História Like You - Capítulo 5


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Categorias Black Pink
Personagens Jennie, Jisoo, Lisa, Personagens Originais, Rosé
Tags Blackpink, Chaelisa, Drama, Família, Ficção, Girl&girl, Jennie, Jensoo, Jisoo, Lisa, Romance, Rose, Sad, Sadfic
Visualizações 61
Palavras 1.636
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, FemmeSlash, Ficção, Fluffy, LGBT, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Shoujo-Ai
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Sim, isso não é uma miragem. Sim, é uma atualização.

Ouvi um "Aleluia", igreja?

Boa leitura, nos vemos no final yeah? Ignorem os errinhos.

Capítulo 5 - Capítulo Quatro


Quando o dia amanheceu, o único desejo de Jennie era não se levantar da cama e voltar a dormir, porém o despertador soou estridente sendo o único ruído insuportável que preenchia o silêncio vazio do quarto escuro.


Jennie respirou fundo remexendo-se impacientemente na cama como um modo de atrasar-se ainda mais, pois realmente não gostaria de levantar. Ouviu passinhos se aproximando da porta do seu quarto e naquele momento soube que era Jiyoon, porém não queria aturá-la agora. Não queria aturar ninguém naquele exato momento.


— Omma, a tia Rosie disse que hoje eu vou para escola. É mesmo? — Jiyoon perguntou fazendo Jennie bater-se mentalmante, era verdade.


Chanwoo havia decidido matricular Jiyoon em uma escolinha, pois achava que ela estava na idade perfeita para isso e Jennie sabia que ele somente queria dar uma de "bom pai" que passa dois dias da semana com a filha de três anos de idade e a trata como se ela tivesse um ano. Não, Chanwoo não era um bom pai e Jennie sempre soube disso desde o dia que Jisoo chegou chorando na casa de Rosé e disse que havia terminado com ele porque ele preferia ficar com Sowon e construir uma família com ela, Jennie não podia negar que aquilo lhe machucou profundamente, mas ao mesmo tempo achava que Jisoo mereceu aquele choque de realidade. O que de qualquer forma foi cruel da parte de Chanwoo ter trocado Jisoo, que estava grávida dele, por outra garota. Porém, Jennie não poderia mentir dizendo que não deu graças a Deus por isso.


Respirou fundo esfregando as mãos no rosto e decidiu abrir a porta e arrumar a menina para ir a escola assim poderia se livrar mais rápido desse maldito compromisso. O único problema era que Jennie não sabia exatamente como fazer tal coisa, afinal de contas por que ela era mãe se mal sabia cuidar da sua própria vida? Exatamente o destino lhe pregou uma maldita peça deixando sua esposa em coma e lhe dando uma menininha no lugar, uma menininha que ela detestava e insistia em culpar pelo estado em que Jisoo se encontrava.


Abriu a porta e encarou a criança que segurava a barra do pijama enquanto encarava sua mãe que lhe olhava impacientemente.


— Sim, você vai para escola. — Jennie disse. — E se ficar calada pelo menos até eu te levar pra lá deixo você dormir na casa da tia Lisa, não é legal?


Jiyoon sorriu inocentemente, ignorando o tom rude de Jennie.


— Sim! — Bradou correndo rumo ao banheiro.


Jennie suspirou pesadamente e encostou-se no batente da porta escorregando de costas com as mãos no rosto.


Deus o que fiz para merecer isso? Foi a única coisa que pôde pensar naquele momento.


                          ***
Não foi tão difícil encontrar a farda de Jiyoon em meio as roupas em seu criado-mudo, nem foi difícil lhe dar banho e pentear seu cabelo. O problema foi o caminho para a escolinha onde Chanwoo a tinha matriculado. Ele fez questão de matricular a menina em uma escola próximo a sua casa somente para que pudesse pegá-la todos os dias que ela fosse ficar em sua casa. Mas ora essa, por que Jennie estava reclamando? Era mais um motivo para deixar a garota mais tempo com aquele babaca já que ela mesma sabia, não tinha a mínima paciência com aquela criança.


Depois de algumas voltas erradas pelo bairro onde Chanwoo morava conseguiu fazer o retorno e encontrar a escolinha no fim da quinta rua próximo a uma lojinha pequena que Jennie nem sequer se deu o trabalho de ver do que era.


Ajudou Jiyoon a descer do carro e lhe entregou a mochila que usaria a partir de agora. A garotinha parecia fascinada com o grande prédio, Jennie se colocou no lugar dela por alguns segundos. Não se lembrava muito bem da época que tinha três anos, mas sabia que tinha ficado encantada quando entrou na escola pela primeira vez. Sua mãe a disse que ia ficar tudo bem e que mais tarde iria buscá-la, seria divertido e ela aprenderia coisas novas. Jennie queria que Jisoo estivesse aqui, pois sabia que ela iria dizer isso para Jiyoon.


Sabia muito bem que ela a abraçaria e diria que não comesse papéis e cola porque tinha gosto ruim e ela sabia disso, também diria sobre ter cuidado com os garotos mais velhos e as meninas encrenqueiras. Sim, se Jisoo estivesse aqui tudo seria muito diferente. Talvez Jennie fosse mais feliz e não passaria por esse martírio diário que era conviver com uma criança que não queria. De forma alguma. Mas Jisoo estava em cima de uma cama, com diversos aparelhos ligados para mantê-la viva e respirando, já Jennie estava ali observando a filha que teria seu primeiro dia de aula iniciado daqui alguns minutos.


— Mamãe, você tem que ir mesmo? — Jiyoon perguntou fazendo Jennie suspirar pesadamente.


— Sim, tenho. — Limitou-se a dizer isso.


— Eu vou sentir saudades. — Jiyoon fez biquinho alegando que a qualquer momento poderia chorar.


