História Like a Hurricane - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.001
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, primeiramente gostaria de pedir desculpas pelo mês e meio que fiquei ausente, passei a maior parte das férias viajando e, agora que retornei a minha cidade, as coisas estão bem complicadas aqui em casa, então tive pouco tempo para me dedicar à fic e ao site em geral.

Dadas explicações, vamos ao capítulo.

Foto da Capa: Vinícius, Alice e Helena, respectivamente. Só peço que imaginem os olhos da Adelaide Kane (atriz que basei-me para fazer a personagem da Alice) sejam verdes, por favor.

Capítulo 2 - Capítulo I


Fanfic / Fanfiction Like a Hurricane - Capítulo 2 - Capítulo I

Capítulo I

 

Sinto as batidas do seu coração junto ao meu
Ela é o mais puro amor que eu poderia encontrar

-a-ha

 

Vinícius's POV

 

Passaram-se duas semanas desde que Helena começou a morar aqui em casa e, sinceramente, eu não sei mais o que fazer com ela. A primeira vista, ela parece uma garota delicada e doce, mas bastam apenas algumas horas de convivência para quebrar essa imagem. Aquele ser (cujo apelido se tornou pequeno demônio, por razões óbvias) não tem a mínima noção de privacidade ou de comportamento.

Toda noite, após o jantar (hora em que eu subo para o meu quarto), aquele demônio sobe comigo, entra no meu quarto, deita na minha cama e fica vendo as minhas séries. SEM A MINHA PERMISSÃO! Desisti de expulsá-la no quinto dia.

-Vini, você pode ir com Helena comprar o material e os uniformes?- escutei minha mãe perguntar enquanto jogava um jogo em meu celular- Falta uma semana para o começo das aulas.

-Claro mãe, quando aquela preguiçosa acordar, nós vamos.

Conferi o horário após perder no jogo e vi que, provavelmente, teríamos que almoçar fora. Chequei meus bolsos a procura da minha carteira, mas lembrei que a tinha deixado no quarto.

Subi as escadas rapidamente e tive uma surpresa ao ver Helena deitada na minha cama e abraçada ao meu cobertor. Tão desarmada, tão desprotegida, tão... tão bonita. Quem vê ela assim nunca conseguiria imaginar o que esse ser é de verdade. Fiquei com dó de acordá-la, mas ao ver que ela tinha deitada sobre o meu notebook, a magia desapareceu.

-Helena! O que você está fazendo? Já é quase meio-dia!

A garota levantou assustada segurando o notebook, ameaçando tacar em mim.

-Calma, calma!- respondi, desesperado, do jeito que essa menina é louca, não dúvido que ela tacasse o note de verdade

-Qual é o seu problema?!- berrou ela, largando o computador

Helena é tipo de pessoa que demora alguns minutos (normalmente mais de meio-hora) para iniciar o sistema, antes disso ela funciona em um modo primitivo que consiste em xingar, gritar e bater.

-O meu problema?!- perguntei, irônico- Eu não sei qual é o meu problema. Talvez uma menina que invadiu meu quarto, dormiu na minha cama e esmagou meu notebook, será que é isso? Não tenho certeza.....

Vi que ela deu risada da minha reclamação, o que serviu apenas para me deixar mais bravo.

-Se troque rapidamente- disse saindo do quarto, ao fechar a porta vi que ela ainda não tinha começado a se trocar- senão vai ficar sem almoço!

Efeito imediato. Após a fala, escutei barulhos de zíper de dentro do quarto. Não consegui o riso, no fundo ela era apenas uma criança que não conseguia ficar sem comer.

 

 

 

-Você não vai comprar uma caneta de coelhinho.

-Claro que vou, ela é muito fofinha!

-Helena, segundo ano do Ensino Médio.

-Vinícius, meu dinheiro.

Me dei por vencido. Discutir com ela era definitivamente pior do que com uma criança. Estávamos há duas horas vagando por papelarias e lojas de material escolar e Helena não havia saído do quinto item da lista. Eu já havia terminado minhas compras e estava morrendo de fome, mas esse demônio parecia não se cansar nunca de andar pelas lojas procurando alguma coisa "fofinha".

-Por favor, termine logo com essa lista.- disse em tom de súplica, quase me ajoelhando- Já são quase duas horas.

-Faltam só meus cadernos. Será que tem cadernos do Star Wars?

-Pelo amor de Deus, Helena.- peguei o primeiro caderno que achei e mostrei pra ela, dei sorte- Olha aqui! Iron Maiden, não é uma de suas bandas favoritas?

-Obrigado Vini, você é demais.- dei um suspiro aliviado, pensando que meu sofrimento tinha acabado, como sou inocente- Faltam só mais dois!

Meus ombros, antes erguidos de alívio, desabaram após a fala dela. O que eu fiz em outras vidas para merecer isso em minha vida?

