História Lilly Evans e os Marotos em O Legado de Ravenclaw - Capítulo 10


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Categorias Harry Potter
Personagens Alastor Moody, Alecto Carrow, Alice Longbottom, Alvo Dumbledore, Alvo Potter, Amycus Carrow, Andromeda Tonks, Ariana Dumbledore, Barão Sangrento, Bellatrix Lestrange, Dama Cinzenta, Fabian Prewett, Franco Longbottom, Gideon Prewett, Gina Weasley, Godric Gryffindor, Harry Potter, Helena Ravenclaw, Helga Hufflepuff, Horácio Slughorn, Lílian Evans, Lílian L. Potter, Lorcan Scamander, Lord Voldemort, Minerva Mcgonagall, Newton Scamander, Pedro Pettigrew, Personagens Originais, Regulus Black, Remo Lupin, Rodolfo Lestrange, Rose Weasley, Rowena Ravenclaw, Rúbeo Hagrid, Salazar Slytherin, Scorpius Malfoy, Severo Snape, Sirius Black, Tiago Potter
Tags Harry Potter, Hogwarts, Lilly Evans, Os Marotos
Visualizações 37
Palavras 2.390
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Aventura, Ficção, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Tortura
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


A história começa a formar os seus contornos. As peças do tabuleiro aos poucos se posicionando. O rei, a rainha, o bispo, o cavalo, a torre e os piões... Preparem as varinhas... o jogo já vai começar

Capítulo 10 - O Segundo...


Fanfic / Fanfiction Lilly Evans e os Marotos em O Legado de Ravenclaw - Capítulo 10 - O Segundo...

 

R. G. Weasley – 2021

-Alvo e o garoto Malfoy estão procurando por você.

Rose largou o livro com um grito.

-Pequeno filhote de fantasma, Lilly, você me assustou! –A pequena Lilly. A única neta a herdar a altura de sua avó Molly. Muito semelhante aos desenhos trouxas de fadas. Herdara os cabelos da mãe e os olhos verdes do pai, ou melhor, da avó. A Lilly original. A garota do diário, que morreria poucos anos depois da história ser contada, protegendo seu filho, aquele que salvaria o mundo mágico, junto com seus pais. Seu padrinho.

-Vai me contar o que estão aprontando?

-Por que estaríamos aprontando alguma coisa?

-É Dia das Bruxas e você está aqui, trancada no banheiro. A última vez que alguém que conhecemos fez isso, foi salva de um trol montanhês pelo melhor amigo e futuro marido. Pretende casar?

Rose arregalou os olhos, horrorizada:

-Era um trasgo, não um trol.

-Então o que está aprontando? Pretendem roubar outro vira-tempo? Posso ir com vocês?

-Eu não fiz nada disso, Lilly. Você não deveria estar brincando com o Hugo?

-Não somos mais crianças. –A garota fechou a cara.

-Isso é exatamente o que uma criança diria.

Assim como Hugo, Lilly ainda não havia superado a síndrome do irmão mais novo. Continuava correndo atrás de Tiago e Alvo para onde quer que fossem. Mas gradativamente vinha se tornando uma amiga, além de prima. O problema é que Rose não estava disposta a compartilhar seus segredos com ninguém, nem com a menina.

Rose saiu do banheiro, não sem antes escutar o último comentário de Lilly:

-Você já escolheu de quem você gosta mais?

O loiro platinado do cabelo de Scorpius contrastando com o cabelo escuro de Alvo. Eram réplicas quase perfeitas dos seus pais. Quase. Pois jamais veria o Sr. Malfoy sendo doce como Scorpius conseguia ser, assim como jamais via o tio Harry com aquele brilho irônico nos olhos, como Alvo.

-Se está procurando o garoto Scamander, ele não está aqui. –Alvo provocou, fazendo Rose revirar os olhos.

-Estávamos preocupados... –Malfoy resmungou, corando um pouco. –Você anda estranha.

Rose queria chorar, dizer que não, não estava tudo bem. Estava assustada, com medo de todos os segredos que seus pais e outras pessoas antes deles haviam escondido. Com medo do que viria. Queria deixar o diário de lado, nunca mais tocá-lo, mas precisava saber o fim da história.

-Podem vir comigo? Quero procurar uma coisa.

Estavam agora no sétimo andar.

-A sala foi destruída por fogo maldito. –Alvo falou, olhando para Scorpious. Eles conheciam aquela história.

Rose não se importou.

