História Lilian, uma garota com uma história à contar - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Visualizações 11
Palavras 2.340
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela
Avisos: Linguagem Imprópria, Nudez
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Oiii gente, essa história eu tenho trabalhado a um bom tempo e resolvi postar, pode ser que eu demore um pouco para postar capítulos mas é por que estou com um pouco de bloqueio mas não se preocupem tenho alguns capítulos feitos.
É isso, fiquem com a história. 🌻💛

Capítulo 1 - Olá



Era uma noite muito chuvosa e fria, tão fria que a madeira velha e descascada de minha janela rangia como se estivesse gritando, os pingos de chuva batiam no vidro e respingavam no chão pois a janela estava meio aberta, e como sempre eu estava sozinha em meu quarto, lendo o mesmo livro, pensando nas mesmas coisas. Minha vida nunca foi muito movimentada, desde que meu pai foi embora quando eu ainda tinha apenas dois anos de idade, minha mãe tem ficado cada vez mais triste e perdida, ela tenta parecer bem por minha causa e de meus irmãos mas eu sei que ela ainda está magoada, não apenas eu mas sim meus irmãos também, seu olhar sempre está perdido, como se ela não estivesse ali, e sempre passava as noites em claro chorando pedindo para que meu pai voltasse, sinto a tristeza de sua alma mas nada que eu faça ou tente fazer faz diferença.

Por esse motivo tive que amadurecer muito cedo, comecei a trabalhar em uma padaria com apenas onze anos, não tinha muita noção do que fazia e não sabia a diferença entre o certo e o errado então me mandaram embora por pegar comida escondida, já que passavamos fome pois minha mãe não trabalhava. Quando completei doze anos, arrumei um emprego em uma loja de antiguidades onde trabalho até hoje, a dona da loja é uma senhora muito simpática e bondoza que sempre me ajuda como pode, meu pagamento não é alto mas coloca comida na mesa.

Meus irmãos mais velhos sempre foram muito imaturos e extremamente festeiros, nunca estavam em casa e apenas um deles trabalha, e seu salário era miseravel quase não dava para nada. Sempre tento chamar a atenção deles dizendo:

---- Meninos, desse jeito vamos morrer de fome! ---- Disse com o tom alterado.

---- Relaxa Lilian, pobre é uma raça que não morre. ---- Falou Michael, o mais velho, com sarcásmo em sua voz, todos os outros riram de sua brincadeira.

Eles não conseguem amadurecer, e isso me deixa com muita raiva. Quando completei quinze anos minha mãe me deu um livro que estava em boas condições porém era muito antigo, era uma história sobre um menino que descobriu que era bruxo e vive grandes aventuras, eu só tinha e esse livro e até hoje acredito que nunca li a continuação.

E então voltamos ao primeiro cenário, eu sentada em minha cama na frente da janela que escorria agua por causa da chuva, lendo o mesmo livro, tendo o mesmo pensamento, porém um pouco feliz, iria ter um amigo quem sabe, a dona da loja de antiguidades contratara um menino chamado Thomas para trabalhar comigo, não o vi até agora pois estava de folga mas vou conhece-lo amanhã.

O sol começara a surgir quando acordei com o barulho extremamente pertubador da porta da frente rangendo, era Michael chegando de alguma festa acompanhando Emanuel e Benjamin e pelos barulhos estavam completamente bebados, a única coisa que esse barulho me proporciou foi a perda de sono então começei me arrumar para o trabalho bem animada para finalmente fazer um amigo, antes de sair de casa guardei uma certa quantia de dinheiro na gaveta de minha mãe pois ela iria a merceria ao entardecer.

Chegando na loja avistei um garoto pálido, magro com os cabelos tão escuros quanto seus olhos, tinha uma expressão vazia e enojada como se estivesse no meio do lixo, naquele momento achei que era só mais um cliente riquinho e enojado então não dei muita atenção, ao entrar na loja, a Srª Reymond,( a dona da loja) me apresentara Thomas meu novo colega de trabalho, e para a minha surpresa era o garoto palido e enojado que tinha avistado da entrada da loja.

---- Lilian, minha querida, este é o Thomas que eu lhe falei. -- Ela disse com a voz um pouco enrouquecida por causa da idade.

---- Prazer, Thomas. -- Ele falou friamente e me deu um beijo suave nas costas da minha mão.

---- Lilian. -- Respondi normalmente, como se estivesse falando com qualquer um.

A Srª Reymond se retirou dizendo que tinha um compromisso, me deixando a tarefa de mostrar para Thomas como funcionava a loja.

---- Então este é o muquifo que meu pai está me obrigando a trabalhar. -- Disse Thomas com frieza e nojo em sua voz.

---- Se você acha que é ruim, por que está aqui? -- Falei um tom acima do normal com uma ponta de raiva na voz para confronta-lo.

---- Você é surda ou oque? já disse que meu pai está me obrigando, parece que ele considera a velha importante.

