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História Like A Dream - Capítulo 12


Escrita por: Zorome

Notas do Autor


Meu Deeeeeeeeeeeeus, duas semanas. Podem me dar um tapa, eu deixo kkk
Me perdoem, eu tive um leve bloqueio esses dias, mas aqui estou eu de volta.
Não consegui fazer um capítulo tão grande, mas ainda assim, espero que gostem!
Bejuuuuss, até lá embaixo kk

Capítulo 12 - "O Que Eu Vou Fazer?"


Fanfic / Fanfiction Like A Dream - Capítulo 12 - "O Que Eu Vou Fazer?"

18/03/20, 12:25

A sala era iluminada pela luz solar que vinha da janela, aquilo deixava o local com o ar aconchegante de sempre, que agradava muito a todos que moravam na casa. No sofá, estava deitada a rosada folheando a terceira página do primeiro livro da saga que havia ganhado de Ino. Sakura havia chegado a pouco tempo da faculdade, tomou um banho e resolveu ir ler um pouco o presente que havia ganhado da amiga. Era uma boa forma de relaxar, estava cansada dos livros relacionados ao seu curso. Iria aproveitar que tinha mais tempo durante a quarta, e deixar os estudos para mais tarde. Por mais que se sentisse levemente culpada por fazer isso. Seus pais estavam fora, então, tinha que se lembrar a todo momento que estava cozinhando, para não deixar nada queimar na cozinha. 

Quanto ao seu livro, mesmo que estivesse apenas na terceira página, admitiu estar super interessada na história, não sabia que gostaria assim da leitura. Quando estava prestes a ir para a página número 5, ouviu a campainha de casa. Franziu o cenho tentando se lembrar se havia chamado alguém ou se havia pedido algo pela internet.

Se levantou ainda segurando o livro e caminhou até a porta, abrindo e dando de cara com Naruto, sorrindo de orelha a orelha. Arqueou uma sobrancelha o encarando.

- O que faz aqui? - Perguntou voltando a entrar e deixando a porta aberta para que o loiro entrasse, se quisesse.

- Vim visitar, não posso? - Ele entrou na casa fechando a porta atrás de si.

- Ah, esqueci que você é meu carrapato. - Ela riu deixando o livro no braço do sofá quando passou por ele e seguiu na direção da cozinha, ouvindo o mesmo a seguir.

- Sou mesmo, esse é meu papel no final das contas. - Suspirou e caminhou até a mesa, se sentando na cadeira de maneira folgada.

- E eu tenho que lidar com isso... - Suspirou a Haruno. A rosada deixou sua atenção para o almoço.

- Óbvio, quem mais lidaria? Cada um com seus problemas, gatinha. - Riu baixo e recebeu um olhar indiferente dela.

- Na próxima, vou dar com a porta na sua cara.

- Eu pulo a janela. 

- Isso é invasão.

- Por que não chama a polícia?

- Ah, você chato. - Resmungou. Naruto riu baixo.

Sakura e Naruto passaram um tempo conversando coisas aleatórias e costumeiras para ambos. Assim que a rosada terminou o almoço, o chamou para a acompanhar, e ele aceitou. Eles arrumaram a mesa juntos e almoçaram como em qualquer dia que Naruto conseguia encontrar a amiga em casa.

Em meio a refeição, Naruto assumiu uma postura de hesitação, como se quisesse perguntar algo, mas a falta de coragem o impedia.

- Está evidente que está quase explodindo. Fala de uma vez, garoto. - Sakura mandou, enquanto respondia uma mensagem de Hinata. - Você fez alguma coisa? - Olhou preocupada para ele. Esperava muita coisa dele, mas tinha medo de todas.

- Por que eu tenho que estar nessa situação? - Se perguntou Naruto. Suspirou deixando o talher no seu prato e olhou a rosada. 

- Diga logo o que aconteceu. O que você fez? - Sentia que podia ter um infarto a qualquer momento.

