História Lil Chaton. - Capítulo 1


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Categorias Miraculous: Tales of Ladybug & Cat Noir (Miraculous Ladybug)
Personagens Adrien Agreste (Cat Noir), Marinette Dupain-Cheng (Ladybug), Sabine Cheng
Tags Adrien Agreste, Adrinette, Chatnoir!cat, Marinette Dupain-cheng, Nohero!adrien, Nohero!marinette, Nokwamis
Visualizações 336
Palavras 2.496
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Ooooooooooooooi Galeris~~
Entonn
Eu ia atualizar uma fic hj, porem tava com essa one quase prontinha e resolvi terminar e postar!
Espero que gostem!
Não tenho mt a falar, só que to com sono KKKKKKKKKKKKKK
~~Duas primeiras aulas de história, ai já to com medo de dormir ;-;~~
Enfimm
Perdoem por qualquer erro de ortografia!
Boa leitura~~

Capítulo 1 - Capítulo Único


Sabe aquele dia que você acorda e sente que nada pode te deixar infeliz?

Era exatamente como a mestiça se sentia.

Nada, nada mesmo poderia tirar o sorriso que mantinha no rosto. Havia acordado, se vestido com um moletom e uma calça jeans. Deixou os cabelos nas adoráveis marias-chiquinhas que usava desde a quinta série, e calçado um par de tênis. No colégio, essa era ela. Era quase que um uniforme.

E por andar desse jeito tão "descontraído", acabava sendo rotulada por pessoas como Chloe Bourgeois e Lila Rossi.

E os rótulos presentes no Françoise Dupont eram os mesmos presentes em todos os colégios. Se estudava muito, era o nerd. Se saía com várias, era popular. Se beijava demais, era pegador(a), e por aí ia uma enorme lista.

Segundo Chloe, Marinette conseguia ter três rótulos.

A nerd, mulher-macho e pobretona.

Um pouco preconceituoso, mas desde quando a loira ligava?

E aquilo lhe tirava do sério. Sempre respondia Chloe, e em certas vezes, quase saiam no tapa na porta do colégio, mas a loira era covarde quando chegava na hora de uma briga real, e sempre inventava algo para fugir. Sabia que a azulada era mais forte.

Mas o que mais irritava a mestiça era que Chloe sempre dava um jeito de lhe ofender perto de Adrien, que mesmo ela dizendo que não, ainda sentia algo mesmo que bem lá no fundo.

Era perceptível que estavam afastados desde o fim do oitavo ano. Não conversavam sempre, e ela mal se lembrava quando fora a última vez que tiveram uma "conversa real". No decorrer da adolescência, era claro que ambos tomaram direções distintas sobre o que queriam para os últimos anos de colégio.

Marinette odiava, mas admitia que era uma verdadeira "santinha do pau oco". Com certeza, não era o tipo de garota que se mantinha cem por cento longe da "bagunça", mas preferia aproveitar com total discrição. Não gostava de seu nome "na boca do povo", muito menos na de Chloe, que era capaz de lhe infernizar até em sonho caso descobrisse sobre os garotos que Marinette já havia saído, e até mesmo, trocado alguns beijos.

Já Adrien não ligava. Já estava acostumado a ter seu nome por todos os lugares, já que era modelo. Não se incomodava com que soubessem com quem ele ficava ou não, mesmo que ele não dissesse nada, mas as vezes lhe incomodava que as garotas saíssem espalhando para Deus e o mundo sobre isso.

E não que sua "lista" fosse enorme, como a de Lê Chien Kim, mas também não era pequena. Umas ficadas aqui, outras acolá, uns namoros que não duraram muito. Era um típico garoto no pico da adolescência que queria aproveitar a vida, sem se importar com o que diriam, e fazia isso.

E isso era um dos principais motivos pelo qual queria ficar longe de Marinette. Sentia falta da baixinha que ficava no seu pé, e muitas vezes se perdia nas palavras ao falar com ele, porém, se sentia completamente atraído por ela e aquilo poderia ser um problema. Tinha medo de se aproximar demais, e acabar fazendo alguma besteira que pusesse a amizade deles em risco, mas mal ele sabia que se distanciar era a pior decisão que ele estava tomando.

Marinette, por sua vez, achava que a distância que o loiro tomava era por simplesmente não gostar mais dela, nem mesmo como amiga. Que estava apenas se juntando a Chloe, e que não demoraria para que ele também começasse a lhe tratar com apelidinhos ridículos. Sentia raiva somente por pensar nisso, mas não iria deixar que nada atrapalhasse seu dia feliz.

