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História Lightning - Capítulo 15


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Notas do Autor


Esses seriam Noble, Thunder e Flake crescendo juntos ❤

Capítulo 15 - Capítulo 14


Fanfic / Fanfiction Lightning - Capítulo 15 - Capítulo 14

Os cascos batiam com força no chão, e poeira levantava a metros atrás deles. Rainbow Dash, uma égua puro sangue inglês de corrida, disparava a plena velocidade floresta adentro, pelas estradas de terra, e Lightning estava as suas costas. A égua já derramava suor, mas Lightning ainda insistia para que ela continuasse correndo. Não estava vendo para onde corriam, cego de raiva. Só notou quando galhos começaram a bater em seu rosto, “avisando” que a estrada tinha acabado. Não estava preparado para o salto suicida que a égua fez, o jogando para fora de seu lombo. Surpreendentemente, Dash conseguiu chegar a outra margem do rio, e mesmo tendo caído feio quando “aterrissou”, se levantou e trotou para longe dali.

Já Lightning tinha caído na água, e a correnteza forte o arrastou para baixo, e contra as pedras. Nadar era um equívoco para o que fazia, mas conseguia manter a cabeça fora d'água o suficiente para não se afogar. Ganiu pela dor das pancadas nas pedras, e tentava ignorar, sabendo que se parasse de empurrar a água com os membros doloridos, se afogaria; mas alguém pareceu o ouvir, correndo pela margem, rio abaixo, tentando passar “a frente” dele. Viu que a figura se pendurou em um galho baixo que chegava ao meio do rio, e estendeu a mão, que foi agarrada pelo outro. Ouviu o galho estalar, e sua mão foi solta de novo, continuando descendo o rio quando viu quem o tentava ajudar pular do galho que tinha quebrado e se pendurado na margem alta, tentando não cair no rio também. Agora aquele galho enorme também vinha na sua direção. Ouviu um rugido, provavelmente vindo daquele Espécie que agora sumiu de sua vista.

Tentava não se afogar, assim como tentava não bater nos obstáculos na correnteza, mas sua cabeça mal se mantinha para fora para fazer as duas coisas. Mas viu quando um corpo bem maior que o dele se jogou na água, em cima dele. Ambos afundaram, e o galho que tinha se quebrado passou por cima deles. O macho que tinha se jogado, se segurou em uma das pedras com ambas as mãos enquanto o segurava com os dentes, pela camisa. Continuou agarrado aquela pedra, a “escalando” e tirando os dois de dentro d'água. Seu salvador rugiu para outro que estava na margem, que derrubou uma pequena árvore de propósito na água, a segurando por suas raízes. Lightning se segurou na árvore junto ao outro, que ainda insistia em segura-lo pela camisa, o puxando até que estivessem em terra firme, mas ainda assim o arrastou para longe da margem, para as árvores. O de cabelos coloridos ficou apoiando em seus 4 membros enquanto ainda tossia toda a água que tinha engolido.

-Está louco Lightning? Estava tentando se matar?

-E matar a Rainbow! A coitada mal para em pé – Olhou pra cima, vendo Valiant e Hate. Hate que havia se jogado dentro d'água, e Valiant tinha derrubado a árvore. Logo Snow também apareceu. Provavelmente ele que tinha tentado o segurar primeiro, na outra margem.

-Não pretendia me matar, mas talvez não fosse uma má ideia.

-Quer morrer, é só falar isso de novo! Quase morremos quando fomos presos, e quando nos libertamos! Nos esforçamos muito para você estar aqui agora, Lightning. Não jogue isso fora como se não fosse nada – Hate disse irritado, embora quase não tenha entendido o que ele disse, pois rosnava demais.

-Mas que porra aconteceu pra você fazer uma merda dessa? – Valiant passou um de seus braços por cima do ombro, para o ajudar a ficar de pé, o fazendo ganir de dor. Bem que Josh havia lhe dito para ficar quieto com a perna. Não conseguia se firmar nela agora. Snow o sustentou pelo outro braço.

-Hate, eu sei que você detesta que entrem no seu território, mas ele precisa. E sua casa é a mais próxima – O ouviu rosnar.

