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História Like A Dream - Capítulo 3


Escrita por: Zorome

Notas do Autor


Eu demorei demaaaaaais kkkl mas quem é vivo sempre aparece e cá estou eu vivinha. Trouxe mais um capítulo ♡ Espero que gostem! Se tiver erros podem me avisar nos comentários que irei ajeitar com prazer. Se caso tiver dicas, peço de coração que falem haha precisada!

Capítulo 3 - Ice Heaven


Fanfic / Fanfiction Like A Dream - Capítulo 3 - Ice Heaven

11/03/20, Quarta-Feira, 19:00

A loira abriu os olhos devagar sentindo algo molhar seu rosto, passou a mão limpando o local e olhou para cima, era uma goteira. Sua mãe ficaria tão bolada, mas tão bolada quando percebesse aquilo... Se preparou para se levantar mas de repente parou.

Havia algo errado.

Ela olhou o horário e depois a chuva do lado de fora do estabelecimento.

A memória clara de um cara ruivo entrando na floricultura estava em sua mente. Teria sido um sonho? Lembrava muito bem dele, lembrava dele chorando e depois a abraçando. Será que pegou no sono enquanto estudava e apenas sonhou?

Ino suspirou e deu de ombros, estava intrigada mas resolveu esquecer, devia ter sido um sonho doido. Tirou seu avental e começou a juntar suas coisas da mesinha. Estava na hora de fechar a floricultura, estava morrendo de fome.

 Assim que desligou todas as luzes e aparelhos ela fechou a loja, caminhou um pouco na calçada e chamou a atenção de um táxi. Entrou e disse o endereço da sua casa. Sentiu seu celular vibrar e o pegou no bolso da calça, era uma ligação, por algum motivo Naruto estava ligando para a mesma.

- Por que não avisou que terminou com Sai? – perguntou. Ino rolou os olhos, ele estava no carro quando conversou sobre o assunto com Sakura, mas estava ocupado desmaiado de sono.

- Eu por acaso te devo satisfação da minha vida? – perguntou sem paciência.

- Deve sim!! Sou seu amigo, podia ter me contado, tive que descobrir pelo Sai e o mau humor dele.

- Como se o meu estivesse ótimo... – Resmungou baixinho. – Nós terminamos. Feliz?

- Não, não estou. O que houve? – Ino ouviu o barulho dele mastigando algo. Com certeza estava jogado no sofá de frente pra TV.

- Amigo, eu estou cansada de falar do Sai, mas também não pergunta mais nada pra ele. Pergunte para a Sakura se quer tanto saber.

- Aff, vocês me tratam como resto mesmo, sinceramente. Na próxima quero ser a primeira pessoa a saber.

- Que bom que você tem fé nos meus relacionamentos. – Ino soltou uma fraca risada.

- Não foi isso que eu quis dizer... – Ele disse deixando o nervosismo evidente em sua risada.

- Nos falamos depois, estou chegando em casa.

- Beleza, vou ir falar com a Sakura sobre você e sua vida amorosa.

- Vai lá fofocar, seu futriquento. – A loira sorriu e desligou o celular.

Olhou de volta para a janela, acabou viajando de volta à aquele suposto sonho que teve. Parecia real demais, lembrava da temperatura do menino quando o abraçou, completamente gelado, e também lembrava de como estava molhado. Pressionou os lábios ainda questionando o que devia ter acontecido, quando se deu conta o carro já estava parado e o motorista estava com o rosto virado para a mesma a esperando se tocar de que tinha que pagar.

- Ah.. – sorriu sem graça e pegou o dinheiro para o mesmo logo o entregando. – Obrigada. – agradeceu, saiu do táxi e bateu a porta. Observou o carro se afastar e se virou para a entrada da sua casa. – Nada aconteceu Ino, está tudo sob controle. – disse a si mesma e decidiu esquecer de vez a doideira que aconteceu.

Assim que Ino entrou em casa o cheiro do jantar alcançou seu nariz a fazendo sorrir. Caminhou apressadamente para a cozinha deixando sua bolsa no sofá quando passou pela sala. Assim que entrou viu seu pai cozinhando.

- Hoje é uma data especial para meu querido papai estar cozinhando?

- Não, mas como sua mãe ainda não chegou eu decidi fazer uma surpresa. – os olhos azuis da menina conseguiram captar um leve sorriso no rosto de seu pai, o que a fez sorrir também.

