrubar com um soco. – Nós rimos juntos.

E pedi para que ela continuasse.

- Ela morreu. Eu estava lá vendo a vida se esvair dela a cada segundo, isso, mudou-me drasticamente. Me recuperei e conseguir um emprego que durou tempo suficiente para dar uma reviravolta em minha vida, a melhor por sinal! – Ela falava entusiasmada, sentia mais esperança na vida e nas pessoas a ouvindo. – Eu vendi tudo o que possuía e me aventurei indo até Los Angeles, recebi uma proposta de uma amiga que infelizmente não deu certo. – Ela ficou emburrada ao lembrar.

- E onde está a reviravolta?

Ela sorriu traquina, como se escondesse um presente muito importante.

- No caminho até LA, eu acampei em um reserva e fui surpreendida por um guarda-florestal e no mesmo dia havia tido um blackout na cidade. Não contarei tudo pois minha história daria para ser um livro de tão grande e emocionante! – Ela recuperou o folego. – Enfim, encontrei o amor da minha vida. Sei que é clichê falar isso mas que se dane, ele é mesmo!- Dei risada da exclamação dela. – Ah! Estou aqui graças a ele que veio a estreia de seu livro e por meu esforço. O que quero dizer é que a vida é incrível, e dê muito valor aos seus amigos! – Seu entusiasmo era como um dia ensolarado.

- Nossa, que incrível, como se chama o sortudo? – Senti que devia tentar um íntimo.

Ela sorriu com minha tentativa e quando ela falou o nome algo se acionou em minha mente.

- NOAH, o conhece? Ele escreveu O Menino que podia voar. - Minha cabeça girou por um momento e relembrei o porque de estar no ônibus. Maeve notou a mudança rápida em minha expressão.

- O que houve?

Eu devia contar a ela, eu queria.

- Sabe o garoto do qual falei mais cedo? – Ela me olhou sem entender.

- Sim.

- Ele não é exatamente meu amigo… – Não havia surpresa em sua face.

- Suspeitei – A encarei totalmente perplexo. – Você gosta dele? – Me olhou séria.

- Eu não sei… Ele gosta de mim e quando ele chega perto de mim… algo muda… – Ela me avaliou.

- Você tem que ter mais certeza do que sente, ou pode magoá-lo mas acho que isso você já sabe. O que pretende fazer agora? - ???

- Há! Esperava que esse momento de agora fosse como nos filmes no qual a pessoa ao nosso lado encontra a resposta por nós. – Sorri sem jeito.

- Há bobinho! Já te dei a resposta, sou formada em cinema – Ela soltou língua e eu ri mas não entendi quando ela me ajudou.

- Qual a resposta?

- Dê valor as pessoas que você ama, a vida muitas vezes parece um mar de azar mas é só aparência, você tem que concertar as coisas. – Ela me olhou gentil e eu senti uma coragem nascendo e se fortalecendo dentro do meu peito. Notei que o ônibus parou um ponto depois do qual haveria de descer. Droga! Sempre me distraio.

- Maeve, MUITO OBRIGADO! Você é uma pessoa incrível e que se dane seu sotaque americano! Muita sorte em seus serviços e com seu boy! – Exclamei enquanto saia do ônibus.

- Obrigada, mas Ramon! Você não me disse o nome do seu garoto! – Ela exclamou com a cabeça pra fora da janela. Eu sorri com a ideia de contá-la.

- É NOAH. – Quando gritei de volta, sua boca formou um perfeito ´´ O `` e sorriu em minha direção. E por último gritou:

- Oliver adoraria te conhecer! – Assim o ônibus em que antes estava, seguia com essa figura ilustre. Continuei a caminhar em busca da casa descrita por Miguel e finalmente eu encontrei. Era hora de concerta a merda que fiz. Respirei fundo e toquei a campainha. E se fosse ele a atender a porta? O que seria de mim?

Eu passaria da porta, quer dizer, ele me deixaria entrar? Afinal eu teria gastado 6,60 atoa? Me assustei comigo mesmo. Como eu poderia pensar em dinheiro uma hora dessas, quando deveria usar todo e 100 % do meu coração?

Senti um trinco na porta e finalmente ela foi aberta, por uma senhora… asiática. Seria a mãe dele? Sorri e comecei:

- Olá, eu sou Ramon, amigo do seu filho, temos um trabalho em dupla da faculdade e eu-- . – Não pude concluir quando ela me puxou para dentro sorrindo.

- Eu sei quem você é, não precisa de cerimônias! – Me abraçou, com certeza era a mãe dele. – O Noah está lá encima, pode subir as escadas. – Ela apontou para direção e segui para o quarto dele. Ela deve ter me reconhecido por causa de minha vó. Teria o Noah comentado ou mostrado minha foto a ela?

Subi as escadas com o coração aos pulos, sentia o suor frio se apoderá de meu corpo e por um segundo pensei em voltar mas eu realmente não poderia fazer isso!

Ouvir um som de música do quarto a minha frente, depois de muito deliberar, decidi bater à porta que foi aberta sem o menor pudor.

Havia um grande homem a minha frente, com o mesmo olhar de antes e a mesma beleza. É oficial, ele é LINDO!

– O que faz aqui. – Ele perguntou sério.


Notas Finais


That's all guys! Esperam que estejam gostando.


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