Apenas ficou de pé, diante da tapeçaria puída e rasgada e desejou com todo o coração.

Abriu os olhos, afastou a tapeçaria e entrou na porta imensa que surgiu.

Entrou, com Alvo e Scorpius.

Estava exatamente igual. Vira aquele pequeno quarto nas lembranças de outra pessoa.

-Mas... eu pensei que a sala havia sido destruída. Como? –Scorpious questionou. Logo o garoto se aproximou das paredes, repletas de desenhos.

-A sala faz surgir o que seu coração mais deseja. Talvez a única versão destruída tenha sido a do depósito de coisas perdidas. –Rose sugeriu, examinando os desenhos nas paredes. –Quantas mil outras salas esse lugar já deve ter criado?

-Isso tem haver com essa caderneta que você encontrou, não é?

O olhar de Scorpious imediatamente se dirigiu de Rose para Alvo.

Havia mágoa. Uma antiga promessa. A mesma que gerou o afastamento da garota das escolhas dos amigos no ano anterior, deixando-os a mercê de Delphine.

“Não teremos mais segredos um com os outros” Ela havia dito, anos atrás, como um forte encantamento. Tão poderoso que não precisava de varinhas ou magia.  

-O que está acontecendo?

Rose não respondeu. Achou o que procurava.

Havia visto o desenho na lembrança, mas não conseguiu acreditar. Uma garota de cabelos cacheados segurando uma caderneta. Sombras ao fundo vinham em sua direção, mas ela estava distraída demais para vê-las.

A garota era Rose.

E se a imagem estivesse correta, ela estava em perigo.

Alvo franziu o cenho. Não precisava ler a história. Gostava cada vez menos dela.

R. Lupim – 1976

-É estúpido! Errado! –Tiago estava exaltado, apesar de só poderem se comunicar por sussurros.

-Foi uma decisão baixa. –Concordou Sirius. Sério.

-Sim, mas eu não tenho poder de voto e o voto de Minerva foi de Frank. Não importa o quanto achemos ruim, o Clube decidiu inviabilizar a participação de Viollet. Qualquer coisa que façamos é boicote.

-Ainda não acredito que Alice votou contra Frank. –Comentou Pedro.

-A garota tem senso de justiça, não importa se tem mau gosto para homens. Frank é tão arrogante. –Sirius estava sentado na janela, distraído, olhando para o céu. Tiago bufou, controlando o riso. Era inacreditável Sirius chamar alguém de arrogante.

-Eu não entendo o que vocês esperavam que Frank fizesse, com Carrow ameaçando sair da equipe.

-A atitude foi covarde, Pedro. –Tiago reforçou. –Quais são nossas opções, Aluado?

Os olhos dos amigos se concentraram nele. Eles acreditavam na sua capacidade de analisar friamente as situações, no seu senso de justiça, mas aquele não era um caso em que ele conseguia separar sentimentos. Assim como Tiago não conseguiria se as circunstâncias fossem diferentes. Talvez o melhor a tomar decisões naquele momento fosse Sirius ou mesmo Pedro, mas Remo não admitiria isso.

-Não quero continuar numa equipe que vira as costas para os próprios membros.

Todos sorriram, mas Sirius se pronunciou.

-Então, o que vamos fazer?

-Tenho um plano. –Tiago acompanhou o sorriso dos amigos. Só esperava que Lilly estivesse disposta a ouvi-lo. –Mas preciso que converse com Viollet, Remo.

-Por que eu? –A desconfiança pegou Tiago de surpresa.

-Porque ela ignora a existência de Pedro e ainda acho que vai matar Sirius antes de nos formarmos.

Sirius bufou com desprezo.

-E quanto a você? –Inquiriu Remo.

-Eu acredito na sua capacidade de se fazer ouvir por uma garota que claramente nos odeia.

-Ou seja, você vai correr atrás da amiga dela, como um cãozinho, enquanto ela passa mais um ano te dando fora. –Sirius riu alto, gerando irritação dos colegas que dormiam.

-Achei que bancar o cachorrinho fosse especialidade sua, Black.

***

Remo se dirigiu à sala de transfiguração na noite seguinte, acompanhado por Sirius e Tiago, logo depois de irem à sala de feitiços (novo lugar de treinos da equipe). Pretendiam avisar a Frank que não iriam a nenhum treino até que Viollet fosse devidamente informada e admitida na equipe, mas Sirius gostava de uma cena. Contra a decisão deles, Sirius simplesmente entrou na sala, disse a Longbottom um sonoro “Não vamos mais treinar aqui, enquanto Lovelace não fizer parte de verdade dessa equipe!” e se retirou. Se algum dos marotos ficou surpreso, não demonstrou. Como Lilly evitou Tiago durante todo o dia, aquele teria de ser um trabalho de equipe.