- Eu não fiz nada, é que… Você por acaso odeia o Sasuke? - O mesmo a olhava com as sobrancelhas franzidas.

Sakura suavizou sua expressão soltando um suspiro. Achava que tinha acontecido algo “sério”, havia se preocupado por nada. Olhou o amigo e comeu um pouco do arroz.

- Então é isso que você está fazendo aqui hoje? Ele obrigou você a vir me perguntar? - Perguntou entediada com o assunto.

- Sim. Ele me contou como o tratou na segunda, no seu aniversário. Eu já sabia que você não ia com a cara dele, mas por que foi tão mal educada com ele? Ele é meu amigo. - Naruto a olhava realmente interessado na resposta.

- E eu com isso? - Ela não parecia dar a mínima. - Ele é seu amigo, você que tem que ser bem educado com ele.

- Sakura, não seja infantil. Você é legal e simpática com todo ser humano nessa terra, bom… Exceto comigo, mas é outro caso,  com a Ino também. Enfim, quando se trata dele você é muito azeda, o que ele fez pra você?

- Não acredito. - Riu. - Você, Naruto, está me chamando de infantil. - Soltou outra risada e bebeu um pouco de suco.

- É sério! Por que não gosta dele? Eu entendo que não goste, mas você é minha melhor amiga e ele meu melhor amigo, não quero viver entre vocês dois assim. Sabe por que? Por que sobra pra mim! Ele ficou infernizando quem? Euzinho!!! Não tenho paz desde segunda! Eu juro que se ele me perguntar mais uma vez o que ele fez pra você, vou dar um soco naquele emo insuportável! Então salve minha amizade com ele e me diga o que há com você!

Sakura estava um pouco assustada com a explosão repentina do amigo. Abaixou o olhar pensando no pedido dele. Por mais que soubesse exatamente o porquê de agir daquela forma com Sasuke, dizer para seu melhor amigo era difícil. Não sabia se era difícil por que não queria se lembrar como havia se sentido naquela época, ou se tinha medo que Naruto achasse bobo seu motivo e desse risada dela.

- Sasuke é um idiota. Quer chamar atenção e-

- Essas coisas você repete todo dia, quero saber o real motivo. Por que o odeia tanto?

Sakura engoliu em seco com seu amigo a encurralando daquela forma. 

- Ele me odiou primeiro. - Disse, agora calma. Naruto franziu o cenho olhando a amiga, sem entender. - Nós estudamos na mesma escola no fundamental.

- Que? - Perguntou surpreso. Naruto havia conhecido Sakura no ensino médio, já Sasuke era um amigo que havia feito apenas na faculdade, então aquela informação o deixou surpreso.

- Eu era apaixonada por  ele. - Falou simples, como se aquela revelação não fosse nada demais. Mas Naruto se encontrava com a mão na boca, ainda surpreso.

- Tô passadah. - Naruto brincou imitando um tom feminino. Sakura riu da bobagem dele. - Mas o que aconteceu? Você se… Confessou? Ele te rejeitou?

- Não. - Negou com a cabeça. - Acho que teria sido fácil se isso tivesse acontecido. Era uma paixão de criança.

- Mas então, o que houve?