-Helenaaa, por favor.....

-Tá bom, tá bom. Se você achar um caderno do Aerosmith, nós vamos.

 

 

 

Dois hamburgueres, alface, bacon e cheddar. Como o ser humano consegue fazer uma mistura tão perfeita? Nenhum problema tem importânica enquanto você come um McDonald's, cheguei até a esquecer do pequeno demônio que ainda não tinha escolhido o LANCHE DEPOIS DE 10 MINUTOS!

-Helena Moraes, qual a dificuldade em esoclher um lanche?!

-São muitas opções, eu não sei qual escolher.- ela disse- Escolhe um pra mim? Eu preciso ir no banheiro.

-Está bem.- acompanhei seu trajeto ao banheiro com os olhos e, após ver que chegou sã e salva, me virei para a garçonete- Você pode fazer um McLanche Feliz, por favor?

-Claro, qual será o brinde?

Olhei para as bonequinhas. Diversas Hello Kitties, cada uma com uma roupa fofinha diferente e, em duas semanas de convivência, aprendi uma coisa sobre Helena: ela é extremamente sem sentido.

Lembram daquela discussão sobre canetas de coelinho? Pois é, alí parece que ela é apaixonada por coisinhas fofas e infantis, mas não bem assim. Ela odeia bonequinhas e "coisinhas de menininhas" com toda a força do coração dela.

Por causa disso, fiz questão de dar o meu melhor sorriso falso antes de dizer a garçonete:

-Quero essa de vestido rosa, para minha amiga.

-Amiga? Pensei que fosse namorada.....- ela fez uma pausa enquanto anotava algo junto a nota fiscal- Aqui está!- me entegou a senha junto com a notinha com um telefone escrito.

Quando peguei os papéis e o brinde, ela deu uma piscadela em minha direção. Eu realmente não sei o que fazer nesse tipo de situação, juro que escutei duas vozes na minha cabeça:

-Devolve a piscadela, Vinícius- dizia o diabinho- e depois você liga para ela!

-Nada disso, você vai virar as costas e jogar o papel no lixo!- respondeu o anjinho

O que eu deveria fazer?

-Querido, estava te procurando!- ouvi uma voz familiar antes de ser abraçado por trás- Helena está nos esperando.

Demorei alguns segundos para entender o que estava acontecendo, assim como a garçonete.

-Obrigado por atender meu namorado e nossa amiga.

-Ah, sim! Só estou fazendo meu trabalho.- disse com uma risada nervosa

Sai de fininho para pegar o lanche que estava pronto. Peguei a bandeja e tentei ir para a mesa devagar para evi-

-Vinícius, quem era aquela vagabunda que estava te comendo com os olhos?- escutei um sussuro maligno no meu ouvido que fez eu me arrepiar inteiro

Continuei andando com a bandeja, nervosa com aquela presença de pura maldade que me seguia. Encontrei a mesa em que Helena estava e a garota sorriu para mim antes de ver a sombra ao meu lado.

Falei socorro sem emitir som, o que fez aquela pestinha apenas rir mais.

Sentei-me e entreguei o lanche para Helena que, agora, tinha uma companhia assustadora ao seu lado.

-Desembucha!

-O que aconteceu?- perguntou Helena- O que você fez, Vini?

-Eu não fiz nada.- recebi olhares descrente- É sério!

-Deixe-me ver essa nota fiscal, então.- pediu o demônio ao lado de Helena com um sorriso angelical- Vamos, maninho, eu só quero ver.

Pois é, essa é Alice Oliveira, minha irmã gêmea. Vocês têm que entender uma coisa sobre Ali sobre qualquer outra: ela é a melhor representação possível para lobo em pele de cordeiro. Por baixo de seus longos cabelos lisos e castanho-escuros e de seus olhos de mesma cor está, provavelmente, a mente mais maléfica do universo.

Sei bem do que estou falando, afinal, convivo com ela há dezesseis anos. Aposto que na barriga de nossa mãe ela já colocava em prática seus planos malignos contra mim.

Seu rostinho bonito e sua voz doce disfarçam muito bem a maldade escondida nesse corpo. E é claro, para aumentar meu sofrimento, ela se tornou melhor amiga de Helena.

-Nota fiscal? Que nota fiscal?- tentei desconversar, apesar de saber que não adiantaria

-Helena.

Não entendi aquilo até ver minha mão na velocidade da luz pegar meu celular que estava em cima da mesa.

-O que!?

-Confiscado.- disse minha irmã- Agora, a nota fiscal.

-Aqui.- desisti entregando o papel

-Um número de telefone? É daquela garçonete?- perguntou Helena, assenti com a cabeça- Francamente, não posso nem ir ao banheiro por cinco minutos.....

-Eu ia jogar no lixo! Eu juro!

