História Like a Hurricane - Capítulo 3


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.260
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Spoilers, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Sábado, tarde, porém Sábado e, como prometido, cá estou eu com o próximo capítulo. Espero que gostem!

Personagens da capa: Arthur e Karolina, respectivamente.

Capítulo 3 - Capítulo II


Fanfic / Fanfiction Like a Hurricane - Capítulo 3 - Capítulo II

Capítulo II 

Se você quer fazer do mundo um lugar melhor
Olhe para si mesmo e faça essa mudança

-Michael Jackson

 

Vinícius's POV

 

-Vinícius, acorda! É hoje!

Fato importante sobre mim: eu odeio que me acordem. Então devem imaginar o quão feliz eu fiquei quando aquele demônio começou a pular em cima de mim às 5 da manhã.

-Pelo amor de deus, o que você está fazendo?

-Estou te acordando para não chegarmos atrasados no primeiro dia de aula!- respondeu, como se fosse óbvio

-Mas por que você precisa ficar em cima de mim desse jeito?

A posição em que estávamos era, no mínimo, constrangedora. Eu estava deitado normalmente, mas Helena sentava sobre a minha cintura e inclinava seu tronco na direção da minha cabeça, com o rosto a poucos centímetros do meu.

Após perceber o estado em que nos encontrávamos, ela virou uma maçã.

Sério, não tem definição melhor para o quão corada Helena ficou. Ela levantou imediatamente e ficou de costas para mim, virada para a porta. Era uma criança mesmo...

Percebi que ela já estava de uniforme e que seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo. Era realmente....encantador? Não, acho que fofo seja uma palavra melhor.

-Vossa Senhoria, por gentileza, poderia se retirar dos meus aposentos para que eu possa me despir e me uniformizar adequadamente?- pedi com falso tom intelectual

-Mas é claro, Vossa Majestade.- ela entrou na brincadeira, fazendo uma reverência com o corpo após a fala

Antes dela sair do quarto, gargalhamos alto. Helena sabia como melhorar meu humor.

 

 

 

Estávamos no carro, quase chegando na escola. Eu fiquei em uma das janelas do banco de trás enquanto Alice estava na outra, entre nós havia um bebê indo para a escola pela primeira vez. Ou Helena Moraes. Não acho que haja uma diferente muito grande entre os dois.

Ela não parava quieta! Ficava chacoalhando as pernas e batucando na mochila enquanto conversava com Alice, que revelava informações sobre seus futuros colegas (exagerando em algumas características e detalhes, como uma boa jornalista). Fiquei com pena dos meus amigos, ninguém merece ter que aguentar Helena.

Após mais alguns minutos de tortura ao lado dela, chegamos ao colégio.

Nos despedimos dos meus pais e entramos. Preparados, ou quase, para mais um novo ano escolar.

-Bom dia, Oliveiras.- escutamos uma voz familiar após passarmos pela porta

-Bom dia, Paulinho!

Paulo, ou Paulinho, é uma espécie de faz-tudo no colégio. Ele cuida do portão pela manhã, aguardando a chegada dos alunos, aplica provas, dá recados, supervisiona os corredores, guarda as chaves e, de quebra, é o árbitro nos jogos de futebol.

Como eu e Alice sempre chegamos mais cedo (a aula começa 7h10, estamos aqui mais ou menos umas 6h30), nós ficamos conversando com ele sobre coisas.

-Bom dia!- disse Helena, empolgada

-Bom dia, novata. Qual o seu nome?

-Helena, Helena Moraes. Estou morando com eles.

Ele encarou a pestinha por alguns segundos e depois ficou alternando o olhar entre eu e ela.

-Não é isso que você está pensando!- intervi antes que ele chegasse a uma conclusão precipitada- Ela só está morando com a gente!

-Ata.

-É sério!

-Acredito...- antes que eu pudesse negar novamente, ele continuou- É melhor vocês irem para pegar um lugar.

Regra número do Colégio: seu lugar é sua vida.

Respeitamos uma ordem de chegada, onde os primeiros pegam os melhores lugares e o último fica com aquela mesinha desgraçada no centro da sala embaixo do ventilador, que dá pra ouvir tudo menos o professor está falando e que sempre, rigorosamente sempre, é perto do aluno mais chato da sala. Quem quebrasse essa ordem normalmente ficava com o lugar.

Também tinhamos que deixar a carteira e o quadrado 4x4 de pisos ao redor dela em perfeito estado, jogando todo o lixo na cesta e evitando marcas de tinta e branquinho. O aluno com a carteira mais limpa ganha um ponto na média de Geografia no final do ano (não tem nada a ver com a matéria, mas o Murilo, nosso professor, queria que fossemos mais limpos). 

-Vini, leva minha bolsa! Vou organizar tudo lá no jornal e já subo.- Alice disse, me entregando a bolsa e correndo em direção à sala do jornal

-Vamos, Helena!- chamei enquanto já estava correndo- Segunda sala seguindo reto depois de subir as escadas.

A última coisa que vi antes de virar para subir a escada foi uma adolescente confusa.

