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História Likastía II - Capítulo 42


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Notas do Autor


Não queria. Por mim seria sempre segredo, mas não sou tão má assim.

Capítulo 42 - Segredos expostos


Fanfic / Fanfiction Likastía II - Capítulo 42 - Segredos expostos

– Só pode ser sacanagem. Que porra é essa? – Carya soltou num misto de raiva e espanto.

Rodan nem teve presença de espírito para reclamar por ela estar xingando na frente do filho. Dessa vez até Seth queria xingar todos os palavrões que conhecia, mesmo não sendo muitos.

- Olá pra você também, bastarda ladra de trono. – Zedd disse com aquele sorrisinho que sempre deixava seus inimigos loucos para socar a cara dele.

- Eltar? Mas... Você morreu... Nós enterramos sua ossada, fizemos testes pra comprovar... – Carya dizia mais para si mesma do que para ele.

- Devo agradecer à vadia da Dag por isso. – Eltar sorriu, sua mão sutilmente se movendo para as costas. – Se ela não tivesse vindo para a floresta extravasar sua raiva pela estúpida da irmã, me encontrado pouco depois da besteira que fiz e me salvado às custas de muita magia de sangue, nunca teria sobrevivido.

- Enterramos algum parente próximo dele... Foi Dagmar quem fez os testes e “comprovou” que era ele. – Seth lembrou.

- Mas esse monstro só tem a nós como parentes próximos. – Carya disse, meio tonta.

- Ora, vamos. Com tantas meretrizes como amantes, acha mesmo que meu pai não teve outros filhos bastardos como vocês? Lógico que ele não iria reconhecer nenhum desses inferiores como filho, mas eu conheci vários. Não foi difícil dar um nome para Dagmar encontrar, sacrificar e manipular para que parecesse ser meus restos mortais. – Eltar riu. – Parece que ter filhos e largar por aí é um mal de família, não é, Kurskizinho. – Eltar piscou na direção dele.

- Não sei do que está falando! Eu só tive um filho, fruto de uma noite, mas a mãe acabou sofrendo um aborto e meu menino nem nasceu! Não sou igual a você e aquele rei maluco! – Kursk gritou e o sorriso no rosto de Eltar só o deixou mais furioso. Os guardas, no entanto, se mantinham como uma barreira na frente dele, impedindo-o de avançar.

- Claro, claro... Você é um santinho. – Eltar debochou, finalmente pegando a ponta do frasco nas costas.

- Bom, acho que vou ter que fazer o serviço direito e te matar, já que você é incompetente até pra isso. – Rodan ergueu o machado de guerra.

Eltar gargalhou ao mesmo tempo que jogava um frasco aos pés de Rodan. Kursk foi mais rápido, pulou acima da cabeça dos guardas, na frente dos pais e lançou um escudo mágico na frente dos pais e do tio, impedindo que a explosão os afetasse. Mas, como consequência, a presença de Leviatã era nítida até para Rodan que não tinha magia. Os olhos de Kursk estavam um de cada cor: um com o amarelo comum dos Tiger e outro vermelho quase incandescente. Até mesmo a expressão de metade de seu rosto era idêntica à de Leviatã, enquanto a outra metada era a de um Kursk furioso. Aquilo era, no mínimo, bizarro. Carya, digna da impaciência e da fúria que parecia correr no sangue dos filhos de Tigresius, deixou as chamas de Éris formarem um ataque como uma lança pontiaguda, atravessando o escudo de Kursk e quase acertando Eltar, mas ele agilmente pulo para o lado.

- Ficou lerda com o passar dos anos, irmãzinha. Enquanto eu só me tornei mais forte! – Eltar gritou.

O cajado de Seth brilhou, pronto para atacar, Rodan deu um passo à frente, mas o olhar de Carya para eles os manteve no lugar.

- Não se atrevam a interferir! – Carya disse com aquele olhar assassino de gelar a alma. – Eu vou dar uma lição nesse filho de mil pais por se meter com meus filhos!

- Sério? A mimadinha e amante escandalosa do leonino nojento ou o acolhido por pena e que anda por aí carregando o pior ser vivo que já pisou nesta terra? – Eltar desviou de mais dois ataques, um deles queimando a ponta da cauda que ele usava como prótese, apesar de nem parecer uma prótese.

