História Like The Sea. - Capítulo 6


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Categorias Percy Jackson & os Olimpianos
Personagens Annabeth Chase, Connor Stoll, Frank Zhang, Grover Underwood, Leo Valdez, Luke Castellan, Octavian, Percy Jackson, Personagens Originais, Reyna Avila Ramírez-Arellano, Travis Stoll
Tags Percabeth, Percy Jackson
Visualizações 90
Palavras 1.453
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Drabble, Ficção, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Tortura, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Oi gente!
Espero que gostem e boa leitura <3

Capítulo 6 - Kill This Thoughts


Fanfic / Fanfiction Like The Sea. - Capítulo 6 - Kill This Thoughts

A noite finalmente invadiu o céu e o convés nunca estivera tão estranho. De um lado, os piratas da capitã Reyna Ramírez e do outro, os piratas da capitã Annabeth Chase e os marinheiros de Perseu Jackson. Todos apreensivos e ansiosos pelo que iria acontecer.

Percy observou os piratas “limparem” a madeira e deixarem um espaço grande no convés livre de obstáculos, o capitão presumiu que as líderes iriam lutar. Ele apenas esperava que a loira fosse boa nisso.

Os minutos eram angustiantes. As piratas se mantiveram junto de seus grupos até a luta começar. Percy conseguiu ouvir os piratas de Annabeth falarem sobre técnicas de luta e sobre como haviam visto as habilidades que sua capitã possuía.

O moreno não admitia, mas também estava ansioso para ver como Annabeth Chase iria lutar.

Depois de um tempo, as duas piratas andaram em direção a outra e pararam no meio da “área” vazia onde disputariam.

 -Sem espadas. –Reyna afirmou.

A loira deu um sorrisinho.

-Sem espadas, então. –Ela concordou e as duas voltaram para os seus grupos.

Percy observou Annabeth tirar o cinto que prendia as suas armas em seu corpo e entregá-lo para um dos piratas. A loira estalou o pescoço, fazendo um barulho alto.  Ela fechou os olhos e sorriu extasiada, como se fazer aquilo a relaxasse por completo e a fizesse esquecer que em breve estaria lutando por praticamente todos na embarcação. A capitã abriu os olhos e os fixou no moreno, que sentiu um arrepio involuntário lhe subir pela espinha.

Annabeth sorriu travessa e o lançou uma piscadela.

Perseu quase podia adivinhar o que ela pensava: “Não se preocupe, capitão. Eu salvo o seu navio e a sua tripulação de olhos fechados”.

As capitãs foram novamente para a área livre e ficaram a uma distância de um metro de frente para a outra. A luta seria corpo a corpo. A maneira mais primitiva a que um ser humano pudesse se rebaixar, na opinião de Percy.

Os piratas pararam de conversar entre si e os homens de Perseu olharam intrigados para a cena. Por que elas não começavam de uma vez por todas?

E então, um pirata da tripulação de Reyna se posicionou próximo á elas e apontou uma pistola para o céu.

O barulho de um disparo, e a luta começou.

Reyna (a qual Percy notou ter tirado a capa) se aproximou e tentou socar o rosto de Annabeth, mas a loira desviou e chutou as pernas da outra, a morena se voltou novamente para a de olhos cinzas. Annabeth a acertou um soco certeiro na mandíbula, mas isso pareceu não abalar a outra pirata, que revidou com um chute certeiro no tórax da loira, que caiu de joelhos e Reyna aproveitou para derrubá-la. Mais socos e tapas foram desferidos no rosto dela, mas em um movimento rápido Annabeth inverteu as posições. Á medida que ela acertava os golpes em Reyna, suas mãos ficavam mais vermelhas e machucadas.

O capitão se assustou ao ver a selvageria das duas mulheres, e ele antes achava que as lutas masculinas eram violentas...

As tripulações gritavam enlouquecidas, os ingleses estavam cada vez mais se juntando aos piratas e começaram a gritar a favor da loira.

Percy observava a luta aflito, a cada golpe que Annabeth recebia, ele sentia que ela iria perder.

A loira se levantou e Reyna a seguiu, as duas já estavam com cortes no rosto e pingavam de suor, o olho esquerdo da morena estava assumindo uma coloração arroxeada.

Elas seguiram a luta, Reyna acertou outro chute em Annabeth, mas a loira revidou com um soco certeiro na barriga da pirata. As duas continuaram os golpes.

Os segundos demoravam a passar, elas pareciam lutar por mais de horas, mas na verdade eram apenas alguns minutos. Os piratas já haviam diminuído os gritos e apenas olhavam a luta, sem ter mais o que dizer e incentivar.

Reyna conseguiu aplicar um golpe certeiro e passou o corpo da loira por cima de seus ombros até jogá-la no chão. Annabeth caiu deitada, batendo as suas costas contra o chão. A loira grunhiu de dor e se levantou, um corte em seu lábio e em sua sobrancelha sangravam, seus cabelos estavam soltos e a sua blusa estava rasgada em inúmeros pontos.

