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História Like A Dream - Capítulo 9


Escrita por: Zorome

Notas do Autor


Caraaaaca, demorei muuuito, perdão! O importante é que finalmente apareci haha Mais um capítulo, espero que gostem! Ainda continuo sem celular, isso me impede bastante de escrever e mais um problema me apareceu. Vou me mudar nos próximos dias, então talvez o próximo capítulo demore um pouco. Não desistam de mim, por favoor >< Enfim, boa leitura kkk

Capítulo 9 - Tristeza


Fanfic / Fanfiction Like A Dream - Capítulo 9 - Tristeza

 

- Você está me dizendo que esta ampulheta na minha frente, faz você viajar no tempo?

A voz descrente de Ino soou após longos segundos de silêncio, que surgiu assim que Gaara terminou seu discurso. Ele havia explicado para Ino sobre o que passou nos dias anteriores e, como havia colocado a ampulheta na mochila, resolveu mostrar a ela. 

O olhar dela o fazia se sentir um idiota. Ela não tinha nenhuma fé nas palavras dele. Para uma pessoa que não cogitava viagem no tempo como algo real, devia parecer um idiota mesmo.

- Sei que parece muito fora da realidade. Mas precisa acreditar em mim, eu realmente viajei para o futuro.

Ino, sem palavras, pegou outro bolinho, comendo lentamente. Estava sem reação, será que ele estava zoando com a cara dela? Questionava como aquilo poderia ser real.

- Acha que enlouqueci? - Ele perguntou perdendo qualquer resquício de esperança de ela o entender.

- Não, claro que não. - Ino negou com a cabeça, evitando olhar o ruivo enquanto comia.

- Está sim.

- Não estou, quem disse? - Olhou o rosto dele séria e Gaara retribuiu o olhar com a mesma expressão que ela.

Ela não conseguiu segurar e soltou uma risada levando a mão à boca rapidamente para abafar o som, ainda mastigando o Takoyaki.

- Deixa pra lá. - Irritado, pegou a ampulheta que estava em cima da mesa, mas Ino o impediu segurando o pulso do mesmo.

- Desculpa, foi sem querer.

- Você não acredita, não sei porq-

- Acredito sim, eu acredito.

- Não acredita! - A olhou sério e ela tentou fazer o mesmo que ele, mas riu novamente. Soltou o pulso da mão dela bruscamente e abriu a bolsa novamente.

- Caaalma!! - Ino deixou os hashis em cima do pote de plástico e impediu o ruivo de guardar completamente o objeto. - Não fique irritadinho, continue falando! Você tem que me entender! O que está me contando é absurdo e sua cara séria me dá vontade de rir. - Explicou.

Gaara encarou a mesma ainda emburrado, ela sorriu abrindo devagar a bolsa que estava no colo dele e pegou a ampulheta a puxando para si. Observou o objeto de perto.

- Já que ela tem esse poder aí, como você diz, como ela funciona? - Ela ainda não parecia acreditar, mas estava disposta a ouvir.

- Bom, só consegui usar duas vezes, e em ambas eu fiz as mesmas coisas, só não sei se tem outra forma de funcionar. Pode ter. Talvez.

- E como funcionou nessas duas vezes que usou?

- Eu usei quando fui me deitar para dormir. Virei a ampulheta deixando a areia cair e deixei ela no cubo ao lado da minha cama, o móvel. Eu nem estava com tanto sono, ainda assim, apaguei completamente. Nas duas vezes que viajei, acordei no mesmo lugar, horário e com roupas diferentes. Ah e… Nas duas vezes viajei uma semana no futuro.

Ino ficou em silêncio olhando o mesmo. Aquilo era loucura demais para acompanhar. Pegou seu refri e o bebeu enquanto processava a informação. Colocou a garrafa na mesa e voltou a olhar ele.

