História LIMANTHA - Aprendendo a Conviver (Fanfic) - (RETA FINAL) - Capítulo 34


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Palavras 2.606
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Nos vemos lá embaixo ...

Boa Leitura!

Capítulo 34 - Capítulo 34 - Mensagens e ... Estranho Familiar?


   

... Algum Tempo Depois ...




Lica,


Tudo estava mais calmo. Samantha realmente tinha se afastado do Rafael, o que pra mim era um grande alívio. Ela estava chegando já ao oitavo mês de gestação, e estávamos todas em paz, bom, a não ser algumas coisas estranhas que eu estava reparando na Samantha. Ela andava recusando ligações insistentes e havia trocado a senha do celular, não me deixava ver de jeito nenhum. Dizia que aquele aparelho tinha sua privacidade e eu respeitava. Mas eu estava desconfiada, pois ela nunca havia feito isso.


O Luís havia transformado a pequena biblioteca que tínhamos no quarto de cima, para virar o quarto da Heloíse. Estava a coisa mais linda do mundo. Samantha estava linda, e sonhava de dia e de noite com a pequena dentro de umas roupas que parentes e amigos haviam lhe dado. As vezes nos perdiamos em longas conversas sobre como seria o rosto da pequena, qual seria cor dos seus olhos e como seria louquinha igual a ela, ou a mim mesmo. Isso nos rendia em boas risadas durante a noite.


- Meu Deus, como minhas costas doem! - exclamou Samantha se reclamando ao sentar no sofá e eu lhe ajudei.


- Coloca o travesseiro. - peguei o travesseiro do outro sofá e lhe entreguei. Sentei-me ao seu lado e coloquei minha mão sobre sua barriga fazendo um carinho. E não demorou muito para que Heloíse chutasse. - Você sempre vai ficar me chutando, menininha? - falei próximo a barriga e Samantha riu - Sua mãe gosta e ainda fica rindo!


- Eu acho que ela puxou a você - fez careta - Temperamental.


- Ah é? - lhe beijei os lábios. - Bom, estou com fome, vou preparar algo. Você vai querer também?


- Quero, estou com fome. - sorriu abertamente. Levantei-me mas ela segurou meu braço. - Lica, eu estou triste. - suspirou e eu me ajoelhei em sua frente confusa.


- Porquê? - pergunto fazendo um carinho.


- Falta menos de um mês para Heloíse nascer, e até agora a polícia não prendeu ninguém. - fez um bico decepcionada.


- Eu também estou, mas eu não perdi as esperanças. Eles tem que encontrar. Isso não pode ficar assim!


O celular de Samantha começou a tocar na mesinha de centro, e eu pego ele. Era uma mensagem, mas havia varias ligações não atendidas. Eu franzi o cenho, ela tentou tomar o celular de mim e estranhei.


- Me da, por favor. - pediu agoniada.


- Quem é? Porque não atende? - pergunto. Ela suspirou e mordeu o lábio inferior, parecia assustada. 


- nada.. - disse desconfiada e eu neguei a cabeça.


- Me fala logo o que é.. - e ela negou com a cabeça - Desbloqueia isso, Sammy. - pegou o celular e demorou pra destravar - Desbloqueia, Samantha. - pedi já agoniada e ela se assustou, para enfim desbloquear. - porque o Rafael ta te ligando? - ela negou.


- Eu não sei.. eu recuso todas as ligações - peguei o celular - mas ele continua insistindo. - por acidente acabei lendo a mensagem.


"Se cuida direitinho, em breve você vai ter o que merece, Lambertini. Deixa só o verminho que você chama de filha nascer."


Li a mensagem e senti todo o meu corpo tremer.


- Mas que porra é essa, Samantha? - ela me olhou assustada - O que é isso? Me explica! - ela negou com a cabeça - Isso é uma ameaça, Samantha. Você já tinha recebido isso antes?


- Si-sim.. E-eu fiquei assustada, no começo achei que era só brincadeira ... dever ser alguém tentando me assustar, mas eu nunca fiz mal a ninguém Lica, eu juro, eu juro - falou desesperada com lágrimas nos olhos - não tem porque alguem me ameaçar.. - me aproximei sentando ao seu lado e puxei para um abraço. 