Colocou os fones com o volume máximo e a batida de "The Middle" soou em seus ouvidos. Não era uma de suas favoritas, mas com certeza, uma das mais adoradas, por mais que sempre que ouvisse, pensasse no loiro. Meneou a cabeça.

Pensamentos positivos!

Mudou para "Kissing Strangers", e continuou sua caminhada até o colégio.

Pela primeira vez em anos, ignorou qualquer comentário feito por Chloe e Lila ao chegar, algo que impressionou até mesmo as duas garotas, além de boa parte que sempre ficava ali esperando uma troca de farpas entre as garotas. Ficaram ainda mais bobos ao verem o sorriso largo que a garota exibia, enquanto dizia bom dia para todos que via.

Até mesmo Adrien parou de dar atenção a Nathalie que lhe dizia sobre sua agenda por uma ligação por estar fora da cidade com Gabriel Agreste.

Arqueou a sobrancelha sorrateiramente. Algo não estava certo, com certeza.

Fingiu muito bem ouvir e entender tudo o que a secretaria dizia, antes de desligar e enfiar o celular no bolso da calça. Saiu andando, sem cumprimentar ninguém. Tinha coisas a fazer.

Com a maestria que só ele tinha, foi se desviando por entre as pessoas, seguindo o rastro da de cabelos azuis e observando-a de longe. Era fácil vê-la, seu moletom rosa lhe destacava. Agora não poderia afirmar se era pela cor, ou simplesmente por ser ela vestindo-o.

Ela entrou na sala, e ele quase se atirou ali, mas parou atrás da porta quando ela pareceu atender alguma ligação.

Sabia que era errado espionar? Sabia, e muito.

Se ele ligava para isso? Oh, mas não mesmo.

 — Olá? Bom dia!  — A mestiça dizia, parecendo animada.  — Sim, sim! Claro, irei hoje, estou morrendo de saudades do meu Chaton! Infelizmente só posso ir à tarde, umas três! Estou no colégio agora...sim, tudo bem! Também estou animada para vê-lo e encher de beijos! Haha! Okay, te vejo depois! Tchau!

Ela desligou, enfiando o celular dentro da mochila com um sorriso ainda maior no rosto, o que deixou o loiro ainda mais curioso e um pouco...enciumado?

Não, não estava com ciúmes e era o que repetia para si, tentando no mínimo se convencer que tudo só passava de uma preocupação.

Mas no fundo de sua mente, ele só queria descobrir quem era esse "Chaton" que a garota encheria de beijos.

~~

Marinette cruzava toda a Av. des Champs-Élysées em sua bicicleta rosa. Usava um vestido que era justo no busto, e com a saia rodada. A cestinha de sua bicicleta parecia forrada com um pequeno pano, e seus cabelos azulados estavam soltos e sendo levados pelo vento.

Quem visse-a, pensaria que estava vendo uma figura saindo de um filme estadunidense.

Pedalava rápido, mas com cuidado. Sua animação estava no ápice. Queria chegar logo a casa de Mme. Bardêux.

Mme. Bardêux era uma senhora de quase sessenta anos, que Marinette havia conhecido em uma das entregas que fizera para seus pais. Uma assídua compradora da padaria, se encantou quando conheceu a tão bem falada Marinette, e desde então, passaram a ter um relacionamento amigável. Era como se ela fosse uma avó perdida para a mestiça.

E foi em uma das entregas que Marinette descobriu que Aimê (a belíssima gata preta da senhora) estava gravida pela terceira vez de um dos siameses da rua de trás, e que a adorável senhora iria doar os gatinhos, e ofereceu um para Marinette.

Ela ficou feliz, como nunca. Sempre quisera um gato preto, mas seus pais nunca permitiam por ela ser um tanto quanto "irresponsável" quando era menor, mas agora, aos quase dezessete, ela finalmente havia conseguido o aval de seus pais.

O que uma pequena chantagem emocional não fazia, huh?

Parou a bicicleta em frente à casa da mulher, e não se permitiu ao menos prende-la no poste. Sabia que ali era uma região segura da cidade, um belo complexo com casas de famílias. Correu animada até a casa da mulher, tomando cuidado para não tropeçar em seus próprios pés e ali entrou.

