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História Lily 2.0 - uma versão nova e melhorada - Capítulo 8


Escrita por:


Notas do Autor


Aviso para ninguém ficar perdido: a cena a seguir rolou no passado, antes do ano em que está derenrolando a nossa história, ok? Tipo um flashback hehehe
Espero que gostem.

Capítulo 8 - Aquilo Que Todo Mundo Precisava Saber


BÔNUS: UMA COISA QUE TODO MUNDO PRECISAVA SABER

 Meados do quinto ano – Biblioteca de Hogwarts – Quarta-Feira, 18:22

 

 - ‘Tá legal, Lil’s... – disse Marlene, usando as mãos para abanar a amiga que estava estatelada no chão. – Se acalma...

 Lily, por sua vez, olhou Marlene como se ela fosse algum tipinho alienígena.

 - ME ACALMAR?! – berrou, descontrolada. – COMO É QUE EU POSSO ME ACALMAR?!

 - SHH! – fez Lene. – Estamos em uma biblioteca, tenha respeito! – ordenou, alcançando um livro que estava em cima de uma mesa para ajuda-la à abanar a colega.

 A garota no chão bufou, meio desesperada, meio desdenhosa (vai saber?).

 - Em uma biblioteca? Porque em uma biblioteca? – perguntou-se, choramingando, jogando a cabeça para trás, como se conversasse com alguma divindade desconhecida. – Tínhamos é que pedir ajuda à Merlin e não à livros!

 Marlene largou o livro no chão, desistindo dele, e voltou a abanar Lily com as mãos, fazendo os cabelos da garota se bagunçarem ainda mais (se é que isso era possível).

 - Lily, relaxa, ok? – aconselhou, mas ela mesma estava apavorada. – Nada de pânico. – pediu, mais para si mesma.

 Lily afrouxou a gravata e começou a abanar a si mesma.

 - Nada de pânico, nada de pânico... – repetiu, tentando gravar a mensagem. Não deu certo. O que só podia significar uma coisa... – EU JÁ ESTOU EM PÂNICO! – berrou de novo e começou a arfar como se tivesse corrido horas seguidas. – Não consigo respirar...

 A garota que estava de pé virou a cabeça para trás e gritou:

 - Katherine, quer andar logo com isso?!

 Uma loira colocou a cabeça para fora de uma estante e gritou de volta:

 - Pelas calças de Merlin, controle a situação, mulher! Estou quase acabando!

 Marlene se virou de volta para Lily e se ajoelhou ao seu lado, ainda abanando com as mãos. Seus braços estavam começando a doer e ela nem fez o favor de se lembrar da maldita varinha.

 - Vamos lá, Lily. Faça como eu. – pediu. – Respire... Inspire... Respire... Inspire...

 Lily tentou acompanhar Marlene, com dificuldade, imaginando como ninguém ainda ouvira todo aquele estardalhaço. Não era uma cena muito comum de se ver em plena quarta-feira, no meio da biblioteca. Era de se admirar que ninguém tenha reparado.

 A mão de Lily agarrou a de Marlene com força, completamente do nada.

 - Acho que senti uma contração. – contou, e colocou a mão no coração, ainda tentando acompanhar a amiga no exercício de respiração.

 - Evans, você não está grávida! – impacientou-se Marlene.

 - Então estou sofrendo um ataque cardíaco.

 - ACHEI! – berrou Kate, saindo de trás da estante de livros e correndo até as garotas. Ela carregava um livro pequeno, de mais ou menos um palmo de altura e dois dedos de grossura. Tinha uma capa vermelha com alguma coisa escrita em dourado.

 Marlene olhou o livrinho desconfiadamente, esquecendo-se de Lily, que ainda estava estatelada no chão, com a mão no coração e arfando.

 - É isso? – ela perguntou. – Esse livrinho é a solução para os problemas da Lily?

 Katherine olhou feio para Marlene.

 - E você, por um acaso, tem idéia melhor?

 - Que tal a Ala Hospitalar? – sugeriu Lene, com uma sobrancelha arqueada.

