História Lilian, uma garota com uma história à contar - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
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Palavras 2.599
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Mistério, Romance e Novela

Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Novo capítulo amores, espero que gostem 💛🌻

Capítulo 2 - Dezesseis anos


O dia amanheceu chuvoso, acordei cansada pois tive pesadelos a noite toda, senti meu corpo pesado e suado então resolvi tomar um banho, tirei a roupa e liguei o chuveiro, a água estava quente o que fez meu corpo relaxar de vez, senti os meus musculos caindo e então por algum motivo começei a chorar sem saber por que, talvez por que era o meu aniversario e nunca tratei este dia como especial, ou se era choro de felicidade por que as coisas estavam finalmente dando certo, meus irmãos comesaram a se tornar pessoas melhores, principamente Michael com quem eu peguei tanta intimidade e só agora sentia que podia confiar nele. Desliguei o chuveiro, enrolei uma tolha no meu cabelo e coloquei o roupão sai do banheiro e fui direto para o meu quarto que surpreendentemente estava arrumado, tinha uma caixa em cima da minha cama e um bilhete que dizia. '' Feliz aniversario Lilian. Com amor Michael, Benjamin, Emanuel e Mamãe.'' Me senti tão feliz, era a primeira vez que ganhara um cartão com o nome todos assinados e já fui logo abrindo meu presente, ao tirar a tampa da caixa começei a chorar de felicidade, era a continuação daquele livro que minha mãe me dera ano passado, do menino que descobriu que era um bruxo, um livro que alias mudou a minha vida, ele me fez acreditar que eu poderia sonhar e que eu poderia realizar. Guardei o livro com cuidado na gaveta e fui me arrumar para o trabalho, vesti um vestido xadrez preto e vermelho com um cinto prata na cintura e uma sapatilha preta velha nos pés, era a roupa mais bonita que eu tinha.

Quando cheguei na cozinha o café da manhã já estava na mesa e todos estavam sentados me esperando, algo muito incomum geralmente eu tomava café sozinha mas hoje foi diferente, foi o melhor café da manhã de todos nós riamos e estavamos feliz minha mãe ainda tinha a expressão fazia e triste mas estava dando o seu melhor então já estava bom para mim. Eu não podia estar mais radiante algo que não passou despercebido, mas tudo que bom uma hora acaba, tive que sair para o trabalho na esperança de continuar tendo um dia feliz.

Ao chegar na porta da loja, meu coração acelerou eu senti borboletas no estomago começei a ficar ofegante tudo por que Thomas já estava lá dentro sentado olhando pro teto, havia um homem todo de preto olhando a vitrine ao meu lado mas não era algo para eu me importar.

---- Bom dia Thomas.-- Meu tom era alegre e suave, estava tão feliz.

Eu não obtive uma resposta apenas um olhar dele, oque era estranho já que algo muito importante pra mim tinha acontecido entre nós ontem.

---- Hoje você vai ficar no estoque, tudo bem?

---- Tanto faz pra mim.-- Sua voz estava grossa e com arrogancia oque me deixou desconfortavel e triste, pois não sabia oque estava acontecendo.

Tente suavizar o clima, mudando de assunto.

---- Então... sobre ontem eu quero dizer que...

---- Ontem foi um erro, algo que nunca deveria ter acontecido, me arrependo amargamente.-- Ele me cortou antes que eu pudesse dizer algo.

---- Mas, mas...

---- Mas nada, eu estava fragil e não estava raciocinando, quando que eu iria beijar uma pobretona igual a você por pura vontade, nunca na minha vida agora vou fazer o meu trabalho.-- Senti nojo e frieza em sua fala, o que destruira meu dia por completo.

Corri para o escritorio da SrªReymond e começei a chorar bem baixo quase como um susurro, por que isto estava acontecendo justo no meu aniversario? Começei a me questionar internamente quando escutei a maçaneta virando e abrindo a porta, era Thomas.

