História Like a Vampire - Capítulo 17


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Categorias Diabolik Lovers
Personagens Ayato Sakamaki, Cordelia, Kanato Sakamaki, Laito Sakamaki, Reiji Sakamaki, Richter, Seiji Komori, Shu Sakamaki, Subaru Sakamaki, Tougo Sakamaki "Karlheinz", Yui Komori
Visualizações 4
Palavras 1.865
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Fantasia, Ficção Adolescente, Magia, Romance e Novela, Saga, Sobrenatural
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Spoilers
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Heyaaa pessoal, malz pelos dias sem postagem. 3 dias seguidos de provas é DUREZA.
Enfim, espero que gostem desse capítulo ♥

Capítulo 17 - Capítulo 17- Uma rosa branca manchada


Narração Lua

 Antes que eu pudesse me dar conta, já eram duas horas da tarde.

O dia havia passado rápido demais. Como em todos os outros anos, o dia 287 passara de forma veloz e melancólica.

Eu sei que não é normal pra eu ficar triste. Afinal, eu sou a alegria da família, não sou?! Mas, admito que sempre que chegava essa data, eu me permitia de ficar com uma leve tristeza dentro de mim. No dia posterior, porém, aquilo já passava.

Ao invés de dar graças a Deus pelo fato de que já fazia meio ano que eu estava vivendo com esses vampirinhos também conhecidos como Irmãos Sakamaki( o que realmente era uma benção, já que esses últimos meses não foram nem um pouco fáceis e eles não são tecnicamente as melhores pessoas pra se conviver) eu estava lembrando de um dia horrível.

Dia vinte e oito de julho. O dia de aniversário de morte de nossa mãe.

Por lembrar disso, não é irônico que exista um “aniversário de morte”? Afinal, aniversários são para comemorar mais um ano de vida de uma pessoa. São eventos felizes, e lembrar de quantos anos uma pessoa está morta não é a coisa mais... Alegre do mundo.

—Deus, eu preciso dormir- Eu suspirei me sentando no sofá da sala de estar- Agora, pra variar, eu estou filosofando sobre vida e morte. Estou pior que as minhas irmãs.

—O que você quer dizer com “estou pior que as minhas irmãs”?- Ouvi a voz alta e estridente (que poderia facilmente estourar os tímpanos de um ser humano) de Victoria, que chamou minha atenção.

Dei uma risada leve quando me dei conta que minhas cinco irmãs estavam me encarando, não muito longe de onde eu estava sentada.

—Eu espero que você saiba que o prêmio de mais doida da família vai para você- Marie disse, jogando uma madeixa de seu cabelo loiro para trás.

—Ué, e vocês nem me chamaram pra cerimônia de entrega de prêmios?- Dei um sorriso de orelha a orelha quando percebi que as duas mais velhas mostravam a língua pra mim.

Sim... Hoje era um dia triste... Mas quando nós estamos juntas as coisas melhoram.

—Isso me lembra... - Sofie falou, fazendo todos encararem ela, que fazia um coque em seu cabelo- Marie, você não tinha alguma coisa pra falar pra gente?

—Ela tinha?- Sarah, com uma expressão confusa e fofa em seu rosto mais fofo ainda, perguntou,  a mesma estava quase encolhida ao lado de Nikki.

—Tinha, Sarah- Nikki disse, Pateando suavemente (o que era surpreendente, já que “suavidade” e “Nikki” não podem entrar na mesma frase) a cabeça de Sarah – Então, o que era a coisa?

—Então... – Marie começou, ao mesmo tempo em que ela subia no sofá e ficava de pé no mesmo.

—O “Mestre Reijii” vai te xingar se te ver em pé no sofá dele- Victoria disse, rindo e dizendo o apelido para Reijii com um tom irônico.

—Pois é, eu até imagino o que ele vai falar. - Sofie disse, sorrindo suavemente com os próprios pensamentos.

Nikki pigarreou:

—VOCÊS NÃO TEM IDEIA DE COMO SEREM DAMAS! VOCÊS TERÃO QUE MUDAR O COMPORTAMENTO DE SI MESMAS SE UM DIA QUEREM SER ACEITAS PELA SOCIEDADE!- Nikki continuou, imitando a voz de Reijii.

—Eu tenho certeza que ele reagiria dessa forma- Sarah disse, entre risadas.

Foi a vez de Marie pigarrear.