Chegando na frente da porta, decidi pregar uma peça em Helena.

-Caramba, Vinícius!- escutei ela reclamando ao teminar de subir as escadas- Custava ter me esperado?

-Não se preocupe, te deixo entrar na frente.

E então, após ela entra na sala escura, fechei a porta e fiz força para segurá-la.

-Vini? Vini!- escutei ela gritando- Vinícius, abre isso agora!

-Só se você pedir desculpas.

-Desculpas? Por quê?

-Por tudo que você fez nesse mês.

Silêncio. Preocupante, ao considerar a pessoa com quem eu estava conversando.

Mais silêncio, mais silêncio e então.... 

Mais silêncio.

-Helena, está tudo bem?- perguntei, preocupado

-Vinícius, abre essa porta agora.

-Só se vo-

-VINÍCIUS! TEM ALGUÉM AQUI!

Abri a porta deseperado, como assim tinha alguém alí? Quando Helena saiu correndo para trás de mim, vi quem era a pessoa misteriosa.

-Vini, que saudade!

-Ella! Devia ter imaginado que era você....- respondi dando um abraço nela

Ella, ou Marcella Lima, é uma de nossas colegas mais antigas do colégio: estuda comigo e com minha irmã desde o prézinho. É uma das garotas mais singulares da classe. Ela é alta, com 1,70 metro, extremamente branca, razão pela quão recebeu o apelido de Branca de Neve da minha irmã, e possui o cabelo mais maravilhoso que já tive o prazer de ver: composto por longas madeixas encaracoladas que vão até seus peitos, o que mais chama atenção é sua cor. Um ruivo natural vibrante, chegando até a ser confundido com laranja quando sob luz solar. Seus olhos, para completar a perfeição que é seu rosto, são verdes e suas bochechas, assim como seus lábios, são levemente rosadas.

Como se não bastasse, a garota tinha o melhor senso de moda do planeta. Sempre elegante, mas raramente extravagante, Ella tem sempre a roupa perfeita para qualquer ocasião, desde um churrasco no quintal de casa até um casamento chique, era íncrivel o quão bem ela se vestia.

Quando terminamos de nos abraçar, Marcella notou a presença de Helena atrás de mim.

-Que garota adorável!- ela disse- Qual o seu nome?

-Helena Moraes, eu estou morando com Vinícius.

Dentre todas as reações, a de Marcella foi, com toda certeza, a melhor: ela olhou para a minha cara por alguns segundos antes de mudar para a barriga de Helena, em seguida procurou algo em nossas mãos.

-Vocês...- compreendi o que ela estava tentando dizer e fui mais rápido que Helena, evitando que ela falasse mais alguma besteira

-Não, eu não engravidei Helena e nós não estamos casados, se é isso que quer saber.

-Eu só estou morando na casa dele mesmo, longa história.

-Que susto! Achei estranho que logo o romantista faria uma coisa dessas.

-Muito engraçado.- respondi com um sorriso irônico no rosto- Falndo nisso, parabéns pelo casamento- comentei, tirando o foco do tema Helena

-Você é casada?- perguntou a baixinha ao meu lado

-Mais ou menos, é complicado.

-Bruna ficaria louca se ouvisse isso...

-E ela fica!- gesticulou Melissa- É um saco ter que explicar a definição de casamento o tempo todo.

-Você que escolheu aquela maluca pra sua vida.- brinquei- Eu avisei que você iria se arrempender.

-Bruna é a sua esposa?- dei uma risadinha ao ver Helena tentando acompanhar a conversa, o que a irritou- Você pode me explicar?

-Bruna é uma antiga amiga minha.

Acho que essa é uma boa definição, quero dizer, a conheço há uns três, quatro anos, mas sou, definitivamente, mais próximo dela do que de alguns amigos de infância. Faziamos aulas de violão juntos (agora ela faz guitarra) e ela ficava na minha casa após as aulas. Quando assumiu o namoro com Marcella, os pais dela, digamos que, não aceitaram muito bem e a expulsaram de casa. Elas passaram uns meses em casa até que minha mãe alugou uma casa para elas. Meu pai fez elas prometerem que, quando casassem, ele e minha mãe seriam padrinhos.

-Ela estuda aqui também?- perguntou Helena interessada após ver uma foto no celular de Melissa, Bruna estava com uma camisa do Metallica e os cabelos, loiro-claro com mechas verdes, jogados ao vento.

-Não, ela é orgulhosa demais para aceitar que o ensino daqui é melhor que o da escola dela.- disse Melissa

-Queria conhecer ela... pela forma que vocês falam ela deve ser legal.

-Acho que vocês se darão bem.- comentei, Helena lembrava o jeito de Bruna mais do que o saudável- Vocês são parecidas, quer dizer, adicionando uns doze centímetros.

Ela me mostrou o dedo do meio e eu não consegui segurar a risada, irritando-a ainda mais enquanto Marcella se divertia com a situação.

Após mais alguns minutos de conversa e risadas, decidimos escolher logo os lugares antes dos outros alunos chegarem.