Nunca conheci uma pessoa tão fria,tão má quanto esse garoto, resolvi mudar de assunto pois já estava ficando brava e se eu explodisse é capaz de me demitirem por brigar com o mocinho.

---- Então, hoje você ficará apenas no caixa pois não tem muita experiência, eu vou ficar no estoque anotando de que ano o objeto pertence e quanto ele vale para que você possa dizer aos clientes.

---- Você é sempre mandona assim? -- Falou com sarcasmo na voz dando um pequeno sorriso.

---- Só com meninos folgados igual a você. -- Disse com o mesmo tom de sarcasmo, mas senti raiva e desgosto em sua expressão o que me deu mais vontadade de rir ainda.

O dia seguiu normal, com apenas algumas piadas de mal gosto vindo de Thomas que sempre ficara irritado com as minhas respostas tão sarcasticas quanto, o horário de trabalho acabou e ele foi embora sem sequer se despedir, mas eu não dei importância. Fechei toda loja como sempre e já era tarde da noite, caminhava por uma uma rua escura e afastada do centro quando vi algo que me chamou atenção, era Thomas e parecia que estava sendo assaltado, corri para perto e tentar ajuda-lo e vi algo que não queria, é Michael que estava assaltando Thomas, rapidamente o impedi, seu olhar de surpresa era tão grande quanto o meu.

---- Lilian, o que você esta fazendo aqui?

---- Eu te faço a mesma pergunta Michael! -- Falei extramamente irritada.

---- Você conhece esse ladrão?-- Falou Thomas.

---- Ele é um conhecido Thomas mas já esta indo embora, não é?

---- Sim, aqui esta as suas coisas cara, desculpa ae.

E saiu correndo, não deu muito tempo para que Michael sumisse na escuridão.

---- Thomas desculpa por ele.

---- Desculpa nada, eu sou quase assaltaldo e a minha colega de trabalho conhece o ladrão, tem como ter desgosto maior?

---- Escuta aqui garoto, eu salvei você, o minimo que você podia fezer era me agradecer, mas parece que nem isso você consegue.

---- Falou a pobretona. -- O sarcasmo e a raiva era eminente em sua voz

Eu me virei bruscamente e fui embora, não acreditava no que tinha acabado de presenciar, era mesmo o meu irmão? meu irmão tinha virado um ladrão?. Tantas perguntas passavam pela minha cabeça mal conseguia raciocinar, ao ver que já estava perto de casa minha respiração ficou ofegante, um arrepio percorreu meu corpo senti a mesma coisa quando descobri que meu pai foi embora e tinha me bloqueado desde então, não confiava em ninguem no mundo.

Ao abrir a porta que rangia mais do que nunca, vi Emanuel dormindo no sofá enquanto Benjamin estava no trabalho, subi a escada lentamente oque não adiantou muito por que a cada passo que eu dava o piso parecia gritar, quase acordando Emanuel. Ao passar pelo corredor vi que a porta do banheiro estava um pouco aberta, cheguei mais perto para olhar melhor, não acreditei quando vi, era Michael ele estava chorando e a cada lagrima que caia um soluço de desespero vinha em seguida, tentei me controlar e não entrar mas meu coração que já estava apertado de ver aquela cena não me permiti ficar sem fazer nada, abri um pouco mais a porta chamando a atenção de Michael que exugou suas lagrimas rapidamente.

---- Porque está aqui? -- Disse ele em meio a soluços

---- Por que me preocupo com você. -- Falei soavimente para não deixar ele mais desesperado ainda.

---- Mas não devia, eu sou uma desonra para a nossa familía.

---- Michael, você não é uma desonra pessoas cometem erros e eu sei que você não vai voltar a fazer isso. -- Tentei dizer sem chorar, pois sentia que ele estava cada vez mais longe de nós e cada vez mais perto do mau caminho.

---- Não vou nunca mais fazer isso, prometo... ah maninha eu te amo tanto.

Isso foi uma grande surpresa pra mim que não passou despercebida por Micheal pois nunca tinha ouvido essas palavras em toda a minha vida, minha cara me denunciou e que bom que eu sentia o mesmo.

---- Também te amo mano, mas agora vamos dormir, já esta tarde e amanhã o senhor tem uma grande tarefa.

---- E qual seria essa tarefa?.-- Perguntou estranhando o que eu tinha dito.

---- O mocinho vai procurar emprego amanhã, já ta na hora de começar a ajudar em casa, meu salário só paga as contas, o do Benjamin só ajuda em um terço, a mãe não trabalha só vai no mercado e olhe lá e Emanuel limpa a casa durante o dia e todos nós estudamos em casa, preciso da sua ajuda Michael.

---- Como recusar um pedido desses?.

---- Acho bom mesmo você não recusar. -- Falei com a voz bem divertida.

Nós rimos um pouco levantamos do chão frio Michael lavou o rosto e cada um foi para seus quartos dormir.

