História Like Best Friends - Dramione - Capítulo 7


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Categorias Harry Potter
Personagens Draco Malfoy, Hermione Granger
Tags Amigos, Draco, Draco Malfoy, Dramione, Harry Potter, Hermione, Hermione Granger, Hot, Melhores Amigos, Romance
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Palavras 5.653
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Hentai, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá, babys!

Link da Playlist nas notas finais! Já sabem, o nome da música é o mesmo do capítulo <3

Boa leitura!

Capítulo 7 - I Get It Now


Hermione

 

Antes

Era impossível tirar o sorriso do meu rosto naquele dia. Afinal, finalmente estava acontecendo. 

Ronald Weasley havia me convidado para sair e aquilo era o que eu tinha esperado há meses.

Enquanto caminhava pelos corredores da escola, sorrindo como nunca fiz naquele lugar, meus olhos procuravam a única pessoa que eu queria ver para contar as ótimas novidades. Meu coração pulsava de animação e, as pessoas me olhavam como se eu estivesse louca. 

Talvez eu estivesse louca. 

Mas eu tinha um bom motivo! 

Tanto tempo vendo minhas colegas de classe com seus primeiros namorados, dando seus corações pela primeira vez e eu achei que isso nunca aconteceria comigo enquanto estivesse naquela escola. Eu odiava aquele lugar… no entanto agora, eu poderia odiar menos.

Passando pelas portas de ferro que levavam até a piscina meus olhos encontraram quem eu tanto procurava. Corri para a arquibancada, me sentei em um lugar mais escondido e observei meu melhor amigo.

Ele estava rindo com um colega da equipe de natação, eu sabia que se ele me visse correria para me perguntar o que estava acontecendo, mas eu queria vê-lo um pouco, queria assistir enquanto se divertia sem mim. 

O treinador soprou um apito ridículo e rolei os olhos; ele agia como se fosse treinador de alguma equipe esportiva mundialmente famosa e não uma equipe escolar de natação.

Fiquei assistindo enquanto Draco nadava pelos próximos minutos, absorta em cada movimento, risada, e como ele parecia amar aquilo. Poucas coisas duravam na vida dele, mas a natação e a pintura era algo fixo. 

Bom, e eu

Depois do treino, Draco e os colegas desapareceram no vestiário por mais algum tempo e, eu esperei até que começassem a sair. Quando Draco apareceu, conversando com mais um dos colegas, me apressei para fora da arquibancada tentando não chamar mais atenção do que pretendia. Contudo, eu não precisava me preocupar com aquilo, parecia que estávamos conectados de uma forma bizarra que na hora em que eu pisei no chão firme Draco levantou a cabeça e sorriu ao me ver ali. 

Acenei para ele, vendo-o em seguida  se despedir do colega rapidamente, caminhando em minha direção com mais pressa. 

Eu sentia meu peito palpitar a cada passo que ele dava, era a ansiedade da novidade que eu estava prestes a contar, pensei. Ou era algo desconhecido, ou não sabia, mas sentia como se asas de um beija-flor batessem dentro do meu peito. 

— Algum problema? — Ele perguntou antes mesmo de me alcançar, o tom preocupado destoando do sorriso. 

Revirei os olhos e soltei um gritinho quando ele me puxou para seu peito e beijou minha bochecha, o cabelo molhado me fazendo grunhir ao empurrá-lo. Draco riu, o braço me cercando ao redor dos ombros enquanto andávamos para os corredores da escola novamente. 

— Você precisa aprender um pouco sobre delicadeza. — Murmurei, tentando conter um sorriso — Molhar uma garota não é educado. — Draco levantou uma sobrancelha, um gesto tão sugestivo que soltei um ruído de horror — Eu não quis dizer isso!       

— Veio me ver nadar? — Ele perguntou, convencido. — Viu só como eu sou bom?

— E modesto.

— Ninguém precisa de modéstia quando é tão bom quanto eu. 

— Tia Cissa adoraria ouvir isso. — Dei uma risada quando ele pareceu hesitar. — Ela diz que a atratividade do homem vem da modéstia.

— Foi por isso que ela e meu pai se separaram, então.

Suspirei ao ouvir falar de Lucius. Eu adorava o pai de Draco.  

Desde que meu próprio pai havia esquecido que tinha uma filha, havia sido o pai do meu melhor amigo quem sempre estava lá por mim quando eu precisava de uma figura paterna. 

Em todas as festas, recitais ou eventos escolares, ele estava lá me aplaudindo, todo orgulhoso. 

— Sinto falta do Tio Lucius. — Murmurei — Faz alguns dias que não o vejo.

Draco me olhou, o sorrisinho deixando claro o que ele planejava, e eu sorri de volta na mesma hora.

— Vamos no hospital depois da aula?

— Vamos!

— Tia Holly não vai ficar chateada?