Passaram dez, quinze, vinte minutos e a mestiça saiu. Seus olhos brilhavam enquanto ela segurava o pacotinho preto que era o filhote de gato, que não tinha nem mesmo três meses completos. Ela o levantou, olhando em seu adorável rosto que possuía duas orbes verdes.

Ele era uma graça!

 — Olá, gatinho!  — Murmurou, contente.  — Você vai se chamar...Chat Noir! Pronto para conhecer seu novo lar?

O gatinho piscou e miou, e ela sorriu.  Não era bem uma resposta, mas para ela, isso bastava. Andou com ele até a bicicleta, colocando-o no cestinho e colocando uma coleira macia, que era próprio para uma bicicleta e não o machucaria, além de impedir que ele pulasse. Viu-o quieto ali, não parecia querer fugir, e sorriu.

Subiu na bicicleta, e se pois a pedalar calmamente pelas ruas de Paris. Agora, não tinha pressa. Estava com seu gatinho ali, e tudo aquilo bastava.

Como uma criança que acabava de ganhar sua primeira boneca, mostrava o redor ao gato. Apontava com toda a atenção os monumentos da cidade enquanto pedalava, e até mesmo se sentia uma boba por aquilo, mas era... divertido.

Estava tão entretida que quase passou direto pela padaria. Riu de seu próprio erro, e freou a bicicleta com cuidado. Prendeu-a no poste que havia em frente à padaria, deixaria para guardá-la depois.

Retirou o pequeno gato com cuidado, e correu como uma criança para a padaria. Empurrou a porta com força, como quando fazia ao ter seus sete anos e achar algum inseto na rua. Queria mostra-lo a seus pais, mas travou na porta quando percebeu uma pessoa um tanto conhecida por ela perto do balcão.

 — Ah não...  — Murmurou. — O que ele está fazendo aqui?!

 — Filha! — Sua mãe exclamou, e ela percebeu que era tarde demais para dar meia volta e fingir nem ter chego ali.  — Olha quem está aqui! E veio te ver!

 — Eu... já vi! — Disse, no seu melhor tom falso, de um modo que ele pudesse perceber isso. Depois de meses, o que Adrien fazia ali? — Bem... repentina essa visita.

 — Eu estava um pouco ocupado. — Ele disse, com naturalidade. — A primavera começou, e junto com ela a preparação para a coleção de verão. É uma correria.

 — Imagino, querido. — Sabine disse. — Bom, por que não sobem? Posso levar alguns agrados a vocês daqui a pouco!

 — Eu... acho que Adrien pode estar um pouco ocupado para isso. — Marinette disse, com um sorriso irônico.  — E ele já me viu, e tenho certeza que se ele quiser dizer algo, pode me dizer depois.

 — Marinette! — Sabine exclamou, em um tom repreendedor.  — Isso é jeito de tratar um colega?

 — Ela está certa.  — Adrien disse, com um sorriso amarelo. — É capaz que Gorilla chegue a qualquer momento...

 — Espere aqui na padaria então, Adrien.  — Sabine disse, e o loiro assentiu em um menear de cabeça.  — Marinette pode te fazer companhia.

O loiro sorriu para Sabine, e se dirigiu até uma das mesas. Marinette fez uma careta para sua mãe, que apenas lhe respondeu com um sussurro de "conversamos depois" e uma careta nada amigável. Marinette bufou.

Andou até o balcão da padaria, e puxou seu casaco que havia deixado ali. Foi andando até a mesa, se sentando de fronte ao loiro, enquanto segurava o gato com cuidado.

 — O que você está fazendo aqui?  — Foi direta, enquanto acariciava o gato lentamente. Adrien lhe olhou, e logo olhou para o gato. Franziu o cenho, fazendo uma careta curiosa.  — Não olhe assim para o meu bebê! Digo...meu gato!

 — Vim te visitar.  — Ele disse.  — Achei que já tivesse dito.

 — Conta outra!  — Marinette bufou. — Faz meses que não temos sequer uma conversa decente, e do nada você me aparece aqui?

 — Ok, eu digo a verdade.  — Ele disse, e mordeu o lábio inferior.  — Estava com saudades de você, Marin.

Marinette engoliu em seco, arregalando os olhos levemente. Chat olhava com tédio para Adrien. Ela mal percebeu que ficara tão surpresa com as palavras do loiro, que parou de afagar o gatinho.