- CALA A BOCA, ELTAR! – Kursk gritou.

- Oooown. A mamãezinha não sabe que o filhinho anda saltitando por aí com uma versão assustadora do maguinho de merda? – Eltar debochou, escondido atrás de uma rocha, ficando sem fôlego.

- Sim, eu sei. – Carya disse e Kursk arregalou os olhos, mas ela não o olhou. – Mas olha só que coisa interessante. Mesmo possuído por anos, ao que parece, por esse monstro, ele não se deixou corromper. Ainda é um bom homem, muito diferente de você que usou isso como desculpa a vida toda pra ser esse ser deplorável.

- AHAHAHAHAHAHA! Você é tão burra, Carya. Quase me dá pena. – A rocha atrás dele aqueceu a um ponto insuportável, brilhou em tom vermelho como brasa e explodiu segundos depois dele se afastar. – Porque não pergunta ao santinho aí sobre o exército de lunáticos que faz tudo que ele manda, inclusive afundar navios pra tentar matar um possível rival chamado Heitor?

Como ele sabe disso? Kursk perguntou mentalmente.

Não sei, mas não estou gostando do rumo disso. Mate-o enquanto há tempo. Ele está cansado. Levi respondeu.

Já tentamos isso por horas, Levi. Ele é ágil.

Leviatã finalmente teve um insight. CLARO! Kursk, é isso! Ele não devia ser tão ágil. Felinos não têm equilíbrio sem a cauda.

Mas ele tem uma cauda, Levi.

Não, não tem. Eu a cortei minutos antes de morrer. Aquilo deve ser uma prótese! Arranque-a e mate-o quando ele estiver fraco.

- Usar outros como justificativa para nossos atos parece ser um dom que passei no sangue pra esse merdinha ali. Aliás, eu e sua vovozinha que, apesar de não valer nada, era um vulcão na cama. – Eltar zombou. – Igual sua filhinha que, devo admitir, é uma maravilha. Quase fiquei tentado a tirá-la de cima do leoninozinho de quinta.

Rodan rosnou tão alto que até Carya se arrepiou. Ele pulou sobre os galhos das árvores e fez sinal para os guardas cercarem Eltar. Mais rápido do que qualquer um poderia imaginar, Rodan desceu de um galho pouco à frente de Eltar, dando machadadas furiosas, sem controle. Eltar usava uma espada média para desviar dos golpes, rindo feito maluco. Um dos golpes de espada atingiu Rodan no quadril e ele gritou de dor, Carya já perto, tentou atacar Eltar, mas ficou tonta e enjoada. Sombras surgiram de todos os lados, atacando os guardas e dois ajudaram Eltar a se afastar enquanto Kursk atacava loucamente. Seth amparou Carya e Rodan, gritando ordens de ataque aos guardas. Não querendo perder a chance, Kursk correu em um ataque furioso por saber que Eltar havia observado Rania de forma tão íntima. Mas a raiva é uma má conselheira. Seu ataque foi previsível e Eltar o atingiu com um golpe na barriga. Kursk urrou quando a espada passou horizontalmente na altura de seu umbigo, o sangue escuro jorrando do corte pronfundo.

Carya, Rodan e Seth ergueram a cabeça e ficaram petrificados. Mesmo com Kursk de costas para eles, eles sabiam que algo errado tinha acontecido.

Olhando nos olhos do filho, Eltar pôde ver como se fosse uma sombra sutil, algo no semblante do rapaz estranhamente parecido com ele de repente se transformando na expressão do Tiger que mais odiara na vida.

- Doeu, não é mesmo, Levi? Espero que seu queridinho morra pra você sofrer mais ainda. – Eltar sussurrou para Kursk-Levi, com um sorriso de triunfo e se afastou lentamente, andando de costas, sempre sorrindo.

Os olhos de Kursk se tornaram totalmente vermelhos e sua expressão mudou para uma raiva gélida que Eltar conhecia bem e ainda hoje o fazia estremecer.