— Está tentando não chateá-la para ela fazer bolo de chocolate novamente?

Ele rolou os olhos.

— É meu bolo favorito, não pode me julgar!

Ri, empurrando-o com o ombro e, então percebi que ainda não tinha falado o que queria. Draco e eu tínhamos o estranho hábito de esquecer do resto do mundo quando conversávamos. 

— Quero te contar uma coisa. — Murmurei, puxando-o para um corredor mais vazio e empurrando-o contra a parede. 

Animada, fiquei na sua frente e o encarei atenta. Draco parecia surpreso pelo ataque, me olhando com desconfiança. 

— O quê?

— Lembra que eu disse que Ronald estava perto de me chamar para sair?

Draco piscou. Os lábios abriram, mas ele não falou nada por um tempo. Eu sabia que ele não gostava de Ronald, mas eu suspeitava que fosse apenas ciúmes de amigo.

— Lembro. — Murmurou baixo, e de repente eu mal segurava os pulinhos de alegria.

— Ele me chamou hoje! — Exclamei em um sussurro. — Não é legal? Ele disse que podíamos ver um filme no cinema hoje a noite!

— Ele disse? — Draco engoliu em seco, parecia sentir-se enjoado enquanto me olhava. — Mas ele… Você disse que ele estava saindo com a Lilá…

— Ele estava. — Rolei os olhos. — Mas não estão mais.

— Ah… — Seus olhos desviaram quando ele respirou fundo, olhando para o corredor como se esperasse algo. Um nó de decepção se instalou no meu peito enquanto eu o olhava. 

— Não está feliz por mim? — Perguntei, meu cenho franzido e meus ombros desabando. 

Eu sempre esperava que ele ficasse feliz por mim, afinal. Ele era a única pessoa que eu sempre esperava que estivesse ao meu lado.

Alarmado, Draco me olhou e piscou:

— Claro, eu estou feliz por você. — Murmurou, sorrindo de lado. — Eu só fiquei preocupado, só isso. 

— Com o quê? — Dei uma risada dura. — Você saiu com muito mais meninas do que só a Lilá e eu ainda sou sua amiga.

— Mas você não quer sair comigo. — Disse com suavidade. — Então isso não faz sentido. Só tome cuidado, ok? 

Dei de ombros, concordando porque sabia que ele ficaria mais tranquilo se eu o fizesse. 

Naquele mesmo dia, Ronald me ligou e cancelou nossa saída… E Draco estava lá me confortando, dizendo o quanto Ronald era estúpido e o quanto eu era melhor do que ele. 

Uma semana depois, quando Draco me apresentou a primeira namorada, eu entendi todo o seu desconforto: Eu estava perdendo o posto de prioridade na vida do meu melhor amigo.   

O nó no meu estômago não se acalmou pelos três meses que durou o namoro. 

Descobri então que eu era uma péssima amiga e, prometi que nunca, de forma alguma, atrapalharia a vida de Draco com aquele defeito recém descoberto.

Eu tinha ciúmes do meu melhor amigo. O quão ridículo aquilo era? 


 

Agora

— Oi. — Draco murmurou, pegando uma caixinha de suco da geladeira. Seus olhos pareciam prestes a fechar a qualquer momento, o cansaço tão óbvio que levantei uma sobrancelha.

Quando acordei naquela manhã, ele já havia saído para as aulas, no entanto, seu lado da cama estava estranhamente… frio

Não como se ele tivesse saído há algum tempo, mas como se nunca tivesse dormido lá. Sabia que aquilo era ridículo, afinal, onde mais ele podia ter dormido?

— O que aconteceu com seus olhos? — Perguntei alarmada. — Parece que está se recuperando de um nariz quebrado… 

— Não dormi bem.— Ele se jogou na cadeira na minha frente e suspirou, roubando uma batata frita do meu prato.

— Onde você foi, aliás? Eu esperei você até escurecer.

— Fui visitar meu pai. — Draco respondeu, distraído ao olhar a batata frita — Cheguei tarde.

— Dirigiu por horas em um dia de aula para visitar tio Lucius? Aconteceu alguma coisa?

Seus olhos cansados dispararam para mim e eu quase recuei. Estavam insistentes demais, investigando meu rosto, procurando algo que eu não entendia.

— Não. — Finalmente falou, dando de ombros e abaixando a cabeça — Ele só queria… me chamar para um jantar hoje à noite.

— Você disse a ele que eu não posso ir? — Franzi o cenho, incomodada. — Droga, eu realmente queria vê-lo também.

— É um jantar com a nova namorada dele — Respondeu Draco, o cenho franzido e os olhos baixos. — E a irmã mais nova dela.

Pisquei. Namorada e irmã mais nova com tio Lucius e…

— Ah... — Balancei a cabeça lentamente, concordando. — É um programa de casais.

