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História Like A Dream - Capítulo 4


Escrita por: Zorome

Notas do Autor


Olá, estou aqui mais uma vez ^^ eu sei que eu demoro kkkkk mas estou longe de desistir de escrever, estou amando! Mais um capítulo entregue♡

Capítulo 4 - Era só planta


Fanfic / Fanfiction Like A Dream - Capítulo 4 - Era só planta

12/03/20, Quinta-Feira, 17:36

Parou quando chegou em frente ao estabelecimento que estava do outro lado da rua. Olhou a hora no seu relógio de pulso e viu que faltava pouco para 17:45, que havia sido o horário que a dona da floricultura havia dito quanto a perguntou, então alguns minutos antes disso deveria ter passado a reportagem sobre o acidente de trânsito na televisão.

O ruivo suspirou. Se aquilo fosse verdade... Não tinha ideia do que poderia fazer em seguida. Levantou seu olhar para a placa da floricultura, lendo o escrito: “Floricultura YK".

- “YK”? – Se perguntou baixo. O que deveria significar?

Resolveu apenas perguntar depois.

Deixando seus questionamentos de lado, ele seguiu até a entrada da floricultura tentando se manter o mais tranquilo possível. Nos dias que se passaram, ele havia caminhado na frente do local várias vezes, mas havia deixado para entrar apenas neste momento. E o que temia realmente aconteceu. Estava tudo perfeitamente no lugar em que se lembrava.

- Ah, oi! Bem vindo! – Ele ouviu a voz da vendedora, o que o fez a olhar atento. Ela parecia olhá-lo curiosa, como da primeira vez. Aquele sentimento não era um déjà vu, ele realmente havia vivido isso antes.  – Gostaria de ver algumas flores? – Ela perguntou.

Ele estava impressionado demais com como tudo era igual para responder a mesma. Se lembrou da notícia e, rapidamente, se aproximou do balcão ficando mais perto da TV que estava na parede. Será que iria passar agora a notícia?

A moça tomou um leve susto com a aproximação repentina do jovem. Olhou pra TV se perguntando o que ele queria ver ali.

- Então... – A mesma foi interrompida pela voz do Jornalista.

- Hoje, em pleno feriado, um engarrafamento parou a ponte principal da nossa amada Konoha. Um acidente entre um caminhão de carga e uma vã  ocorreu hoje às  07:15 da manhã. O caso está sendo investigado pela polícia que não nos deu grandes informações. As testemunhas afirmam que o caminhão estava dirigindo na contra mão. Logo logo voltaremos com mais notícias sobre as pessoas que estavam nestes veículos.

Gaara abaixou o olhar diante daquilo. Tudo aconteceu exatamente igual. Ele não estava louco, ele havia visto o futuro, ou melhor, ele havia estado no futuro. Apoiou suas mãos no balcão e deixou sua cabeça cair. Como aquilo aconteceu com ele? Como? E por quê?

- Pobres pessoas... – Ouviu a voz da vendedora e acabou se lembrando dela, levantou a cabeça a olhando. Ela suspirou enquanto olhava para a TV. – As vezes o mundo é injusto não é? Existem coisas que não dá pra evitar. – Ela parecia melancólica. A mesma voltou a olhar o ruivo. – Bom... Você está interessado em comprar algo? – Sorriu fraco soltando a pergunta.

Gaara resolveu comprar qualquer coisa já que estava ali. Colocou devagar suas mãos nos bolsos e olhou em volta admirando as flores do local.

- Sim... É, Eu vim. – Disse ainda perdido, afinal estava com muita informação na cabeça e nem havia pensado na possibilidade de comprar algo.

- E... Sabe o que quer comprar? – A moça perguntou e em seguida prendeu um sorriso o vendo sem saber o que falar. – Já entendi. Aposto que não sabe nada sobre flores. Pra quem é? Sua namorada? Sua mãe? Amiga? Funeral?

- Mãe. – Respondeu rápido a pergunta. – É aniversário dela. – Mentiu deixando seus olhos no chão.