- xii.. calma, tudo bem, tudo bem. Entendi. - beijei-lhe a testa - Mas Samantha, nos fomos vítimas de um estranho, que não fazemos idéia de que o porquê fazer isso, é claro que devemos nos preocupar com qualquer detalhe. E isso é uma ameaça e é serio! Você deveria ter me contado e não ter escondido de mim! Você precisa falar isso ao seu pai e levar até a polícia. Há quanto tempo recebe essas mensagens? - falei calma.


- Desde a ligação da Tina lhe avisando sobre o jogo em Los Angeles. - falou baixo e suspirou. E olhei incrédula.


- O QUÊ!? Isso faz muito tempo, Samantha! - falei um pouco alterada me levantando e ela se retraiu. Porém, me arrependi por isso e suspirei fundo. Afinal ela não tem culpa, só tinha medo. - desculpa - suspirei e me sentei - Desculpa por isso.. é que você deveria ter me contado Sammy, por mais que estivesse com medo, deveria ter falado a mim. - acariciei se rosto. - Isso é sério Samantha. Uma ameaça é algo muito, mas muito sério, amor. Nós temos que tomar providências perante isso. Nada pode ficar por isso mesmo, não mais.


- Eu tenho medo - abaixou a cabeça - de acontecer algo comigo, com nossa filha ou até mesmo você.


- É por isso que deveria ter me contado logo. Quando minha mãe chegar eu vou falar com ela, e vamos a polícia. Seja brincadeira ou não, essa pessoa não pode ficar fazendo essas coisas. - ela me olhou e assentiu - Eu prometi que eu estaria com você. E prometi cuidar de você. Então por favor, não me esconda mais nada, ok? - assentiu e limpou suas lágrimas - Agora seu celular estará sobre minha responsabilidade.


(...)


Na noite passada, eu havia dito a minha mãe e ao Luís sobre as ameaças, e fomos direto para a delegacia. Ao fazer a queixa eles nem deram muita atenção a nós, alegando que isso poderia ser só brincadeiras de adolescentes e que não precisava nos preocupar e que nada aconteceria, pois, havia varias pessoas que receberam essas mensagens e nada aconteceu. Eu não gostei da atitude deles e resolvi ter cuidado sozinha, tanto eu quanto dona Marta e o Luís. Brincadeira ou não, ameaças por mensagens é coisa séria.


- Mãe, vamos ao shopping, ok? - gritei na sala para dona Marta ouvir lá da cozinha. Fui ate o sofá e peguei a bolsa da Samantha. É importante estar sempre em alerta.


- Vamos? - Ela assentiu e segurou minha mão.


- Olha, por favor. Tenham cuidado, querendo ou não aquelas mensagens são estranhas! – Minha mãe disse aparecendo preocupada.


- Não se preocupe, mãe. Nós vamos ficar bem, só vamos nos divertir um pouco.



Samantha,


Caminhamos mais um tempo pelo shopping até que eu já não aguentava mais e pedi para me sentar um pouco. Lica havia comprado um urso, e era enorme. Ela queria dar de presente a Heloíse quando ela nascesse. Muito fofa.


- Eu vou levar ao carro daqui a pouco, vou ficar aqui até você descansar. 


- Mas, amor acho melhor leva isso para o carro, ta todo mundo olhando. - falei e ela riu.


- Ok. Vou levar. – Levantou-se, pegou o urso e me encarou.


- Será que dá para te deixar sozinha aqui? – Lica perguntou receosa.


- Sim, tem muita gente por aqui, acho que ninguém iria me esfaquear no meio do shopping center. – Falei olhando ao redor. – Eu sei que você voltara logo, então tudo bem. Pode ir. – Ela assentiu e pegou um celular e apontou para mim.


- Fique com meu celular que eu estou com o seu, qualquer coisa você me liga. – Eu assenti pegando o aparelho. – Cuidado, Sammy. E qualquer dor me diga que vamos direto para o hospital!


- Vai tranquila, amor! Não vai acontecer nada. – Ela assentiu e seguiu caminhando entre as pessoas e sumindo. 


Respirei fundo e passei a alisar minha barriga olhando as pessoas ao meu redor. Um homem barbudo de óculos escuros e chapéu sentou-se a meu lado segurando um jornal. Me afastei um pouco pois ele fedia a bebida alcoólica e eu costumava enjoar fácil com cheiros, por causa da gravidez.