— Algo como isso. — Ele bufou. — Só que sem ser isso. Só um jantar para ele me empurrar para a irmã mais nova da namorada. 

— Claro, — Um nó se formou no meu estômago e, eu lutei para ignorá-lo como fazia sempre que sentia o estranho ciúmes. Mas era normal, é claro.  Era comum que eu me sentisse ameaçada, afinal outra garota estaria sendo o foco do meu melhor amigo e, eu estava acostumada a ser a única na vida dele. No entanto, eu não atrapalharia, mesmo que me sentisse incomodada. — Então todos temos planos para essa noite.

Draco não respondeu por um tempo e, eu pensei que não falaria nada, mas seus ombros oscilaram quando ele suspirou e levantou a cabeça, me olhando cheio de preocupação.

— Se houver qualquer coisa errada — Murmurou —, Ligue para mim. Eu vou buscá-la.

— Não pode largar sua acompanhante…

— E desde quando eu coloco outra garota acima de você? — Senti algo tremer por dentro e eu só pude olhar enquanto ele continuava a falar. — Só me ligue, ok? Prometa.

— Eu prometo.

Draco respirou fundo, seus olhos ainda me avaliando por mais um momento. Em seguida levantou bruscamente, pegando a caixinha e saindo para o quarto.

— Vou trabalhar um pouco.

Foi a única coisa que falou, antes de entrar no quarto e fechar a porta. 


 

Draco

 

Era notável o quanto o desespero fazia as horas correrem mais rapidamente. 

Aquele dia foi o mais angustiante que eu me lembrava em anos.

Sentado na frente da minha mesa, mergulhado no trabalho que eu tinha que entregar em pouco tempo, eu mal percebi as horas até que Hermione entrou no meu quarto e, assim que eu a vi perdi a porra do ar.

Não que eu estivesse surpreso por ela estar linda. Afinal, quando ela não estava?

Mas estava claro que um pouco mais de tempo fora dedicado a sua aparência.

O ciúmes latejou nas minhas veias com essa constatação. Ela estava se arrumando para o vizinho, afinal. 

O vizinho idiota que ela achava fofo.

Olhando-a, senti como se meu estômago desaparecesse e tudo o que havia em mim era o vazio. Um belo vazio gritante e ciumento. 

O dia inteiro eu tentei não pensar naquela noite, no entanto, era hora de encarar os fatos: Hermione sairia com alguém e eu tinha que seguir em frente.

— Gostou? — Ela perguntou, segurando uma parte dos cachos e colocando sobre o ombro. Olhei o vestido azul justo que delineava seu corpo, os saltos em seus pés, a bolsa delicada pendurada em seu ombro, os cabelos soltos e seu rosto bonito.

Jesus, eu sentia como se fosse sufocar.

— Claro. — Murmurei, piscando ao voltar a encarar a mesa. — Já está saindo?

— Estou esperando… — Antes que ela terminasse, a campainha soou. Minha certeza vacilou tão forte que quase gritei seu nome. Quase pedi para que ela não fosse, para que gostasse mais de mim, não como amigo, mas como eu gostava dela. Quase pedi para que confiasse nos meus sentimentos, que eu não cansaria dela nunca. Mas como eu podia dizer isso a ela quando eu mesmo não tinha garantias? Apertei os lábios, ouvindo sua risada surpresa. — Acho que ele chegou.

— Bom passeio. — Murmurei, deliberadamente distraído. 

Seus passos a trouxeram para mais próximo de mim, o cheiro do perfume quase me fazendo vacilar pela segunda vez. E quando seus lábios tocaram minha bochecha, engoli em seco o nó na garganta. Ela tinha razão em sair com alguém, pensei em silêncio. 

Ela tinha que viver. 

E eu tinha que deixá-la viver. 

— Você também. — Ela murmurou, e notei algo diferente em sua voz. Um tom mais sério que resolvi ignorar, antes que passasse toda a noite submerso em pensamentos sobre seu tom de voz.

Com a cabeça baixa, ouvi ela se afastando até sair do quarto. Só então me permiti suspirar, esfregando o rosto com as mãos, completamente frustrado, ansioso, desesperado e sem escolhas... 

Era melhor para ela. Mas eu não sabia se era o melhor para mim também.

A porta da frente bateu e eu decidi parar de postergar, não adiantaria ficar em casa, afinal. 

O que eu faria? Esperaria para ver se ela dormiria em casa? Se beijaria o vizinho na porta? Se…

— Para com isso, seu idiota! — Grunhi baixinho, me levantando e seguindo para o banheiro. 

Me torturar não era o esporte favorito que eu praticava regularmente, então eu decidi ir ao jantar estúpido.  