- Tenho certeza que sua mãe gostaria de um buquê de orquídeas. – Disse a mulher. - Toda mulher gosta de receber orquídeas, principalmente as mães. Sou a prova viva disso. – Ela sorriu para o mesmo. – Pode ser?

- Pode sim, está ótimo. – Ele disse sorrindo fraco.

A dona do local cerrou os olhos olhando aquele jovem. Tinha algo de errado, ele parecia extremamente aéreo. Ela resolveu não perguntar, vai que estava passando por um momento difícil.

- Vou ir preparar o buquê, espere um segundo e fique a vontade. - Ela se afastou entrando numa sala nos fundos.

Gaara afirmou com a cabeça, encostou suas costas no balcão olhando para a rua através do vidro da entrada. Aquilo ainda parecia ser loucura, mas era real. Se suas suspeitas estivessem corretas, talvez aquela ampulheta tivesse algo haver com isso. Mas o que faria em seguida? Como ela funcionava? O que havia feito ela... “Ligar"? 

Viu a moça voltar e pegar as tais orquídeas, ela retornou ao balcão e ele se virou a observando preparar o buquê.

Será que falava sobre isso com seu pai? Afinal havia vindo dele... Ah não. Era uma péssima ideia. Seu pai tomaria de volta acreditando ou não, só pra vender a qualquer um, por qualquer preço como o bom charlatão que era. Contava para seus amigos? Com certeza o chamariam de louco. Ou de desocupado.

- Aqui está o buquê. – Ouviu a voz da mais velha. Fitou as flores nas mãos da vendedora. Realmente parecia o estilo da sua mãe, só não sabia se tinha disposição para levar até ela. – São lindas não é? – O ruivo afirmou com a cabeça e pegou a carteira em seu bolso.

- Quanto ficou? – Perguntou calmo.

- ¥5453.08 (50 dólares) – Respondeu com um sorriso tranquilo. Gaara arregalou os olhos, ele tinha ouvido direito? Aquilo era só planta. Planta. Só porque era mais ajeitadinha e com uma corzinha era aquele preço? – Hã... moço? – a moça chamou sua atenção e ele piscou algumas vezes.

- Ah, tá. – afirmou com a cabeça devagar e abriu sua carteira. Se sentia roubado. Aquilo era sério? Por umas plantas? Tirou o dinheiro da carteira sentindo um estranho aperto no peito. Bem, estranho não, era o aperto que todo pão duro sentia ao ver seu dinheiro descer pelo ralo. Colocou as notas em cima da mesa junto com algumas moedas. 

Ridículo.

- Obrigada! Espero que sua mãe goste. – Ela sorriu recolhendo o dinheiro.

- Eu também... – Seu tom quase saiu como uma lamentação. Pegou o buquê o encarando não acreditando que tinha gastado seu precioso dinheiro naquilo. Faria questão de entregar na mão de sua mãe. Suspirou tentando se acalmar. Se lembrou da dúvida de antes e voltou a olhar a moça. – Tenho uma pergunta... por quê a sigla na placa é YK? É uma sigla certo?

- Ah! – Ela sorriu e pegou um cartão de visita numa cestinha no balcão o entregando. – É de Yamanaka, é o nome da minha família. – Sorriu um pouco tímida. – Sou ruim com nomes, não me esforcei muito pra pensar.

- Yamanaka? – Franziu o cenho ao ouvir o nome e se lembrou da loira louca de mais cedo falar ele. Então era dessa floricultura que ela estava falando?

Seria estranho perguntar por ela? Resolveu não perguntar.

Ele tinha certeza que ontem não havia passado nem perto de entrar no local em que estava agora. Como ela poderia ter visto o mesmo ali se realmente não estava. A loira havia citado um homem molhado e de terno. Era realmente impossível ser ele, afinal não andava na chuva para não ficar doente e pagar uma consulta, imagina ter um terno. Ele já havia vestido um? Provavelmente quando criança.