- Nossa, que marido esforçado minha mãe tem. - Ela se aproximou ficando ao lado do seu pai o vendo mexer algo na panela. – Ela ama quando você cozinha, e eu amo 10 vezes mais.

- Claro que vocês amam, eu sou o melhor cozinheiro da casa. – sorriu.

- Eu tinha que puxar de alguém, né? – jogou de leve a franja pra trás e seu pai a olhou como se ela tivesse dito um absurdo.

- Não ofenda minhas habilidades assim, você é péssima cozinhando.

- Pai! –  Soltou arregalando os olhos, cruzando os braços. – Minha comida é uma delícia e feita com muito amor. - se defendeu.

- Imagina se fizesse com ódio... raramente você faz algo bom, minha querida. E sinceramente, já desisti de tentar te ensinar. – Ino o encarou por um tempo franzindo o cenho. Deu de ombros e se afastou.

- Tanto faz também, quando eu fizer algo extremamente incrível o senhor vai ver só.

- Tá, tá, chega de conversa. Pode me ajudar na louça  e depois arrumar a mesa? Você é muito boa nisso. – sorriu como se falasse com uma criança.

- Há Há, engraçadinho... – com um grande bico, Ino se pôs a lavar a louça enquanto conversava com seu pai.

E assim o tempo passou, Ino gastou sua noite com seu pai e sua mãe que pouco tempo depois chegou se juntando a eles. Ino adorava ficar com seus pais, ela sabia que tinha sorte de tê-los e queria zelar deles, e sempre que pudesse, aproveitaria a companhia. Não que as vezes não se desentendesse com eles, as vezes brigavam, mas não o suficiente pra abalar o relacionamento deles.

No final da noite, em volta das 22hrs, deu boa noite a sua mãe, que até então estava conversando com ela no sofá da sala sobre um desfile que haviam acabado de ver, seu pai já havia ido dormir.

A loira voltou para o seu quarto e não demorou a se jogar na cama olhando para o teto. Depois de ficar alguns segundos com a mente em branco a cena de Sai a parando na faculdade a fragilizou. A maneira como ele era cara de pau a deixava um pouco absmada.

- Um babaca completo... – sussurrou. Sentiu um nó na garganta mas se recusou a chorar por causa daquele zé ninguém.

Sentiu seu celular vibrar no bolso e o pegou vendo a notificação no grupo. Resolveu ler as mensagens que havia deixado de lado desde ontem. As últimas a fizeram rir.

 

“Testão

E é isso meninas, a porca picô a mula do relacionamento, tenho certeza que ela vai me ameaçar pq contei a vocês. Mas paciência, cada um com seu risco de vida.

 

Hinata do crime

Tenho certeza que ela vai superar isso, Ino é muito bem resolvida e forte.

 

O q Ten de linda Ten de grossa

A gente podia juntar o Sai na porrada

Ele é um fracote, não tem chance contra 4 mulheres.

 

Testão

Até concordaria se eu não tivesse uma carreira para começar, não quero ter passagem na polícia por causa de um bosta que nem o Sai.”

 

Ino balançou a cabeça vendo aquele diálogo das amigas e resolveu responder.

 

Muito bonito as fofoqueiras falando da minha vida, bem na minha cara. Vcs não tem vergonha, n?

 

Testão

Se tem uma coisa que eu não tenho é vergonha de falar da sua vida, inclusive fofoquei muito com Naruto hoje.

 

Hinata do crime

Só pra deixar claro, fui influenciada a entrar nesse papo kkkkk

 

O q Ten de linda Ten de grossa

Eu tbm, Sakura estava enchendo o saco pra falar sobre.

 

Ino

Te conheço né de agora não, Tenten. Se enxerga, vi vc que nem uma sanguessuga rancando informação da Sakura.

 

Testão

Que bom q não precisarei me defender.

 

O q Ten de linda Ten de grossa

Enfim, tá tudo bem por aí né oxigenada?

 

Ino

Tá sim, não se preocupem não, eu to melhor do que esperava kk

Eu preciso ir dormir, prometi a minha mãe que ajudaria ela de manhã na floricultura.

Guardem a fofoca pra amanhã e vão dormir tbm.

 

Testão

Eu vou mesmo que eu ganho mais, pode nem mais futricar eu em.