- Eu fui acusada injustamente por um grupo que praticava bullying comigo. - Disse da forma mais resumida que podia. Contar aquilo, a lembrava de memórias muito ruins. - O dinheiro de uma delas havia “sumido”.  - Fez aspas com os dedos. - No dia, eu havia ficado presa na biblioteca com ele, com Sasuke. Não me desesperei, afinal, estava na biblioteca, eu amava aquele lugar, e também estava com ele… Mesmo não tendo coragem de conversar, estava feliz por estar presa com ele. - Disse baixo a última parte. Naruto a ouvia atento. - O zelador depois apareceu e nos destrancou. Voltamos para nossa sala, e depois de um tempo estudando... - Coçou a garganta. - Aconteceu. Elas me acusaram no meio dos outros alunos. Eu tentava me explicar, tentava explicar que não havia pego o dinheiro, mas eles não me ouviam. Eles pegaram minha mochila e jogaram tudo no chão. O dinheiro estava lá. Fui chamada de ladra, invejosa, mentirosa e outras coisas. Foi quando me lembrei dele. Ele estava comigo na biblioteca o tempo todo, podia dizer a eles que não podia ter sido eu. Quando fui até ele, implorei para me ajudar e ele recolheu suas coisas, e saiu da sala. Eu tive que aguentar julgamentos e chacotas, até o professor aparecer e chamar o zelador para confirmar minha história, e claro, depois checar as câmeras de segurança. Eu exigi. - Naruto olhava a amiga calado, apenas a ouvindo. - Pode parecer bobo, mas eu senti o ódio dele por mim. Quem era pior? As crianças que me xingavam sem saber a verdade, aqueles que fizeram a brincadeira comigo, ou o menino que sabia a verdade e não falou? - Perguntou olhando Naruto. - Nenhum, são todos iguais. Todos me odiaram. Ele dizer que não se lembra, só me faz odiá-lo ainda mais. - Abaixou o olhar para o próprio prato e voltou a comer.

 

Ino entrou em casa, fechando a porta logo atrás de si. Quando se virou e levantou o olhar, tomou um leve susto com sua mãe parada na escada. Levou a mão ao peito soltando o ar que havia prendido no susto.

- Se assustando por que? Está devendo? - Perguntou a mais velha soltando uma risada e descendo o restante dos degraus enquanto colocava seu celular na bolsa. 

- A senhora do nada parada na escada, vai que era uma assombração. - Ino falou com um sorriso quase rindo, mas não teve tempo, recebeu um tapa de sua mãe no braço quando ela se aproximou.

- Está chamando sua mãe de feia?

- Claro que não, você e o papai são lindos. - Disse com um sorriso fofo. - Tinham que ser né, para criar uma coisa tão linda e perfeita como eu, não bastava a beleza ter vindo de apenas um lado. - Jogou de leve a franja para trás enquanto se elogiava com tranquilidade.

- O que adianta ser bonita, se não sabe fazer uma comida simples? - Perguntou a mãe rindo da filha e caminhando até onde havia deixado o guarda-chuva. Havia visto no noticiário que podia chover mais tarde.

- Adianta muito, posso arranjar um velho rico e não precisar cozinhar pra mim. - Falou brincando apenas para irritar sua mãe. O que funcionou. A mais velha a olhou irritada.

- Só fala besteira, não repita isso! - Bateu com o guarda-chuva na coxa da filha que riu se afastando. - Vá aprender a cozinhar!! Você tem que saber viver sozinha! - Abriu a porta enquanto olhava a filha brava.

- Está dizendo que vou ficar sozinha?! - Ino indagou, agora indignada.

- Não, mas por precaução. - Riu a mãe da mesma. - Estou indo, se sujar a cozinha, limpe! 

- Tá bom. - Ino se virou seguindo para a escada. Ela sempre deixava claro que gostava da cozinha limpa, e Ino não era muito diferente. - Tchaaau. - Falou antes de ouvir a porta bater e escutou a mãe se despedir também.

Ino subiu para seu quarto, e assim que chegou no mesmo, suspirou se deparando com a bagunça. Haviam retalhos de pano espalhados por todo o local, papéis com esboços que havia desistido de continuar também estavam jogados sobre os móveis. Estava uma loucura. Caminhou até sua cama pegando o manequim que estava ali e o tirou, colocando ao lado do guarda-roupa. Voltou para a cama e se jogou na mesma, jogando a bolsa ao seu lado. Olhou o teto se lembrando do que estava pensando quando chegou em casa.

Desde segunda-feira, não havia visto o terninho, o que era um pouco reconfortante. Tinha medo dele aparecer em sua casa ou algo do tipo. Também, desde as mensagens de Gaara, não havia recebido notícia nenhuma. Não o encontrou, ele não ligou e nem mesmo mandou mensagem. Não sabia se aquilo era bom, não queria ficar sem notícias, ainda mais depois daquelas mensagens esquisitas.

