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História Like A Dream - Capítulo 2


Escrita por: Zorome

Notas do Autor


Eu demorei, me perdoem ;--; eu tive uns probleminhas mas finalmente estou aqui.
Sinceramente, espero que leiam se cansar kkk não houve tanto diálogo, me preocupo em deixar muito arrastado. Mas enfim, espero que gostem ♡♡♡♡

Capítulo 2 - A Herança


Fanfic / Fanfiction Like A Dream - Capítulo 2 - A Herança

05/03/20, Quinta-Feira, 19:47

Os últimos clientes saíram do estabelecimento deixando para trás apenas o barulho do sino no topo da porta. O jovem de avental levou a mão até seu ombro o massageando enquanto observava o lado de fora pelo vidro da sorveteria. Já estava anoitecendo lá fora, estava na hora de ir.

Sem pressa se direcionou a dispensa onde costumava deixar suas coisas. Assim que chegou não demorou para retirar seu avental e em seguida o uniforme que consistia em apenas uma camisa. Rapidamente abriu sua mochila retirando sua camisa de mangas longas verde escura, se vestiu e pegou suas coisas.

Saiu da dispensa e viu seu chefe se aproximar e pegar uma agenda preta que estava em cima do balcão.

- Já está indo? – O homem viu o ruivo afirmar com a cabeça. – Percebi que estava um pouco mais lento hoje, não dormiu?

- É... cheguei tarde ontem a noite. – passou a mão na nuca sem jeito. Não gostava quando algo de fora atrapalhava seu desempenho no trabalho.

- Está pegando muito pesado, Gaara. Trabalhar de dia aqui e ficar se apresentando com sua banda a noite... Pode acabar fazendo mal a sua saúde. – disse o homem abrindo a agenda.

- Sei qual é o meu limite... Me desculpe por ter sido devagar hoje, prometo que não vou deixar os shows me atrapalhar no trabalho.

O homem tirou os olhos da agenda e olhou seu empregado. Sorriu levemente e afirmou com a cabeça em seguida dando um leve tapa no ombro dele.

- Pode ir, nos vemos amanhã. – Gaara afirmou com a cabeça e se afastou.

- Até.

Gaara se retirou da sorveteria e passou a caminhar calmamente pela calçada, assim que chegou no ponto de ônibus pegou o seu celular e fone de ouvido os colocando. Escutaria alguma coisa tranquila até chegar em casa, ao menos hoje não teria um show para ir, poderia ficar em casa. Tinha uma coisa que precisava muito fazer, dormir. Bom, sua necessidade era de hibernar, mas se contentaria em apenas dormir.

Assim que seu ônibus chegou, Gaara o pegou. Depois de um tempo desceu no ponto da sua rua, porém  ainda tinha uma ladeira a qual subiu tranquilamente enquanto escutava uma musica qualquer de sua playlist.

O ruivo cessou seus passos quando chegou próximo a sua casa e viu uma cena humilhante. Seu pai estava deitado, jogado, desmaiado na frente da porta de casa. Gaara suspirou olhando em volta se perguntando se algum vizinho havia visto isso e se sim, queria saber qual teria sido sua reação, provavelmente teria sido engraçado. Olhou com tédio para o pai. Se tinha uma coisa que ele detestava lidar era com ele.

Se aproximou do corpo do homem e, exatamente como fez na muitas outras vezes, o levantou passando seu braço por seus ombros. Entrou em casa carregando seu pai e caminhou até o sofá, no caminho xingou baixo quando bateu seu mindinho na mesa de centro. Com a raiva acumulada jogou o homem no sofá. Bufou e voltou até a porta a fechando e trancando, pegou a chave e ignorando o corpo desfalecido no sofá seguiu até seu quarto. Tomaria um banho quente para relaxar.

 

De banho tomado, Gaara voltou para seu quarto já vestido enquanto secava seu cabelo e caminhou até o celular que havia jogado em cima da cama. O pegou e se sentou no colchão abrindo o aplicativo de mensagens.

Havia uma mensagem de Temari. Leu preguiçosamente.