—Ok, garotas, vamos ouvir o que a Srta. Dinossaura tem a nos dizer- Eu disse, recebendo um olhar raivoso da mais velha.

—Enfim...- Ela continuou, parecendo querer ignorar meu comentário- Vocês lembram do último dia que Lilith passou aqui na casa dos Sakamaki? Aquele em que nós fomos pra sala de jogos e ficamos nos divertindo como se fossemos amigos...

Todas nós concordamos com a cabeça.

—Então, eu demorei pra contar isso pra vocês mas...- Marie continuou, olhando para o chão- A Lilith tinha me dado um conselho importante naquela hora. Pra ser mais exato, o conselho de lermos um livro.

Nós cinco trocamos um olhar confuso: Um livro?

—Sinceramente, de todas as coisas que ela podia nos avisar, ela avisa que devemos ler um livro?- Victoria disse, parecendo indignada.

— Que tipo de coisas ela poderia ter nos avisado?- Sarah perguntou, olhando para Victoria de forma curiosa.

      -Ah, sabe coisas do tipo: HEY! VOCÊS ESTÃO VIVENDO COM VAMPIROS!- A segunda mais velha respondeu, revirando os olhos, e todas nós concordamos.

—Ela disse que nos ajudaria em algumas respostas.- Marie disse, e aquilo rapidamente tomou nossa atenção.

—Isso é uma coisa que nós precisamos.- Sofie falou- Respostas.

—Acho que nem mesmo aqueles gênios que a gente estuda na escola conseguiriam resolver as dúvidas que a gente tem agora.- Nikki disse, entre um suspiro.

Deus... elas estão certas.

—Onde vocês pensam que estão indo?- Quando estávamos bem em frente a biblioteca da casa, uma voz MUITO conhecida por minha pessoa nos parou.

—Ah, fala sério- Marie resmungou- É a segunda vez que isso me acontece quando eu tento entrar na droga da biblioteca.

—Por que vocês estão entrando na biblioteca?- Subaru perguntou, cruzando os braços em seu peito.

—Vamos fazer as coisas de sempre: fritar uma omelete, tomar banho e fazer uma festa do pijama aqui - Sofie respondeu ironicamente, revirando os olhos.

—Por falar em omelete... Eu estou com fome... - Sarah disse baixinho.

Dei um sorrisinho de leve.

—Eu sei que vocês estão indo pra lá em busca de um livro, mulheres idiotas- Ele disse, bufando.- Eu só quero saber por que vocês estão indo em busca de um livro.

—Óbvio que estamos indo pra...- Nikki começou, mas foi interrompida pelo olhar mortal de Subaru.

—Caramba, Tsunbaru-kun, tu tá mais nervosinho que o normal hoje.- Eu comentei, sorrindo de orelha a orelha.

Ele pegou meu braço(Devo admitir, com menos força que eu imaginava que ele iria pegar) e começou a me arrastar pela casa.

Num piscar de olhos, estávamos no jardim.

—O que diabos...?- Eu disse, olhando sem parar para as rosas, e depois para o albino.

Espera um segundo, ele estava corando?

—Hey, Carro-chan- Eu disse, sorrindo levemente- Está tudo bem? Você está... todo vermelho.

—CALE A BOCA!- Ele disse, apertando um pouco mais meu braço- VOCÊ SABE QUE VOCÊ É SÓ UMA HUMANA, CERTO?

—Sim, Capitão Óbvio- Eu disse, acenando com a cabeça.

—ENTÃO VOCÊ DEVERIA SABER QUE, A NÃO SER QUE VOCÊ TENHA UM DESEJO DE MORTE, DEVERIA SE AFASTAR DE MIM!

Subaru...

Espera, ele é que havia me arrastado até aqui, por que diabos ele está me mandando embora agora?

Aquele menino estava realmente doido, estava tendo um de seus ataques de TPM ou estava com raiva de mim mesmo? Veja sexta, no Globo Repórter.

Ok, eu definitivamente tenho que parar com as minhas referências brasileiras e começar a me adaptar melhor ao país que eu estava vivendo agora. Eu deveria começar a fazer referências de jornais japoneses agora?

Quando ele percebeu meu olhar curioso sob ele, ele moveu uma de suas mãos até que ela encontrasse o meu pulso, então, ele começou a se aproximar mais de minha clavícula.

E a cada segundo, eu sentia a respiração dele bater cada vez mais forte naquela área. O que(infelizmente) me fazia arrepiar.