Me arrumei e um tempo depois eu já estacionava em frente ao restaurante. Olhando a fachada de madeira, era óbvio que o lugar tinha sido escolha do meu pai; sofisticado, mas não muito; moderno o suficiente, mas com aspectos tradicionais. Era sem dúvidas um restaurante que ele gostaria de frequentar.

Puxei as mangas compridas da camisa de algodão para cima e respirei fundo. 

Era só um jantar, depois eu voltaria para casa. 

Meu pai estava certo, eu não precisaria pedir a menina em casamento, estava sendo um idiota. Esfreguei as mãos nos jeans escuros, um gesto de nervosismo que eu aprendi com Hermione e, imediatamente me arrependi ao lembrar dela. 

Minha cabeça - frequentemente adepta ao masoquismo auto imposto - começou a lançar suas perguntas torturantes. 

O que ela estaria fazendo? Estaria se divertindo? Estaria no cinema, ou escolheriam voltar para casa e…? Fechei os olhos com força! Aquilo tinha que parar antes que eu ficasse louco de vez. 

Com uma última respiração profunda, abri a porta e saí do carro; me apressei para dentro, acenando para a recepcionista sorridente que indicou a mesa após ouvir o meu sobrenome, olhei para onde ela apontava e notei que estava atrasado. 

Haviam três pessoas sentadas ao redor da mesa, duas mulheres e meu pai. Caminhei até eles, pensando se deveria me desculpar ou se fingiria estar na hora, mas assim que meu pai me viu levantou-se sorrindo largo e eu soube que não importava, ele claramente estava satisfeito com a minha chegada. 

Pelo menos alguém, pensei com amargura.

— Por um momento achei que me daria um bolo. — Disse quando o alcancei, abraçando-o e sorrindo um pouco. Ele era meu pai, ele sempre me arrancava um sorriso, ainda que contrariado. 

— Oi, pai.

— Oi, garoto. — Ele se afastou, virando para as mulheres. Apontando para a primeira, claramente a mais velha, apesar de não ter mais de vinte e sete anos, ele disse: — Essa é Mandy, minha namorada.

Reprimi um suspiro. A mulher era simplesmente igual a minha mãe quando mais nova. 

Meu pai tinha mais problemas do que eu.

— Ah, você se parece tanto com seu pai! — Mandy levantou-se, contornando a mesa e me dando um abraço apertado de surpresa. Constrangido, tentei não parecer estar repelindo-a, mesmo que estivesse em segredo.

— Espero que isso seja bom. — Murmurei, agradecendo quando soou entretido. Mandy riu, me soltando e olhando meu rosto.

— Claro que é. — Disse ela. — Seu pai é lindo! 

— Elogios antes do jantar. — Meu pai brincou. — É como uma boa entrada antes do prato principal. — Mandy riu. Eu não. Meu Deus, aquilo soou… pornográfico. Resolvi ignorar, meu pai acenou para a outra garota que tinha os mesmos cabelos loiros e rosto sorridente de Mandy. Essa parecia mais nova, talvez vinte anos. — Essa é June.

Como a irmã, June se levantou e caminhou até mim, me abraçando antes que eu estivesse pronto para mais um ataque de pessoas estranhas me tocando. 

Eu não era lá muito fã de abraços, mas dizer que não queria abraçar soaria estúpido, eu achava. June era muitos centímetros mais baixa do que eu, tão pequena que me inclinei para que ela me alcançasse.

— É um prazer conhecê-lo. — Ela murmurou no meu ouvido. Desconfortável, me afastei e sorri. 

— O prazer é meu, June.

Depois das apresentações constrangedoras nos sentamos ao redor da mesa. 

Os primeiros minutos foram ruins e depois deles tudo piorou. 

Eu não tinha ideia do que falar, do que fazer, então eu apenas sorria, acenava, concordava e comia. Meu pai e Mandy pareciam extremamente… íntimos. Vê-los assim era nauseante, mas aguentei firme. 

Percebi que ela também tinha olhos azuis, não da mesma cor dos olhos da minha mãe, mas muito perto disso. 

Observando-os, notei o quanto eu tinha em comum com meu pai e o quanto éramos fodidos por isso. 

Problemas com mulheres só podia ser coisa da nossa genética.

— Essas tatuagens são lindas! — Uma mão segurou a minha e quase derrubei a taça de vinho com a surpresa. Olhando para o lado, vi que June segurava meus dedos, avaliando os desenhos com atenção. Lutei para não puxar minha mão de volta quando seu indicador traçou a menina com orelhas de coelho. — Olha só essa, é tão linda!

— Ele desenhou todas elas. — Disse meu pai, e eu o lancei um olhar desafiador. Sabia o que ele estava fazendo e, pelo sorriso que ele me devolveu, ele sabia que eu sabia. 

— Foi mesmo? — June perguntou, impressionada. — E elas significam algo?

— Não. — Murmurei. — São só desenhos. Rabiscos que eu fiz e gostei, só isso.