“ Você já chegou em casa? Comprei um jogo que você vai se amarrar, Kankuro me disse que vocês não vão se apresentar hoje, pensei em ir aí.”

Gaara suspirou pensando no estado de seu pai.

“Estou cansado hoje, vou amanhã na sua casa se não puder se segurar de ansiedade para jogar.”

Não demorou pra ter sua resposta.

“ Amanhã estarei o esperando então, vou comprar comida então não se preocupe sobre ter que trazer.”

Gaara sorriu fraco e respondeu:

“Tenho medo de encontrar um foodtruck na sua casa.”

“Quer desistir da música e virar comediante?”

“Eu deveria?”

“Não, é uma das poucas coisas que você é péssimo. Passar bem e até amanhã.”

“Até kkk”

Gaara colocou seu telefone na escrivaninha e deixou seu corpo cair no colchão.

Gostava tanto da sua cama, seu colchão era extremamente mole, talvez por ser velho... Fazia sentido?

De qualquer forma, ele gostava de estar em casa, mesmo que a tivesse que dividir o mesmo teto com o bêbado do pai. Fechou os olhos sentindo seu corpo relaxar pela primeira vez no dia, pensou por alguns segundos em sua mãe antes de cair completamente no sono.

06/03/20, Sexta-Feira, 07:00

Por ter ido dormir ontem a noite muito cedo acordou as 4 da manhã, porém Gaara se recusou a se levantar até dar o horário de se arrumar pra ir para a sorveteria. Era seu momento de ficar com preguiça na cama.

Quando o relógio bateu 6 da manhã foi obrigado a se levantar por causa de seu estômago que roncava, não havia comido na noite anterior, estava esfomeado. Saiu de seu quarto e caminhou até a cozinha porém parou na porta vendo seu pai sentado à mesa enquanto tomava o que parecia ser café. Seu pai o notou e suspirou alto.

- Ah, você está aí...

“Infelizmente” pensou o ruivo voltando a andar e indo até a geladeira.

- Minha cabeça está estourando. – Resmungou o homem baixo. – Que horas você chegou ontem? Foi pra mais uma festinha? Barzinho?

- Cheguei cedo. – disse ignorando o tom de deboche do seu pai.

- Sua mãe ligou? – perguntou o homem voltando a tomar o café preto.

- Por que o interesse? – perguntou Gaara fechando a geladeira depois de ter pego o leite e alguns ovos.

- Porque ela só liga pra você, não tenho notícia se eu não ligar. E Eu perdi meu celular ontem.

- Pare de atormenta-la, ela já disse que não quer nada com você. – Gaara falou colocando o leite em cima da pia, iria fritar os ovos primeiro antes de preparar seu café.

- E já disse para você não se meter.

Gaara resolveu segurar a língua, não estava afim de brigar logo de manhã, no seu momento de tranquilidade. Com calma passou a preparar os ovos ignorando a presença de seu pai.

Ele e sua mãe haviam se separado a um ano. Ela não aguentava mais o monstro que ele havia se tornado, um bêbado agressivo e ciumento, então o deixou e conheceu outro cara, um empresário da alta classe. No início Gaara havia aceitado se mudar com ela para sua nova casa com o homem, mas acabou não dando certo, aquele mundo não era para ele, o cara era bom pra sua mãe mas desaprovava todas as escolhas de Gaara, inclusive a de largar a faculdade. O que resultava em discussões. Resolveu apenas se afastar e seguir seu caminho, a consequência era ter que lidar com seu pai. Por enquanto não tinha dinheiro suficiente pra morar sozinho, mas logo logo logo sairia daquele lugar.

Assim que terminou de preparar seu café da manhã se sentou na mesa. Viu seu pai se levantar e colocar a xícara na pia.

- Tenho uma coisa pra te dar. – disse o mesmo deixando Gaara o olhar como se não tivesse entendido.

- Me dar? – perguntando, seu pai não dizia algo do tipo a muito tempo.

- Sim, vou ir pegar no meu quarto. – avisou indo até a porta da cozinha reclamando da dor de cabeça.

Gaara estava curioso, seu pai não costumava dar nada, então era no mínimo instigante. Ouviu passos dele voltando e assim que ele apareceu Gaara percebeu uma caixa de madeira que parecia antiga em suas mãos.