 - E suponho que você – Kate apontou um dedo para a cara de Marlene. - vá explicar à Madame Pomfrey que fomos perturba-la porque Lily está...

 - NÃO, NÃO DIGA ISSO EM VOZ ALTA! – interrompeu-a Marlene, aos berros, tapando os ouvidos, como se Katherine tivesse soltado alguma maldição imperdoável ou o nome de Você-Sabe-Quem.

 A loira bufou e revirou os olhos.

 - Porque não? É a verdade.

 Marlene apontou para a amiga largada no chão.

 - Viu só o que você fez quando disse isso da última vez? – acusou. – E tem mais... Lily é inocente até que se prove o contrário.

 Kate suspirou, cansada.

 - Lene, porque você não aceita logo que há possibilidade de Lily estar...

 - NÃO! NÃO DIGA! – Marlene a interrompeu de novo.

 - Mas...

 - LALALALALALALALALA!

 - Marlene!

 - NÃO QUERO OUVIR!

 - Mas pode ser que...

 - SERÁ QUE DÁ PARA VOCÊS ANDAREM LOGO COM ISSO?! – essa foi Lily.

 Marlene e Katherine se entreolharam e depois olharam de volta para Lily. Kate caiu sentada ao lado de Marlene, e abriu o livro.

 - Ótimo! – resmungou e jogou a mão para cima. – Vamos acabar logo com isso. Mas eu ainda acho que é óbvio que... – mas não continuou, porque Marlene lhe lançou um olhar matador. – Certo. – fez.

 Suspiro de alivio geral da nação.

 - Obrigada. – fez Lily, ainda abanando a si mesma. – Se eu morrer agora, deixo a maior parte dos meus bens para você.

 Kate revirou os olhos e ignorou o comentário da garota. Encontrou a página certa e passou a analisa-la.

 - Hum... – fez ela, concentrada. Franziu a testa, lendo o que quer que estivesse escrito ali. Marlene e Lily prenderam a respiração ao mesmo tempo, esperando que o pior acontecesse. – Quais são os sintomas?

 Marlene se apressou em examinar Lily.

 - Bem... – começou. – Ela se queixou de falta de ar.

 - Muita falta de ar. – assinalou Lily, se sentando com dificuldade e ainda se abanando.

 - Hum. – fez Kate. – Com que frequência?

 As duas morenas fizeram cara de pensativas, provavelmente tentado se lembrar.

 - Aconteceu no horário das refeições, às vezes na Sala Comunal, em algumas aulas... – começou Lily, meditando.

 - No jardim. – lembrou-se Marlene. – Ontem, ou antes de ontem...

 Lily fez que sim com a cabeça, concordando.

 - Sei. – disse Katherine e anotou alguma coisa na borda do livro. - E o que mais?

 - Tontura. – continuou Marlene. – Ela reclama de não conseguir andar, porque suas pernas não funcionam. E também fica enjoada com frequência.

 - Não é exatamente enjoo. Meu estomago fica dando voltas. – explicou-se Lily. – E costumo ter calafrios, mesmo quando está calor.

 Katherine anotou mais algumas coisas nas bordas do livro, acompanhando tudo.

 - Sim? – instou-as a continuar.

 - Bem, ela pegou uma mania horrível de ficar bagunçando os cabelos toda hora. – contou Marlene. – Isso conta?

 Kate fez que sim.

 - Conta. É sinal de nervosismo.

 - Então é bom adicionar que ela fala sozinha. – assinalou Marlene. - Mas tem problemas para falar na frente de outras pessoas. Fica gaguejando e falando besteiras o tempo todo ou perde a fala de vez.

 - Ei, isso não é verdade. – protestou Lily. – Eu só esqueço o que tenho que dizer às vezes, só isso.

 Katherine anotou novamente, compreensiva.

 - Talvez fosse bom adicionar que ando tendo problemas de coordenação motora. – disse Lily. – Tem dias que mal consigo levar o garfo até a boca sem errar o caminho. – contou, inconformada.