Será que devia mandar uma mensagem? 

Pensava na possibilidade enquanto olhava para o teto.

Balançou a cabeça deixando para lá. Não ia importunar ele sem necessidade. Se levantou com preguiça e resolveu ir tomar um banho. Após o banho, a loira foi checar o que havia na cozinha para alimentar o monstro que estava rosnando em sua barriga. Notou que sua mãe havia feito o almoço, colocou para si em um prato e foi para a sala comer no sofá enquanto via alguma coisa na televisão. O seriado de comédia não tinha sua atenção total, pensava sobre seu curso e organizando mentalmente seus estudos para mais tarde.

 

Parou seus passos enquanto andava na calçada e encarou o banco central bem na sua frente. Balançou a cabeça voltando os passos e se virando na intenção que havia acabado de vir.

- Devo estar ficando louco. O que eu vou fazer? Magicamente viram um protagonista de filme de ação e salvar ele? Eu tenho dinheiro na poupança para um caixão? Duvido. - Resmungava baixo enquanto voltava os passos que tinha dado a pouco.

- Vai furar o chão, moleque? - Perguntou um mendigo que o observava ir pra lá e pra cá já fazia 20 minutos. 

Gaara tomou um leve susto com a voz do homem. Olhou o mesmo e suspirou, devia estar parecendo um louco. Olhou para trás vendo o banco central pela milésima vez.

- Tá decidindo se vai roubar o banco? - Perguntou o mendigo de meia idade.

- Que? - Gaara o olhou. - Não eu… Não é isso. Só, estou hesitante pra ver quanto tem na minha conta. - Mentiu sorrindo nervoso. 

Desviou o olhar para a rua e gelou ao ver o pai de Ino descer do carro. Como ele sabia quem era? Como não parava de pensar naquilo, acabou pesquisando um pouco, a fonte de pesquisa havia sido o instagram da loira. Foi fácil até demais encontrá-la Ino na rede social. Acabou encontrando uma foto dela com sua família, gravou rápido o rosto dele, afinal, era muito parecido com a loira. 

- Pelo menos você tem uma conta. - Falou o mendigo, coçando a própria barriga embaixo da blusa velha verde escura. - Você não tem um trocado pra mim, não? 

Gaara olhou o mesmo com pressa. Enfiou a mão no bolso rapidamente e tirou um trocado entregando ao mendigo. Estava afoito para ir fazer alguma coisa, mas não fazia ideia do que iria fazer para impedir o acidente. 

Com pressa, se pôs a ir, mas rapidamente voltou ao mendigo.

- Faça alguma coisa útil com meu dinheiro, compre comida! - Deu ênfase na última palavra, logo voltando a andar com pressa até o homem que se distanciava do próprio carro que tinha acabado de travar.

O mendigo franziu o cenho segurando o dinheiro.

- Não é só porque sou mendigo que uso drogas não! Isso é preconceito! - Gritou para o ruivo ouvir, porém, foi  ignorado.

Gaara que andava até Inoichi, chegou no exato momento em que ele abria a porta de vidro, entrada principal do local. Sentiu urgência em agir.

- Licença, você não é Inoichi Yamanaka? - Perguntou sorrindo nervoso. 

O loiro ao ouvir a voz, olhou para o lado vendo um rapaz alto e ruivo falando consigo. Achou estranho, afinal nunca tinha visto aquela pessoa.

- Sim, sou eu. Quem é você? - Perguntou olhando o rapaz.

- Meu nome é Gaara. - Se apresentou. O ruivo olhou em volta de forma preocupada e em seguida olhou em seu celular. 

Eram 14:30, e aquilo o preocupava profundamente.

