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História Like a Disco - Capítulo 2


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Notas do Autor


QUEM VOLTOUUUUU

Olar :)

Já editei as notas iniciais do outro capítulo, e como eu disse por lá: por motivos de quarentena eu vou estar atualizando esta fanfic, assim como RAR e a outra das Twice que está aqui neste perfil.

A única música que vai aparecer nesse capítulo é a do título mesmo.

Gostaria de dizer que a Dahyun é meu neném nessa fanfic, literalmente.

Espero que gostem desse capítulo que é pequenininho mas ajuda muito a mostrar a relação entre a Nayeon e a Dahyunzinha.

Boa leitura.

Capítulo 2 - Never Grow up


Fanfic / Fanfiction Like a Disco - Capítulo 2 - Never Grow up


"Oh Darling don't you Never grow up

Don't you never grow up

You can stay this little.

Oh Darling don't you Never grow up

Don't you never grow up

You can stay this simple."

Never grow up, Taylor Swift.



-Campanha? - Momo berrou do outro lado do telefone e eu afastei o auto falante do meu ouvido - E quando você pretendia me contar? Quando fosse eleita representante de turma?

Eu estava no meu trabalho ajudando Steve a dar feno aos cavalos da pista de hipismo enquanto falava com Momo. Minha felicidade por não compartilhar mais nenhuma aula com ela durou pouco aquele dia, pois logo que teve a oportunidade ela havia me ligado para tirar aquela história a limpo.

-Eu ia te falar, deixa de drama. - Respondi enquanto tentava recolher o feno com uma pá, o celular equilibrado entre meu ouvido e meu ombro.

-Você é uma amiga desnaturada. - Bufou - E aquela tal de Jeongyeon? Ela é seu novo pula-fora? Você é bissexual agora?

-Pula-fora? - Perguntei confusa e até soltei a pá.

-É o nome que eu dei para os seus amigos de satisfação mútua e essas merdas que você inventou. - Disse tranquilamente - E visto que você não negou a história da bissexualidade, acho que tive minha resposta. 

Suspirei e larguei a pá de uma vez, irritada por estar fazendo aquele serviço.

-Olha, uma das funcionárias daqui fugiu com um mexicano da máfia e abandonou o serviço. Agora eu tenho que alimentar os cavalos e fazer meu serviço em dobro. - Disparei - Podemos conversar outra hora?

-Tudo bem, vou te dar sossego. Mas antes tenho duas coisas pra te falar, e a primeira é que Jeongyeon é gatinha. - Revirei os olhos e esperei a próxima pérola - E a segunda é: YOU GOT THE BEEEST OF BOTH WORDS... - começou a cantar a música da Hanna Montana de maneira desafinada e eu desliguei a ligação.

-Nayeon! Brad e Angelina chegaram, você precisa ir cuidar deles porque a Tifanny quer ir no SPA. - Minha superior adentrou o celeiro já me dando ordens.

-Mas eu nem acabei de ajudar o Steve ainda. 

-Deixa essa pá aí, Brangelina precisam de você. - Repetiu Lauren.

Eu queria suspirar tão alto que minha mãe ouviria do outro lado da cidade, mas me contive. Lauren nem ficou para ouvir resposta, saiu voando pela porta assim como entrou. Provavelmente foi gritar ordens para outra pessoa.

-Por Deus, será que a Mary não podia ter esperado meu dia de folga para fugir com um mafioso!? - Reclamei. 

-Vá lá antes que o furacão volte. - Steve apareceu e recolheu a pá que eu havia jogado no chão.

Assim fiz, pegando um carrinho de golfe para atravessar todo o Resort. Aquele lugar era enorme, e só era possível se mover com rapidez por ali com os carrinhos brancos. Quando cheguei ao salão de recepção fui recebida por uma Tifanny sendo dramática. Para variar.

-Graças a Deus você chegou, mas que demora! Brangelina estão fedendo. - Disse com uma das mãos nos rosto.

-Talvez porque eles fizeram cocô? - Perguntei irônica, mas ela era burra demais para entender ironia.

-Que seja, cuide disso. - Começou a andar em direção ao SPA mas parou somente para acrescentar - Não dê muito leite a Angelina, ela está obesa.

Ela é só uma bebê de sete meses, como pode estar obesa? Meu cérebro não entendia como alguém podia ser tão… Tifanny. A quantidade de dinheiro era mesmo proporcional a quantidade de burrice? Não era possível.

-Oi Brad, oi Angelina. - Murmurei e peguei a garotinha no colo - Não dê ouvidos a sua mãe, Angie, você não está obesa coisíssima nenhuma. 

Aquele dia foi mais movimentado do que geralmente era. Minha sorte foi que depois que dei banho em Brad e Angelina, eles rapidamente dormiram. Então eu os deixei com a babá do berçário e fui obedecer às milhões de ordens de Lauren. 


(...)


A viagem de volta para minha casa parecia mil vezes mais demorada que o costume. Minhas pernas pareciam macarrões e de brinde meu psicológico estava em frangalhos por ter lidado o dia todo com minha superior e com os bacanas do Resort. Isso porque eu ainda tinha que chegar em casa e revisar toda a matéria do dia.