 - Oh, e ela anda muito distraída. – contribuiu Kate, pela primeira vez. - Não presta atenção em nada, parece que viaja para outro lugar. Até quando anda, fica esbarrando em todo mundo.

 Lily respirou fundo, sem notar que havia parado de se abanar.

 - Tem os sonhos também.

 Marlene olhou para ela, surpresa. Kate parou de anotar por um minuto.

 - Sonhos? – perguntaram juntas. – Que sonhos, Lils? – perguntou Kate, sozinha.

 - Sonhos! – exclamou a garota de óculos, como se fosse óbvio. – Com coisas fofas e românticas, flores coloridas, vestidos esvoaçantes, lugares bonitos, estrelas e todas aquelas babaquices melosas! – desesperou-se.

 - Sonhos de garotinha? – estranhou Marlene, fazendo uma careta.

 Kate deu-lhe uma cotovelada nas costelas.

 - Algo mais? – perguntou, docemente.

 Marlene estava ocupada massageando as costelas, então não respondeu.

 - Acho que não. – disse Lily.

 Katherine virou as páginas do livro até encontrar uma outra página. Leu por um minuto, no qual Lily se ocupou em brincar com a barra da saia e Marlene em montar um plano maligno para dar uma surra de matar na amiga loira.

 Até que Kate perguntou, seriamente:

 - Lily, quando você fica sem ar, esquece das coisas, tem calafrios, fica distraída, perde a fala, seu estomago dá voltas e você fica tonta... quem está por perto?

 Marlene levantou a cabeça e olhou para Kate.

 - O que está insinuando?

 - Só quero saber quem está por perto quando ela sente essas coisas. – explicou-se Kate, na defensiva.

 Lily deu de ombros, fazendo pouco caso.

 - Ora, essa é fácil. É o Jam... – mas parou, quando se deu conta do que ia dizer. - ... es.

 Marlene arregalou os olhos. Kate sorriu levemente.

 - E quem é que está nos seus “sonhos de garotinha”?

 Lily também arregalou os olhos, finalmente entendendo aonde a amiga queria chegar.

 - James. – sussurrou, apavorada.

 Lene se virou para Katherine e apontou um dedo para a cara dela.

 - Não está querendo dizer que... que...

 Kate pegou o dedo de Marlene e afastou-o de si.

 - Sim. – confirmou. – Lily está...

 - NÃO! NÃO FALE! – interrompeu-a Marlene, em pânico.

 - Mas ela está mesmo! – impacientou-se Kate, agitando os braços. – Não há como negar. Os livros não mentem!

 Marlene riu ironicamente.

 - Deveria usar uma explicação melhor, McCanzey.

 - Então que tal usar os fatos? – rebateu Katherine. – Você e Lily disseram que ela fica sem ar quando está no horário das refeições, no jardim, em algumas aulas e na Sala Comunal!

 - E DAÍ?! – retrucou Marlene.

 - NÃO É ÓBVIO?! – perguntou Kate, batendo na cabeça de Marlene com o punho, como se estivesse se certificando de que não é oca. – SÃO OS LUGARES QUE O JAMES FREQUENTA!

 Marlene segurou a cabeça com os braços, protegendo-a dos ataques da amiga.

 - TODO MUNDO FREQUENTA ESSES LUGARES! – declarou. O que era bem verdade.

 - MAS É ONDE NÓS NORMALMENTE ENCONTRAMOS OS GAROTOS! – e então parou de bater na cabeça de Marlene e apontou para Lily. – É onde ela encontra o James.

 Lily, que passara a briga inteira sem reação, levantou os olhos para as amigas. E suspirou.

 - Então é isso. – disse. – Parece que eu finalmente me ferrei. – e deu um sorrisinho minúsculo. – Isto é, ele me ferrou.

 Kate sorriu para amiga.

 - Ele não te ferrou, Evans. – negou. – ‘Tá apaixonada por ele.

 - NÃO DIGA ISSO EM VOZ ALTA! 



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