 

Hinata do crime

Eu já estou prontinha pra dormir e é isso que vou fazer. Boa noite meninas ♡♡

 

O q Ten de linda Ten de grossa

Ainda to vendo minha novela, mas boa noite pra quem se vai.

 

Ino

É uma tia futriquenta mesmo em...

 

O q Ten de linda Ten de grossa

Pq ainda ta aqui? Vai dormir fazendo favô

 

Ino

Adíos, chataten!”

 

Ino soltou uma risada e jogou o celular de lado ignorando o resto das mensagens que haviam. Mesmo com a cabeça cheia Ino não demorou a dormir, já que estava exausta.

 

12/03/20, Quinta-feira, 09:00

 

Assim que Ino terminou de regar as plantas na frente da loja, ela voltou a entrar no estabelecimento. Caminhou até a sua mãe no balcão com um sorriso sapeca.

- Você sabe que amo a senhora não é?

- O que minha querida filha quer de sua pobre mãe?

- Pobre mãe... – Estalou a língua de leve – Cada uma.. – sorriu fraco – Hinata me chamou pra ir ao shopping almoçar com ela e comprar um...

- Filha! O que eu te falei mais cedo? Seu tio está vindo nos visitar, vai almoçar conosco e passar um tempinho.

Ino rolou os olhos e colocou o regador em cima do balcão. Não estava com a mínima paciência para seu primo.

- Mãe, eu marquei com a Hina antes de você me contar isso.

- Tá, Ino Yamanaka. Pode ir. Você é uma adulta. Não a  obrigarei a ficar em casa. – disse irritada enquanto contava o dinheiro do caixa.

- Mas você vai ficar assim com essa cara de bund-

- Cara de quê? – Arqueou uma sobrancelha.

- De linda! – se corrigiu rapidamente sentindo suas pernas tremerem de medo e dando um sorriso amarelo. – Cara de linda.

 - O seu tio não vem aqui à muito tempo. – disse deixando o assunto de lado. – Mesmo com o filho morando aqui, faz tempo que a família dele não visita seu pai. Você sabe que o seu pai está ansioso.  É falta de educação, minha filha. Seu tio te adora.

- Mas o filho dele é um machista mal educado, não quero respirar o mesmo ar que ele. – cruzou os braços.

- Ele está muito melhor, o vi a uns 2 meses e ele me parecia muito mais dócil. Talvez seja a hora de vocês finalmente construirem uma boa relação.

- Ain mãe... – A loira resmungou batendo o pé no chão.

A mãe da mesma suspirou a olhando, não queria obrigar a filha a ir almoçar com eles, mas pensava em seu marido.

- Porque você não almoça com a gente, fica no mínimo 1 hora depois do almoço e aí tá liberada pra encontrar a Hina. Não é uma idéia legal?

- Idéia legal é um cineminha, eu você e o papis, o que está me pedindo é tortura.

Ino observou sua mãe e notou a expressão de tristeza em seu rosto. Suspirou baixo e lamentou não saber dizer "não" para sua mãe. Sabia que ela só estava pensando no seu pai.

- Tá bom, mãe, eu aceito a tortura por você. – tomou um susto com a palma animada que sua mãe bateu e a viu dar a volta no balcão logo a abraçando.

- Obrigada, minha querida!! Vou fazer sua comida favorita.

Ino retribuiu o abraço com leves tapinhas nas costas da mãe enquanto sorria sem vontade.

Bom, ela só não prometeria que não arranjaria confusão com o primo caso viesse com gracinha.

 

11:40

 

Se olhou no espelho mais uma vez se perguntando se aquela roupa estava boa. Havia escolhido uma jardineira azul clara que ia até metade das coxas. Por baixo colocou uma blusa branca simples com mangas curtas. Em seguida botou um tênis branco nos pés.

Estava pronta para sair de casa, nem perderia tempo se arrumando depois. Ouviu a campainha de onde estava mesmo e em seguida escutou vozes. Ino massageou as têmporas como se as preparassem para uma dor de cabeça. Saiu de seu quarto e logo estava nas escadas descendo os degraus.

Ainda descendo teve a visão de seu primo abraçando seu pai e ao lado dele o seu tio abraçando a meliante que a expôs à tortura.

- Ora, Ora se não é a minha prima. – Soltou o loiro com um sorriso de canto.