- E o que o terninho tem com isso? Quando estávamos falando dele, você falou sobre uma experiência, né? Imagino que isso tenha a ver com essa sua ampulheta.

- Eu criei uma hipótese. Se tenho uma ampulheta que me faz viajar pro futuro, talvez… O meu eu, de algum lugar do futuro, pode ter vindo ao passado.

- Que?? Que absurdo é esse, como que-

- Ino, presta atenção. - Pediu a encarando e interrompendo. - Eu tenho um objeto que me faz viajar no tempo, faz um pouco de sentido meu eu do futuro, de alguma forma, voltar ao passado. Não temos outra explicação. Você mesma disse que ele é idêntico a mim, e se… Ele realmente for eu?

Ino olhava o ruivo a sua frente apavorada. A história estava ficando maluca demais para a cabeça da loira. 

- Gaara isso não é possível! - Negou com a cabeça. Mas fazia sentido, ao menos agora fazia sentido o tamanho da semelhança entre eles, por isso que antes podia jurar de pé junto que era ele na floricultura. 

- Sei que é muito para processar, não tenha pressa para assimilar. - Disse calmo olhando a loira. Suspirou. - Na “experiência”, eu queria saber se eu poderia dividir o futuro comigo mesmo, se tinha problema encontrar a mim mesmo ou essas coisas loucas de filmes. Mas como eu disse, na última vez, notei que minhas roupas mudaram, acredito que seja um sinal de que eu assumo o lugar do meu eu do futuro e não existe a possibilidade de ocupar o mesmo espaço que ele. E isso é o que me deixa ainda mais dúvidas. Se eu assumo a minha existência do futuro, então como seria possível ele vir ao passado e não assumir meu lugar? 

Gaara olhava para a mesa falando consigo mesmo ao mesmo tempo que despejava toda a informação em Ino. Aquilo dificultava muito sua linha de raciocínio. O ruivo saiu de seus pensamentos e encarou ela que o olhava como se tivesse se perdido a muito tempo na sua fala.

- Como você disse… É muito pra processar!! - Soltou num tom de voz alto. Liberou todo o ar que segurava nos pulmões e deixou seus ombros caírem. - Cansei mentalmente de hoje. - Deitou sua cabeça na mesa, ao lado de seu lanche. 

Gaara suspirou observando a loira e em seguida pegou seu refrigerante. Antes de beber notou que ela havia fechado os olhos, como se realmente descansasse após ter recebido essas novas informações. Ela parecia tentar o máximo para entender e não o chamar de maluco.

Após beber o refrigerante, abaixou a mão com a garrafa olhando a mesma. Mordeu fraco seu lábio inferior se perguntando qual seria a reação dela se dissesse o que descobriu sobre seu pai. Estava preocupado. Mal conhecia ela, mas se preocupava em jogar mais essa informação em seu colo. Ela se desesperaria? Surtaria? Ou finalmente gritaria na sua cara, o chamando de louco?

O que devia fazer? Era justo contar.

- Você-

 Ino abriu seus olhos e vacilou nas palavras por um momento quando encontrou o ruivo a encarando. Ele desviou o olhar naturalmente para seus bolinhos e pegou um comendo. 

- Você disse que recebeu a ampulheta do seu pai mais cedo. - Comentou ela ignorando seu vacilo. Se sentou direito ficando ereta na cadeira e o encarou. - Acha que ele sabe sobre o poder dela?

- Duvido, se soubesse ela não estaria comigo agora. - O ruivo deu um leve sorriso irônico, que aos olhos da loira, combinava muito com ele.

- Por que? - Perguntou franzindo o cenho.

- Meu pai é um pouco impulsivo. - Disse, resolvendo não falar muito sobre ele. 

Ino apenas deixou um leve bico formar em seus lábios notando que ele não falaria mais, escolheu deixar pra lá, não insistiria em saber nada pessoal dele, afinal ele era chato o suficiente para negar falar qualquer coisa. 