- Bom... – Seu pai se sentou na sua frente colocando a caixa sobre a mesa. – Não é nada de mais. – disse como se quisesse abaixar a expectativa do ruivo.

Gaara o observou abrir a caixa e encarar o que quer que estivesse lá dentro. Seu pai virou devagar o objeto de madeira deixando seu filho ver o que era. Era uma Ampulheta.

Gaara franziu o cenho olhando aquilo. Ela era simples, não tinha nada demais nela, mas parecia velha. Olhou seu pai esperando ele explicar.

- Eu estava esperando encontrá-lo em casa para dar a você. Essa ampulheta é herança de família. Um dia meu velho me parou do nada e me entregou ela. – Seu olhar caiu sobre o objeto. – Ele, por algum motivo, a tratava como algo valioso. Deve ser mesmo, imagino que seja cara. Meu pai disse que era uma herança de pai para filho na nossa família.

- Herança de família? – resmungou Gaara observando a ampulheta na sua frente. – Me surpreende que tenha guardado então, se acredita que seja cara faria sentido já ter vendido ela.

- Eu pensei nisso, mas depois da morte do meu pai não consegui. – o mais velho suspirou lentamente e olhou o filho. – Decidi ao menos fazer isso pra ele, passar pro meu filho.

- Emocionante. – disse Gaara sarcástico.

- Bom, faça o que quiser com ela, se quiser vender e ficar com o dinheiro... Você que sabe. – Se levantou e esticou os braços se alongando. – Vou ir dormir mais. – caminhou até a porta da cozinha e saiu.

Gaara o seguiu com o olhar enquanto ele saía e assim ficou sozinho, olhou a ampulheta na sua frente. Não que não tivesse gostado daquela herança de família, era interessante. Mas nada útil.

- Devo vender? – perguntou baixo a si mesmo e voltou a tomar seu café.

O ruivo deixou de lado a ampulheta voltando a fechar a caixa e terminou seu café da manhã. Depois de arrumar a cozinha, pegou a caixa e voltou ao seu quarto. Estava decidido a, ao menos, passar em algum lugar que o pudesse dizer quanto mais ou menos aquilo valia.

Ficou atoa até dar 8 horas, quando começou a se arrumar para sair. E assim o fez. Havia enrolado a ampulheta num pano qualquer e enfiado na bolsa, estava curioso com o preço, e fazia o máximo para não ter uma expectativa alta e começar a pensar no que comprar.

Gaara se lembrava de uma loja, não muito grande, no caminho para a sorveteria, que vendia objetos antigos e que também compravam das pessoas, talvez lá pudesse ter alguma noção, alguém pudesse ajudar.

Em 15 minutos de caminhada Gaara chegou de frente para a loja que estava da mesma forma que lembrava. Ele não prestava muita atenção e sempre passava de ônibus ali.

Calmamente entrou no local vendo de cara uma mulher já de idade no balcão. Se aproximou não deixando de notar as coisas ao seu redor.

As pessoas realmente gastavam dinheiro em coisa velha?

A moça notou a presença do jovem mas em silêncio o esperou ficar frente a frente com ela.

- Olá, meu jovem, bem vindo!

- Olá – Gaara coçou um pouco a garganta. – Essa loja compra velharia né? – perguntou puxando sua mochila para frente e a abrindo.

- Tesouros. – o corrigiu e sorriu para o menino. – Compramos tesouros. Tem algo para me mostrar? – Pegou seus óculos calmamente.

- Tanto faz... – sussurrou para a correção pegando o objeto embrulhado no pano. – pode dar uma olhada nisso? – deixou no balcão e observou a moça o desembrulhar.

Enquanto isso deixou seus olhos passearem mais uma vez pelo local. Até que tinham umas coisas maneiras ali. Mas não gastaria dinheiro naquilo. Não mesmo.

- Ora, ora.. – Ouviu a voz da senhora e a olhou. Ela olhava com ânimo para a ampulheta em suas mãos. – Qual seu nome, rapaz?