Ino fechou ainda mais a sua cara quando seus olhos se contratam com os dele. Quase fez cara de nojo pra ele mas quando seu tio se virou para cumprimentar a mesma ela abriu um sorriso gigante e contagiante.

- Oi, Tio, quanto tempo!! – Disse Alegre como nunca o abraçando.

- Você cresceu muito, criança. – disse o homem feliz a abraçando de volta. Se afastou para olhar a mesma – olhe só pra você, uma adulta já. – Ele segurou a mão da loira a fazendo girar.

- Ah, que isso...

- Você está linda. – sorriu quando ela voltou a ficar de frente.

- Teve algum dia que estive feia? – perguntou em tom sério franzindo o cenho. Seu tio soltou uma risada.

- Você não mudou muito afinal. Continua bem confiante. - Soltou rindo.

Ino sorriu levemente o olhando e ouviu seu pai chamar o irmão para ir ver a mudança que ele havia feito na cozinha. Ino cruzou os braços os vendo se afastar e sua mãe indo atrás, se fazendo de sonsa largando a filha com o escroto de seu primo.

- Fico impressionado como você ignora minha presença. – Ino se virou o encarando com tédio.

- É um dom, parece que fui criada exatamente para essa função... Deidara. – Ino falou com tanto asco o nome que sentiu até orgulho de si.

- Eu não entendo porque me trata assim. – Ele disse rindo e passou pela mesma caminhando sem pressa.

- Ah, agora vai se fazer de desentendido. - Ela o acompanhou com o olhar. - Você é o motivo de muitos relacionamentos frustrados na minha vida. – disse irritada. – Você era horrível comigo.

- Eu não era tão mal assim, você que sempre foi muito alterada. – Ele voltou a se virar para a mesma com um sorriso divertido nos lábios. – E seus relacionamentos não precisam de terceiros para acabarem frustrados, você faz esse trabalho muito bem sozinha.

- Ora seu...

- Fiquei sabendo. – interrompeu com a voz um pouco mais alta mas logo voltou ao normal. – Que aquele riquinho chato te traiu com a ex. – ele fingiu segurar uma risada – Você sabe escolher bem em... mas também não dá pra culpar ele. Ninguém aguenta você.

Ino levou uma das mãos a cintura o observando falar. Seu primo falava as coisas na intenção de machucar, e aquilo com certeza havia machucado. Mas ela não daria aquele gostinho de vitória pra ele.

- Falou o super namorado não é? – sorriu com uma áurea quase diabólica. – Não vamos nos esquecer de quem levou o maior toco de ex aqui. – Ela se aproximou de maneira dócil ajeitando a gola da jaqueta azul marinho de seu primo. – Bem no meio do campus. Com flores nas mãos e aquela música brega tocando. Meu Deus que pena daquela pobre menina... Vergonha...– sorriu olhando o mesmo. – Não tire minha paciência hoje, porque eu também sei fazer isso muito bem. – piscou pra ele e se afastou.

Ino se afastou e seguiu caminhando para a cozinha. Deidara permaneceu onde estava. Apertou o punho com raiva da loira que o fez trazer aquelas memórias insuportáveis à sua mente mais uma vez.

Enquanto almoçavam Ino se permitiu ficar em silêncio, apenas respondendo uma hora ou outra uma pergunta que era direcionada a ela. Afinal, corria o risco de ter que responder as provocações ácidas do seu primo. Assim que terminaram de comer, os 5 passaram um tempo ainda conversando enquanto aproveitavam de um ótimo doce de morango que a mãe de Ino havia feito.

Ino sentiu seu celular vibrar em seu colo. Era uma mensagem de Hinata, a abriu sem cerimônia.

“E então? Posso passar aí pra te buscar? Ainda está com seus parentes?”

“Pode vir me buscar, minha obrigação era uma hora, estou livre ^^”

“Amiga, podemos deixar pra outro dia, não é importante. Posso comprar o livro amanhã. Fique com sua família e seu tio.”

“Hinata, me tira daqui. Por favor, estou implorando.” Ino sentiu até sua pressão baixar quando leu a mensagem de Hinata a pedindo para ficar.

“kkk ok, exagerada. Estou indo, aviso quando estiver chegando.”

“Obrigadaaaa °3°”

Ino voltou a olhar seu tio que falava animado sobre algo, sorriu de leve. Ela gostava dele, era um bom homem. Procurou sua mãe com o olhar e a viu pegando algo na geladeira. Ser levantou indo até ela.