- Entendi… Enfim, vou precisar voltar para a faculdade. - Disse a loira abrindo sua pequena bolsa e olhando seu celular. - Sabe o que pensei? - Sorriu e o olhou. Ele continuou a comer, esperou ela continuar a falar, em silêncio. - Você está livre? Podia ir para a faculdade comigo, tenho mais uma aula agora a tarde, enquanto estudo, você pode procurar pelo terninho. Talvez consiga encontrar ele.

- Tenho minhas dúvidas, ele não deve estar lá mais.

- Quem disse?

- Eu estou dizendo, por que ele estaria lá até agora?

- Por que não estaria? É uma chance, mesmo que pequena, de você encontrar ele.

- Acho inútil.

- Não custa tentar Gaara. Vamos! Você o procura e quando quiser vai embora. Eu queria procurá-lo mais, mas estava muito ocupada e o tempo que tive eu vim encontrar você. Não custa nada. 

- Ahhh… - Reclamou fechando os olhos. Não é que não tinha vontade de ir procurar ele, apenas, não queria voltar até aquele lugar.

- Vamos!! - Insistiu.

- Tá bom. Eu irei. - Concordou.

No mesmo instante, Gaara guardou a ampulheta que estava na mesa dentro da mochila e se levantou. Ino sorriu largo e levantou também pegando seu pote com Takoyaki e olhou o pote do mesmo.

- Você ainda vai comer? Por que se não for, eu como pra vo… - Ino parou de falar quando viu o mesmo pegar o seu pote e refrigerante, ele deu um sorriso genuíno para ela e se virou seguindo na frente e comendo. - Nem queria mesmo.Sussurrou fechando a cara enquanto o via ir. 

Correu na direção do mesmo tomando cuidado para não derrubar nada e logo o alcançou, passando a caminhar ao seu lado enquanto terminava seus bolinhos.

Os dois não demoraram até chegar na faculdade, afinal, era ali perto. Gaara não estava animado em voltar ali, havia gastado um ano a toa naquele lugar. Mas entendia que estava sem opção. Poucos minutos depois eles andavam na direção do prédio do curso de Ino.

- Eu o vi no corredor que dá para pátio do prédio onde fica meu curso, pode começar procurando por lá. Minha aula demora um pouco, se você não quiser mais procurar e estiver cansado, só me mandar uma mensagem e ir embora. Não precisa ficar se não quiser. - Falava a loira enquanto caminhava. Já haviam terminado de comer antes e jogado as embalagens no lixo, então com as mãos livres, a loira gesticulava bastante.

- Você já falou isso umas 10 vezes. - Soltou entediado daquela explicação enquanto olhava em volta.

- Só não quero me sentir culpada de você gastar seu tempo aqui porque eu pedi. - Justificou. Gaara se preparou para responder, mas foi interrompido por uma voz que vinha de longe.

Ino se virou reconhecendo a voz de Sakura e percebeu a rosada se aproximar. Nervosa se virou para Gaara.

- Não diga nada estranho. - Mandou. Gaara quase teve vontade de rir, tinha certeza que se tinha uma pessoa que poderia dizer algo estranho, era ela.

Sakura parou de andar quando chegou na frente da loira e antes de falar com a amiga, não deixou de notar o ruivo atrás dela. Se perguntou quem era aquele cara com ela, nunca havia o visto na vida.

- Onde você estava? Sasuke falou que você estava no ateliê e não achei você lá, e depois em canto nenhum que procurei.

- Eu saí rapidinho! Desculpa não ter ido ver você neste dia tão especiaaaaal, feliz aniversário amiga!!! - Ino pulou em cima da amiga a abraçando forte. Sakura riu fraco retribuindo o abraço.

- Tá eu agradeço, mas aquele seu texto no instagram meia noite foi o suficiente, quase cansei de ler.

- Nem vem. - Soltou a amiga dando um leve tapa no ombro dela. - Aposto que chorou.