 

 

 

Como é possível alguém conseguir se comunicar com os outros com tanta facilidade? Sério, é impossível ser tão comunicativo assim. Mas, de alguma forma, Helena conseguia fezer isso. Ela conversava com todos que chegavam e fazia questão de não explicar o mal-entendido do motivo pelo qual ela estava morando em minha casa.

Não tenho certeza se Helena sabia que algumas meninas com quem ela estava conversando já tinha criado certo desprezo por ela. Não podia julgá-las, se eu fosse menina também me sentiria mal por ver alguém tão mais bonita que eu. Não me entendam mal por dizer isso, qualquer encanto que eu pudesse tinha, ou poderia ter, por ela acabou na primeira semana de convivência.

Analisando as expressões das garota, contei que ela havia arranjado cinco inimizades em sete garotas. Acho que é um recorde!

Vi que Castello e seu grupo, as patricinhas da sala, se reuniram na primeira fileira e ficaram fofocando sobre Helena enquanto ela estava no banheiro. Não faziam questão nenhuma de falar baixo, então peguei uma parte da conversa.

-Quem aquela novata acha que é?- me irritei com o comentário da líder- É o primeiro dia dela e ela tá toda assanhadinha.

-Calma Bia, a gente ensina uma lição pra ela um dia desses.

-Eu acho que a gente devia inventar alguma coisa, sei lá.

-Vamos esperar mais uns dias, se ela não se tocar a gente corta as assinhas dela.

Amanda Castello, Kamila Cardoso, Larissa Beatriz e Clara Gallati formaram uma linha de fofocas na primeira fileira, literalmente, sentaram-se uma atrás da outra, respectivamente. Elas definitivamente eram o pior tipo de pessoa existente: quando não gostavam de alguém nunca diziam diretamente, muito pelo contrário, fingiam ser amiguinhas enquanto difamavam a pessoa pelas costas. Entraram na lista negra da minha irmã quando começaram a falar mal de Marcella ano passado.

-Eu acho que ela tá de rolo com o Vinícius.- consegui escutar Clara dizer, teria me intrometido se a voz vinda da porta não tivesse intervido

-Quem tá de rolo com o Vinícius?

Não precisei olhar para a porta para ter um mini-ataque cardíaco. Era ela. Cabelos longos, lisos e pretos, estátura média, pele negra e corpo escultural. Karolina Bueno. Minha melhor amiga, e, também, meu amor platônico.

-Karol, que saudade!- disse Amanda, falsa como sempre- A gente tava falando da aluna nova, ela mora com os Oliveiras.

Karol passou reto por ela (ambas nutrem um ódio mútuo) e veio até minha mesa.

-Quem é ela, Vinícius?

 -O nome dela é Helena.- respondi, nervoso- Ela é sobrinha de um amigo da minha mãe que está nos Estados Unidos à trabalho e, por isso, está morando com a gente, mas, como sempre, as cobras estão depositando seu veneno.- disse essa última parte num sussuro, fazendo-a rir

-É bom te ver, Vini.

-É bom te ver também, Karol.

Ela colocou a bolsa na carteira ao lado direito da minha, a primeira da fileira do meio, e saiu da sala.

Dei um longo suspiro após vê-la cruzar a porta, será difícil lidar com esses sentimentos por mais um ano.

 

 

 

Estavámos na última aula quando aconteceu. O professor de História, Antônio Marcos, havia sentado na cadeira enquanto todos copiávamos um resumo da Idade Média que ele havia passado. Eu sou o primeiro da quarta fileira, o que me faz sentar bem de frente da mesa do professor. Estava conversando com ele e com Alice (sentou-se do meu lado esquerdo, na primeira carteira da quinta e última fileira, encostada na parede) sobre o nosso querido presidente enquanto Arthur, meu melhor amigo que ainda não tive o prazer de apresentar a vocês, que se sentou atrás de mim, contava para Helena, que se sentou atrás de Alice, coisas sobre eu quando era menor sobre o olhar atento de Marcella, que estava sentada atrás dele.

Tudo seguia normalmente até Helena abrir a boca:

-Meus deuses! Eu esqueci meus óculos no seu quarto ontem à noite, Vini! Sabia que estava faltando alguma coisa....

Vontade de cometer um crime: mais de oito mil.

Existiu um breve momento de silêncio antes da sala vir abaixo.

-Como assim?

-Hmmm.....safadinhos.

-Oloco Vinícius, não sabia que você era assim.

-O que está escrito depois de êxodo urbano?

-Ela dorme com você, Vini?

-SILÊNCIO!- eu te amo, Antônio Marcos- Não sabia que vocês eram namorados.- poxa professor, até você?

Dei um suspiro antes de tentar explicar o mal-entendido, olhei para Alice, buscando ajuda, mas ela estava quase se matando de tanto rir. Que irmã, hein?

É, este será um longo ano escolar.

 

Continua


Notas Finais


Bem, esse foi o capítulo. Espero que tenham gostado e, se gostaram, favoritem a história, caso tenham gostado muito, deixem um comentário aqui em baixo.
Até o próximo capítulo, que deve sair quinta ou sexta-feira.


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