- Mãe, então, a Hina ta vindo me buscar. – sorriu hesitante com medo de sua mãe pedir pra ficar mais.

- Está? – A mais velha se virou olhando a filha. Suspirou e sorriu. – Tudo bem, não quer convidar ela para comer um pouco do doce antes de ir? – a mais velha fechou a geladeira.

- Não, Hina não precisa ter um contato maior com Deidara além dos meus relatos de vida. Ela não merece. – A Sra. Yamanaka riu baixo balançando a cabeça.

- Certo, liberada! – piscou para a filha que sorriu largo para a mãe.

- Valeeeu! – disse quase dando pulinhos de alegria e se virou indo a mesa. – Licença, desculpa interromper. – disse fazendo o seu pai, o irmão dele e o filho do mal pararem de conversar e a olharem. – Eu tenho que ir agora, minha amiga precisa muuito de mim. Mas fiquei muito feliz de ver você tio, você deveria vir mais vezes.

- Eu sei disso... Mas o trabalho não permite, infelizmente. – Ele disse para baixo.

- Tudo bem, obrigada por vir. – Ino sorriu e caminhou até ele o abraçando. Ela sentia os olhos do primo sobre sim. – Bom. Estou indo agora. Tchau tio e tchau Deidara. – se esforçou para dizer de maneira simpática o nome dele. 

Assim que seu tio se despediu dela, Ino ouviu a buzina alta que vinha de fora da casa. Disse um tchau rápido e alto a todos e correu para a porta de casa, no caminho pegou sua pequena bolsa no sofá da sala.

Assim que saiu de casa pôde ver o carro de Hinata. Era um Tesla branco lindo que combinava perfeitamente com Ela. Ino não perdeu tempo e se aproximou abrindo a porta vendo a amiga pela janela.

- Ahhh, que alívio! – sorriu largo abrindo a porta do carro e entrando. Se sentou no banco do carro não perdendo tempo em colocar o cinto.

- Oi, Ino. – disse rindo baixo com a pressa da amiga. – Gostou do almoço?

- Estava gostosa a comida mas a visão tava prejudicada, o rascunho do capeta sentou bem na minha frente. – riu baixo e puxou o espelho do carro para se olhar.

Hinata soltou uma risada e começou a tirar o carro da frente da casa da mesma. Dirigia sem pressa na direção do shopping.

- Fez mais alguma coisa legal hoje ou a novidade foi só o almoço?

- De manhã ajudei minha mãe na floricultura. – disse enquanto passava o batom em frente ao espelho. – Ah! – abriu um sorriso voltando a olhar Hinata. – Chegou as sementes de orquídeas que compramos, estou louca para plantar logo.

- Posso ajudar? – perguntou surpreendendo positivamente Ino. – Eu normalmente não faço esse tipo de coisa e você gosta tanto, parece divertido.

- CLARO! – Soltou animada. – Você vai amar Hina, é muito legal. Vamos também aproveitar pra fazer uma tarde do chá com biscoito.

- Eu amo chá, então estou dentro. – sorriu largo juntamente à amiga.

As duas continuaram a conversar no caminho para o shopping. Assim que chegaram, Hinata deixou seu carro na garagem. Elas andaram um pouco por causa da insistência de Ino em ver algumas lojas de roupa. Hinata havia chamado a amiga para ir comprar um livro, e sabia que aquilo aconteceria, sabia que loira a arrastaria pelas lojas de roupa, não se incomodava em acompanhar a amiga, mas ao mesmo tempo não achava tão interessante.

- O que acha desse? – Ino arrastou a cortina pesada do provador revelando o vestido verde claro que era justo até seu abdômen, a saia do vestido era bem solta e leve. Era simples mas bonito.

- Você está linda, amiga, assim como estava em todos esses outros. – diz Hinata segurando mais 4 vestidos que ela havia experimentado.

- Estou enchendo seu saco né? – riu se virando e se olhando no espelho. Verde não era muito a sua cor, mas ela estranhamente estava gostando do que via. – Vou levar esse, meu coração o escolheu. – riu de leve. – Prometo não entrar em mais nenhuma loja.

- Não se preocupe com isso, não seja boba.