Até que eu senti suas presas perfurarem minha pele.

Eu soltei um pequeno grito de dor, quando o senti aprofundar ainda mais a mordida.

Ok. Aquilo era definitivamente horrível. Minhas irmãs não estavam exagerando.

E eu, sinceramente, não sabia o que era pior: O fato de terem duas coisas afiadas e grossas em  minha clavícula( Apesar de que eu já devia estar acostumada, já que meu pai me obrigava a fazer exame de sangue e renovar minhas vacinas quase uma vez por mês) ou ter um VAMPIRO sugando o meu SANGUE!

—Você...- ele sussurrou quando(finalmente) resolveu parar de me usar como sachê de sangue- Está chegando a hora...

É o que?

—Que hora menino?- Eu disse, arqueando uma sobrancelha, ligeiramente confusa- Além de quase acabar com o meu estoque de sangue necessário para a sobrevivência no planeta terra, me mandar embora quando você que me arrastou até aqui, resolveu ficar doido também?

Ele se afastou de mim e revirou os olhos, me empurrando no chão.

Eu havia caído com força na grama, meu cabelo ficou todo embolado nos espinhos das rosas. Quando me sentei, percebi que algumas pétalas brancas haviam ficado presas em meu cabelo.

—Saiba melhor onde você está se metendo- Ele disse, e estendeu a mão com uma caixa pra mim- Entregue isso pra sua irmã de sangue. Logo ela irá precisar.

Por um breve(muito breve mesmo) segundo, eu imaginei que ele iria pedir Nikki em casamento, mas quando eu me toquei que aquilo seria absurdamente, tecnicamente e absolutamente impossível, peguei a caixa.

Quando ele virou as costas, o ouvi sussurrar:

—A rosa branca simboliza a extrema pureza, mas uma rosa branca manchada representa a perda da inocência.

E então ele desapareceu.

Olhei novamente para as pétalas que ficaram presas no meu cabelo. Pureza... talvez eu fosse uma rosa branca prestes a ser manchada.

Quando eu entrei na sala, as meninas estavam sentadas me esperando.

—Graças ao meu bom Deus- Marie disse, já me abraçando, parecia preocupada- Ele te mordeu? Te bateu? Te machucou? O que diabos é isso no seu cabelo?

—Bom te ver também, Mah-chan. – Eu falei, sorrindo e retribuindo o abraço- Respondendo suas perguntas: Sim. Não. Tecnicamente sim. Pétalas de rosas brancas.

Todas as meninas começaram a me olhar preocupadas, todas abrindo a boca pra falar alguma coisa(provavelmente de como era um absurdo me morderem ou o quanto ia ser difícil tirar as pétalas e espinhos do meu cabelo), mas eu as interrompi.

—Nikki, ele me mandou entregar isso pra você- eu disse, e estendi a caixinha pras mãos de minha irmã mais velha.

Ela lançou um olhar curioso pra mim, pra porta e pra caixa. Não exatamente nessa ordem.

A caixa que Subaru havia entregado era não muito longa, levemente estreita. Parecia ser feita de veludo vermelho.

Nikki abriu a caixa, curiosa.

E então ela sorriu de orelha a orelha e fechou antes de que alguma de nós pudéssemos ver também o que havia lá dentro

—O que diabos tem aí?- Victoria perguntou, confusa.

—Deve ser algo muito ruim... Ela não quer mostrar pra gente- Foi a vez de Sarah comentar, fazendo beicinho.

—Ou algo muito bom.- Eu disse, olhando pra Sarah, que concordou com a cabeça como se considerasse a opção.

—Ou simplesmente algo que estamos curiosas- Sofie falou, revirando os olhos- Você não vai contar pra gente o que têm aí dentro, mesmo que isso possa nos ajudar a salvar a nossa vida aqui dentro, Nikki?

Ela pigarreou e pensou um tempo antes de falar:

—Digamos que Subaru apenas fez a gentileza de me dar uma arma nova- Nikki sorriu mais ainda- A única diferença é que essa pode matar vampiros.

Nós a encaramos, chocadas.

Subaru havia dado a famosa  faca de prata dele para Nikki?

Mas... se ele havia dado e falado que ela precisaria da faca...

Ele estava dizendo que nós teríamos que... Matar eles?

—Hey, voltem pra dentro- Marie começou- Acho que os meninos não vão se importar muito se a gente entrar na biblioteca agora, né?



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