Infelizmente tinha poucas informações, só sabia que a invasão aconteceria por volta de 15:00, e que a polícia não pegaria o suspeito. De acordo com o cara que tinha encontrado no futuro, ninguém havia conseguido ver o rosto do homem, estava coberto. Provavelmente ele teria tido ajuda, mas isso era algo que não podia afirmar. Na sua ida ao futuro não conseguiu reunir informações o suficiente. Se arrependia disso.

- E o que você quer mesmo? - Perguntou Inoichi incomodado. Queria entrar logo e resolver seu problema, precisava voltar ao escritório logo, logo.

- É que… E-eu…

Tentava pensar em alguma coisa para tirar aquele homem dali de uma vez. Se perguntou o que seria importante o suficiente para que ele lhe desse atenção e aceitasse ir em outro lugar. Se o afastasse do banco, estaria fora de perigo, certo? Podia em seguida ligar antecipadamente para a polícia, só não sabia se acreditariam nele. 

Olhou em volta pedindo uma resposta a Deus. O que diria?

- Fale logo, preciso resolver uma coisa. De onde me conhece? - Perguntou apressado.

Gaara pensou rapidamente e agiu sem pensar duas vezes.

- É sobre sua filha. - Falou rápido e olhou em volta mais uma vez preocupado.

- Minha filha? - O loiro se virou para ele franzindo o cenho. - Você a conhece? O que tem ela? - Perguntou preocupado e levemente irritado por um estranho na rua estar falando de sua filha.

- Eu a conheço, por isso vi você e quis conversar. Podemos ir para outro lugar? - Pediu, nervoso.

- Você é amigo dela?

- Algo assim… - Disse de forma vaga.

- Como assim “Algo assim”? Por que veio falar comigo? O que há com você rapaz? Por que parece que viu um fantasma? - Perguntou notando o comportamento do ruivo. Ele parecia nervoso em estar falando. 

Gaara soltou um suspiro de desespero, queria tirar aquele homem dali logo e ele insistia em o interrogar. Olhou o loiro diretamente nos olhos, agora com uma expressão séria.

- Eu estou apaixonado por ela.

A frase saiu direta e seca. Inoichi arregalou os olhos se perguntando se tinha ouvido direito

- O que??!

- Venha comigo até alguma cafeteria, quero que saiba minhas intenções com sua filha.

O loiro permanecia paralisado olhando o rapaz a sua frente. Não estava esperando por aquilo.

 

Era um idiota. Como foi falar aquilo? Não podia ter pensado em algo menos problemático do que aquela desculpa que inventou? 

Ambos estavam sentados frente a frente. Inoichi o encarava com os braços cruzados e o cenho franzido, como se de alguma forma quisesse intimidar o ruivo a sua frente.

Gaara evitava olhar o mesmo desde que havia entrado naquela cafeteria. Antes, pediu para que ele entrasse e o esperasse, alegando que iria fazer uma ligação rápida. Ligou para a polícia avisando sobre o roubo que podia ocorrer a qualquer momento no banco, pedindo anonimato se possível. Assim que fez, se sentiu mais aliviado. O pai de Ino agora estava a salvo, nada aconteceria, certo? Os policiais podiam chegar a tempo e evitar que alguém saísse ferido. Bom… Assim esperava.

Mas infelizmente, ainda tinha aquele problema. O homem que o encarava esperando que o ruivo tomasse a atitude de falar sobre o assunto anterior.

- Então… Seu nome é Gaara, certo? - Perguntou quando cansou de esperar algo do ruivo. 

- Sim, é meu nome. - Afirmou calmo olhando o homem a sua frente. 

- Onde você e minha filha se conheceram? - Perguntou, permanecendo na mesma posição como se fosse uma estátua.

Gaara ponderou sobre o que responder. Não tinha porque mentir sobre essa parte.

“Merda, agora terei que sustentar essa mentira por enquanto.” Pensou consigo mesmo.

- Na sorveteria onde eu trabalho. - Disse encarando o homem. Quanto menos falasse, melhor. Sabia que não era um bom mentiroso.