-Mas você considerou a possibilidade de ligar pra ela, não é?- minha cara neste momento entregou a verdade- Achei que tivesse um gosto melhor para mulheres, que decepção......- completou Alice

-Ela não é tão feia.- tentei me defender

-Ela não percebeu que somos gêmeos!

Touché. É horrível admitir isso, mas minha irmã é milhões de vezes melhor que em em discussões. Ela sempre vence.

- E então, devemos castrá-lo?- "sussurrou" Helena, em alto e bom som

-Acho que é demais.....- respondeu Alice no mesmo tom- Já sei! Vamos fazer ele pagar os ingressos do cinema para nós! Estou louca para ver aquela animação nova da Pixar.

- Eu ainda estou aqui, sabem.

-Boa ideia!- fui completamente ignorado- Chegamos a uma sentença.- completou Helena, virando-se para mim

-Eu ouvi tudo, nã-

-Silêncio no tribunal!- gritou a baixinha chamando atenção e me fazendo render, derrotado

-Foi decidido que você pagará os ingressos e as nossas comidas no cinema para assistirmos Viva- A Vida é uma Festa. Alguma objeção?

-Eu tenho o direito de fazer alguma?

-Não.- Helena respondeu seca e grossa, como sempre

 -Nenhuma objeção? Ótimo!- disse minha gêmea, ironica- Iremos assim que acabarmos de comer.

Suspirei pesadamente, antes de dar uma mordida no meu lanche, que agora não parecia tão apetitoso.

 

 

 

-Caramba, o novo Animais Fantásticos saí no final do ano, né?- perguntava Alice, enquanto íamos em direção a estação de metrô

-Acho que em Novembro..- respondi- Se for tão bom quanto o primeiro, está ótimo.

-Com certeza.- concordou 

Se tinha uma coisa em que éramos parecidos (tirando, basicamente, tudo) era na nossa paixão por Harry Potter: lemos todos os livros e assistimos todos os filmes juntos, quando foi anunciada essa nova saga, quase morremos de felicidade.

-Qual o seu fime favorito de Harry Potter, Helena?- perguntei

Só ouvi alguns múrmurios vindos da garota.

-O que disse?- minha irmã sempre tira as palavras da minha boca

-Eu nunca vi nenhum filme de Harry Potter.- eu e Alice, que caminhávamos na frente, paramos imediatamente após a fala

-Eu devo estar ficando surda.

-Como isso é possível?- alguém dizer que nunca assistiu Harry Potter era como um crime para mim

-Nunca tive a oportunidade...

-Precisamos doutriná-la.- cochichou Alice antes de dar um pulo de alegria- Já sei, já sei!

-Estou com medo.- disse Helena para mim, apenas concordei com a cabeça

-Você vai asssistir todos os filmes antes do ínicio das aulas.- abri um leve sorriso antes de entender a intenção dela, após entender tenho certeza que minha cara não era nada boa.

-Não, por favor, tudo menos isso!- tentei implorar enquanto Alice continuava com seu grande sorriso e Helena nos encarava com dúvidas

-Considere como parte de sua sentença.

-Considerar o que? - perguntou a baixinha confusa, ela parecia tão fofa assim

Que pensamentos são esses? Devo estar ficando atordoado pelo Sol, preciso voltar pra casa.

Após a pergunta, Alice abriu um sorriso maior ainda (não sabia que os músculos de alguém pudessem se contrair tanto) e respondeu:

-Vou dar uma utilidade ao tempo que você passa no quarto do meu irmão: vocês vão assistir todos os filmes de Harry Potter até 1º de Fevereiro.

-Ou?- perguntei, temeroso

-Melhor não pensarem nessa opção.

-Justo.- disse Helena

-Não, não é!- tentei argumentar, mas fui silenciado pelo olhar de Alice- Justíssimo, nada é mais justo do que isso.

E então, gargalhamos enquanto voltamos a caminhar.

-Ah!

-O que foi, Lena?- perguntou minha irmã, preocupada

- Eu esqueci de comprar uma mochila!- respondeu olhando para mim e lançando um sorriso travesso

-Não.- disse, seco- Não, eu não vou!- reafirmei após mais olhares- Não adianta, eu não vou.- tentei mais uma vez, apesar da cara delas- Não. Vocês não mandam em mim.

Depois disso, vocês sabem o que aconteceu: duas horas de caos e sofrimento com duas das piores pessoas que existem no mundo para escolher UMA BOLSA!

Continua

 


Notas Finais


Bem, este foi o capítulo de hoje. Foi diferente do Prólogo, já que tentei escrevê-lo em primeira pessoa, pela perspectiva de Vinícius, acredito que todos serão dessa forma, podendo conter outras personagens, ocasionalmente.
Espero que tenham gostado, e se gostarem, por favor, coloque a história em seus favoritos e, se possível, deixe um comentário aqui em baixo.

Próximo capítulo, se tudo correr como planejado, sai Sábado, então.. Até Logo!!


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