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História Like a Devil - Imagine Jungkook. - Capítulo 5


Escrita por: Angel05

Capítulo 5 - Jungkook, Sr. Manipulador.



— Você não pode viver de braços cruzados e cabeça abaixada — Jungkook alerta. — Se temer usar seu dom, pode me procurar. Sou o único que parece disposto a ter paciência.


Jeon me acompanha por todos os lados desde que me conheceu. Conversa comigo como ninguém nunca fez. Minha rotina é composta por treinos, conversas, dúvidas com Jeon. Se eu não tiver fazendo nada, ele vai me importunar. Diz o quão preciso ser grata por sua paciência e atenção, por ser filho do diabo.

Não consigo conversar com Min. Ele não está mais na mansão desde o acontecido. Não vejo mais seus olhos felinos e muito menos sua pele pálida e perigosamente prateada. 

Preciso perguntar se ele está bem. Preciso saber se ainda me considera sua amiga e está disposto a continuar próximo, mas não o vejo e nem sei se está na terra. Em terra.

Preciso conversar com ele, mas não posso. Porque agora Jungkook está de olho em mim. Me ensinando vinte horas por dia o que uma verdadeiramente bruxa deve fazer.


— Quero alguns dias de folga.


Jungkook para de mastigar a comida em sua boca. Engole cuidadosamente antes de encostas suas costas na cadeira vermelha e me olhar no fundo dos olhos. Ele parece terrivelmente perigoso e intimidante.

— Dias de folga?

— Você está me fazendo treinar vinte horas, independente se está nevando lá fora. Não sou um demônio. Eu sinto frio.

— Existe feitiços.


Ele limpa o canto de sua boca com um pano.

— Eu não sou boa com feitiços e não estou evoluindo adequadamente. As garotas, que antes não falavam comigo, nem me olham nos olhos agora. Elas acham que tenho privilégios e que isso não é nada justo.

— Sabe, elas não estão erradas.

— Eu não pedi esse privilégio. Não mereço essa atenção.


Seu sorriso calculado parece perfurar minha pele de uma forma surpreendente. Acabo por me sentir desconfortável.

Jungkook não para de me encarar. De sorrir para mim. De me torturar com os olhos.  E aqui estou eu, corando e queimando por dentro.

— Deveria investir sua atenção em Jennie.



As palavras saem da minha boca tão baixinhas, ingênuas, em um sussurro doloroso e vagoroso que nem sei se realmente disse isso ou foi um pensamento passeiro de minha cabeça. 

— Você matou seu irmão — Jeon diz. Ele ergue as mãos sob a mesa. — Não tente manter um papel ingênuo na minha frente.


Engulo em seco.

Eu o toquei em casa. Ele era tão pequeno, tinha uns 14 anos. Eu não sabia que meu toque, quando nervoso e ansioso, poderia machucar alguém. Ainda mais minha família.

Estou grudada na cadeira. Minhas mãos tremem e me sinto a jovem aprendiz que não sabe nem mesmo controlar as emoções. 

— Não quero mais treinar com você — arfo ao dizer, lutando para ignorar sua afirmação falsa. — Quero que me dê um tempo. Quero que faça isso ou eu mesma te farei voltar para o inferno.


O moreno gargalha.

— Estava me perguntando quando você mostraria uma personalidade mais feroz, como as suas colegas de clã — Jungkook se levanta e junta as mãos. — Minhas aulas deram efeito.

— Não tem haver com você.

— É claro que tem. Você está se mostrando graças as minhas aulas.

— Eu não sou assim.

— Você sabe que é tão cruel quanto qualquer garota neste clã. — Ele se aproxima, baixa o tom de voz. — Sei sua verdadeira capacidade. Posso te tornar a próxima suprema desta geração, deste clã. Posso fazer você surpreender todos que a desdenharam.


Respiro fundo. 

— Eu sou o próximo diabo, meu amor — Ele sorri. — Você será bem-vinda no inferno quando morrer. Não sofrerá nada do que todas essas mulheres sofrerão.

— Você é um grande manipulador, Jeon Jungkook — respondo, talvez mais para mim do que para ele.

— Não duvide de minha palavra — Jeon segura meus ombro, perto demais. — Pare de ser uma bruxa perdida e desorientada. Conquiste o seu lugar! Tem muito mais força do que imagina e, francamente, estou fascinado por essa novidade.

— Eu não quero ser a próxima suprema! Não tenho capacidade para tantas responsabilidades.


Ele me segura com mais força e não consigo me afastar. Aproxima-se em uma distância perigosa de meu rosto e não sei por que, mas meu coração acelera. 

— Você está quase pronta para ser a nova suprema — diz com leveza. — Eu sei o que digo. 

— Quero minha folga!