- Ah, então você trabalha numa sorveteria… É meio período? Você estuda?

- Não. Eu não estudo, apenas trabalho. - Disse mantendo a mesma expressão de antes.

- Certo… - Gaara notou que o homem não havia gostado muito da resposta, mas também percebeu que ele não queria ser indelicado. - Disse que está apaixonado pela minha filha, você não é algum tipo de… Como é o nome? Sta… Stal… - Tentava lembrar.

- Stalker? Não, de forma alguma. Eu apenas… - Engoliu em seco antes de dizer. - Estou apaixonado. - Forçou um sorriso. Se Ino soubesse daquilo… 

- Não julgo, minha filha é linda. - Disse orgulhoso e soltou os braços que estavam cruzados. O atendente que trabalhava ali, logo trouxe os pedidos dos dois, 2 simples cafés pretos. - Mas você por acaso falou isso para ela? - Gaara desviou o olhar para o seu café.

- Não, acho que ela não quer nada comigo. - Se surpreendeu consigo mesmo e seu novo talento descoberto, atuação. Havia demonstrado tristeza em suas palavras.

Inoichi suspirou olhando aquele rapaz na sua frente.

- Como sabia quem eu era? - Perguntou curioso.

- Eu te vi no instagram dela e reconheci rapidamente. - Respondeu voltando a olhar ele.

- Stalker. - Concluiu.

- Não sou um stalker… - Fechou os olhos por um segundo engolindo a vontade de discutir sobre aquilo.

- E sobre suas intenções? - Indagou. - Por que quis me falar sobre isso se nem ao menos falou com ela? - Franziu o cenho.

“Verdade… Merda.” Pensou.

- Minhas intenções para com a sua filha são as melhores, eu a respeito e a admiro muito. Sabendo disso… - Desviou o olhar pensando. Logo voltou a olhar ele. - Pode me ajudar? Me dê dicas do que fazer, como posso… Chamar a atenção dela? - Teve orgulho de si mesmo.

“E aquela matraca vive reclamando das minhas habilidades de comunicação. Ela não sabe nada.”

Inoichi o encarou surpreso com o pedido que ele havia acabado de fazer. Suspirou tomando seu café.

- Não sei não, rapaz, acabei de conhecê-lo. E também… Não sei se sabe, mas… Minha filha saiu de um relacionamento a pouco tempo. Não acho que ela vá querer começar outro agora. - Disse calmo. Para Inoichi, era claro que o ruivo estava apaixonado por sua filha, mas se preocupava com ela, talvez se o rapaz soubesse do recente término dela, desistiria aos poucos.

Gaara franziu o cenho olhando o homem. Aquela informação era nova para ele.

-Ela saiu de um relacionamento a pouco tempo?

- Sim, saiu. - Suspirou. - O que posso recomendar agora, é que não tente nada demais por enquanto, seja um bom amigo. - Estalou a língua de leve e tomou mais um pouco do café.

- O senhor é legal, achei que depois de o interromper com algo assim, me odiaria. - Comentou o ruivo fazendo o mesmo que ele.

- Eu não sou um pai possessivo, apesar de me importar muito com minha filha. - Comentou. - Mas é legal colocar medo de primeira. - Sorriu. Gaara sorriu fraco voltando a olhar o homem. - Ino também não me dá muita brecha para ser um pai Intrometido. Prefiro confiar nas escolhas dela ao invés disso.

Gaara o ouvia com atenção, percebendo que ele gostava de falar. Não era diferente da filha. Enquanto o homem continuava falando, Gaara olhou por uns segundos seu relógio. Franziu o cenho. 

Eram 15:15, se estivesse certo, deveriam ter ouvido alguma movimentação. Os dois estavam em uma cafeteria perto do banco, ou seja, se o homem invadisse o local, ouviriam um tiro, ou gritos, ou sirenes de carros da polícia. Mas nada aconteceu.