- Gaara, Sabaku no Gaara.

- Você me trouxe algo interessante, Gaara, parece bem antiga essa ampulheta. Onde a arrumou?

- Presente do meu pai, parece que está na nossa família a um tempo. – apoiou suas mãos no balcão.

- E pretende vender? – franziu o cenho olhando o mesmo.

- Quanto você pagaria nela? – perguntou direto.

- Bom.. – Ela balançou a cabeça e voltou a analisar a ampulheta. – Vou ser justa com você, tem sorte de eu ser uma mulher com dignidade, você parece ser bem ignorante a esse tipo de coisa, qualquer um poderia passar a perna em você. – Ela falava e falava enquanto pegava um papel e anotava o valor, entregou ao mesmo quando terminou de escrever. – Eu sugiro que pense melhor antes de vender.

Gaara franziu o cenho e olhou o preço no papel, seus olhos se arregalaram levemente com o preço. Tá, era mais caro do que imaginava.

- Uma antiguidade dessas daqui a um tempo pode ser muito mais cara, se fosse você o guardaria, mas já que está tão decido, eu ficarei feliz em comprá-lo. – Ela sorriu largo segurando a ampulheta pra puxar para si mas a mão dele segurou o outro lado rapidamente a impedindo. A mulher o olhou quase achando graça. – Que foi? Não vai vender?

- A-ah... E-Eu vou ver em outros lugares... – tentou puxar mas ela não permitiu.

- Seria uma falta de educação imensa, Gaara. – disse o nome dele com desdém e tentou novamente puxar a ampulheta – Eu o ofereci muito dinheiro.

- Sei disso, e agradeço, mas talvez alguém ofereça mais. – disse puxando com mais força e tomando de vez para si. – obrigada, passar bem. – pegou o pano que estava usando para cobrir a ampulheta e seguiu para fora da loja voltando a cobrir o objeto.

Estava um pouco chocado, não sabia que valia uma grana boa daquela. Guardou em sua bolsa enquanto caminhava pela calçada. Pensaria mt bem agora no que fazer com a ampulheta.

Enquanto isso na loja, a senhora suspirou de leve. Havia sido pega de surpresa, mas ainda sim havia sido engraçado. Deveria esperar mais uma visita? Imaginava que sim.

 

O dia passou tranquilo para Gaara, não teve nenhuma surpresa no seu trabalho, foi como em todos os outros dias, o que agradava ao ruivo. Quando terminou seu expediente recebeu uma mensagem de Temari, o pedindo para confirmar se ia e ele confirmou, já que havia marcado com ela e também não queria lidar com seu pai bêbado novamente.

Pegou um ônibus e pouco tempo depois já estava na frente da casa da sua amiga. Bateu calmamente na porta da sua casa e esperou ela atender. Ouviu som de música alta lá dentro e se perguntou se ela ouviu as batidas na porta, quando se preparou para bater novamente Temari abriu a porta. Gaara desceu os olhos para a colher de pau na mão dela.

- Ah, oi Gaara, achei que ia demorar mais. Estou fazendo algo para comermos. Decidi de última hora. – Sorriu e deu espaço para ele entrar.

- Meu chefe liberou mais cedo. – disse calmo e a observou fechar a porta e andar na frente em direção a cozinha.

- Você trouxe o que eu pedi?

- Sim, trouxe sua cerveja. – Gaara riu baixo e a seguiu. Assim que entraram na cozinha o ruivo foi até a geladeira guardando as bebidas. Se dirigiu a mesa colocando sua mochila na cadeira.

- Que bom que posso contar com você pra fazer minhas vontades. – disse ela voltando ao fogão com um sorriso.

- Devia exigir assim do Kankuro também. – reclamou.

- Ele é ocupado demais com as pobres meninas que ele engana para se lembrar de mim. – soltou irritada.

- Temari... – Soltou cansado do assunto.

- Sabe que é verdade. – Se virou para olha-lo. – Ele entra e sai e nem fala comigo, se não está ocupado com a faculdade ou a banda está atrás de rabo de saia.

- Você é ciumenta demais. – riu levemente e seguiu até onde ela deixava as frutas pegando uma maçã.