A luta continuou, Annabeth conseguiu derrubar Reyna e voltou a socá-la no rosto. Até que suas mãos se direcionaram ao seu pescoço e a loira começou a sufocá-la.

Perseu arregalou os olhos ao ver a pirata morena começar a se debater desesperadamente, o capitão não achou que a loira iria realmente fazer aquilo. Ele achava que as ameaças dela não passavam como uma justificativa para apenas amedrontar os outros.

Mas Annabeth Chase estava matando uma pessoa.

Os piratas de Reyna estavam sem reação alguma, os de Annabeth mantinham uma expressão séria. E os homens de Perseu não estavam acreditando no que viam.

Percy Jackson sabia que os piratas tinham os seus próprios conflitos, mas não imaginava que eles o resolviam daquela maneira tão brutal.

O capitão engoliu em seco quando Reyna parou de se debater e ficou deitada, imóvel no chão. Annabeth se levantou com dificuldade e limpou os lábios que estavam manchados de sangue.

O silêncio era mórbido.

Os piratas de Reyna, vendo que aquela luta estava terminada, voltaram para o seu navio. Eles pareciam estar em um cortejo fúnebre.

Dois deles se aproximaram do corpo de sua ex-capitã e andaram até a amurada da embarcação da marinha. Jogaram o corpo ao mar.

Os ingleses olhavam aquilo pasmos, a insensibilidade daqueles homens era tamanha, eles não tinham corações? Eles eram ao menos humanos?

Percy olhou para Annabeth, que ainda se mantinha em pé ao lado do local onde acontecera a morte. Ela estava com a blusa manchada de vermelho escuro e com hematomas e cortes no rosto, suor escorria por seu corpo e grudava a blusa, deixando visíveis as suas tatuagens.

Quando o convés do navio da marinha ficou livre dos piratas desconhecidos e o barco que era de Reyna se afastou da embarcação inglesa, a capitã de olhos acinzentados se voltou para a sua própria tripulação.

Perseu não tirava os olhos dela, o capitão estava impressionado pelo fato de que a loira ainda se mantinha de pé. Aquela luta fora brutal, quase desumana. Annabeth saíra viva daquilo. Como era possível?

A loira andou até os seus piratas e sorriu para eles, mas não era o sorriso sarcástico que Percy estava acostumado a ver e a receber. Era um sorriso real, verdadeiro e cheio de personalidade.

-Eu faço tudo por vocês, seus idiotas. –A capitã disse cansada e todos os piratas se juntaram em um abraço coletivo em volta dela, gritando em comemoração.

Os ingleses franziram o cenho, confusos. Aquilo era fraternal. Piratas eram fraternais?

Quando a tripulação se separou, um pirata loiro pegou Annabeth o colo e a levou para baixo, provavelmente na direção da cabine do capitão. No caso, a cabine que pertencia a Percy Jackson.

Os ingleses foram mandados para o convés dos canhões novamente, eles se depararam com Lee Fletcher e com Octavian dormindo quase que tranquilamente. Todos comeram pães que foram distribuídos pelos piratas e beberam água. O moreno presumiu que aquilo fora uma ordem dada pela loira.

Quando todos já estavam devidamente alimentados e deitados na madeira, Perseu voltou a pensar na luta que acontecera momentos antes.

O capitão nunca se preocupou com os piratas que mandava para a forca, não se importava com o fato de que eles também eram humanos, já que para ele aquele tipo de gente não tinha nenhum pingo de humanidade em seus corações.

Porém ele vira os piratas se abraçarem, ele vira a capitã se dispor a lutar pela vida por sua tripulação, sem pestanejar.

Poderiam aqueles piratas terem sentimentos e sentirem afeição por outras pessoas?

Eles eram criminosos, mas ninguém nasce um criminoso, se torna um.

A curiosidade de saber a história da capitã no ramo da pirataria voltou, por que ela estava com delinquentes? Por que ela os liderava?

Percy fechou os olhos com força, tentando dissipar os pensamentos. Ele estava mesmo se sensibilizando com piratas?

O moreno se repreendeu por tal atitude. Não podia pensar assim, senão perderia tudo o que conquistara por meras idéias que não o levariam a lugar nenhum. Apenas a uma vida injusta e desonrada.

Mas mesmo assim, por que?

Annabeth Chase era diferente de qualquer mulher que ele já conhecera, de qualquer pirata, de qualquer pessoa.

Ela tinha tempestades em seus olhos, tinha ouro em seus cabelos e usava o corpo como uma tela de pintura, onde coloria a pele com os mais variados desenhos.

Ela era tão diferente...

E o “diferente” sempre atraiu Percy Jackson. O levando para muitas de suas aventuras.


Notas Finais


Annabeth rainha da porra toda.
Amo!
Espero que tenham gostado, desculpem se houve algum erro :(
Comentem pfv!
Bjs e até <3
:3


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