- Chorei mesmo. - Fez um bico assumindo.

- Você disse que estava me procurando, por quê?

- Na verdade é um favor, o Shika que queria te encontrar, falei que te procuraria se ele me ajudasse com uma coisa. Você às vezes parece que nem tem celular né. Complicado.

- Ah, ele é preguiçoso em, nem pra levantar a bunda e me procurar. Enfim, eu saí pra comer lá fora, ele me fez companhia. - Apontou para Gaara que se mantinha em silêncio desde a chegada da rosada.

- E… quem é ele, Ino? - Sakura perguntou e acenou pro ruivo com desconfiança e curiosidade.

- Vou apresentá-los. - A loira saiu do meio deles e deixou Gaara de frente para Sakura. - Sakura, esse é Gaara, um cara que conheci por acaso. - Deu ênfase no “acaso” para que ele não dissesse nada diferente daquilo depois. - Gaara, essa é Sakura, minha melhor amiga, ela faz medicina aqui na universidade.

- Oi..  - Cumprimentou, Sakura, sendo simpática.

- Olá. Feliz aniversário. - Gaara sorriu gentil estendendo a mão e se lembrando do que ouviu. Sakura aceitou o aperto de mão com um fraco sorriso.

- Obrigada.

Ino cerrou os olhos encarando o ruivo e seu comportamento, o estranhando.

- Vocês se conheceram por acaso? - Perguntou a rosada interessada.

- Sim, quando ela foi na sorveteria em que trabalho.

- Sério? E viraram amigos?

- Amigos é demais, conhecidos é o ideal. - O ruivo corrigiu a mesma enquanto deixava seu olhar vagar para um grupo de estudantes que passou por eles.

Sakura olhou para Ino atrás de alguma explicação, mas a loira encarava o rapaz com tédio. Voltou a olhar Sakura sorrindo sem graça por causa do que o ruivo havia dito.

- Ele é brincalhão assim mesmo. 

Deu um tapa no braço do mesmo enquanto ria forçadamente, fazendo o tronco dele cair um pouco para frente. O ruivo a encarou sério por alguns segundos, como se a desafiasse a fazer aquilo de novo. Ino apenas o ignorou e teve sua atenção tomada por Sakura, que os observava, até então, em silêncio.

- Ok… - A gíria saiu arrastada. - Vocês são um pouco estranhos.

- Olha quem fala, como se sua dupla dinâmica e você não fossem.

- Eu e quem?

- Você e Naruto.

- Ah, mas ele é estranho sozinho, sou perfeitamente normal.

- Aham… - Ino afirmou com a cabeça, fingindo que concordava.

- Naruto? - A voz de Gaara soou, interrompendo a conversa das amigas. - Por acaso é um loiro que às vezes fala muito alto?

- Conhece ele? - As duas perguntaram em uníssono.

- Ele não estuda nutrição aqui? - Perguntou.

- Sim, de onde conhece ele? - Sakura perguntou.

- Ele está em quase todos os shows da minha banda, e é amigo próximo do baterista. Cheguei a conversar com ele. Ele estava com sua amiga morena no último show. - Disse deixando seu olhar cair sobre ino.

- Sério? Que louco… Mundo pequeno. - Ino riu baixo impressionada, mas logo congelou. Virou seu rosto rapidamente na direção dele. - Você faz parte de uma banda??

Sakura, que estava surpresa por saber que ele conhecia Naruto, tomou um fraco susto com Ino, que havia quase soltado um grito. Se perguntava o porquê da surpresa dela. Afinal, a quanto tempo eles se conheciam? Um dia? Ino não parecia o conhecer direito. 

“Que rolê doido.” Pensou, Sakura.

- Ela é sempre assim? - Gaara perguntou olhando Sakura com uma expressão de lamento. Notou que não era só aquele loiro que gostava de falar alto, a loira também se apropriou dessa característica. 