— Você tem mais delas?

— No corpo todo. — Concordei, decidindo ser gentil com a garota que não tinha culpa alguma do meu humor infernal. Levantei mais as mangas, mostrando os desenhos, e mostrei mais em meus ombros e clavículas. Ela observou tudo atentamente, os olhos brilhantes. — As outras estão em lugares pouco educados de mostrar em público. 

— Entendi. — Ela riu baixinho. — Talvez um dia eu veja.

Levantei uma sobrancelha. Aquilo tinha sido uma cantada? 

Olhei para meu pai, buscando por alguma indicação de que eu estava louco, mas ele também tinha a sobrancelha arqueada e um sorriso torto nos lábios. Foi quando soube que tinha, sim, sido uma cantada.

Resolvi não insistir na conversa.

— O que você faz, Draco? — Mandy colocou os cotovelos sobre a mesa, e desviei rapidamente meus olhos de seu decote quase pulando sobre a superfície de madeira.

— Eu estudo artes. — Respondi. — Sou ilustrador.

— Que… inesperado. — Ela riu, um som de desdém que não escapou de mim — Um filho de um cirurgião escolhendo ser artista.

— O que eu posso dizer? — Dei de ombros. — Escolhi não abrir corações e, sim, desenhá-los.

— Ele poderia entrar em qualquer curso. — Meu pai falou, satisfeito em expor seu orgulho. — Draco foi um dos melhores da turma. Mas o dom que ele tem para o desenho é simplesmente fantástico, eu apoiei e incentivei sua escolha de profissão.

— Uau! E não tem medo? — Mandy perguntou. — Você sabe, artistas não são muito…

— Ricos? — Completei com um sorriso. — Não procuro por dinheiro, senão, ainda moraria com meu pai.

Ela piscou, surpresa. Então corou e desviou os olhos e meu pai estreitou os dele para mim, no entanto apenas dei de ombros. 

Ela que tinha começado.

— Você me desenharia? — June perguntou, dissipando o clima pesado. Olhei para ela, surpreso com a pergunta. 

— Desenhar você?

— É. Você sabe, como o Jack desenhou a Rose no filme Titanic.

Jesus, a garota sabia como mostrar interesse. Era quase engraçado, se eu não estivesse tão chocado.

— Eu acho que sim…

— Que legal! — Ela inclinou mais perto, seu braço tocando o meu. — E o que você sugere? Um nu artístico ou seminu elegante?

— Que tal um desenho do seu rosto?

— Você não é tão divertido quanto o Jack. — Ela falou em tom de brincadeira, sorrindo. Em seguida, chegou ainda mais perto. — Você já desenhou alguma garota?

Toda a diversão evaporou. 

Os vários desenhos de Hermione guardados nas minhas pastas pareciam pesar em meus ombros, toneladas deles. 

Hermione dormindo; Hermione no meio de uma risada; Hermione distraída com o filme; Hermine só olhando para mim…

Não — Murmurei a resposta. — Não gosto de desenhar com quem tenho alguma relação. Prefiro criar. 

— Ah, que pena... — June suspirou, dando de ombros. — Podemos deixar o desenho para lá então. 

Jesus, a menina era uma máquina! 

Eu sabia que, se estivesse em condições normais, teria gostado daquilo, mas eu não me sentia normal há tempos. A garota só me parecia insistente, ainda que fosse engraçado assistir. 

— Essa é tão perfeita! — June segurou meu braço novamente, virando-o com gentileza para ver um desenho recente. Eu tinha feito pouco tempo antes da viagem para Santa Monica e, eu preferia que ela não tivesse visto. — Olha só isso — Ela traçou o desenho com a ponta do dedo. — É uma garota lendo um livro?

Apertei os dentes. Era uma garota com o rosto parcialmente escondido atrás de um livro e eu sabia quem tinha inspirado aquele desenho. Eu não queria contar, embora.

— Sim. — Murmurei. 

— Eu adoro ler! — June sorriu, apoiando o queixo sobre a mão. — Você gosta?

Aliviado com a conversa que não envolvia minhas tatuagens, deixei que June embarcasse no assunto de livros até o fim do jantar. Quando finalmente acabamos a sobremesa, meu pai insistiu que ele deveria pagar tudo, já que tinha sido ele a convidar e, ao chegarmos na porta do restaurante eu recebi recebi sua jogada final. 

Estávamos andando juntos pelo estacionamento, Mandy agarrada ao braço do meu pai, June tão perto de mim que quase subia no meu colo, quando ele piscou e sugeriu inocentemente:

— Filho, você pode levar June em casa, certo? — Olhei para ele. Eu era filho de um traidor! — Mandy e eu vamos dar uma volta, sabe, sozinhos. Mas June, não se preocupe, Draco vai levá-la de volta para casa.