-Que seja. Luci ficaria triste se ele morresse, e eu te ressuscitaria e te mataria de novo se fizesse isso.

-Obrigado pela demonstração de amizade.

-Amizade é o caralho! Eu tô é puto!

-Todos nós estamos! Me fez correr atrás de você desde lá de casa! – Valiant rugiu – Deixei Tammy e o nosso filhote sem entenderem nada – Ouviram um miado constante e grave chegando até eles.

-Falando em filhotes... Hate, ajuda meu filho?

-Flake e a mania de subir onde não deve!

Não demoraram muito para chegar em uma clareira, que era totalmente coberta por árvores. Mas era um espaço aberto o suficiente para acomodar a casa de Hate e um pequeno galinheiro, onde tinham 3 galinhas, 1 galo e uns 7 pintinhos. Em cima, estavam um casal de araras vermelhas, comendo frutas que Hate tinha deixado em um comedouro próprio para elas. Eram bem comuns suas visitas ali. Valiant gostou de ver as araras “dividindo” a comida com alguns esquilos.

Flake tinha subido bem no alto de uma das árvores, e agora estava abraçado ao galho, com medo de descer. Thunder estava no mesmo galho, mas puxava Flake pela cauda, com os dentes, tentando o fazer segui-lo para mostra-lo como descer. Hate rugiu para Thunder, mas para chama-lo. O pequeno foi se esgueirando para beira do galho, até que caiu, mas Hate já esperava por ele, o pegando no colo. O pequeno se enfiou dentro as camisa do pai. Flake sabia que tinha que fazer o mesmo, mas estava com medo.

-Vamos Flake... Não me faça ir até ai! Vem cá no tio – Fez o mesmo que Thunder, mas pareceu desistir no último segundo, tentando se segurar de novo no galho, mas caiu. Foi pego por Hate, mas logo se debateu para ir para o chão, indo correndo até o seu pai.

-Oh manhosinho do pai... – Snow o pegou no colo, e ele ficou chorando, por ter ficado com medo.

Colocaram Lightning sentado em uma das poltronas. Hate pegou o quite de primeiros socorros que tinha em casa, para tratar dos diversos arranhões que Lightning tinha.

-Seu filhote não fica escalando árvores também, Valiant?

-Ainda não, mas Noble já está escalando em alguns móveis. Quase virou a prateleira em cima dele esses dias... Tammy quis colocar alguns portões pela casa, mas ele também os escala.

-Depois de escalarem o berço, qualquer escalada para eles fica fácil. É só questão de tempo... – Ouviram algo arranhando o sofá, até que Thunder subiu ali, para ir até sua vaquinha de pelúcia. Flake puxou o forro da mesinha de centro para pegar o controle da TV, e Snow teve que segurar uma jubarte de cristal que estava lá em cima; Depois colocou o controle na boca e escalou atrás de Thunder, ligando a TV. Já tinha aprendido que o botão vermelho de cima era o que ligava, então os dois foram assistir.

-Eles são bem espertinhos para filhotes tão pequenos.

-Pelo jeito, todos os nossos filhotes vão ser. Trisha disse que Forest já aprendeu a abrir portas e ela nem sabe como, sendo que ele nem tem altura para alcançar a maçaneta.

-E Fury disse que Salvation mordeu a canela da Kit – Os 4 riram.

-Mereceu! Fêmea enjoada... – Hate não gostava nem um pouco dela. Sabia como ela maltratava as fêmeas presente, e debochava das fêmeas humanas.

-Ela já quis compartilhar sexo com você?

-Sim. Uns meses depois que eu e Snow chegamos. Era tão nojentinha que preferi aliviar a mim mesmo. Como se não bastasse, depois que me casei com Luci, ela veio querer maltratar a minha pequena. Mas minha fêmea é esperta! Jogou na cara como me satisfazia. Isso irritou a Kit, já que eu tinha rejeitado ela.

-Luci é muito legal, mas ela sabe ser cruel, quando quer – Lightning disse, fazendo uma careta quando Hate limpou um de seus cortes com álcool.

-Com certeza!

-Se Kit algum dia falar merda para a Tammy, vou me esquecer que é uma fêmea. Ninguém maltrata a minha Tammy.