Ino fez como prometido, não enrolou mais, comprou o vestido verde e deixou Hinata conduzir a caminhada as levando até a livraria do shopping. Ali a morena procurou por um bom tempo até achar o livro que queria. Ino havia falado para pedir ajuda de um funcionário que seria mais rápido, mas Hinata insistiu que não tinha porquê chamar se ela podia procurar. Ino só deixou, sabendo que era porque a amiga era envergonhada.

Assim que Hinata achou seu livro, ela pagou no balcão e em seguida as duas saíram da livraria. Como haviam enrolado muito em lojas e já era 16:00, decidiram ir logo embora, para fazer alguma coisa na casa da morena no fim da tarde.

No carro, Hinata dirigia em direção de sua casa enquanto Ino jogava um jogo chato em seu celular. Ao parar no sinal, Hinata notou mais a frente a sorveteria que já havia vindo algumas vezes com Tenten.

- Amiga, podíamos tomar sorvete, aquela sorveteria ali é muito boa. Tenten me trouxe várias vezes. – sugeriu.

- Depois ela vai vir encher o saco dizendo que você tá traindo ela comigo. – Ino disse com preguiça mas logo sorriu. – Então é isso mesmo que iremos fazer. – perturbar Tenten era um ótimo passa-tempo na vida da Yamanaka.

Hinata riu imaginando Tenten reclamando. Não podia negar, era engraçado. Quando o sinal abriu, Hinata avançou um pouco o carro e logo estacionou na frente da sorveteria.

As duas saíram do carro sem pressa, Hinata o travou e entrou na frente, sorrindo ao sentir o cheiro bom que havia no estabelecimento. As duas se sentaram em uma mesa perto da janela.

- Gostei daqui, é tudo muito fofo e aconchegante. – Ino sorriu.

- Não é? – a morena concordou.

- Se os sorvetes forem bons eu aceito vir mais vezes. – disse a loira pegando o pequeno cardápio o observando com cautela para escolher. – Quem sabe um milkshake de Ovomaltine... ou o famoso chocolate normal... – cerrou os olhos.

- Vou pegar o meu favorito, de limão. – Hinata apoiou o cotovelo na mesa e a bochecha na palma da mão esperando a amiga se decidir.

- Tá, vou querer um milkshake de morangulos. – disse animada.

Hinata afirmou com a cabeça e olhou para o balcão onde o atendente estava. A morena notou que ele parecia impacientes com algo. Fez um leve sinal com a mão o chamando e ele prontamente pegou seu bloco de anotações e caneta caminhando até a mesa das meninas. Ele parou ao lado da mesa olhando a morena.

- Sejam bem vindas ao Ice Heaven. Vocês já decidiram o pedido de vocês?

Ino sorriu calmamente, não tinha a prestado atenção no nome do lugar, era fofinho. Ela levantou o olhar devagar para o atendente.

- Ice Heaven é um nome tão boni-

Ino parou de falar quando viu o rapaz. Seus cabelos vermelhos e a tatuagem não deixavam a loira ter dúvidas de quem era aquele. Era ele. O cara de seu sonho. Quer dizer, se ele estava ali então não havia sido um sonho, ou havia?

Não! Tinha certeza que nunca havia o visto antes, como sonharia com quem nunca tinha visto?

Ela piscou algumas vezes o olhando.

O atendente, quando notou que a outra menina parou de falar, a encarou. Estranhou o fato de ela estar o encarando de olhos arregalados. A olhava esperando a mesma terminar de falar o que estava falando.

Ino sentiu seu coração falhar algumas batidas quando ele finalmente a olhou. Sem saber o que fazer, deixou sua confusão sair pela boca sem querer.

- VOCÊ É REAL?

...

...

O silêncio reinou entre os três por no mínimo 7 segundos. O atendente rolou devagar seus olhou para a outra menina que olhava para a amiga assustada. Ele coçou a garganta e voltou a olhar a loira.

- Bom, parece que sim, né? – Ele respondeu calmo olhando a menina.

- Você! – Ino apontou para o mesmo. – Eu te vi ontem! Já que é real e a minha amiga está interagindo com você então eu não sou louca. Já que tenho certeza que estou acordada então não foi um sonho. Você estava mesmo lá! – A loira soltou tudo numa velocidade difícil de acompanhar.

- Amiga.. – Hinata a olhava preocupada e um pouco constrangida. Riu de nervoso. – Do que está falando?

O ruivo pulava o olhar de uma para a outra. Aquela situação estava muito esquisita, e a loira não falava nada com sentido. Ele olhou a hora em seu pulso um pouco apressado.