- Na maior parte do tempo. - Sakura riu baixo. Olhou no seu relógio de pulso e notou estar quase na hora do seu próximo compromisso.  - Vou precisar ir, amiga. Pode mandar uma mensagem pra Shikamaru por favor, falando que te encontrei e te intimei a ir encontrar ele depois? Quero que ele cumpra a parte dele do acordo.

- Pode deixar. - Ino suspirou e pegou seu celular para fazer o que ela havia mandado.  

- Não esqueça da noite das meninas hoje!! - Disse séria. - Se não aparecer na minha casa, juro que me ouvirá reclamar o resto da sua vida.

- Tá, testão. - Deu língua para a mesma.

- Já estou indo. - Se virou.

- Vá pela sombra. - Disse, se lembrando de sua amável avó, que falava com ela assim.

- Tchaau. - Acenou pra Ino e depois para Gaara. - Foi um prazer te conhecer, até outra hora. - Se lembraria de interrogar Ino mais tarde sobre aquele cara.

Gaara sorriu fraco, acenando de volta para a rosada. Ino desviou o olhar da tela do celular para ele e franziu o cenho. Gaara notou o silêncio e olhou a loira que o olhava cerrando os olhos.

- Que foi?

- Até que foi bem sociável com ela. - Comentou.

- Eu ainda tenho educação. - Voltou a andar, deixando ela para trás.

- Ah, você tem educação? Não lembro de você se apresentando tão educado e gentil assim pra mim. - O acompanhou.

- Você quer realmente questionar minha educação e gentileza? Não lembra como me tratou na minha área de trabalho?

- Está quente hoje, né? - Perguntou ela se abanando com a mão, fugindo descaradamente do assunto. 

Gaara sorriu levemente a observando pelos cantos dos olhos. De qualquer forma, não ligava muito para como haviam se conhecido, ou como ela havia o tratado. Claro, no dia estava realmente estressado e ela havia o irritado, mas era por que sua cabeça estava cheia. Agora se lembrava do dia achando um pouco de graça. 

Assim que chegaram na frente da entrada do prédio, Ino se virou para ele.

- Nós nos separamos aqui. Não esqueça de mandar mensagem caso vá embora. - Avisou.

- Não se preocupe tanto, vá estudar. - Segurou nos ombros dela e a virou na direção da entrada a empurrando de leve e soltando em seguida.

Ino olhou para trás um pouco hesitante. Não queria deixar ele sozinho pela universidade, mas não tinha jeito. Acenou de leve para o mesmo.

- Realmente faz parte de uma banda? - Perguntou rapidamente quando se lembrou daquela informação. Ainda estava surpresa.

- Vá logo. - Mandou, abanando a mão para ela se apressar e se virou para a esquerda começando a andar devagar.

- Você toca o que? Não diga que sabe cantar?! - Perguntou alto, não aguentando sua curiosidade.

- Tchau! - Acenou para a mesma ainda de costas pra ela enquanto andava.

Ino pressionou de leve os lábios o vendo ir. Agora lembrava que sabia pouquíssimas coisas sobre ele, sempre que se falavam, falavam sobre as coisas estranhas que vinham acontecendo. Até então não sabia nada sobre ele, a não ser sobre o fato de ele trabalhar numa sorveteria. 

“Uma banda? Acho que combina com ele…” Sorriu fraco enquanto o via se distanciar.


 

13:20

 

A música que ecoava pela Mercedes, foi trocada mais uma vez. Fazia alguns minutos que Naruto não deixava uma única música chegar no refrão e aquilo, na maioria das vezes deixava Sasuke com vontade de largá-lo no meio da rua, porém naquele momento, Sasuke nem ao menos percebia o que o amigo fazia. Estava concentrado em seus próprios pensamentos. Se perguntava até então, o por que de Sakura ter falado de maneira tão ácida com ele. Se perguntava se em algum momento havia feito algum mal pra ela sem saber. Sabia desde sempre que ela não ia com sua cara, mas não entendia como alguém podia responder um “feliz aniversário” daquela forma, sem nenhum motivo.