-Faz bem. A afastei de June antes que tivesse a chance de faze-lo.

-...E o que fariam se outro macho quisesse abraçar sua fêmea? – Os 3 olharam para Lightning.

-...Isso depende. Fêmeas humanas abraçam como sinal de cumplicidade. Prova disso é que Slade não rosna pra mim quando Trisha me abraça – Valiant explica.

-Mas que é desconfortável ver outro macho abraçando minha Luci, isso é. Não importa se já tem uma fêmea, ou se ne gosta de fêmeas – Hate resmunga.

-Mas humanos não são bem o que podemos chamar de leais, quando se acasalam com uma fêmea.

-A maioria não, mas alguns são. Como o irmão da Luci. Ele passa meses no mar, sem ver sua fêmea. E há muitas fêmeas no navio que desejam compartilhar sexo com ele, mas ele não o faz. É leal a sua fêmea – Snow diz – E ele tem um exemplo a seguir. Omarley, mesmo discordando muito com a senhora Armstrong, os 2 estão casados e sendo leais um ao outro a mais de 30 anos.

-... 30 anos juntos. Imagine só quando completarmos 30 anos vivendo ao lado de nossas fêmeas.

-Nossos filhotes vão estar adultos e mais fortes que nós.

-Com certeza.

-Mas por que a pergunta, Lightning?

-... Pensei que tinha arranjado uma fêmea, mas Daiana não me quer. Pensei que ela não ligasse para as minhas marcas. Pensei que tinha gostado de mim. Pensei que a tinha satisfeito. Não sei o que eu fiz de errado.

-Humanas são muito complicadas. Veja Tammy... Lhe disse palavras doces e a deixei com as pernas bambas apenas com beijos. Ainda assim, ela me acertou com um abajur e fugiu de mim. Depois, ficou com muitas dúvidas, não sabendo se me queria ou não.

-June também. Ela disse uma vez que não era minha fêmea, sendo que já tinha a montado, e ela não resistiu em momento algum em me tocar ou ficar ao meu lado – Os dois felinos olharam para Hate, esperando que falasse algo.

-...O que? Não posso opinar. Luci aceitou ser minha fêmea desde o momento que a trouxe para casa – Valiant fez uma cara severa e Snow revirou os olhos – Mas Luci também me confunde muito. Ela diz uma coisa, querendo dizer outra... Custei a entender o que era ironia e o que era brincadeira. Mas talvez o problema não seja com você. Humanas já estiveram com outros machos, e a maioria dos machos humanos são ruins. Ela só deve estar com medo.

-... Será?

-Fale com as nossas fêmeas. Elas podem dizer se você fez algo errado ou se deve ser algo com o passado de Daiana.

-Boa ideia. Mas agora não sei como eu vou voltar. Minha perna está doendo muito...

-Se bem me lembro, ouvi Josh conversar com a June quando ela perguntou sobre você, e ele disse alguma coisa sobre você estar com a perna trincada. Isso quer dizer que seu osso pode sair do lugar e cortar seus músculos, se é que já não começou a fazer isso, pelo jeito que você bateu nas pedras e caiu do cavalo... Vou ligar para o portão e pedir para alguém vir nos buscar – Snow vai até o telefone que ficava no balcão que separava a cozinha da sala de estar.

A casa de Hate não era muito grande... No andar principal tinha a cozinha, a sala e uma despensa. E no andar de cima estavam o quarto de Thunder e a suíte do casal. Também havia um banheiro do lado de fora da casa. Na despensa também ficava a máquina de lavar, e as roupas eram estendidas do lado de fora. Era uma casa rústica que mais parecia uma grande cabana de caça, mas era como Hate gostava. Agora estava bem mais bonita com os toques que Luci tinha dado, mas a “coleção” de crânios que estava distribuída em uma das paredes incomodava Lightning.

-Tem bolo! Alguém quer?

-Depende... Tem chocolate?

-Não. É de caramelo com morango, se bem me lembro. Mas se quiser eu coloco chocolatinho pro gatinho – Valiant rosna, enquanto Hate da uma risada, provocando.