- Vocês decidiram o que irão pedir? – perguntou tentando manter o tom sereno, já que se sentia agitado.

- Ontem você foi até a floricultura, não foi? – Ino insistiu. – Lembro perfeitamente, vc estava lá, molhado e de terno.

- Não sei do que está falando moça, de verdade.

- Onde você estava ontem a noite então se não estava lá? – perguntou com tom de deboche na frase.

- Ino! – Repreendeu Hinata ficando irritada com a loira. – Onde já se viu perguntar uma coisa dessas? Você nem o conhece.

- Mas eu estou falando a verdade! – soltou indignada. – Estou falando sério! Ele foi lá ontem e...

- Ontem eu não fui a nenhuma floricultura e eu nunca vi a senhorita antes. Agora se puderem me dizer o pedido... – Ele disse cortando as meninas.

Realmente, ela era maluca. Devia estar o confundindo com outra pessoa. Não queria perder tempo com bobeira, tinha algo muito mais importante pra fazer, que provaria para ele mesmo que não estava louco. Tinha que estar naquela floricultura mais tarde, era essencial.

Espera... floricultura? Ela disse que o encontrou em uma floricultura?

Qual a possibilidade de uma menina estranha o confundir com um cara que a encontrou num mesmo tipo de negócio que ele estava ansioso para ir?

Balançou de leve a cabeça. Não tinha tempo para aquilo, tinha certeza que não tinha passado nem perto de uma floricultura no dia anterior. Então não era ele.

- Vai realmente se fazer de desentendido? – Ino o olhou pasma.

- Eu vou querer um sorvete duplo de Limão. – Hinata disse um pouco mais alto cortando o assunto que Ino insistia. – Ela vai querer um milkshake de morango. Os dois pra viagem por favor.

- Certo, esperem alguns minutos. Já voltou com os pedidos. – Ele agradeceu mentalmente à aquela outra menina por agilizar seu trabalho. Caminhou calmamente de volta para o balcão ouvindo a voz da loira.

- Ei, espera, eu não terminei!!

- Ino, está agindo como uma louca, ele já disse que não te viu ontem.

Ino suspirou deixando seus ombros caírem. Encostou suas costas ainda observando o ruivo que fazia seu trabalho. Aquilo não fazia sentindo algum. Ela sabia que era ele, a aparência era totalmente igual, e aquela voz... Lembrava dela, havia sido algo que prestou muita atenção antes.

- Você pode se explicar pra mim? – Pediu Hinata fazendo Ino dar sua atenção a ela.

A loira encarou a amiga. Ela queria contar o que houve, mas estava mais interessada no cara. Não por causa de ele ter ido e ter agido de maneira totalmente estranha. O que a deixava mais intrigada é que ela não se lembrava de mais nada do que havia acontecido entre o abraço que deram e o momento em que ela acordava sozinha.

Agora tinha certeza de que não havia sido um sonho, mas sabia que, devido às circunstâncias, se contasse aquilo à sua amiga, seria mais um motivo para ser chamada de louca. Preferiu guardar essa parte para se mesma e tirar essa história a limpo com o próprio suspeito.

- Eu conto pra você depois. – disse rapidamente voltando seu olhar para o ruivo cerrando os olhos. Arrancaria algo dele. Não era possível que não fosse ele.

Assim que os pedidos ficaram prontos, ele as avisou. Hinata de prontidão se levantou pra ir pegar e pagar. Planejava ficar para comer, mas como Ino a fez passar vergonha, achou melhor deixar pra depois. Assim que pegou o pedido, agradeceu e se afastou. Chamou Ino para ir embora e caminhou na frente. Hinata suspirou quando saiu da sorveteria, estava aliviada. Parou de andar quando não ouviu passos atrás de si. A morena se virou procurando sua amiga e quando não achou suplicou baixo a Deus pedindo paciência.

- Então você está dizendo na minha cara que eu sou louca e que nunca esteve na floricultura Yamanaka? – perguntou Ino ao atendente. A loira estava com seus cotovelos apoiados no balcão olhando fixamente o rosto do funcionário.

Ele fechou os olhos apoiando sua mão no balcão, e assim, apoiando o peso de seu corpo no braço. Procurava o resto de delicadeza em seu interior para lidar com aquela cliente. Ele não estava em seus melhores dias, só pedia internamente para que ela fosse embora.