— Ótimo! — June sorriu radiante. Seu braço se entrelaçou ao meu e ela me puxou para longe do meu pai e sua irmã. — Então até mais, Lucius! Tchau, Mandy!

Estreitei os olhos para meu pai que sorria ao me ver sendo arrastado por ela. Levei-a para meu carro, abrindo a porta para que ela entrasse com rapidez. Respirando fundo, torcendo para não acabar sendo estúpido com ela sem perceber, subi no banco do motorista e liguei o motor, colocando o cinto.

— Onde você mora? — Perguntei. June falou seu endereço e sorri ao perceber que não era fora da minha rota. — Chegaremos rápido, então.

— Posso colocar música? — Ela perguntou, estendendo a mão para o som do carro, dei de ombros, concordando. June ligou o som, conectando seu celular a ele até a melodia soar. Uma música com letra sugestiva e ritmo provocante que me fez reprimi uma risada surpresa. Eu realmente gostaria dela se não estivesse tão fodido da cabeça. — Você tem namorada, Draco?

Escondi um sorriso de diversão. Ela era direta, também.

— Não. — Respondi. — Terminei há um tempo.

— Então mora sozinho?

Notei que ela tinha a habilidade de começar um clima divertido e acabar com ele rapidamente.

— Moro com a minha amiga.

— Amiga? — Seus olhos curiosos me avaliaram. — E ela é legal?

— É minha melhor amiga. — Murmurei, olhando para a frente. — Desde que éramos pirralhos.

— Então não tem nada de sexual. — June riu, como se essa ideia fosse absurda e eu apertei a direção. — Eu nem consigo me imaginar beijando meu amigo de infância. Céus, que horror!

— Sim. — Dei uma risada dura. — Que horror

Aliviado, vi que a casa dela já estava próxima. Meu pé afundou no acelerador e em seguida no freio quando chegamos. Parei na frente de seu prédio, desligando o carro para esperá-la descer.

— Até mais, June. — Murmurei, pensando que essa era uma despedida razoável e educada. Mas June me olhou, seus olhos azuis sutilmente arregalados, os cílios postiços piscando rapidamente.

— Estou presa. — Ela suspirou dramaticamente, puxando o cinto. — Não consigo tirar. Pode me ajudar, Draco?

Sorri, mesmo sem querer. 

Me inclinei para mais perto, me debruçando sobre ela e apertando o botão. O clique veio junto do cinto se soltando, mas antes que eu tivesse a chance de recuar, June segurou meu rosto, levantando-o e me beijando de surpresa.

Por alguns segundos, tudo o que fiz foi ficar parado como uma estátua. Lábios estavam pressionados nos meus, um gemido delicado acompanhou o beijo e minhas mãos ainda estavam sobre o banco, sem saber o que fazer.

Meus olhos abertos fitavam o rosto da menina, na esperança de que ela notasse o desconforto e se afastasse.

Mas por que eu queria que ela se afastasse? 

Por que estava sendo tão idiota? Era uma garota legal, afinal. 

Era só um beijo; eu deveria estar seguindo em frente como prometi ao meu pai. 

Eu deveria estar beijando-a de volta.

Fechei meus olhos, entreabrindo-os lábios com calma. Eu era solteiro, June também, não estávamos fazendo nada errado. 

A culpa afundando no meu peito era totalmente despropositada e, com raiva disso aprofundei o beijo, segurando o cabelo de June e trazendo sua boca mais perto. Os dedos dela deslizaram para a minha camisa, apertando-a e puxando-a para si. 

Minha mente martelava de culpa, mesmo que não tivesse culpa alguma naquilo; meus pensamentos se apressaram em comparar coisas que não deveriam ter comparação. 

Beijar June era como praticar um ato ensaiado. No entanto beijar Hermione… Beijar Hermione era como mergulhar em um mar escuro, adrenalina e euforia nas minhas veias. 

Meu coração não estava acelerado, minhas mãos não estavam ansiosas, meu corpo não se desesperava para avançar sobre o dela, era só… um beijo

Porra, o que eu tinha feito comigo mesmo?

Percebi que não adiantava insistir, pelo menos não naquela noite. 

Eu tinha saído com uma garota e aquilo deveria contar como uma vitória, certo? Mas, ao que parecia, eu não estava pronto para beijar ninguém. 

Me afastei de June, segurando seus pulsos e fazendo-a soltar minha camisa com gentileza. Ela arfou, abrindo os olhos, surpresa com a interrupção.

— Boa noite, June. — Disse simplista, para que ela percebesse que já estava me despedindo.

June piscou aturdida, quando percebeu que eu falava sério, ela pegou a bolsa e pigarreou, o rosto corado.

— Boa noite, Draco. — Disse, saindo do carro e se apressando para o prédio sem olhar para trás.

Suspirando de frustração, apoiei minha testa na direção do carro. 