Meu estômago roncava porque eu não havia tido tempo de comer nada durante meu intervalo porque pasmem: eu não tive intervalo algum. Meu relógio de pulso marcava oito e treze quando eu adentrei a soleira da porta da minha casa.

Mal entrei na sala e um pequeno furacão se jogou em minhas pernas, se agarrando a mim como se sua vida dependesse daquilo.

-Nay! - Gritou a vozinha fina.

-Oi princesa. - Disse e me abaixei para pegá-la no colo, sentindo o cheirinho de bebê do seu shampoo.

Me deu um beijo babado na bochecha e sorriu grande, seus olhos se fechando quase que completamente com o ato.

-Nós podemos jogar dominó? 

Eu estava prestes a inventar uma desculpa para recusar pois precisava estudar quando a voz da minha mãe gritou da cozinha:

-Seu castigo também se aplica a jogos não tecnológicos! 

Olhei para Dahyun com a sobrancelha levantada e a coloquei no chão. 

-Castigo? 

Ela apenas olhou para o chão, culpada.

-Sim, castigo. - Minha mãe apareceu na sala com uma cara nada boa e já vestida com sua roupa de enfermeira - Essa pequena Jonh Cenna foi para a diretoria por bater no colega de classe hoje.

-Porque? - Perguntei a minha mãe pois Dahyun já havia se sentado no sofá com um biquinho nos lábios.

-Eu não sei! - Disse exasperada - Ela não me diz. 

-Tudo bem, eu converso com ela. - Coloquei minha mochila ao lado do cabideiro e tirei meu casaco.

-Ela também não jantou porque insistiu em te esperar. - Disse fazendo o movimento contrário ao meu e já apanhando seu casaco.

-Tudo bem, eu cuido disso também. - Garanti.

A porta se abriu e tia Sunmi adentrou com um dos semblantes mais cansados que eu já presenciei em alguém.

-Hoje foi de fuder. - Disse e arremessou a bolsa no chão, se jogando ao lado de Dahyun no sofá.

-Sunmi! Olha essa boca perto da Dahyun! - Mamãe repreendeu.

-Olha só Minhyun, quando você chegar no hospital e der de cara com um surto de clamídia e adolescentes desesperados achando que vão perder o… - Olhou para Dahyun, que esperava pacientemente ela terminar sua frase - achando que vão perder o piu-piu, aí você vai me entender.

No mesmo instante minha mãe me encarou.

-Hey, não olhe para mim. Eu não tenho clamídia. 

-O que é clamídia? - Dahyun perguntou confusa.

-Não é nada bebê, não dê bola para sua tia maluca. - Mamãe se aproximou dela e deixou um beijinho em sua testa - Nayeon, cuide das duas.

-Hey! - Tia Sunmi gritou - Eu sou a adulta responsável aqui!

-Ok, eu vou fingir que acredito. - Disse e pegou sua bolsa - Faça sua irmã comer todos os brócolis, sem trapaça. - Assenti e ela me deixou um beijo na testa antes de se despedir e sair para seu turno.

-Eu vou tomar um banho relaxante de banheira como a rainha que eu sou. - Tia Sunmi disse ao se levantar do sofá.

-Nós não temos uma banheira. 

-Por favor, me deixe sonhar só mais um pouquinho… - Resmungou antes de subir as escadas e eu apenas ri.

-Dahyun… - Comecei ao me abaixar a sua frente.

-Você vai ficar brava comigo como a mamãe fez? - Perguntou de prontidão.

-Bem, isso depende. Porque você bateu no seu coleguinha?

-Nay, ele me disse que meu sapatinho da Peppa era feio!

Ah não, não o sapatinho da Peppa... 

Ela tinha quase ficado doente por causa daquele tênis da Peppa, tanto que eu mesma comprei com meu próprio dinheiro. Geralmente o dinheiro que eu ganhava trabalhando ia todo para minha poupança da faculdade, mas eu abria excessões para Dahyun. 

-Dahyun… - Repreendi.

-Eu não ia bater nele, mas ele falou que meu sapatinho da Peppa era feio três vezes! - Fez com os dedinhos, e pelo seu rosto parecia que era a coisa mais grave que tinha acontecido em sua vida.

-E então por isso você bateu nele?

-Não, eu não bati nele. - Respondeu convicta - Eu joguei meu sapatinho na cara dele.

-Dahyun! - Repreendi novamente - Olha, eu não vou te dar bronca porque isso é a mamãe que vai fazer quando ela chegar. Só saiba que isso não se faz. E da próxima vez que esse Zé-ruela falar que seu sapatinho da Peppa é feio, você conversa com sua professora antes de fazer quer coisa, ouviu?

Ela assentiu, a cabeça tão baixa que dava dó. Eu detestava dar sermões nela, mas as vezes era necessário. Tudo bem que o tal do menino mereceu a sapatada na cara, mas ela não precisava saber daquilo. 

-Vem, vamos jantar. 

-Você vai me fazer comer os brócolis? - Perguntou ao segurar minha mão para irmos até a cozinha.