Um sorriso diabólico aparece lentamente por seu rosto pálido. Ele encosta seus dedos frios em minha bochecha e as contorna com cautela e uma delicadeza surpreendente e egue minha cabeça para sua direção. 

— S/N, meu amor, você está irritada por que o filho do diabo quer lhe tornar a suprema?

— Porque não quero isso para minha vida.


Quero correr.

— Esse detalhe torna o jogo extremamente interessante, hum? — Jungkook comenta. — Uma bruxa que não deseja ser suprema...

— Isso não é um jogo.


Jungkook solta uma risada alta e larga meu queixo de uma única vez. Seus olhos pretos percorrem meu rosto com um fervor surpreendente e sinto a necessidade extrema de subir as escadas e me trancar no quarto.

— Se eu te der folgas temporárias, o que fará por mim?


Seus olhos asiáticos são perversos.

— Não farei absolutamente nada.

— Não concordo com isso — ele nega com a cabeça. — O diabo sempre tem uma condição nas mangas. Quero um acordo.

— O que você pode querer de mim?


Agora seu sorriso parece diabólico.

— Sua alma parece interessante.

— Minha alma pertence à você de qualquer forma — respondo, nervosa. — Seja direto.

— Não é bem assim.

— O quê?


Minha pergunta é tão violenta que quase saí como um grito. 

— Quero sua alma somente para mim. 


Sua voz entrega a armadilha.

— Não é um acordo justo! — explodo. — Além disso, minha alma pertence exclusivamente ao diabo!

— Dane-se meu pai! — cospe. — Quero sua alma para mim. Sem outros futuros ou atuais proprietários do inferno.

— Não... — nego com a cabeça. — Quando eu morrer, você terá minha alma...

— Você não sabe quando morrerá — afirma, fazendo um visível esforço para manter o tom calmo em sua voz rouca. — Mesmo que não pareça uma oferta justa, é o que proponho, S/N. Não sei quando herderei o inferno ou quando a alma do meu pai será jogada aos sete cantos do inferno...

— Morrerei quando estiver velha e você estará no inferno...

— Sim, eu estarei na merda do inferno — Jungkook força um sorriso. — Perdão, eu não estou chamando meu lar de merda. Mas você não faz ideia de quando morrerá — faz uma pausa. — Você precisa entender que bruxas podem morrer de causas naturais, ainda mais as jovens aprendizes. — Jungkook ajeita o paletó preto. — E se você me desse sua alma, exclusivamente para mim, ninguém teria permissão para te torturar no inferno.

— Não entendo...

— Você deveria me agradecer. Eu estou disposto a te treinar para ser a próxima suprema, para cuidar da sua alma após a morte... Estou indo contra todos os meus princípios. Eu estou propondo algo tão banal — Jungkook volta a me olhar. — Agora é sua vez. Preciso que pare de agir como uma criança ingênua. Você é uma bruxa! Pode ser a próxima suprema e viver uma boa vida se me der sua alma. Aceite isso e pare de...

— Eu não posso ter tanto...

— Valor? Você não pode ter tanto valor? Olhe o que você mesma diz.

— Nada está fazendo sentido!


Berro e Jungkook engole um sorriso.

— Você está perdida e indecisa, amor? São tantas pessoas te desvalorizando que talvez você tenha começado a se diminuir por acreditar nelas. Passou a se perguntar se tudo que você faz é o suficiente. Percebeu que não tinha vocação para ser suprema porque tinha uma alma limpa demais comparado as maldades das outras.


Respiro fundo.

— Você escondeu todos os seus medos e inseguranças porque não queria parecer fraca — ele continua, agora sério. — Talvez eu possa compreender seu lado, amor, mas só se eu me esforçar. Talvez você devesse confiar em mim invés de MinJin. Talvez devesse aceitar minha mão estendida, lutar por ser lugar e derrubar sua suprema. Porque você sabe tão bem, independente do que você faça, essas imbecis jamais vão estar contentes. Sempre vão te diminuir por algum motivo. Elas te excluem desde que você chegou aqui, não é?


Jeon olha para mim e, por um mísero segundo, quase esqueço com quem falo. Por um instante, quero abraçar o filho do diabo. Jogar meus braços por seu pescoço e afundar minha cabeça em seu peitoral. Por um momento, quero chorar e sentir suas mãos acariciar meu rosto. 

— Você não precisa ser boazinha e excluída — Jeon me encara ardentemente, levando suas mãos ao meu rosto. Temo que possa ler minha mente; sentir minhas emoções. — Você pode ser a bruxa mais forte e destruir este clã com as próprias mãos.


Me afasto dele sem pensar duas vezes.

— Não vou matá-las.

— Mas é o que elas merecem! Todas elas! — Jungkook berra, gesticula com as mãos. — Como você consegue fazer isso? Como não sente vontade de queimar o rosto de cada uma delas?