- Vo...cê... – A voz de Levi soou alta e nítida, fazendo todo mundo paralisar de susto. – ...tocou....no...meu...menino... EU VOU TE MATAAAR!

Kursk....ou Levi....Ah, vocês entenderam! O corpo dele brilhou de um jeito com aquela luz amarelada, densa, quase sufocante. Seth, prevendo o que viria a seguir, cercou a irmã, o cunhado e ele próprio com um escudo mágico.

Eltar que conhecia Leviatã melhor do que qualquer outro, gritou: - CORRAAAAM! CADA FELINO POR SI! – E deu no pé, correndo mais rápido que podia, matando os próprios aliados quando algum deles corria em sua frente, atrapalhando sua fuga. Mas, depois de horas lutando contra Kursk e Levi, depois evitando os ataques de Carya, seu corpo estava cobrando o preço. Sabendo que não conseguiria correr mais nenhum metro e que, mesmo tão longe, ainda seria atingindo, virou-se para alguns de seus aliados que ainda corriam ao seu lado para lhe ajudar caso fosse preciso. E seria.

Eltar matou quatro de seus aliados mais próximos com golpes rápidos em seus corações, os empilhou no chão e se jogou embaixo deles. Leviatã deixou toda a raiva escapar em forma de energia mágica pura, ninguém nunca mais machucaria seu pequeno Kursk.

Levi....não... Kursk pensou, distante na própria mente. Minha mãe está fraca....o tio não pode proteger...disso...não...

Levi respirou forte e, mesmo odiando a ideia, se conteve, evitando o ataque, diminuindo a energia mágica ao seu redor e focando uma parte menor, mas letal, dela em sua mão direita estendida para frente. Como uma lança amarelada, a energia foi direcionada para onde Eltar estava, ou onde ele imagina, já que não se podia mais ver àquela distância. Talvez a raiva dê um poder maior do que se imagina, afinal, mesmo assim, a magia foi certeira onde Eltar estava, atingindo os corpos no chão. Os corpos brilharam em tons amarelos, cada vez mais forte. Quando a luz sumiu, só restavam ossos com mandíbulas escancaradas e um forte odor de carne podre no ar.

Eltar saiu ileso e fugiu pela noite. Mas Kursk não pretendia deixar passar. Mesmo sem saber para onde o pai fora, correu na direção que vira ele vindo. Carya, quase em pânico, temendo pelo filho, se soltou de Seth e correu atrás dele, sendo seguida por alguns guardas ainda vivos, Rodan que ia teimosamente mesmo com dor e Seth tentando impedí-lo de seguir a irmã. Pena que aquela não era a direção que Eltar correra.

~o~

Teira não aguentou ficar em seu quarto, a sensação quase sufocante de que Rádara estava com problemas. Mais do que os habituais, claro. Porém, desta vez ela decidiu pedir ajuda de seu parceiro.

- Se eu não for com você, você irá mesmo assim e correrá um risco maior. Então, vamos lá. Pelo menos vou poder tentar enfiar algum juízo na sua cabeça.

Com um sorriso grato, ela saiu na frente dele. Os dois andaram por algum tempo, seguindo as pegadas tão sutis que dificilmente seriam percebidas se não as conhecessem bem. As pegadas paravam num ponto, como se uma reunião tivesse acontecido ali e seguiam por outro caminho. Cronos, parceiro de Teira, continuou indo em direção ao caminho que as pegadas faziam, saindo da pequena clareira. Mas Teira parou no meio, seu coração tão apertado que ela não conseguia respirar direito. A luz prateada brilhou fracamente em seu peito.

- Teira? O que foi? – Cronos parou ao perceber que ela não o seguia.

- Rád...meu bebezinho... – Teira balbuciou, lágrimas escorrendo de seus olhos.

- O que tem ela? – Cronos perguntou e seu olhar parou na terra remexida em uma extremidade da clareira, já quase entre as árvores. Uma suspeita o fez tremer. – Oh, merda.

- O que...? – Teira seguiu o olhar de Cronos e, ao ver o monte de terra claramente remexida, ela correu até ali, cada passo parecendo mais pesado e sufocante que o anterior. Cronos correu pra ajudar quando Teira começou a cavar com as próprias mãos, chorando aterrorizada. – Não, não, não, não, não, não....