Eu tinha mergulhado tanto na estupidez que não conseguia sair com facilidade. Era como se algo me puxasse para o fundo, me tirando o ar e a chance de sobreviver àquilo intacto. 

Bati a testa na direção de propósito e xinguei baixo, fechando os olhos com força. 

Eu tinha que sair daquilo, antes que acontecesse algo que eu não soubesse como consertar. 

Ou algo que fodesse com a minha relação com Hermione.

O pensamento de seu nome pareceu viajar pelos quilômetros que nos separavam e, quando levantei a cabeça para checar o celular tocando no painel, ergui uma sobrancelha ao ver que era Hermione. Peguei o celular, atendendo rapidamente.

— Aconteceu alguma coisa?

— Draco. — Sua voz baixa veio junto de um suspiro brusco. Parecia estar respirando com dificuldade, e um gemido veio em seguida. Pisquei, alarmado.

— Está tudo bem? Onde você está?

— Em casa. — Respondeu ela, gemendo em seguida. — Pode vir? Eu acho que estou doente.

Nem pensei antes de agir. Liguei o carro e coloquei em movimento.

— Estou chegando. — Murmurei apressadamente. — Fique tranquila, estou quase aí. 

 

Hermione

 

Aaron era simpático, gentil, bonito e me tratava com uma atenção que me deixava nas nuvens. Era como se o universo - após anos fodendo todas as possibilidades de eu encontrar um cara legal - me presenteasse com um totalmente perfeito para mim. 

Fomos jantar em um restaurante pequeno e íntimo, Aaron puxou todos os assuntos certos; O que eu estudava, quais livros eu gostava, o que pretendia fazer após a faculdade, quais meus passatempos favoritos.

Ele falou sobre seus trabalhos como modelo, como era sua vida, o que gostava de fazer e até me mostrou algumas fotos de suas viagens recentes que fez a trabalho. Ele sorria enquanto eu falava, escutou com atenção, fez tudo tão certo que parecia me conhecer há tempos… E ainda assim, eu sentia um aperto no peito que não sabia explicar.

Após o jantar, Aaron escolheu o filme que veríamos no cinema. Era uma comédia romântica boba. 

Me peguei pensando que Draco odiaria aquele filme. 

Falaria que aquilo era bobagem, que aquele casal ao menos se conheciam o bastante para amar um ao outro tanto assim; Faria uma careta do início ao fim, me empurrando com o ombro para fazer uma crítica sussurrada seguindo de um sorriso mordaz e eu riria, falando que ele era um chato, apesar de concordar com ele em segredo. 

Ao mesmo tempo que pensei isso, me odiei por fazê-lo. 

Eu deveria estar aproveitando a companhia de Aaron, não pensando em Draco! Mas meu corpo estava tenso, sentado ao lado dele. Minha mente não conseguia focar no filme, sequer sabia dizer qual era o nome dele. A pipoca fazia meu estômago revirar, arrepios subiam pela minha espinha. Calafrios e enjoo tomavam conta do meu corpo, mas continuei ali, ao lado de Aaron, sorrindo quando ele sorria. 

Em algum momento, senti sua mão sobre a minha e congelei, olhando para elas no escuro. 

Sua mão era grande, envolvia meus dedos com facilidade, seus dedos longos exibiam unhas bem cortadas, limpas e perfeitas. Cheguei até procurar pela tinta sob elas, não achando nada. 

Procurei pelos desenhos nos dedos, e não estavam lá e eu odiei a sensação de erro que preenchia cada espaço da minha mente. A sensação que eu tinha era a mesma de entrar no carro de um estranho achando que era o seu. 

Um engano. 

Eu não deveria estar sentindo aquilo. Não deveria estar procurando por coisas que não havia em Aaron. Expulsei todos esses pensamentos e foquei nele, no agora. Meus dedos se entrelaçaram aos dele, a sensação de sua mão macia também me parecia errada, não havia a aspereza que eu esperava. 

Levantei os olhos, percebendo que ele me encarava com um sorriso no cantos dos lábios. Aaron era lindo. Tinha uma beleza clássica, de olhos claros e sorriso bonito que se via em capas de revistas. Sorri para ele, esperando sentir meu coração acelerar, minhas pernas tremerem, meu corpo esquentar. 

Não veio nada. 

Aaron chegou mais perto, levantando a outra mão, tocando em minha bochecha. 

Eu sabia o que viria a seguir, e eu sabia que deveria estar ansiosa, o entanto, continuei parada esperando pelas sensações, pela emoção, pela adrenalina que não chegava. 

Aaron se inclinou e eu fechei os olhos, respirando o perfume leve dele, tão diferente do cheiro refrescante que eu estava habituada a sentir… E quando os lábios tocaram os meus, não senti nada. 