- Que gravida linda. – Ele disse olhando para mim. E seu rosto tinha tanta barba que até estava cobrindo o cantinho dos lábios. Ele me parecia familiar, mas eu não consegui identificar.


- Desculpe, eu lhe conheço? – Perguntei desconfiada e ele negou com a cabeça.


- Não! – Respondeu limpando a garganta. – É um menino, ou menina? – Franzi o cenho e me afastei mais um pouco. – Por que está se afastando de mim? – Ele sorriu abertamente e eu senti um frio percorrer meu corpo. – Eu acho que essa não será a única vez que nos veremos. – Eu arregalei meus olhos e tentei me levantar ao notar que ele estava mais próximo. – Eu posso estar fedendo, mas não vou lhe fazer mal. Não a você. – Sorriu abertamente e ficou de pé. Fazendo um cumprimento com o chapéu e indo embora.


Meu coração estava a ponto de sair da boca.


- O que houve? – Disse segurando minha mão. – O que está sentindo?


- Me tira daqui, Lica. Por favor, me tira daqui. – Ela olhou ao redor preocupada e assentiu me ajudando a caminhar. 


– Samantha, o que foi que aconteceu?


- Só me tira daqui, Lica. Não estou em condições agora, eu posso passar mal a qualquer momento.


Sem fazer mais questionamos, ela me levou para casa.


...


Lica havia me ajudando a sentar no sofá, eu ainda estava muito nervosa e tremendo. Tia Marta estava desesperada me oferecendo um copo com água e açúcar. Me esforcei para engolir o liquido e tentei relaxar. 


- Samantha, fale o que aconteceu para mim querida. – Marta disse tocando em meu ombro e eu lhe devolvi o copo com água. – O que aconteceu, Lica?


- Eu não sei, ela não disse. Estou esperando ela dizer algo. – Lica disse se ajoelhando a minha frente. – Amor, o que foi que aconteceu? Você sabe que tem muitas coisas acontecendo e eu preciso saber o que é.


- Eu-eu não estou em-em condições agora! – Falei em meio a gaguejadas e respirei fundo. 


- Tudo bem. Mas depois você me fala ok? Por favor - assenti.


- Eu prometo. Posso ver meu celular? - pergunto e ela franziu o cenho mais me entregou. - E amor? - fez um som nasal - Me compra um açaí com bastante morangos! E bastante amendoim! Por favor! Tô com desejo! - ela sorriu. - Agora é bastante mesmo!


- Ta certo, barrigudinha. - se levantou - Qualquer coisa me liga ou chama minha mãe ok? Qualquer coisa mesmo.


- Ta certo.


Ela foi ate a porta principal e saiu. Marta havia dito que iria na cozinha terminar um bolo, mas qualquer coisa mínima que precisasse eu gritava.


Assim que desbloqueei meu celular havia uma mensagem, senti um arrepio que percorreu todo meu corpo, com toda certeza seria uma nova mensagem do anônimo, eu estava com medo de ler, mas a curiosidade estava mais forte que eu.


"A barriga realmente cresceu, não mentiram para mim. E é uma menina? Hahahaha, é, realmente não mentiram para mim. Você agora tem mais carninha, bom você sempre foi gostosa ne Samantinha. Uma pena que quando eu te fodi você só tinha olhos para aquela sapatão! Mas eu lembro perfeitamente o jeito que você ficou ao senti minha..."


Fechei meus olhos e senti meu estomago revirar, eu não queria ter que continuar lendo aquela coisa, eu não queria saber os detalhes de como foi tudo isso. Resolvi pular para o fim da mensagem.


"... Às vezes é bom relembrar aquele dia, e uma coisa, Lambertini. Fica esperta que eu estou no teu pé. :) Me aguarda, que você ainda vai pagar toda a humilhação que eu passei. Até breve. 

Δss: Anônimo Conhecido"


O estomago que antes estava se revirando, agora estava saindo completamente por minha boca. 


- Samantha!! – Marta segurou meus braços enquanto eu terminava de cuspir. – Meu Deus do céu! – Ela me ajudou a sentar corretamente na cadeira e eu soltei o celular no chão. – O que foi isso? Você precisa ir ao médico! 