---- O que você quer aqui... SAI DAQUI!.-- Começei a gritar entre os meus soluços de tristeza.

---- Lilian, deixa eu me explicar por favor.-- Sua voz estava doce e arrependida.

---- O que deu em você, primeiro você é grosso comigo depois me beija depois me ofende e me humilha novamente e não se passou nem 15 minutos e você já esta pedindo desculpas, você é doido ou o que?. -- Falei com raiva o que Thomas percebera e eu não estava nem ai.

---- Me escuta por favor. -- Ele começou a chorar de desespero.

Eu não disse nada, apenas o fitei esperando suas explicações.

---- Meu motorista contou para o meu pai que eu te beijei e ele me obrigou a te dizer aquelas brutalidades, o homem que estava olhando a vitrine era meu pai me observando.

Me lembro do homem que não dei a minima importancia, mas por que isso? o que tinha feito para aquele homem?

---- Por que seu pai fez isso com você? -- Tentei parar de soluçar e começei a enxugar minhas lagrimas.

---- Por que ele sabe sobre suas condições de vida, e é tão preconceituoso.

---- Mas você tambem não é a pessoa mais amavel.

---- Eu sei que eu sou frio, grosso, arrogante e etc, fui criado para ser assim mas com você é diferente, eu odeio ser quem eu sou com você, isso doí e eu não sei porque é algo que eu quero mudar mas isso leva tempo e outra jamais quis te magoar, eu te beijei por que eu quis,e quero fazer denovo.

Antes que eu pudesse falar algo ele me puxou e me beijou, esse beijo era diferente, tinha calor e emoção, algo mais selvagem como se fosse uma droga que nós nos vissiamos e agora não dava para parar, senti suas mãos por dentro da minha camisa, ele passava seus dedos arranhando levemente as minhas costas o que fazia eu me contorcer pois tenho cocegas, eu passava minha mão entre seus cabelos negros e macios, acariciava seu pescoço que acada passada ele se arrepiva ainda mais ainda, foi incrivel , senti seu rosto molhado pois estavamos chorando antes, ele susurrava em meu ouvido algumas palavras que faziam meu coração saltar de alegria e paixão, e então ouvimos a porta bater, Thomas rapidamente se afastou, era seu pai que tinha entrado, ele saiu do escritorio e foi ao encontro de seu pai que não tinha visto nada.

---- Thomas, você fez oque eu te pedi?

---- Sim, pai.-- Sua voz estava fria, mas existia tristeza quase que imperceptivel.

---- Otimo e onde ela está? que ver suas lagrimas de tristeza.-- Ele soltou uma risada pelo nariz, algo tão cruel, nunca vi tamanha pessoa tão má em toda minha vida.

---- A pobretona saiu, e vai demorar. -- A frieza e crueldade era eminente em sua voz, tal coisa que me fez chorar sem fazer um barulho sequer.

---- Tudo bem, vou para o trabalho.-- Ele saiu batendo a porta.

Thomas voltou para o escritório mas eu não estava mais lá, sai pela janela ao ouvir suas tão cruéis palavras. Começei a andar pela rua e fui direto para o parque que estava totalmente fazio ventava muito, as folhas caidas se levantavam conforme a força do vento, sentei em um banco que estava suavemente gelado e molhado pensei em tudo que acabara de acontecer, como eu tinha chegado a esse ponto e por que justo um menininho mimado, mas logo meus pensamentos foram interrompidos por uma voz grossa e desesperada que gritava meu nome.

---- Desculpe Lilian, mas eu não poderia contar a verdade para meu pai.

---- Você disse que não gosta de me machucar, disse quer não ser essa pessoa horrivel que seu pai é, mas saiba que isso que você faz e fala para seu pai sobre mim me magoa e muito, eu achei que você queria o meu bem mas acho que me enganei.-- Meu tom era frio e magoado, algo que espantou Thomas nunca tinha falado tão seriamente com ele ou melhor com ninguem.