Será que tinha lembrado do horário certo?

Após um tempo de conversa, os dois terminaram seu café e Inoichi explicou que tinha que ir, estava sem muito tempo pois teria que voltar ao trabalho e ainda deveria passar no banco. Gaara apenas concordou, nervoso em ir, mas não sabia mais o que fazer, ele iria de qualquer forma. Assim que saíram da cafeteria depois de pagar, andaram até a frente do banco. Gaara permanecia confuso.

O movimento do banco central estava perfeitamente bem, a invasão não havia acontecido, estava tudo exatamente igual a antes. Se perguntou se era por que havia interferido. A única coisa que ele havia mudado, foi ter evitado o pai de Ino de estar lá.

“Isso só faria sentido, se por acaso, ele tivesse algo a ver com criminoso.” Pensou enquanto parava ao lado dele.

- Senhor, Yamanaka. - Chamou o loiro, que o olhou sereno. - Você por acaso tem algum inimigo? - Perguntou sem filtro nenhum. 

- Inimigo? - Perguntou confuso e riu baixo. - Espero que não, por quê?

- Por nada… Só… Tome cuidado. - Sorriu fraco para o mais velho. Enfiou as duas mãos nos bolsos da frente.

- Você é estranho, rapaz. Com todo respeito. - Riu e abriu a porta de vidro da entrada do banco. - Foi bom te conhecer, nos vemos na próxima. - Disse com um sorriso. - E pare de stalkear minha filha, ou eu o coloco na justiça. - Disse a última frase sério.

- Pela última vez, eu não faço isso. - Começava a se sentir ofendido. O homem riu e acenou, dando tchau.

Gaara suspirou observando o homem entrar no banco. Olhou em seu relógio, eram 15:40. O crime não havia acontecido. Aquilo estava começando a deixar o ruivo confuso, será que não aconteceria nada então? Mas e se ele tivesse conseguido apenas atrasar a ação do criminoso? O desespero falou mais alto.

Olhou pelo vidro da entrada procurando os seguranças do local e conseguiu encontrar apenas um, que tirava dúvidas de uma mãe que carregava um bebê no colo.

“Só pra dificultar a vida, em.” Pensou indignado.

Gaara continuou a observar de fora, acompanhava o pai de Ino com o olhar, o vendo mexer no celular enquanto entrava na fila para ser atendido. Por um segundo, por coincidência, desviou seus olhos para o corredor que uma placa indicava ser o corredor para o banheiro. Seus olhos se arregalaram quando viu um homem com uma máscara preta sair do corredor. 

Tudo aconteceu muito rápido. Tudo que conseguiu fazer, foi entrar desesperadamente no banco e correr até o pai de Ino.

Como se tivesse achado seu alvo, o criminoso puxou o gatilho na direção do loiro.

 

16:23 

 

As pessoas na rua se assustavam ou ficavam confusas quando, por um segundo, uma jovem passava correndo diante de si. A loira sentia seu fôlego faltar enquanto corria, não sabia se respirava ou se engolia o choro que segurava. Parou se apoiando nos próprios joelhos quando chegou na frente do hospital. Levantou a cabeça limpando as lágrimas e correu na direção da entrada do hospital. Assim que entrou, foi diretamente ao balcão, tentando controlar a voz embargada de choro.

- C-Com licença… - Falou com a voz trêmula.

A enfermeira olhou para a menina e ficou surpresa. Ela estava com os olhos vermelhos, com a bochecha molhada e os cabelos soltos levemente bagunçados.

- Olá, o que houve querida? Você está bem?

- Estou… Você sabe dizer onde está… Onde está o meu pai? - Teve que engoli o bolo em sua garganta sentindo mais uma lágrima sair.


Notas Finais


Hehehehehehe Foi isso, amados <3 Espero que tenham gostado do capítulo, nos vemos no próximo!
Estou animada pra saber o que vão achar hahaha <33 Qualquer coisa, comenta ai que eu amo responder ^^


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