Okay, aquilo havia ficado mais estranho. Ainda considerava a possibilidade de ela ser louca, mas tinha algo acontecendo. Não podia negar. Sorriu calmamente para a moça a sua frente.

- Obrigada pelo atendimento. – disse calmo se afastando.

- De nada, volte sempre. – Ela respondeu com um sorriso sereno.

O ruivo saiu da floricultura. Era muita coisa para sua cabeça, agora tinha certeza de que de alguma forma ele havia viajado no tempo, e agora havia mais esse episódio esquisito com aquela loira.

Ainda na frente da floricultura ele levantou o buquê que segurava.

- Não acredito que comprei isso... – sussurrou se lembrando do preço daquilo. Era um roubo. Estalou a língua e começou a andar pela calçada. Entregaria na mão da mãe.

 

Hospital Senju

 

- Sério, que vontade de matar você, Naruto! – Disse Ino ameaçando enforcar seu amigo que se afastou rapidamente.

Haviam acabado de sair do prédio do hospital. A loira ainda se recuperava do susto que havia levado. Olhou para Sakura que havia acabado de sair pela porta de vidro se juntando a ela, Naruto e Hinata.

- Desculpa, eu não sabia que a Sakura tinha ansiedade... – Tentou se explicar se aproximando da rosada e se escondendo atrás dela.

- Testão! Por que deixou esse idiota me assustar assim? Achei que você havia sido atropelada, esfaqueada, envenenada!!!

Hinata riu baixo ao lado da loira. Naruto as vezes aprontava umas que era impossível de prever.

- Eu não estava com ele! – Disse Sakura puxando Naruto para que ele voltasse para onde estava, de frente pra Ino. – Seja homem!! Encare os problemas que você causa. – Se divertia com o medo do pobre coitado.

- Eu achei que você estava tendo algo sério! Seu coração estava batendo muito rápido!! E se você tivesse uma parada cardíaca! Eu entrei em pânico. – O loiro se defendeu.

- Parem de brigar por causa disso. – Hinata se pronunciou pela primeira vez e se aproximou de Sakura devagar. – Não foi algo tão sério como uma parada cardíaca... – Olhou rapidamente com um olhar divertido para Naruto mas logo olhou sua amiga. – Mas ainda assim você passou por uma situação difícil. Você está bem? O que o médico disse?

Ino e Naruto se aproximaram mais prestando atenção na conversa agora preocupados com a amiga e interessados na conversa das duas.

- O de sempre, a preocupação com os estudos falou mais alto que minha paz. – Sorriu fraco desviando o olhar. Não gostava de parecer frágil na frente dos amigos. – Acabou acontecendo o que aconteceu. – Sakura parecia hesitante e isso não passou despercebido pelo olhar de Ino.

Hinata suspirou segurando a mão da amiga fazendo um leve carinho, se pudesse faria qualquer coisa para que aquilo nunca mais acontecesse com a rosada. Doía em seu peito saber pelo que ela passava.

Notando que Sakura não diria nada além daquilo, Ino resolveu fazer alguma coisa sobre. Queria ao menos que a rosada aproveitasse o resto do feriado.

- Sabe o que eu acho? Que a Testuda merece um café! Por que não vamos na cafeteria aqui perto? – Ino sorriu se aproximando e colocando seu braço por cima dos ombros da Haruno.

- Você odeia café. – Sakura arqueou uma sobrancelha.

- Odiar é uma palavra muito forte. – Levou a mão ao peito. – De qualquer forma, você ama, assim como Shikamaru. Isso que importa. Vamos? – Sorriu olhando a amiga e em seguida os outros dois. – Naruto disse que vai pagar o de todo mundo. – riu se afastando e começando a andar.

- O que? – O loiro arregalou os olhos. – Quando eu disse isso?

- Não disse? Eu ouvi. – Sakura disse rindo baixo e se apressou em seguir Ino.

- Em? – Ele se virou para Hinata pedindo ajuda com o olhar.