- Senhorita, eu não quero ser indelicado. Eu dou minha palavra a você. Se tem uma pessoa que não estava lá, tenho certeza que essa pessoa sou eu.

- E eu tenho certeza que era você. – Ino deu um pulo pra trás quando o viu tirar o pano que estava em seu ombro com brutalidade e o bater no balcão, provavelmente, sem querer.

- Como alguém que nem conheço pode saber sobre onde eu estava melhor do que eu? – Ele perguntou quase entredentes tentando se manter calmo.

- Você estava lá! – disse a mesma batendo a mão no balcão. – Você entrou! Estava molhado! De terno! Você chorou, me abraçou e de alguma forma me fez desmaiar! – Ino falava séria olhando o ruivo. Ele ficou em silêncio encarando a mesma que havia se exaltado. A loira respirava forte esperando o mesmo admitir e dizer o que havia feito com ela.

- Você é louca mesmo, saia ou eu irei chamar a polícia. – Ele falou dando as costas para a mesma indo limpar a maquina que havia usado.

- Não dê as costas pra mi-

- Ino! – Hinata chamou a amiga na porta. – Se você não vier de uma vez e deixar ele em paz eu juro que te deixo aqui e nunca mais saio com você!!

- Mas, Hina...

- Agora, Ino!

A loira suspirou e deu umas última olhada no suspeito, mas desistiu. Caminhou até Hinata passando pela mesma com seu nariz empinado. Desistiria apenas por enquanto. Não esqueceria aquilo tão cedo.

As duas entraram no carro e Hinata dividiu sua atenção entre prestar atenção no caminho e dar bronca na amiga que ouvia com o rabo entre as pernas.

Ino até pensou em explicar a situação, mas percebeu que não adiantaria nada. Hinata só acreditaria mais ainda que ela estava ficando louca.

 Não muito tempo depois Hinata entrou com seu carro pelos portões da propriedade de sua família.

Sim, Hinata morava em uma mansão, praticamente. Sua família era uma das mais ricas da cidade e Ino sempre ficava chocada quando lembrava disso. Hinata, por mais que tivesse vindo de um berço de ouro, sempre foi muito discreta e odiava chamar atenção, na faculdade era impossível perceber que ela era cheia da grana, as pessoas apenas achavam que ela tinha uma boa condição de vida.

- Aí amiga, as vezes eu esqueço que você mora nesse lugar. – disse Ino admirando a fonte de água pela qual elas passaram ao lado com o carro. – Cheia dos dinheiros, muito ouro, inshalá! – disse Ino mexendo os ombrinhos na tentativa de fazer uma dança indiana.

- Não seja boba, já disse que aqui nada é meu, é do meu pai. – disse a morena tímida.

- Quando ele morrer você vai ter muito de tudo isso, então podemos considerar seu também. – Hinata estacionou seu carro e olhou horrorizada a amiga.

- Ino! Não fale sobre meu pai morrer! – a repreendeu.

- Tô brincando, garota. – A loira soltou uma risada e abriu a porta saindo do carro e viu a amiga fazer o mesmo.

Hinata rolou os olhos para a amiga, se surpreendia como havia se acostumado com o jeito de Ino.

Assim que entraram na casa de Hinata foram direto para o quarto da mesma tomar o sorvete. O tempo passou tranquilo para as duas enquanto estavam ali juntas.

30 minutos depois Ino já estava jogada no tapete felpudo azul claro da amiga enquanto falava sobre o desfile que tinha assistido no dia anterior, até ouvir seu celular tocar dentro de sua bolsinha. Ino resmungou com preguiça e se sentou alcançando a bolsa que estava na cama. Pegou seu celular e viu um número de Naruto na tela. Atendeu de uma vez.

- Que é? – perguntou voltando a deitar no chão. Olhou Hinata que mostrou curiosidade pra saber quem era. Ino sibilou sem som o nome do amigo para a mesma.

- Ino... Sakura está no hospital. Vem pra cá, agora! – Ino não teve nem tempo para compreender a informação porque Naruto desligou na cara dela.

O coração de Ino quase parou. Olhou Hinata desnorteada e a morena a olhou sem entender nada. O peito da loira apertou.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, tenho tido problemas pra conduzir a história, próximos capítulos tentarei levar as coisas com mais calma. Obrigada se chegou até aqui ♡


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