 — Aí!  — Voltou a realidade, quando o bendito gato arranhou seu braço.  — Chaton! Não se pode fazer isso!

O gato não ligou, apenas se ajeitou nos braços dela quando ela voltou a acaricia-lo. Ronronou baixo.

 — Então... ele é o Chaton?  —  Disse, um pouco mais alto do que deveria. E ela lhe olhou curiosa.

 — Espera...você conhece o Chaton?  — Disse, com a sobrancelha arqueada.  — Como você sabe sobre ele? Só Alya sabia!

 — E-Eu..  — Ele murmurou, e engoliu em seco.

 — Adrien Agreste, você andou me espionando?  — Ela disse, e ele percebeu que ela realmente estava brava.

 — E-Eu? Te espionar? Claro que não! Eu ouvi sem querer!  — Ele disse, e se levantou rapidamente.  — E falando nisso, eu acho que o Gorila chegou!

Adrien saiu andando, de um modo rápido. Por mais que estivessem afastados, sabia que quando Marinette se irritava, era melhor correr e não se deixar enganar por sua altura.

Era bem capaz que aquela semi-anãzinha conseguisse parar um exército se quisesse.

 — AGRESTE!  — Gritou, enquanto ia atrás dele. Chat resmungou, estava gostando de ficar parado, e agora era carregado por ela de um modo rápido. Cravou as garras em seu vestido, com medo de cair.  — Chat!

Adrien praguejou baixo quando chegou na calçada, e não havia nenhum sinal do Gorilla. Engoliu em seco ao ver que Marinette estava vindo atrás de si, com uma carranca de dar medo, enquanto o gato lhe olhava com o mesmo olhar tedioso de antes.

Talvez não fossem ser tão bons amigos.

 — Agora você não me escapa!  — Ela disse, e apenas segurou Chat com sua mão direita. Com a esquerda, puxou a orelha do loiro.

 — Aí, M-Mari!  — Ele resmungou. Porra, ela era forte!  — I-Isso dói!

 — É pra doer mesmo! Assim você não me espiona mais!  — Disse irritada.  — Rascunho da Barbie!

 — Não vou te responder por educação.  — Ele resmungou, e ela puxou sua orelha com ainda mais força.  — Marinette! P-Para!

 Era até mesmo engraçado de se ver. Adrien com toda a sua altura e força sendo derrubado por aquela garota de um metro e sessenta. Murmurou baixo, e fechou os olhos, esperando que aquela tortura acabasse.

Foi surpreendido quando a garota soltou de sua orelha de repente. Abriu os olhos, vendo-a correr em direção a outra pessoa.

 — Luka!  — Ela murmurou, e Adrien fez uma careta. Já conhecia o garoto, era irmão de Juleka.  

 — Olá, Nette!  — Luka disse, exibindo um belo sorriso. Fez menção de abraça-la, porém ela não deixou.

 — Cuidado! Não estou sozinha!  — Ela disse, e apontou para a bolinha de pelos que ainda estava em seus braços. Luka sorriu.

 — Seus pais deixaram?! Puxa, Mari! Você conseguiu!  — O moreno disse, e acariciou o gatinho. Foi surpreendido quando o mesmo mordera seu dedo de leve.  — Aí! E-Ele é um pouco...a-arisco...

 — Ai meu Deus! Chat!  — Marinette disse, e olhou para o gatinho com um semblante irritado. Ele pareceu não dar a mínima. Marinette olhou para o dedo de Luka, que parecia sangrar levemente.  — Céus! Segura ele pra mim!  — Foi até o loiro, entregando-o o pequeno gato, que pareceu não se importar.  — Vem Luka, vamos por um band-aid nisso!

Adrien ajeitou o gatinho em seu colo, que assim como ele, olhava atento para a mestiça, que entrou na padaria puxando o belo moreno dos olhos azuis consigo.

 — Pois é, fomos trocados.  — Ele murmurou para o gato, que miou em resposta.

 

Talvez seu inimigo não fosse o tal "Chaton" que a mestiça havia dito, mas um belo "Morenon" bem mais velho e experiente que o primeiro.


Notas Finais


E ai galeriss, o que acharam?
Vou tentar trazer umas fics mais comédia e tals, pq é um dos meus gêneros favoritos!
Eu espero que tenham gostado!
Comentem aí o que acharam! Amo ler os comentários de vocês! <3
Obrigada por lerem!~~
Beijãooo! <3


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