- Eu gosto de Americano. – Ela sorriu e passou por ele indo atrás das amigas.

- Até você?? Você pode comprar a cafeteria!! – Ele gritou. Suspirou e pegou sua carteira se perguntando se tinha trago seu cartão.

Os 4 amigos logo chegaram na cafeteria. Era grande e, provavelmente, cara. Afinal, era ao lado do hospital da cidade. Eles escolheram uma mesa qualquer e se sentaram. De um lado os loiros e do outro Sakura e Hinata.

- Você estudou o dia todo? – Ino perguntou a Sakura e em seguida chamou atenção de um atendente. Voltou a olhar a amiga esperando uma resposta.

- Não, claro que não! De manhã eu arrumei a casa com a minha mãe e fiz minhas unhas, olha! – Mostrou as unhas como prova de sua fala.

- Que divertido... – Naruto disse com cara de bunda olhando a amiga.

- E aí... estudou a tarde toda. – Ino deduziu com precisão mantendo uma expressão tediosa no rosto.

- Eu não estava fazendo nada, tive que fazer algo produtivo, oras. – Sakura deu de ombros e viu o funcionário chegar.

- Eu sei que você valoriza seus estudos, e eu não estou dizendo que deve parar. Todos nós precisamos estudar, claramente. Mas, poxa amiga, hoje é feriado, podia ter tirado para descansar. Suas unhas ficaram lindas a propósito. – disse por fim olhando as mãos da amiga que riu agradecendo.

- Ino tem razão. – Hinata disse se virando para a rosada. – Não pode pôr tanta pressão em si mesma, uma hora, vc vai explodir.

- E olha quem tá dando o Conselho, Hinata, que também se mata de estudar. Mas sabe os limites dela. - Soltou Ino.

O funcionário pingareou chamando atenção dos mesmos.

- Boa noite, bem vindos! Já sabem o que gostariam de pedir? – perguntou com um sorriso.

- Cappuccino! - Ino disse rapidamente.

- Eu gostaria de um Americano. – Hinata sorriu.

- Um Americano pra mim também. – Sakura se pronunciou.

- Trás um Expresso pra mim por favor. – Naruto pediu.

O loiro, de longe, viu numa estufa em cima do balcão com alguns cookies, decidiu pedir também para acompanhar seu café.

- Quanto estão os Cookies mesmo? – Apontou. Ino abriu um sorriso sapeca.

- Ah, não precisava amigo! – passou os braços pelos ombros dele o abraçando e olhou o atendente. – Eu gostaria de 3 deles!

- Ô garota, né pra você não!! É pra mim. – Indignado, olhou a loira.

- Você me deve essa, quase me matou do coração. – disse fechando a cara.

- Quando for sua vez de me pagar algo, juro que farei você se lembrar disso. – cerrou os olhos.

- Não seja chato e peça. – Ela sorriu largo e soltou o amigo se afastando.

Enquanto isso Sakura tirava uma foto do lado de fora da cafeteria, havia ficado bem conceitual. Sorriu de leve pensando em maneiras de editar a foto. Já Hinata prestava atenção na interação dos loiros à sua frente. Eles muitas vezes pareciam irmãos, brigavam bastante e eram íntimos. Desviou o olhar com medo de parecer estranha os observando daquela forma.

Gostaria se sentir íntima de Naruto assim como Ino e Sakura eram, mas era tímida e muitas vezes apenas não tinha muito assunto com ele, apesar de ele falar pelos cotovelos. Sua atenção foi roubada por Sakura lhe mostrando como a foto que ela tinha tirado havia ficado.

Depois de alguns minutos seus pedidos haviam chegado e eles conversavam tranquilamente. Naruto falava sobre ter um compromisso logo a noite, algo sobre ir assistir a banda de rock de um amigo.

- Não sei como gosta disso, barulho puro. – Disse, Ino.

- Você tá louca! – O loiro balançou a cabeça quando ouviu a amiga. – O som é animal, e as letras???? Sou quase fã N° 1 deles. Meu amigo pode até ser um mané, mas é fera na bateria.