---- Eu quero o seu bem, você é a unica pessoa que me fez sentir isso o contrario das outras com quem eu fiquei, você me faz bem oque é estranho por que eu mal te conheço ou melhor eu não te conheço mas é por isso que você me deixa assim eu quero desvendar você, aquele dia do assalto eu fui tão grosso com você e quando eu precisava de ajuda você me salvou, mesmo que eu tenha sido um babaca é isso que faz eu me sentir bem, quero te proteger.

Eu não sabia o que responder, nunca me disseram tal coisa, nas histórias de amor esse era o momento em que os personagens dizem eu te amo um para o outro mas eu não sabia o que sentia por ele, não podia mentir, não para ele.

---- Lilian, você está ai?-- Ele dá um estalo que me tira do transi.

---- Thomas, eu não sei o que sinto por você na realidade não estou conseguindo raciocinar agora, mas saiba que você tambem me deixa intrigada, você aparentemente parece frio e vazio e quando te conheci achei você grosso e estupido.-- Ele olha para baixo, suas bochechas começam a corar e seus olhos enchem d'água. -- Mas com o decorrer desses dias percebi que você não é assim ou pelo menos não quer ser assim, e no dia do assalto não importa se a pessoa foi o mais cruel possivel comigo, a vida de uma pessoa não vale seus atos.

---- Obrigado, você é incrivel... eu percebi que você chegou hoje de manhã mais radiante do que antes, o que aconteceu?-- Disse Thomas tentando desviar o assunto.

---- Ah isso. -- Disse dando risada.---- É que hoje é o meu aniversário e por incrivel que pareça, minha familia me deu um presente e me animaram.

---- Parabens Lili, alias posso te chamar assim?-- Disse Thomas corado e com esperança no olhar.

---- Claro Tom.-- Demos risadas e derrepende um olhar de surpresa surgiu em seu rosto me deixando confusa.

---- Vamos.-- Ele me puxou e saimos correndo, o vento gelado fez meu cabelo balançar e me causar arrepios pois estava frio começei a bater o queixo fazendo um barulho especificamente irritante, e derrepente me senti quente e quando olhei para trás vi o casaco de Thomas me abraçando, o abraço mais quente e macio possível.

Chegamos na loja, Thomas entrou trancou o caixa, apagou as luzes e saiu batendo a porta e trancando-a.

---- O que você ta fazendo? a gente trabalha ai viu!-- Falei com um tom comico.

---- Nós vamos ao centro da cidade.

---- E por acaso vamos fazer o que?

---- Curtir seu aniversario mocinha

---- Ei, amigo volta pra terra.-- Disse olhando para o ceu em tom de piada, o que causou um leve sorriso de canto em Thomas.---- Nós temos trabalho pra fazer viu mocinho.

---- Eu sei, mas tenho certeza que a senhora Dollores não vai ligar se fecharmos a loja hoje.-- Suas palavras eram tão convidativas que acabei cedendo a vontade me deixando levar.

---- Tudo bem, mas só hoje.

Nós começamos a andar e Thomas levemente encostou sua mão na minha, sua pele era extremamente branca e fria o que contrastava com minha pele levemente morena de sol e quente e em milésimos de segundos estavamos andando de mãos dadas. Thomas me levou até uma loja de doces e me olhou docemente indicanto uma sacola para eu pegar.

---- Agora Lili , escolha o que você quiser e não se preocupe com preço.-- Sua voz estava alegre e reconfortente mas minha cabeça acenou com negatividade recusando sua oferta, não poderia aceitar.