Pedro tinha lição para fazer então continuou na Sala da Grifinória, aguardando notícias. Remo ainda ria da idéia de Pedro estar aterrorizado em enfrentar as duas garotas, até começar a sentir apreensão no fundo do estômago.

-Lilly, gostaria de alvos humanos para variar. Você poderia servir de cobaia. –Remo ouviu e fez um careta.

-Dispenso, mas poderíamos amarrar o seu irmão.

Os três rapazes entraram na sala repleta de travesseiros. Lilly estava sentada perto do quadro negro, enquanto Viollet, com o cabelo trançado nas costas, estava em pé, com a varinha em punho. Não abaixou a varinha com a entrada dos rapazes.

Tiago ergueu as mãos em sinal de paz.

-Viemos para conversar.

-Por que será que eu duvido? –Viollet continuou com a varinha pronta, posicionada defensivamente. Provavelmente estuporaria qualquer um deles se fizessem movimentos bruscos.

-Não se esqueça que está empunhando a varinha contra um monitor. –Sirius assinalou. –Não acho que gostaria de perder o fim de semana em Hogsmead. Então abaixe a varinha, Lovelace, e vamos conversar como pessoas civilizadas.

Uma ameaça...

Remo revirou os olhos.

Mas funcionou. Viollet abaixou a varinha, um pouco.

-O que querem? –Lilly perguntou sem levantar o rosto do livro de poções.

-Treinar. –Novamente a resposta partiu de Sirius, que sacou a varinha das vestes. Por um instante, até Tiago pareceu surpreso.

-Não quero vocês aqui. –Viollet estreitou os olhos.

-Não me importo. –Foi a resposta de Sirius. Se dirigiu para Tiago. –Vamos começar do básico, depois nos revezamos em duelos de duplas. Evans, já que não é um fracasso total em feitiços, pode nos ajudar também.

-Dispenso. –Lilly gritou, mas fechou o livro para observador os garotos.

Viollet simplesmente sentou ao seu lado. O rosto em chamas de raiva mal contida, enquanto Sirius e Remo se posicionavam.

O duelo mais parecia um jogo de xadrez bruxo, travado mais na mente dos duelistas do que na arena. Nenhum dos dois precisava pronunciar a maior parte dos feitiços. Não havia elemento surpresa. Nitidamente os dois conheciam as capacidades um do outro. Remo era rápido, mas não mais que Sirius. Não perderia tempo com expeliarmus, enquanto conseguissem simplesmente desviar. Mas Black era um estrategista nato, combinando feitiços e fazendo fintas. Em nada se assemelhando com o garoto irritante que Viollet conhecia.

Sirius finalmente conseguiu pegar Lupim, com um feitiço ridiculous como distração, seguido pelo feitiço estuporante.

-Ponto... –Sirius disse com um sorriso. Seu olhar encontrou o de Viollet por um segundo. –Próximo.

Lilly e Tiago acompanharam os olhares e sorriram.

Pela primeira vez, em anos, ela se perguntou onde estaria cada um deles depois de se formarem e notou, com alguma resistência, que talvez sentisse falta de vê-los atormentando Filch ou andando pela Escola como reis. Talvez Remo se tornasse professor ou desfazedor de feitiços, ele tinha o perfil, a paciência e capacidade de dedicação. Sirius e Tiago dariam ótimos aurores ou inomináveis (apesar de ninguém saber exatamente o que faziam).

Lilly seria uma medbruxa.

Quando aquela guerra acabasse, quando todos voltassem a serem livres.

Agora que sabia do dom de Vi, talvez pudesse perguntar sobre o futuro de todos eles.

Tiago e Sirius duelavam intensamente. Um ponto e fora. Era a regra do jogo.

Viollet nem piscava, Lilly percebeu.

Quando a guerra acabasse, Vi seria livre... livre para sonhar e escolher.

Até lá... ela duelaria.

-Espera um pouco... –Lilly começou estarrecida, alto o bastante para que os garotos ouvissem. –Você é melhor que Longbottom!