- Como se eu ligasse. – Ela voltou ao que estava fazendo. – Não ligo se ele tiver uma namorada, é só que ele anda impossível.

Gaara deu de ombros e voltou a mesa se sentando é comendo a maçã.

- Já você é o contrário né... – disse ela baixo.

- Não começa. – pediu ele rolando os olhos.

- Gaara, pelo amor de Deus, não custa nada dar uma chance pra alguém.

- Eu não vou entrar nesse assunto de novo.

Temari bufou enquanto se dirigia a pia pegando uma faca.

- Gaara, só estou pedindo para que saia uma vez ou outra com uma garota, que deixe alguém trazer cores para essa sua vida triste e solitária.

- Cores para minha vida triste e solitária? – Ele a encarou agora ofendido. – Minha vida tem cores, eu não sou triste e muito menos solitário.

Temari o encarou em silêncio com tédio nos olhos.

- Tá, talvez um pouco solitário, mas não ao ponto de me fazer mal. Eu gosto da minha vida assim, Temari. Tenho a banda, tenho onde dormir, um emprego, amigos. Não estou infeliz, não preciso de um relacionamento pra suprir necessidades físicas e emocionais. Não estou afim de ter uma namorada por enquanto.

- Me pergunto o que aquela garota fez para te traumatizar assim.

- Não vamos falar dela. – Gaara foi direto. Sua ex namorada não era seu assunto favorito. – tenho algo mais interessante pra te falar. Esqueça minha vida amorosa.

- É fácil, já que você não tem uma. – resmungou. Olhou para a direção de Gaara e o viu colocando algo na mesa. – O que seria isso?

Gaara calmamente desembrulhou a ampulheta e mostrou a Temari. A loira parou de cortar o tomate e olhou com atenção.

- Meu pai me deu.

- Seu pai?? – o olhou estranhando.

- Sim, também fiquei surpreso. Ele disse que era uma espécie de herança de família, hoje mais cedo fui procurar saber quanto conseguiria vendendo.

- O que? Se é uma herança por que venderia? Você é tão sem sensibilidade assim?

- Eu ia comprar algo mais útil, talvez substituir a herança, meus netos me agradeceriam. – brincou.

- Ver você falar de netos em deixa emocionada. – disse Temari fingindo limpar uma lágrima.

- Não seja idiota. – disse o ruivo sem paciência. – Enfim, descobri que vale bastante dinheiro. Agora não sei se devo mesmo vender.

- Parece velho e eu achei linda, deve valer mesmo. - Temari secou suas mãos depois de lava-lás e se aproximou olhando melhor o objeto. – Recomendo que guarde. Parece legal ter algo assim pra si. Se vender pode se arrepender depois.

Gaara suspirou de leve e com calma voltou a guardar a ampulheta em sua mochila. O guardaria por enquanto.

- Enfim, que tal terminar logo a comida? A maçã me deu fome.

- Quem diz algo desse tipo?

- Comer maçã não te dá fome?? – o ruivo franziu o cenho e viu a amiga negar com a cabeça o olhando como se fosse um alienígena. – Achei que acontecesse com todo mundo...

Depois de preparar a comida os dois a levaram para a sala e comeram enquanto assistiam alguma série de comédia e bebiam as cervejas que ele havia trago. Gaara gostava de ficar assim atoa com Temari. Quando se conheceram, eles estranhamente se viram como irmãos, era uma relação forte e importante para os dois, e da mesma forma era com Kankuro, Gaara sempre acabava o vendo como um irmão mais velho, mesmo que muitas vezes ele fosse um crianção. Temari e Kankuro eram mesmo irmãos, mas viam Gaara como seu irmão caçula, e isso era tão real que já o chamaram para morar com eles, mas o orgulho de Gaara era invencível.

Depois de acabarem de comer decidiram jogar alguma coisa no vídeo-game e assim passaram o resto da noite. Quando o relógio bateu 22:00 Gaara achou melhor ir embora, já que os dois tinham que acordar cedo amanhã.

- Tem certeza que não quer dormir aqui? Poderíamos jogar mais. – Temari convidou enquanto o levava para a porta.