Gostaria de entender a mesma, ficar com dúvidas nunca foi seu estado favorito.

- Naruto. - Chamou o moreno mantendo seus olhos na estrada à sua frente.

- Que? - Naruto mantinha sua atenção no celular, focado no que fazia. Procurar uma música boa.

- A sakura alguma vez já comentou algo sobre mim pra você? - Perguntou. Estava tão encabulado com isso, que nem se importou de ser direto.

- Sakura? - Naruto perguntou, o olhando pela primeira vez depois de alguns minutos. Desviou o olhar se lembrando das coisas que ela já havia comentado. Sorriu amarelo. - Por que quer saber?

- Sinto que ela não vai muito com minha cara.

- Como iria? Já se viu no espelho? - Zoou e voltou a olhar o celular.

- Ela disse ou não? - Perguntou rolando de leve os olhos.

- Pode ter dito… - Disse de forma vaga enquanto rolava as músicas no aplicativo.

- Fala logo. - Se irritou pegando o celular da mão dele. 

Naruto olhou o moreno sem paciência e zangado por ele ter pego o celular de sua mão.

- Você é chato em. Eu não sei o porquê, mas ela já demonstrou um pouco de… desgosto por você. 

- Desgosto? Como assim?

- Quando você passa ela faz uma cara de nojo assim. - Imitou a amiga, só que de forma exagerada. - Já chamou você de metido, irritante e acho que… sem graça. 

Sasuke encarou o amigo surpreso com suas palavras. Não estava esperando por aquilo, estava realmente surpreso. Será que ela saía falando isso dele para outras pessoas. O que havia feito para ela?

- Eu acredito que isso seja desgosto. - Concluiu Naruto, que pegou o celular de volta finalmente achando uma música que o agradasse.

- Mas o que fiz pra ela agir assim ou pensar essas coisas sobre mim? - Perguntou ele voltando a olhar para frente por segurança.

- Sei lá, essa parte eu não tô por dentro não. - Sorriu após falar, balançando a cabeça ao som da música. - Vou ir comer na sua casa. - Avisou o loiro. Sasuke permaneceu em silêncio.

Agora estava ainda mais curioso, não só curioso, mas irritado também. Tinha certeza que não havia feito nada de errado para ela falar essas coisas sobre ele. Entendia ela talvez não ir com sua cara, mas aquilo era demais.

 

Na universidade, Gaara caminhava prestando atenção por onde passava. Ainda procurava pelo sujeito que Ino havia afirmado que havia visto. Enquanto andava, também perguntava para algumas pessoas que estavam por ali. Ainda estava pelo mesmo prédio ao qual Ino tinha o levado. A universidade tinha no total quatro prédios, cada um com cursos que, de alguma forma, se relacionavam. O de Ino pertencia a cursos que envolviam artes, línguas e etc. Quando estudava ali, era de outro prédio, então tinha pouca familiaridade com o local, apesar de já ter visitado.

Como imaginava, depois de bastante tempo procurando, não encontrou nada. Em sua mente haviam muitas dúvidas, por exemplo: Se ele era mesmo uma versão sua do futuro, sua viagem no tempo também durava uma hora? Se a resposta fosse sim, não o acharia de forma alguma. Afinal já tinha passado uma hora desde o aparecimento dele. 

Acabou indo um pouco mais longe do que as redondezas do prédio, mas como não achou nem um fio de cabelo ruivo, acabou desistindo. Gaara parou perto de um banco vazio mas não se sentou. Pegou o celular calmamente para mandar uma mensagem para a loira, mas assim que olhou a hora, percebeu que havia passado bastante tempo procurando, ela já deveria estar saindo, havia dito que era apenas uma aula.