Thunder logo correu para os pés de seu pai para ver alguma coisa para comer na geladeira, apontando para uma porção de presunto que conseguiu ver. Pegou o bolo e colocou no balcão, e depois pegou o pedaço de presunto, colocando em uma tigela grande entre ele e Snow. Os dois começaram a atacar como se fosse algum javali que ainda se debatia.

-Não é melhor picar em pequenos pedaços para eles?

-Não. Eles tem quem aprender a morder. E a nadar! – Encarou Snow, que logo desligou o telefone.

-Estão vindo. E eu não sou louco de enfiar meu filho em um lago. Ele mal sabe andar...

-Mas sabe escalar. Enfia ele na banheira! Você vai vigiar e ele vai aprender a não se afogar. E se ele cair no lago quando você se distrair?

-....

-Agora fiquei com medo. Vou espalhar travesseiro debaixo de todos os móveis escaláveis da casa – Hate e Lightning riram de Valiant, mas Snow entendia bem sua preocupação. Thunder era bem mais pesado que os outros dois filhotes, então ele não se arriscava a escalar os móveis pois sabia que poderiam virar em cima dele.

-...Hate, posso usar sua cozinha?

-Não sou eu que pago pelos suprimentos mesmo. Fique a vontade.

-Mas você tem ovos bem fresquinhos e bem mais nutritivos do seu quintal – Lightning se apoiou no balcão, para ir até a cozinha, apoiando-se apenas em uma das pernas, que também estava dolorida. Mas pelo menos não estava trincada. Ou esperava que não...

-Isso é verdade.

-Hate, me da uma galinha?

-Se você não for mata-la...

-Não garanto. Queria usar uma para o Noble aprender a caçar.

-... Não é má ideia. Se bem que o Thunder ataca as pelúcias dele – O ouviram rugir e cair do sofá “atacando” o presunto – E outras coisas.

-Será que se eu colocar um pedaço que carne em uma pelúcia, ele ataca a pelúcia?

-Usa petiscos em vez disso. Pelo menos não vai feder a pelúcia depois. Daí é só costurar e usar de “presa” de novo.

-Boa ideia.

-Falando em petiscos... – Lightning encontra um pacote dentro da gaveta de talheres.

-Lightning, isso aí é meu! – Snow pegou o pacote.

-Era!

-Me devolve! – Ambos correram para fora da cabana. Thunder e Flake viram o que estavam fazendo, e Thunder ficou de pé, rugindo para Flake como um legitimo ursinho. Flake pulou em cima da mesa de centro e em cima de Thunder, e os dois começaram a rolar em uma brincadeira.

-Logo vamos precisar de uma creche – Valiant comenta, sorrindo com os dois.

-Não seria má ideia, colocar todos os filhotes num mesmo lugar. Eles iriam aprender juntos. Thunder aprendeu a escalar vendo Flake, mas é ele que está o ensinando a descer das árvores.

-E aprendem a se defender sem se machucar. Como uma brincadeira...

-Que nem os filhotes que assistimos em documentários, que brincam com os irmãozinhos e com a cauda das mães.

-Sim. É uma ótima ideia na verdade, juntar todos os filhotes, nem que fosse uma vez na semana.

-... Queria um filhote.

-Ainda vai ter. Daiana irá perceber que é um bom companheiro.

-Espero.

-E está fazendo o que?

-Fiz um bolo para Daiana quando estávamos sozinhos na cabana. Era praticamente a única coisa que tinha para comer além de... Droga!

-O que foi?

-Ela tem intolerância a lactose. Não posso usar esse leite.

-Como? Ele não pode beber leite?

-Tem que ser um leite específico... Sem gordura.

-Você percebe como os humanos são bostas quando eles não podem comer/beber o que é essencial para a vida deles. Imagine um filhote que não pode tomar o leite da própria mãe... – Thunder puxou a barra da calça de Valiant, apontando para garrafa de leite – Deixa eu esquentar para vocês dois. Esperem um pouquinho.

-Humanos são frágeis, mas é por isso que amamos essas fêmeas, não é?! – Sorriram.

-É. São adoráveis sendo tão pequenininhas e tendo um coração tão grande – Ouviram um grito do lado de fora e viram Snow sendo arremessado.

-Só Odin na causa...



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