- Melhor não, outro dia quem sabe. – ele saiu da casa se virando para se despedir dela. – Não vá dormir muito tarde.

- Não me der ordens ou vai voltar pra casa com um nariz quebrado. – Gaara sorriu levemente de canto. – Vá com cuidado.

- Boa noite. – disse dando as costas a mesma e caminhando com calma.

- Boa noite! – disse alto vendo o mesmo ir.

Temari suspirou de leve e voltou pra dentro de casa. Arrumaria algumas coisas antes de ir tomar um banho pra dormir.

 

Assim que chegou em casa agradeceu aos céus por não encontrar o seu pai. Fez o que fazia sempre, tomou seu banho e foi direto pra cama. Sim, quando estava no seu dia a dia normal, se sentia como um completo velho, mas era bom aproveitar as noites que podia estar em casa e dormir tranquilo. Se lembrou da ampulheta e rolou na cama vendo a mochila no chão.

Ele esticou seu braço tentando pegar a mochila e quase caiu mas conseguiu pegar. A abriu e pegou o objeto deitando de barriga pra cima na cama. O desembrulhou jogando o pano de lado e observou a ampulheta. Notou que a areia estava toda pra baixo.

- Ficar velha pra você então é uma vantagem? – Sussurrou olhando a areia. Se perguntou quanto tempo levaria até a areia descer por completo.

Com calma Gaara se virou colocando a ampulheta de cabeça para baixo em cima de sua escrivaninha e se deitou de lado observando a areia descer. Depois de alguns segundos, por algum motivo, sentiu seus olhos pesarem e não resolveu lutar com o sono, apenas se entregou a ele.

12/03/20, Quinta-Feira, 17:39

O barulho forte de um carro buzinando fez Gaara abrir seus olhos rapidamente e olhar para o lado. Estava no meio da faixa de pedestre. Quando havia chegado ali? O que estava acontecendo? Olhou em volta, e parecia ser fim de tarde. Seus pensamentos perturbados foram interrompidos pela buzina de um carro, rapidamente saiu do meio da rua ainda atordoado.

Não, aquilo estava errado. Ele estava em casa, na sua cama, o que estava acontecendo? Caminhou pela calçada devagar. Conhecia a rua, não fazia parte dos lugares que passava no dia a dia, mas conhecia. Parou poucos passos depois de começar a caminhar quando achou um negócio aberto.

Que tipo de sonho realista era aquilo? Era um sonho? Faria sentido, já que lembrava de ter ido dormir. Mas tudo era tão claro... olhou seus dedos da mão tentando conta-los. Já havia pesquisado por sonhos lúcidos, e não estava em um já que tudo estava perfeito, os 5 dedos da sua mão.

Olhou dentro da floricultura vendo a vendedora tranquila. Entrou devagar por intuição, será que havia perdido a memória?

- Ah, oi! Bem vindo!! – ouviu a moça dizer, a observou e viu que ela o olhava curiosa. Sim, era bem real. Não estava sonhando. – Gostaria de ver algumas flores? – Ela saiu de trás do balcão.

- Não, eu...

- Hoje, em pleno feriado, um engarrafamento parou a ponte principal da nossa amada Konoha. Um acidente entre um... – Gaara olhou na direção da TV arregalando os olhos não conseguindo prestar atenção em mais nada.

- F-Feriado?

Seus olhos se encontravam arregalados, a moça a sua frente não entendia o que estava havendo. O que tinha ser feriado? Não era bom?

- Sim, hoje é feriado. 12 de fevereiro.

- M-Mas o feriado é daqui a 6 dias... Como assim?

Quatro opções se passaram pela mente do ruivo naquele momento. 1: Ele havia ficado louco. 2: Ele teria sofrido perda de memória. 3: era um sonho super realista. 4: Era real.


Notas Finais


Espero que tenham gostado dessa introdução do nosso amado Gaara. Me perdoem qualquer coisa, o atraso, erros... Aceito conselhos se quiserem deixar ♡♡ obrigada por ler até aqui, muitos beijos e abraços ♡♡♡♡♡♡♡♡♡♡


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