No dia seguinte eu levantei bem cedo e para a minha surpresa Michael já estava acordado, se arrumando ele passara um perfume que ganhou e que ele sabia que eu amava o cheiro. Preparei o café ainda de pijama pois minha mãe e benjamin estavam dormindo e Emanuel foi lavar a roupa, Michael desceu as escadas que urgentimente precisavam ser trocadas, não aguentava mais ouvir ela ranger como o resto da casa toda.

---- Maninha ainda está de pijama, parece que eu sou mais resposavel e já me arrumei.-- Falou sarcasticamente.

---- Não enche. -- Dei um risada baixa e sorri.

O tempo passou tão rápido que quase me esqueci do trabalho, me arrumei o mais rápido que pude e sai de casa, cheguei a tempo na loja mas Thomas ainda não tinha chegado, passou-se meia hora e ele chegou mal abri a boca para lhe perguntar do atraso e ele começou a falar:

---- Nem começa a reclamar, tive um compromisso e não pude vir antes tá.

---- Bom dia pra você tambem.-- Falei com um tom de insatisfação.

---- Tá... que seja.

Ele estava com o mesmo olhar frio e fazio e nem tocara no ocorrido de ontem e é melhor eu tambem esquecer. O dia estava normal até que enquanto eu checava o estoque ouvi uma voz suave e doce me chamando, e por incrivel que parece era o Thomas.

---- Lilian, me perdoe pelo meu comportamento estou tendo muitos problemas em casa e isso esta me deixando irritado.-- O tom de sua voz era calma e doce e quase chorosa, fiquei espantada com a mudança repentina do garoto.

---- Tudo bem Thomas, tambem não estou tão bem assim em casa você só precisa tentar filtrar tudo o que está passando.

---- Não entendo como você pode ser tão legal comigo depois de tudo que eu fiz pra você.-- Ele estava quase chorando.

Fiquei com um aperto no peito e então ele começou a chorar sem pensar me aproximei dele e sequei suas lagrimas.

---- Vai ficar tudo bem, eu prometo.-- Falei quase chorando.

E em um gesto inesperado ele me puxou e me beijou, foi um beijo cheio de doçura e carinho algo que fez o meu coração saltar, eu nunca tinha beijado antes e foi incrivel, seus labios eram tão macios e sua boca se encaixava perfeitamente com a minha foi simplismente maravilhoso e então ele me soltou, nós nos encaramos por longos segundos e depois eu desci para continuar o meu trabalho e ele continuar o dele.

O dia continuou normal, de vez em quando eu subia para ver algo e ele me dava umas encaradas maliciosas que eram engraçadas e reconfortantes, algumas horas depois seu motorista veio lhe buscar.

---- Boa noite Lilian.

---- Boa noite Thomas

Ele me puxou e me beijou denovo com mais vontade do que o outro, me soltou abriu a porta e saiu.

Cheguei em casa mais tarde que de costume todos já dormiam então fui me deitar, pensando no beijo que Thomas me deu.

No meio da madrugada acordei para tomar água, desci as escadas que novamente rangiam mais alto a cada passo, parei na frente do ármario abri e peguei um copo e enchi com agua e sentei na mesa, deixando meus pensamentos irem longe enquanto eu passava o dedo suavimente na borda do copo, é uma mania que eu tenho, estava pensando no beijo de Thomas e por que ele tinha feito isso já que no dia anterior ele foi tão grosso comigo e por que eu não o impedi por que eu deixei acontecer, eu mal o conheço, oque deu em mim. Estava tão longe com meus pensamentos que nem vi Michael descendo as escadas.

---- Lilian, oiiii.-- Ele fazia um movimento com sua mão na frente do meu rosto, passando rapidamente.

---- Ah... desculpe Michael, está precisando de algo.

---- Não, só quero saber no que está pensando, por que você não estava nesse planeta.-- Seu humor sempre fora animado, desde criança.

---- Nada de mais, e o seu dia como foi? conseguiu um emprego?.

---- Não consegui um emprego mas o dono de uma pizzaria me falou que eu era um forte candidato.-- Disse Michael alegremente.

---- Que bom, sempre soube que você era bom em cozinhar.

---- Pois é, a gastronomia sempre me chamou a atenção, mas agora vamos dormir por que amanhã a mocinha trabalha e é uma pena que você tenha que trabalhar em seu aniversário.

---- Está tudo bem.-- Falei com um tom meio debochado.---- Nunca acontece nada no meu aniversário, não ligo muito.

---- Mas dezesseis é uma idade importante Lilian, eu lembro de quando fiz dezesseis e eu...

---- Pode parar.-- Disse cortando oque ele ia dizer.---- O idoso tem que dormir se não depois fica cheio de olheiras.

---- Tudo bem, boa noite Lilian.

---- Tchau Michael.


Notas Finais


Espero que gostem e pls deixem suas opiniões, que sempre serão muito bem-vindas, quero idéias também. Bjao 💛🌻


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...