- Não! Foi só um enjoo... – Ela abanava meu rosto e eu respirava fundo. – Me leva para o quarto, por favor.


- Venha, fique de pé, mas tenha cuidado para não pisar nisso. – disse falando sobre o vômito no chão. – Venha, com cuidado. – e com bastante cuidado e lentidão, chegamos no quarto e então pude me deitar na cama. – Vou ligar para sua médica. Ela precisa ver o que você tem. – Eu assenti enquanto ela me entregava um travesseiro a mais. – Fique aqui, daqui a pouco eu volto.


...


A doutora que estava acompanhando minha gravidez desde que assumi a gravidez a família, e veio até aqui em casa e pediu que eu ficasse em repouso e que graças a Deus, com a pequena Heloíse estava tudo bem, falou também que eu estava muito nervosa, precisava me acalmar, ou poderia prejudicá-la. 


Eu estava terminando de comer um sanduiche natural junto com uma xícara de chá que Marta havia me levado. Quando ouço batidas na porta.


- Samantha? – Era a voz de Lica que invade o quarto. Limpei minha boca e olhei-a. – Trouxe o que me pediu, mas minha mãe me disse que esteve mal, está melhor? - Lica suspirou e sentou-se próximo a mim em minha cama. 


– Eu botei todo o almoço pra fora, mas a doutora veio aqui e pediu que eu descansasse. Estou melhor.


- Que bom... – Sussurrou assentindo e depois se levantou. – Seus pais já chegaram, acabei de deixá-los no apartamento. Eles vão vir jantar aqui, minha mãe pediu. – Eu assenti e peguei meu celular para lhe entregar. Ela franziu o cenho e se aproximou. – O que é isso?


- Recebi outra mensagem. – Ela segurou o celular e passou a mexer no mesmo, que passou alguns segundos lendo e depois suspirou fundo.


- Precisamos mostrar a polícia.


...


Acabei dormindo de verdade, por mais que tenha chorado metade do tempo por causa disso tudo. Eu estava mais sensível.


- Samantha! – Minha mãe disse ao notar minha presença na entrada da cozinha, ela estava com um sorriso enorme. Olhei ao redor e vi Juca que sorria para mim, e Lica, sentada, vidrada no celular. – Que bom que acordou, meu amor! O jantar está quase pronto. Está se sentindo bem? – Eu assenti lhe olhando rápido e logo voltando a olhar Lica, que levantou o olhar para mim e não demonstrou nenhuma reação ou emoção. 


- Sua barriga está linda! – Juca disse se aproximando de mim, e em seguida tocando em minha barriga. – Como estão suas costas?


- Podres! – Ele riu junto com minha mãe e eu revirei os olhos. – O importante é que a Heloíse está bem. 


Quando falei o nome a ela, no começo não lhe agradou muito. Mas eu falei que era lindo e era minha filha, então ela cedeu e aceitou. Claro que não falei a parte do Gutiérrez, não agora. Certo?


- Será que ela ainda nasce enquanto estivermos por aqui? – ele perguntou se aproximando de nós e tocando minha barriga também. – Queria muito vê-la antes de ir.


- Bom, Provavelmente filho. – Mãe lhe respondeu alisando minha barriga. Heloíse chutou, eu fiz careta e ela riu. – Olá, Heloíse! 


- Caramba, Samantha. Isso não dói? – Juca perguntou impressionado.


- Dói sim, mas é legal, assim eu sei que ela está bem. – Sorri alisando o local no qual ela havia chutado. 


- Isso tem nome outro nome também. – Minha mãe disse tirando a mão de minha barriga – Fome!


- É realmente estou, com bastante fome.


- Espera só mais um segundo. Não vai demorar muito. – Marta disse indo até o fogão com a ajuda de minha mãe e eu caminhei até Lica, sentando-me na cadeira a seu lado. 


- Aonde está meu pai? - perguntei a Lica lhe fazendo bloquear o celular e me fitar.


- Não sei, eu acho que foi dar uma volta com o Luís. – Eu assenti e suspirei. Ela estava diferente e aquilo me assustou. Seu olhar estava muito distante e diferente, desde que ela leu aquelas mensagens.









Notas Finais


O que será que a Lica estava fazendo?

Até Breve ...

- Lanny.


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