- Pode não ser...

- É ELA! ELA ESTÁ AQUI! EU SEI! – Teira gritou em pânico, nunca parando de cavar, mesmo quando suas unhas quebraram e seus dedos ficaram em carne viva. – A mamãe ta indo, Rád. Eu to indo.

As mãos de Cronos tocaram algo duro no fundo e os dois se entreolharam. Eles cavaram mais rápido até conseguir espaço para abrir a tampa. O interior da tampa estava repleto de arranhões e pedaços de unha. Rádara estava de bruços, com os lábios roxos, a boca escancarada e uma expressão de terror, com olhos fechados. Quando Cronos a tirou no caixão eles viram que haviam marcas de arranhões no fundo e marcas de sangue. No pânico, Rádara tinha se virado e estava tentando escapar, mas na direção oposta à saída. Cronos a colocou esticada no chão e, junto com Teira, passaram a fazer massagens cardíacas e boca-a-boca, tentando reanima-la.

- Acorda, minha princesinha. A mamãe ta aqui. Vamos, Rád, acorda. – Teira estava aos prantos, tentando reanima-la, mas Rádara estava praticamente morta.

- Teira... Chega.... Ela... – Cronos colocou a mão no ombro, mas Teira o afastou.

- NÃO! Eu não vou desistir! Ela vai viver. Ela vai! – Teira berrou. – Vamos, bebê.... Por favor...

Teira passou horas tentando reanimar a filha, mas, embora viva, Rádara não acordava e sua respiração estava cada vez mais lenta, falhando. Eles ouviram ataques mágicos ao longe e Cronos alertou a parceira com um olhar.

- Eu não ligo. – Teira balbuciou e Cronos, com pena, deixou ela acalentar a filha nos braços.

Depois de horas, Rádara estremeceu em seus braços, e, contra todas as probabilidades, abriu os olhos. – Ma....mãe....? Eu....morri?

- Oi, minha princesinha. Não, amorzinho. A mamãe está aqui. Eu vou ficar com você amor, mas resista, por favor. – A lágrimas de Teira pingaram no rosto de Rádara.

- Porque, mãe? Você...você foi...

- Eu precisava, amor. Eu.... – Teira se calou, incapaz de falar qualquer coisa.

- Temos que ir, Teira. – Cronos alertou, sabendo o que significava aquele período de silêncio entre os ataques.

Rádara tossiu, sentindo a areia perfurando seus pulmões. Ao inclinar a cabeça, sangue e terra saíram de sua boca. – Eu...não quero....morrer, mamãe....

- Eu to aqui, amorzinho.... Eu.... – Teira tentou consolar a filha, e a si mesma, mas a morte era certa.

- Teira! – Cronos ouviu os passos que não queria.

- EU NÃO VOU DEIXÁ-LA! – Teira gritou, não se importando com mais nenhuma missão.

Os passos ficaram mais próximos, mais próximos e pararam praticamente de frente pra Teira e a quase morta Rádara.

- Tia Teira? – Seth parou, quase batento a testa nas costas de Rodan.

Carya, Kursk, Rodan, Seth e os guardas pararam praticamente lado a lado, confusos.

- Pronto. Agora ferrou. – Cronos jogou os braços para cima, exasperado.

- Mas qual é o problema com todo mundo? Ninguém mais fica morto aqui nessa caceta não? – Carya esbravejou, se aproximando devagar.

- Tecnicamente, Teira estava desaparecida... – Rodan comentou.

- Rádara? – Kursk se aproximou pouco atrás da mãe. – Foi ele, não foi? Zedd. Er.... Quer dizer....Eltar.

Rádara deu um olhar que confirmava mais que mil ‘sim’.

- Devia ter me contado quem era seu aliado, Rádara. – Kursk comentou e Carya olhou entre os dois, focando finalmente em Kursk com um olhar de “mais tarde a gente conversa, mocinho”.

Carya se abaixou em frente à Teira, com Rádara entre elas.

- Rád...

- Não lamento....eu...eu amo...você....faria....tudo....igual... – Rádara disse, os olhos ficando turvos. – Seth....