---- Ah, vamos Lili por favor, eu insisto.-- Continuei a recusar, mesmo querendo aceitar eu não podia abusar de sua boa vontade e dinheiro, não era certo, o olhar de Thomas passou de alegria para decepção algo que me incomodou muito, não queria ve-lo triste ainda mais hoje, então mesmo que relutante aceitei seu presente, ele ficou extaziado pegou minha mão ainda quente e saiu andando em direção as prateleiras repletas de doces de todos os tipos, tinha de sabor de fruta, uns tinham formas de bichinhos e outros bem azedinhos mas um que me chamou atenção foi o que estava em uma prateleira empoeirada e velha, era um chiclete de bluebarry enrolada e embalado em um plastico transparente que levava uma fitinha vermelha em laço o deixando fechado, olhei paar Thomas e disse:

---- Tudo bem eu pegar esse chiclete?

---- Claro Lili, pegue o que você quiser -- Seu tom era doce igual a maioria das balas naquela loja. Peguei um saquinho e o levei ao caixa, Thomas ficou surpreso pois eu não queria mais nada, ele levou a carteira do bolço até suas mãos extramamente brancas e pagou o doce que custava apenas dois dolares.

Saimos da loja, ele abriu a sacola e começou a remexe-la até achar o chiclete que foi em entregue em minhas mãos, desamarei o nó da fita e abri a fina embalagem, retirei o doce com cuidado cortando um pedaço com o dente e logo em seguida oferencendo a Thomas que logo aceitou, ainda não me acostumei a chama-lo de Tom mas vou tentar.

---- Thomas...-- Ele pigarreou e eu logo percebi meu ''erro''.

---- Tom, está um pouco tarde.-- O que era verdade pois o sol já tinha se posto, passamos tando tempo caminhando que nem percebi o tempo voar como as folhas daquele outono. ---- Acho melhor ir para casa.

---- Claro Lili, eu te acompanho até lá. -- A esperança de me acompanhar era eminente em sua voz tal coisa que me fez acentir com a cabeça aceitando sua sugestão, naquele momento pensei que Michael poderia estar em casa e Thom... Tom poderia reconhece-lo mas resolvi correr o risco pois queria Tom ao meu lado naquele momento.

Ao chegar na porta de casa vi que as luzes estavam apagadas, dei graças a Deus que ninguem estava na janela ou até mesmo na porta.

Paramos em frente ao portão, olhei para Tom o mais carinhosa possivel em forma de agradecimento e me virei estava quase completando dois passos quando senti um puxão leve e carinhoso, com a velocidade do golpe quando percebi já estava colada no peito de Tom que instantaneamente preciona seus labios aos meus fazendo uma perfeita sinfonia, pedindo espaço para que sua lingua adentrasse minha boca e quase como uma ordem permite esse espaço e foi a melhor decisão da minha vida, seus labios se entrelaçaram aos meus, sua lingua encaixou perfeitamente com a minha, foi quase como uma obra de arte, senti sua mão em meu pescoço que logo em seguida mudou de rota e foi para o meu cabelo os acariciando e dando leves nós, senti uma corrente eletrica percorrer todo meu corpo, em um gesto quase involuntario passei minha mão por dentro de sua blusa arranhando suas costas levemente, em um movimento de sobe e desce que era estramente recofortante para mim, o ar começou a faltar mas eu não poderia parar o beijo, era como se eu fosse morrer se o para-se mas a falta de oxigenio começou a aumentar e então Tom me soltou levemente selando nosso beijo com um leve e demorado selinho, suas ultimas palavras antes de se virar e sumir na escuridão foram ´´ Boa noite Lili.´´ sem nem siquer me dar a chance de tomar folego o suficiente para projetar uma siquer palavra.

Abri a porta de casa, vi que a sala estava fazia e logo subi, mas tambem não estava com cabeça para quem estava em casa, apenas queria ir para o meu quarto projetar tudo o que aconteceu, no momento que sentei na cama vi meu novo livro o abri e começei a ler mas nem estava prestando atenção, o beijo de Tom ainda ocupava cada minucioso pedaço da minha mente sem nem perceber cai no sono, não tive um sonho muito menos um pesadelo apenas uma frase que se repetia inumeras vezes em meio ao meu sono ´´ Boa noite Lili ´´.


Notas Finais


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