-Claro. - Respondi, mas nós duas sabíamos que não era verdade.

Depois de comer, deixei Dahyun vendo Peppa no meu celular (minha mãe não precisaria saber daquilo) e fui tomar banho. Quando entrei no quarto pude presenciar o final da conversa entre Dahyun e Momo, que havia me ligado enquanto eu estava no banheiro.

-Momoring, quando eu crescer quero me casar com você. - Dahyun disse com o telefone no ouvido e ouviu atentamente a resposta de Momo.

-Dahyun, me dê o telefone. - Pedi e ela se despediu rapidamente, me entregando o aparelho. 

-Obrigada por ter ligado como você havia prometido. - Momo lançou antes mesmo que eu terminasse de levar o celular ao ouvido.

-Eu literalmente acabei de ter um fôlego. 

-Eu imagino, só estou sendo dramática. - Disse - Como você vai ganhar a eleição de representante de turma contra o Jackson Wang?

Observei Dahyun pegar um dos meus CDs da Taylor e analisar com seus dedinhos enquanto eu abria minha mochila para pegar o livro de química.

-Diretora Hyuna vai sabotar as votações, pelo que eu entendi. 

-Isso é permitido?

-Não. - Dei de ombros - Mas ela está bem disposta a fazer isso. 

-Bem, contando que você não seja eleita e vire uma popular nojenta, eu posso até cogitar votar em você. 

-Você sabe que ser popular não está na minha lista de coisas a fazer no ensino médio. 

-Eu sei bem o quão chata essa lista é. - Ouvi barulhos no outro lado da linha e logo a voz de Momo e o barulho de sua mastigação voltaram - Isso significa que você não vai mais fazer o teste para as líderes de torcida? 

-Exatamente. - Respondi.

Assim que me ajustei na cama com o livro ppsicionado, Dahyun se arrastou até estar deitada no meu colo, suas mãozinhas apertando um dos meus ursinhos de pelúcia.

-Você ainda vai estudar? - Momo conhecia bem minha rotina de estudos.

Analisei a face tranquila da minha irmã e tomei a decisão.

-Não. 

-Porque? 

-Houve um imprevisto com Dahyun na escola hoje mais cedo envolvendo um sapatinho da Peppa. - Respondi - Amanhã te explico melhor. Vou passar um tempinho com ela.

-Tudo bem. Diga a ela que eu mandei um beijo. 

Assim nos despedimos e eu fechei o livro, colocando-o na minha escrivaninha. Me ajeitei deitada na cama e logo Dahyun se espremeu ao meu lado, deitando com a cabeça no mesmo travesseiro que eu.

-Nay? - Chamou baixinho.

-Sim?

-Quando eu crescer vou poder me casar com Momo? - Perguntou inocentemente.

Suspirei e acariciei seus cabelos.

-É complicado… - Foi a única coisa que eu consegui responder.

-É porquê nós duas somos meninas?

Ok, aquilo havia me pego de surpresa. Passando pelas claras dúvidas imediatas como por exemplo "Como uma garotinha de cinco anos já consegue entender uma coisa tão complexa?", eu fui a "Jeongyeon não é minha próxima pula-fora porquê é uma garota?"

Ignorando o que meu subconsciente insistia em jogar para a parte consciente do meu cérebro, me aproximei mais de Dahyun e tentei explicar de um jeito que não a magoasse tanto.

-Não é por isso. É porque você é muito mais novinha que ela. 

Seu pequeno corpo se ajeitou ao meu e sua mãozinha direita segurou minha bochecha. Seus olhos estavam quase completamente fechados, como se o sono tivesse se aproximado dela muito sorrateiramente.

-Mas um dia eu vou crescer e…

-Shhh. - Dei um beijinho em sua testa - Dorme bebê.

E não demorou muito para que ela de fato adormecesse. Fiquei tentada a pegar o livro para dar uma repassada na matéria, mas eu não queria acordá-la. Nem ao menos apaguei a luz, minha tia que o fez quando passou por ali.

Fiquei pensando na barra que nós já tínhamos segurado naquela casa, e em como eu tinha medo de que aquilo afetasse Dahyun. Minha única opção era dar a ela todo meu amor e carinho, assim como minha mãe e minha tia também faziam.

Ela não parecia sentir tanta falta de uma figura paterna, mas já havia me dito que as pessoas falavam sobre isso na escola. Na apresentação da escolinha do dia dos pais, minha mãe era a única mulher ali, e mesmo assim Dahyun era a criança mais feliz da escola por tê-la ali. 

Eu tentava evitar pensar nos problemas futuros que ela teria relacionados a isso. Não queria que ela fosse como eu, que ela se sentisse como eu me sentia em relação ao nosso pai, mas ao mesmo tempo eu torcia para ela ser cautelosa.

Olhando seu rosto tranquilo enquanto dormia, eu desejei que ela nunca crescesse. O mundo era cruel demais para uma alma tão boa quanto a dela.

Adormeci pouco tempo depois com Dahyun roncando levemente ao meu lado.



Notas Finais


Iti malia a Dahyun é a coisinha mais fofa :3

Até a próxima atualização :)


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