Mordo o lábio com força.

— Você quer me matar como fez com minha colega! Você pode ter influenciado a fazer o mesmo para a matar depois! — minha acusação parece aguda demais. — E você acha que por ser uma bruxa eu não tenho sentimentos? Acha que por ser detestável para o maioria do mundo, eu devo causar dor em todos que me cercam em nome de poder? Você é exatamente como MinJin. A única diferença é que me diminui indiretamente...

— S/N...

— Não quero escutar suas propostas.


Não quero dar minha alma à ele. Quero ser entregue ao diabo somente quando necessário e não quando Jungkook sentenciar. 

— Eu não sou um monstro, Jeon.


Jungkook abre um sorriso.

— Por que está sorrindo?

— Porque todos os monstros dizem isso.

— Você diz?


O garoto nega com a cabeça.

— Eu me aceito, amor. — Ele não parece afetado com minhas palavras. — Sei do poder que tenho e o quão preciso sou.

— Eu não sou herdeira do inferno como você. Eu nem mesmo queria ser uma bruxa.

— É um pecado você dizer isso, meu amor. Se MinJin escuta... Diabo, você está fodidamente perdida.


Odeio ele.

— Eu estou mentalmente e fisicamente cansada — estou desesperada. — Se quiser que eu permaneça viva, terá de me dar folga. Além disso, quero saber o que aconteceu com Min.


Por um segundo, Jungkook me olha de forma sombria.

— Novamente perguntando daquele imprestável? — Jungkook parece pensativo. — Dei uma semana de férias para ele. No inferno.


Penso no sorriso abafado de Min em minha direção, quando ninguém mais falava comigo. 

— E ele voltará quando?

— Está sentindo falta dele? — Jungkook pergunta e eu coro.


É claro que eu estou. 

— Não — inspiro. — Quer dizer... Sim.

— Min Yoongi parece ser um garoto extremamente amigável para você, amor? — Jungkook pergunta, de forma bastante direta e, por um segundo, me deixa pasma. — Ele me contou que conversou com você nos primeiros dias aqui. Disse que ficou muito feliz em saber que você era excluída.


Jungkook finalmente me encara.

— Ele te acha manipulável, sabia? — prossegue, inclinando a cabeça ao falar. — Escutei ele conversando com Taehyung uma semana atrás. Min contou detalhadamente como se sentia sobre você; o quanto você era ingênua e manipulável para uma bruxa. Você sabia que ele te achou extremamente atraente? Perdão, seu corpo extremamente atraente.

— É claro que não — respondo, e nem sei como ainda estou viva. Tento pensar que isso é uma enorme mentira e que Min, o garoto amável que conheci, é verdadeiro. 

 — Essa revelação te faz sentir o quê? — Jeon pergunta, e eu sinto vontade de o socar. — Porque deixe-me ser claro: somente eu tenho as melhores intenções com você aqui.


Odeio a forma que me sinto manipulada e usada. Mais uma vez sendo vítima na história de alguém. 

— Nem mesmo você.


Jungkook se aproxima. Baixa a cabeça. Está olhando para os meus lábios, me estudando de um jeito estranho.

— Não estou dizendo que minhas intenções são boas, meu amor — sussurra. — Mas sou honesto com o que quero. Não exagero. Não até pisar no inferno. — Ele se aproxima mais e mais. 


Me afasto.

— Senhor?


Uma voz se faz presente quando Jeon toca minha nuca, o afastando bruscamente. Me viro ao som da áspera voz, desesperada. 

— Yoongi... — sussurro.

— Min, meu demônio — Jeon me interrompe, se colocando em minha frente. — Que bom que voltou mais cedo! Pode acompanhar S/N até o quarto dela? 


Yoongi ergue as sobrancelhas, ainda pasmo com o quase ato que tomariamos. 

— S/N — Jungkook me chama. — Terá uma longa semana de descanso, sem ninguém para a incomodar. Espero que cumpra sua parte do acordo.

— Acordo, senhor? — Min pergunta.


É o suficiente para Jeon dar suas costas.

— Eu quero a alma dela para mim.



















Notas Finais


Lembrando: tudo isso é fictício! Não existe nada se baseando em crenças ou religiões. Imaginação pura!

Jungkook quer treinar, tornar S/N suprema para a controlar ou existe mais algum motivo para ele desejar tanto a alma dela? Huuum.

Cometem suas opiniões.
Meta para o próximo: 10 comentários.

Nossa playlist: https://open.spotify.com/playlist/3LAVCIem4HLkTd1izKvuhN?si=8dXxYMjeTHCW-MfMZ-NyUg&utm_source=copy-link&dl_branch=1


Beijos.


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