Gaara então decidiu voltar até o local em que haviam se separado, para esperar por ela. Se virou, voltando a guardar o celular no bolso e passou a andar de cabeça baixa. Agradecia por não ter encontrado ninguém até então que o conhecesse. Não era como se tivesse feito muitos amigos quando estudou ali de qualquer forma.

Andava distraído, dividindo seu olhar entre o chão e o caminho a sua frente, quando algo o fez parar. 

Alguém segurou levemente sua mão, por trás. 

- Gaara? - O ruivo cessou seus passos no mesmo instante.

Ele havia paralisado. Fazia tempo que não escutava aquela voz, pensou duas vezes antes de se virar devagar e ver a dona da voz. 

Ela não havia mudado nada. Carregava o mesmo olhar calmo e preocupado. 

Ele desceu o olhar até a mão dela que segurava a sua. A morena devagar soltou, percebendo que aquele era um sinal para o fazer.

- Quanto tempo! - Ela sorriu largo, deixando seus olhos se fecharem no ato. - O que faz aqui? Como você está?

Gaara não respondeu de imediato. Observava Matsuri calado, como se ela fosse alguma espécie de miragem. Havia cogitado a possibilidade de encontrá-la, mas não achou que o destino seria tão sacana dessa forma com ele. 

Enquanto encarava a expressão de confusão e ansiedade no rosto dela, Gaara não pôde deixar seus sentimentos de lado enquanto observava a morena na sua frente.

- Gaara? - Chamou ela tentando receber alguma resposta.

O ruivo tentou encontrar uma palavra para descrever o que sentia no momento, e logo ela surgiu em sua mente.

“Tristeza.”

 

Casa Yamanaka

 

O sol era forte, o que agradava muito a dona da casa, seu jardim ficava ainda mais lindo quando o sol o fazia brilhar. Parou de regar suas plantas quando sentiu seu celular vibrar no bolso da jardineira. Tirou uma das luvas e pegou seu celular vendo a chamada de seu marido. Atendeu rapidamente.

- Oi, meu bem. - Falou calma caminhando até o degrau da varanda, colocou o regador ali.

- Oi, querida. Está em casa?

- Estou, por quê?

- Ah que bom que ainda está aí, deixei roupas na máquina, pode retirá-las pra mim, por favor. - Pediu.

- Ah, claro. Só ligou pra isso? - Riu baixo. - Não está fugindo do trabalho não é?

- Fugindo? Bem que eu queria. - Suspirou cansado.

Ela acabou suspirando junto com o marido, sabia que Inoichi estava tendo problemas com um processo. Na verdade, andava mais preocupada com ele do que o normal.

- Amor, você está bem? Anda muito cansado e eu não gosto de com quem está lidando. - Disse calma. - Não tem mesmo como recomendar outro advogado ao seu cliente?

- Querida… 

- Eu sei, sou insistente, mas você está processando alguém muito poderoso amor. Ele é dono de um canal aberto. Pelo que você me disse ele é astuto como uma cobra. Você está esgotado. Abandone esse caso!

- As coisas não funcionam assim. - Ele riu do outro lado.

- Pra mim funciona.

- Eu estou bem, não se preocupe. Obrigada desde já por tirar as roupas da máquina pra mim. Até mais tarde! Preciso voltar para minha papelada aqui.

- Tá bom, mas se exagerar demais, você vai se ver comigo!

- Certo, agora, beijo!!

- Tchau. - Ela, contrariada, desligou o celular.

Suspirou olhando o aparelho. Estava preocupada, mas sabia que podia confiar nele, ele era grandinho o suficiente para saber o limite das coisas.

Bom, esperava.

 


Notas Finais


Bom, foi isso, espero que tenham gostado. Se quiserem comentar, ficarei feliz em ler o que estão achando até então da história. Beijos, e novamente, desculpa a demoraaa!


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