- Você não tem moral pra chamar alguém de mané. – Sakura disse fazendo Ino rir.

- Qual o nome da banda? – Perguntou Hinata tomando seu café em seguida.

- Dry Leaf. – disse sorrindo e mordendo o cookie em seguida.

Ino ouviu uma musica baixa começar a tocar, era uma famosa qualquer e combinava com a tranquilidade da cafeteria.

- Que nome brega. – A loira comentou. Já havia ouvido esse nome, só não lembrava de quem havia escutado.

- Você vai ir ouvir eles mesmo sabendo que você não tem limite algum e vai acabar bebendo? Sabendo que amanhã ainda tem aula? – Sakura se pronunciou.

- Você consegue estragar o papo né?

- É meu dever. – Sorriu forçada para ele.

- Não vou beber hoje, realmente vou só ver o show e ir pra casa. Vocês não querem ir? – perguntou olhando as três.

- Deus me livre! – Ino e Sakura disseram juntas, mas elas tinham motivos diferentes pra negar. A rosada não podia sonhar em chegar atrasada amanhã e Ino preferia jogar bingo com os idosos num asilo do que ir à um show de rock.

- Chaaatas. – fechou a cara e olhou a morena. – E você Hina? – perguntou. – Gostaria de ir? Sei que parece chato, não deve gostar dessas coisas, eu vou entender-

- Eu vou. – o interrompeu.

Naruto se preparou para aceitar a rejeição mas a olhou surpreso quando ela aceitou. Ino e Sakura também franziram o cenho se virando para a amiga, estavam surpresas.

- Que foi gente? – riu olhando os amigos.

- Ah, nada, só... achei que negaria... – Naruto sorriu sem graça coçando sua nuca.

- Eu também, desde quando que você gosta de ro.. – Ino parou de falar quando sentiu Sakura bater o pé dela no seu. Olhou a amiga disfarçadamente sem entender e a rosada a repreendeu com o olhar.

- Que legal que você aceitou, aposto que vocês vão gostar do show. – Sorriu para Hinata e Naruto.

- Eu também. – Naruto abriu um grande sorriso.

Ino olhou o amigo ao seu lado e riu baixo voltando a beber seu café. Provavelmente Sakura estava planejando alguma coisa, assim como fez com ela e Sai, só esperava que o final daquilo não fosse igual o seu.

Ino e Sakura passaram o resto da conversa fazendo Naruto jurar que cuidaria bem de Hinata. A morena os observava rindo fraco, o nervosismo de saber que ficaria a sós com ele a tomou de tal forma que a impedia de pensar nas bobeiras que Ino falava. Quando aceitou ir com ele não pensou nem um segundo. Tinha medo de se arrepender depois, podia estragar tudo. Por que aceitou mesmo?

 

 

18:40

 

O ruivo tocou a campainha sem pressa. Não pretendia demorar em falar com a sua mãe, afinal ainda tinha que ir em casa se arrumar para ir para ao bar. A banda teria mais um show mais tarde, porém havia marcado 1 hora antes para que pudessem ensaiar e checar o som.

Uma mulher na faixa dos 40 e poucos anos abriu a porta da grande e luxuosa casa. Abriu um grande sorriso ao ver o filho e se aproximou o abraçando rapidamente.

- Gaara, você demorou para vir me ver! – Disse num tom alegre mas também soava como um esporro. Ele a abraçou de volta com apenas um braço.

- Eu ando sem tempo, desculpa. – Sorriu se afastando e voltando a olhá-la.

- Não aceito suas desculpas. Vamos, entre! – Disse abrindo caminho. – Gaara negou com a cabeça tirando de suas costas o buquê que havia comprado, estava o escondendo dela até então. - Filho? – a mãe dele olhou com confusão para o buquê.

- Não posso ficar muito, só vim trazer um presente pra você. – Ele observou sua mãe e riu com a cara dela.