Lábios macios, suaves, cuidadosos, não era o que eu esperava ou queria. Lábios que se mexiam com os meus, treinando movimentos que nenhum de nós dois praticamos antes juntos. 

Não tinha sido daquela forma com… ele

Não tinha sido tão estranho. 

Quando se afastou, Aaron sorriu ainda mais e eu devolvi o sorriso, sufocando a decepção. 

Tudo bem, eu pensei. 

Pode ser apenas porque era a primeira vez, no segundo encontro, tudo mudaria.

Depois do filme, voltamos para casa. No carro, meu estômago parecia virar do avesso, meu corpo tomado por calafrios que me deixavam apressada para estar em casa. Algo estava errado, percebi.Havia algo errado comigo, e Aaron não parecia notar. 

Ainda sim, sorri quando foi necessário, concordei com o que ele falava e por dentro eu só rezava para estar em casa. 

Para que Draco estivesse em casa. 

Porque só ele conseguia cuidar de mim da forma apropriada. 

Aaron segurou minha mão enquanto subíamos pelo elevador e continuou segurando quando caminhamos pelo corredor. Quando chegamos na frente dos nossos apartamentos, ele sorriu para mim e segurou meus ombros.

— Eu adorei nosso encontro, Hermione. — Murmurou com gentileza e cristo, eu queria tanto estar derretida aos seus pés. Queria tanto que doía.

— Eu também. — Sorri para ele.

— Então, vamos nos falando por mensagens? — Sua sobrancelha arqueou em diversão. — Da próxima vez, vamos fazer algo mais divertido do que jantar e filme, eu juro.

— Mas foi divertido. — Contestei, sorrindo. — Eu me diverti.

— Fico feliz. — Aaron chegou mais perto, beijando minha bochecha e demorando mais um segundo para se afastar. Apressada, comecei a andar para a minha porta. 

— Até a próxima, Aaron.

— Até, Hermione.

Minhas mãos tremiam quando abri a porta a fechei atrás de mim. Soltando um suspiro brusco, joguei os saltos para o lado e corri para o banheiro, mal me debruçando direito na privada quando vomitei todo o jantar. 

O banheiro rodava diante dos meus olhos, meu corpo amolecido com o enjoo.

— Draco? — Chamei, derrotada. 

O silêncio me dizia que ele não estava e aquilo encheu meus olhos de lágrimas que eu não sabia explicar. Gemi baixinho, vomitando até que minha barriga doesse pelos espasmos. 

Ele ainda deveria estar no encontro. Provavelmente estava se divertindo com a garota e provavelmente não voltaria para casa. Eu deveria estar satisfeita, aquilo significava que ele estava voltando ao normal. Os dois dias dormindo no sofá “assistindo filmes” não era algo que eu esperava dele. Draco nunca deixou de dormir comigo, mesmo quando brigávamos e agora… 

— Merda… — Praguejei, percebendo que estava chorando. 

Eu sequer sabia porque estava chorando, mas meu coração doía junto do meu corpo. Solucei, tateando até achar minha bolsa e tirando meu celular dela. Eu sabia o que faria, e sabia que era completamente errado. Sabia que estava fodendo comigo mesma, e que me arrependeria mais tarde.

Mas doía. 

Tudo aquilo doía e eu não tinha certeza se toda a dor era só física.

Meus dedos acharam seu número e liguei, tentando controlar o choro para não preocupá-lo. Quando sua voz soou do outro lado, perguntando se algo tinha acontecido, quase não segurei o novo soluço. — Draco…

— Está tudo bem? — Perguntou ele, e o alarme óbvio em sua voz foi o que me fez gemer baixinho, o alívio se misturando com a derrota ao perceber que eu gostava de ouvir sua preocupação. — Onde você está?

— Em casa. — Respondi, engolindo as lágrimas que ardiam na minha garganta. — Pode vir? Eu acho que estou doente. 

— Estou chegando. — Suspirei com a resposta rápida, e percebi o meu coração acelerar. Como deveria acontecer com Aaron. Como não aconteceu, até aquele momento. — Fique tranquila, estou quase aí.

Draco desligou. 

E eu percebi que tinha voltado a chorar.

 


Notas Finais


EU TÔ MUITO TRISTE, MEU DEUS AAAAAAAAA

Eu sei que parece MUITO com uma história se encaminhando para um final triste, mas eu JURO que será feliz, gente HAHAHAHA

Confiem em mim <3

Playlist:
https://open.spotify.com/user/milla1878/playlist/5AHEjAnVGAQz4Qe2eYto1A?si=lwGUVgqnSjerTwOh2Lfa9g

Espero que estejam gostando tanto quanto eu! Essa é uma das fics mais emotivas e reais que eu já escrevi, eu sinto tudo o que coloco nas palavras e essa experiência está sendo importantíssima para mim.

O que estão achando???

Até a próxima, babys
<3


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