— Você vai ficar bem. — Jennie retrucou impacientemente.


Jiyoon abaixou a cabeça, ficando em completo silêncio por alguns segundos e então se jogou nos braços da mãe fazendo com que Jennie ficasse sem reação alguma. O que Jisoo faria se estivesse aqui? Esse era seu único questionamento.


— Eu te amo muito, Omma. — Jiyoon disse como se aquilo fosse muito importante e necessário no exato momento e se afastou da mãe entrando na escola, sem olhar para trás.


Aquele ato deixou Jennie sem reação por um bom tempo então ela passou longos minutos observando a garotinha partir rumo a primeira aula de sua vida. Depois de alguns segundos refletindo sobre aquilo, Jennie entrou em seu carro e permitiu que as lágrimas caíssem repensando sobre si mesma e suas próprias atitudes. Jiyoon a amava, mas por quê? Jennie não merecia tanto amor por alguém que ela não suportava por algo que não tinha culpa.


                            ***


Jennie estava analisando alguns arquivos há um bom tempo, Nayeon permanecia calada enquanto observava a Kim trabalhar. Pensando se seria uma boa ou não contar sobre o que estava acontecendo, Jennie nem ao menos notou o olhar da mais velha sobre si estava muito ocupada fazendo os cálculos de quanto a empresa tinha gastado nos primeiros meses e o que poderia trazer influências negativas para ela.


Nayeon sabia que deveria estar em seu escritório imprimindo as cópias dos acionistas como seu chefe pediu, mas sabia que sua melhor amiga era bem mais importante que qualquer maldito arquivo que iria imprimir. Ela deveria contar já que nem Lisa nem Rosé tiveram coragem, cabia a Nayeon fazer isso. Jennie não poderia ficar alimentando falsas esperanças a cada dia que levantasse e pensasse sobre sua esposa.


— Jennie… — Nayeon chamou-a.


— Fale. — Jennie disse observando a mais velha por cima da tela de seu computador.


Nayeon respirou fundo encarando as próprias mãos e repensando o texto em sua cabeça, analisando a melhor forma de dizer aquilo e refletindo se deveria dizer mesmo. Mas e se não dissesse? Sim, Jennie iria descobrir de qualquer forma porque precisavam de sua autorização para fazer aquilo, mas a Im realmente não queria que ela descobrisse de outra maneira.


— Bem, Jennie, eu fiquei sabendo que o hospital queria… — Nayeon engoliu em seco e respirou fundo umas três vezes procurando um jeito melhor de contar aquilo.


— O hospital? — Jennie perguntou. — Está se referindo do hospital onde a Jisoo está?


— É… — Nayeon abaixou a cabeça e xingou Roseanne e Lalisa mentalmente por elas não terem coragem de contar isso a Jennie, mas não poderia dizer nada porque de qualquer forma ela também não conseguia fazer isso.


— O que tem? — Perguntou Jennie interessada no assunto. — Aconteceu algo?


— Jennie, os médicos estavam avaliando o caso da Jisoo e eles… — Nayeon abaixou a cabeça e engoliu em seco toda a angustia que sentia ao contar isso. — Eles se reuniram e decidiram que era uma boa ideia desligar os aparelhos.


Jennie quase se engasgou com a própria saliva ao ouvir aquilo. Como assim desligar os aparelhos? Isso era praticamente um assassinato, como eles ousavam querer tirar a única coisa que mantinha o coração de Jisoo batendo?


— Desligar? — Jennie perguntou. — Eu não dei autorização nenhuma para fazerem isso.


— Sim, eu sei. Eles estão esperando exatamente isso para fazerem. — Nayeon disse um pouco mais calma que anteriormente. — Jennie, você não acha que está se torturando mantendo aquilo ligado?


Jennie não conseguia acreditar no que tinha acabado de ouvir. Se torturando? Ela não estava se torturando por querer que Jisoo tivesse alguma chance de voltar a consciência.


— Eu não estou me torturando, Nayeon. — Jennie disse séria. — Rosé já teve essa conversa comigo, minha resposta é "não".  Não permito que desliguem os aparelhos da Jisoo.


— Jennie, já se passaram três anos. — Nayeon retrucou encarando a amiga intensamente, seus olhos ardiam por pronunciar isso. Não queria aquilo tanto quanto Jennie, mas sabia que era necessário. — Se a Jisoo fosse voltar você não acha que…


— Nayeon, para! Eu sei o que eu estou fazendo. A última vez que eu fui visitar a Jisoo ela chorou ao ouvir eu falando da Jiyoon, ela chorou de verdade. Ela está viva e pode voltar, eu sei que pode. — Uma leve esperança surgiu no brilho dos olhos de Jennie e Nayeon não quis estragar aquilo por mais que soubesse que ela estava se iludindo com aquilo. Não havia maneiras de se evitar o inevitável.


— Jennie…


— Não. — Foi a única coisa que a Kim respondeu. — Não dou autorização para fazerem isso, já disse. A Jisoo não está morta.


Nayeon respirou fundo e nada mais disse, Jennie conseguia ser bastante otimista quando queria e não pensava na realidade. Como que uma pessoa resistiria ao coma depois de três anos? Como ela voltaria a vida com apenas trinta e sete por cento de chances para isso?


Notas Finais


Enfim, meus anjos, eu sei que eu demorei bastante com as atualizações de LY e o meu problema com ela é a inspiração mesmo. Tem dias que minha inspiração entra em crise, o famoso bloqueio literário. Pois é…

Enfim, estamos começando um processo novo com a fanfic e eu peço desculpa por atrasar tanto com ela. Estou tentando me organizar da melhor forma para evitar longos atrasos o máximo possível.

Não desistam de mim, yeah?

Saranghae e See ya :)


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