Pela ausência de surpresa no olhar de Vi, Lilly notou que ela também havia percebido. Assistiam aos duelos desde sempre, como todos, torcendo pela casa, entre os membros do próprio clube e com as outras casas. Sirius quase sempre ficava em segundo. Os rapazes pararam o duelo, Sirius ostentando um enorme sorriso.

-Eu sempre disse que gostei dela, Potter. Mas o que a faz pensar isso, Evans?

Tiago revirou os olhos, enquanto Remo sorria e dava de ombros.

-Frank é forte, inteligente e rápido, mas, se as histórias estiverem certas, e acho que estão, ele já perdeu para Remo algumas vezes. Remo é um dos mais rápidos duelistas da Escola, certo?

-Obrigado, Lilly. –Remo piscou para a garota, olhando de esguelha para Vi. –Apesar de agora já não ter tanta certeza.

-Mas você ganhou de Remo, no que ele tem de melhor. Estratégia e velocidade. Que são os pontos que Frank não domina tão bem, mas compensa com força e precisão. Você é bom no que é necessário para ganhar dele. Só que... não faz sentido... você gosta de ganhar... como pode ser o melhor e...

-Ele não queria ser o capitão da equipe. –Foi Viollet quem respondeu. Os olhos tão apertados que Lilly mal via o azul da íris. –Não é isso, Sirius?

Era muito raro ver Sirius Black surpreso. Suas respostas em geral eram cheias de humor simples ou escárnio, mas ele não esperava que as garotas notassem e, ainda mais, não esperava que Viollet entendesse, contudo logo se recompôs.

-Anda prestando muita atenção, Lovelace. –Ele sabia que ela odiava ser chamada por aquele nome, talvez tanto quanto ele odiava ser julgado como um Black, mas as vezes não conseguia não ser um idiota com ela e odiava isso. A garota o olhou com ódio quase palpável. Se Sirius fosse outra pessoa, talvez tivesse estremecido um pouco. –Respondendo a sua dúvida, Lilly. Eu não quero ser capitão, nunca quis, e a professora McGonagoll insiste na tradição de que o capitão deve ser sempre o melhor do time para motivar os outros e bla bla bla. Essa é a deixa perfeita para alguém dizer “Ponto para a Grifinória!”.

“Você está certa, Lilly, eu gosto de ganhar, mas posso fazer isso sem ser chamado de melhor.”

-E onde fica aquela história de “o segundo colocado é apenas o primeiro perdedor”? –Questionou Viollet.

Remo e Tiago riram da lembrança. Há um ano, Milena Carter, uma garota do último ano da Sonserina com quem Sirius estava saindo na época, foi parabenizar Sirius por ter ficado em segundo na classificação geral dos duelistas da Escola, atrás apenas de um vitorioso Frank Longbottom. A Escola inteira estava presente para conferir os resultados finais dos duelos e ouviu quando Sirius riu:

-O segundo colocado é apenas o primeiro perdedor. –E saiu do grande salão.

Nunca mais Sirius e Milena foram vistos juntos de novo e, em algumas semanas, ele estava com Pandora Sparrow, a beldade da Corvinal.

-Mesmo sendo o melhor, ele ainda é terrível. Pobre garota, Sirius. –Lupim repreendeu. –Ele não queria mais sair com ela e estava irritado porque não conseguia lhe dar um fora. Talvez exista algum coração por baixo de todo esse sarcasmo.

-Não deveria magoar alguém só porque não sabe o que fazer com relação a isso. –Resmungou Viollet. Era impressão sua ou Lilly via uma pontada de dor nos olhos da garota? Não pôde ter certeza, pois Sirius fez um gesto para Tiago e ambos retornaram ao centro da sala.

Em dois lances muito violentos, Tiago estava no chão e Sirius dava um falso sorriso. Lupim sabia, pois conhecia aqueles garotos como a palma da mão, que qualquer traço de alegria presente em Sirius havia desaparecido.

Sem dirigir o olhar para Tiago, que permanecia espantado no chão, os olhos de Sirius e Viollet se encontraram.

A garota saiu da cadeira empunhando a varinha, encurtando a distância entre ela e Sirius. Deteve-se por um instante, apontando a varinha para cima.

-Protego maximo. Salvio hexia. Fianto duri...

-O que ela está fazendo? –Lilly não havia notado a aproximaçãode Tiago e Remo.

-Ela está nos protegendo.

-De que?

-Deles dois.


Notas Finais


Qual o Maroto favorito de vcs?
Eu (claramente) adoro Sirius. E vcs?


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