- Você está doente? – Se aproximou vendo a temperatura do filho preocupada. Ele não era muito de gastar dinheiro com essas coisas. Antigamente o que ele fazia para ela era dar algo “Útil”. – Sempre odiou flores. – riu.

- Eu não passei a gostar, fui obrigado a comprar. Aproveitei pra vir saber se está bem. – Entregou o buquê a ela que sorriu recebendo. – Você está bem?

- Estou sim, e agora melhor ainda. – Sorriu largo mostrando o buquê. – Estava lendo um pouco ainda agora.

- Que bom. – Gaara sorriu. O que mais o tranquilizava na vida era saber que sua mãe estava bem, segura e feliz. Era o suficiente para ele. – Preciso mesmo ir. - lamentou.

- É um show? – Sua mãe sorriu orgulhosa.

- Sim, vamos nos apresentar no mesmo bar de antes, o chefe gostou da última vez e nos chamou novamente.

- Lá não tem drogas não, né filho? – Ela perguntou baixo. – Não use, por favor.

- Ah, por favor mãe. – Gaara riu se aproximando e beijando a testa dela. – Não se preocupe, volte a sua leitura. – Se afastou da sua mãe.

- É sério, okay?

- Tá bom.. – Soltou entediado. – Tchaaau. – Disse alto se afastando.

- Tchaaau. – Ela suspirou vendo o filho ir, olhou as flores e sorriu. – Já sei em que vaso colocar vocês, belezinhas.

Gaara caminhou calmamente com um leve sorriso até o ponto de ônibus mais próximo. Assim que chegou no mesmo desejou que não demorasse no trânsito. Queria chegar logo em casa para se arrumar e claro, dar mais uma olhada naquele objeto misterioso que agora o pertencia.

Muita coisa estava acontecendo para sua mente compreender tudo, mas ainda assim, estava ainda mais curioso para entender o que estava acontecendo.

Seu ônibus logo chegou e ele entrou passando o cartão indo se sentar em seguida. Estava com sono, mas o sono não poderia atrapalhá-lo mais tarde. Tinha que sair tudo como haviam ensaiado.

 

20:15

 

Depois de passar um bom tempo com Naruto e suas amigas, eles se separaram. Sakura foi para casa dizendo que iria ver um filme para relaxar, Naruto e Hinata foram para o tal bar que aconteceria o show da banda de seu amigo. Ino, assim como Sakura decidiu ir para casa, queria passar o resto da noite desenhando algum rascunho de vestido enquanto ouvia a tv em qualquer canal. Havia pego um táxi para voltar, negou as caronas que haviam sido oferecidas, não queria importunar os amigos uma hora daquela, achou melhor apenas dizer que estava cansada da cara deles. Assim que o táxi estacionou, Ino olhou pela janela. Franziu o cenho vendo um carro cinza parado na frente de sua casa e uma pessoa encostada no mesmo. Ela estava louca? Estava vendo coisas.

Ino saiu do carro depois de pagar ao motorista e ele logo se foi. Ino permaneceu parada no lugar vendo aquela pessoa ali.

Era Sai.

Mas o que diabos ele estava fazendo ali?

Ele já a olhava, desde que desceu do táxi. A loira apertou os lábios, sem paciência e nervosa. Ele caminhou até a mesma com calma parando na sua frente com um olhar seguro e calmo ao mesmo tempo. Ino acabou se lembrando de uma das coisas que amava no mesmo. O olhar confiante dele, decidido.

Ele tocou o pulso da Yamanaka devagar, a observando como se estivesse esperando que ela o afastasse. O que ela não fez. Estava paralisada. Então, o moreno deslizou os dedos até a mão da mesma a levantando devagar.

- Ino... podemos conversar? – Pediu com sua voz calma fazendo o coração de Ino amolecer um pouco.

Ino desceu os olhos para a mão do mesmo que segurava a sua enquanto cobrava, de si mesma, uma a atitude.


Notas Finais


Foi mais de boa hoje né? Kkkk obrigada por ler até aqui! ♡♡


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