Seth se aproximou, lágrimas abundantes caindo em seu rosto. – Aqui, minha amiga.

- Me perdoe....você....é...era meu amigo....meu leal.

- Ainda sou seu amigo, Rád. Mesmo você tendo cometido tantos erros. Claro que te perdôo. Você é....é....como uma irmã pra mim. – Seth parou, sufocado pelas lágrimas.

Carya segurou uma mão de Rád, se forçando a secar qualquer lágrima teimosa que escapava ao seu controle. Teira segurava a cabeça de Rádara e Seth a outra mão dela.

- Eu vou te achar de novo....Carya.... Numa vida....outra....vida... Eu ainda...ainda amarei...você...sempre... – Rádara apertou a mão dela e de repente soltou, seus olhos se fechando, virando para dentro das órbitas.

- Não....não, Rád. – Teira se desesperou, chacoalhando a filha, enquanto Seth chorava em silêncio, soltando a mão dela. – Não, amorzinho. Eu vou ficar com você. Não vai, Rád, por favor. Eu te perdôo por tudo, filhinha, mas fala com a mamãe. Por favor. Por favor.

Já foi tarde, falsa, maluca, desgraçada. Kursk pensou e ele sentiu Levi sorrir em concordância.

Tomara que sufoque no quinto inferno sem ar. Levi praguejou, com sorriso na voz.

- Eu juro, Rád, Eltar vai pagar caro por isso. Eu vou vingar você, mesmo sendo maluca, nem você merecia morrer assim. – Carya disse e se virou para ir embora, em direção da cidade leonina mais próxima. De costas para todos, assim ninguém podia ver suas lágrimas, ela ordenou que todos a seguissem e levassem Rádara para casa e Rodan e os guardas que precisavam de tratamento.

- Nós temos que ir. – Cronos disse para Carya e segurou Teira gentilmente pelo braço.

- Mas eu quero... – Teira o olhou suplicante.

- Teira...por favor...

Ela pareceu resignada e se voltou para Carya. – Nos veremos em breve, Carya. Eu prometo.

Teira e Cronos se viraram e sumiram na mata.

- Não vamos segui-los? – Seth perguntou ao lado da irmã, vendo os dois sumindo entre as árvores.

- Não. Temos problemas maiores. Vamos cuidar de nossos feridos e... Kursk Tiger. – Carya chamou e Kurs estremeceu. Nunca era bom quando sua mãe o chamava pelo nome completo.

- Eu só estava indo...

- Atrás de Eltar. – Carya completou. – Eu já tive sua idade e fui muito pior do que você no quesito fugas e travessuras. Nessa arte, meu filho, você nunca vai me superar. Passe aqui na minha frente, calado e não teste minha paciência que hoje eu não to podendo.

Kursk passou cabisbaixo e percebeu, tristemente, que Rodan evitava proximidade. Ele não era o único. Os guardas também evitavam até olhar em seus olhos, com....

Medo? Kursk percebeu e aquilo doeu mais do que todas as tentativas de assassinato as quais ele tinha sobrevivido. Finalmente seu pior pesadelo estava acontecendo. As pessoas pareciam odiá-lo e teme-lo como se ele fosse igual a Eltar.

Você devia se orgulhar do seu poder, meu filho. Se eles o temem é porque estão armando contra você. Levi sussurrou, não mais tentando tanto assim se esconder de Seth como antes.

Os guardas e Seth carregavam o cadáver de Rádara, com Carya à frente, Kursk um pouco atrás e Rodan apoiado por um guarda atrás de Kursk. Kursk tentara ajudar Rodan, mas ele se desvencilhara com um olhar decepcionado para o filho. Agora seguia atrás, sangrando, morrendo de dor, mas um olhar firme a cada movimento do filho. Mesmo de costas, Kursk sentia esse olhar, sentia a frieza de Carya, o olhar atento de Seth atrás dele e o medo dos guardas. Só as constantes palavras de Levi em seu ouvido tornaram a caminhada suportável.


Notas Finais


Eu sou muito ruim se eu disser que concordo com a felicidade do Levi no finalzinho aqui? Porque...tipo....olha....até que fiquei feliz também.
👑
😈✌️


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