História LIMANTHA - Aprendendo a Conviver (Fanfic) - Capítulo 36


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Palavras 3.356
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Luta, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei, razões.
Antes de mais nada: Somos mais de 200 Fav, nossa isso é muito bom.
Agradeço a vocês pelo carinho, e que me ajudam a escrever pra vocês.

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Para o Cap. De Hoje Indico:     Mirrons - Justin Timberlake

(Já Adicionado ao Spotify: Aprendendo a Conviver - Inspiration)

User:  lannyjaguar

- Ótimas Emoções!

Capítulo 36 - Capítulo 36 - O Grande Dia


Fanfic / Fanfiction LIMANTHA - Aprendendo a Conviver (Fanfic) - Capítulo 36 - Capítulo 36 - O Grande Dia



Samantha,


Nos dias 8, 16 e 24 de fevereiro de 2018 eu tive três alarmes falsos. Heloíse estava nos trollando, e eu confesso que aquilo estava me assustando bastante, mas a doutora disse que era assim, e que era apenas ela se preparando para o grande dia que com toda certeza seria em breve.


Lica por sua vez, havia surtado todas as vezes, estava louca com tudo. Ela estava mais ansiosa para a chegada da pequena do que eu. 


No dia 5 de março, eu acordei às 5 horas manhã sentindo dores. Fiquei deitada alisando minha barriga e vez ou outra olhando as horas no celular, esperando que passasse, como da outra vez, mas só estava ficando mais intenso. 


- Lica! – chamei Lica que dormia na cama ao lado e tentei me levantar, mas não estava conseguindo, devido as dores e a posição que eu estava. – Lica! – Aumentei meu tom de voz e ela gemeu. – Amor, por favor... – Ela abriu os olhos devagar. – Amor, está doendo, eu acho que chegou a hora. – Ela abriu os olhos em alerta e levantou rapidamente, praticamente pulou da cama.


- O que você está sentindo? – Disse vindo até mim. 


- Acho que são as contrações, porque tudo que estou sentindo é bem mais intenso que das outras vezes. Chama Tia Marta, por favor. – Ela assentiu rapidamente e caminhou até a porta. – Amor, por favor. Me ajude, eu quero levantar, mas não estou conseguindo. – Ela correu até mim e ajudou-me com bastante cuidado, a levantar. – Ain... – gemi mordendo meu lábio inferior. – Calma filha, não vai assustar a mamãe de novo, por favor. – Tentei caminhar até o banheiro e parei na metade do caminho.


- Samantha! – Marta adentra o quarto ao lado de Lica e Luís – O que está sentindo? 


- Eu acho que vai nascer... – Fechei meus olhos sentindo mais um pouco de dor, e logo senti um liquido escorrer em minhas pernas.


- Meu Deus, Luís! Nossa neta está chegando..  – Eu sorri ao ter certeza que era agora, pois Marta havia ficado nervosa.


- Sammy! – Lica disse segurando minha cintura e envolvendo meu braço esquerdo em seu pescoço. – Droga, ela está nascendo mesmo? É agora? – Eu assenti fazendo um pouco de careta devido as dores. – Ai meu Deus, Sammy!


- Luís, vá logo trocar de roupa. Venha! Você quer que nossa neta nasça aqui? – Luís estava atônito não sabia o que fazer, Marta o puxou pela camisa e ambos saíram do quarto. 


- Sammy, vou pegar a bolsinha de roupas dela. E-eu... – Lica fechou os olhos e respirou fundo. – Eu vou em um pé e volto no outro, não sai daí, por favor! E grita, grita qualquer coisa, eu juro que vou muito rápido e volto.


- Vai com calma... – pedi sendo ajudada por ela para sair do local molhado. – Vai lá... Eu fico aqui. – Falei sentando-me na cama e alisando minha barriga. – Segura Heloíse, a mamãe esperou muito por você, segura até chegar ao hospital. Só mais um pouquinho eu te peço... – Sussurrei e logo vi Lica entrar no quarto com a bolsa de coisas da Heloíse.


- Vou trocar de roupa rapidinho. – Lica disse jogando a bolsa de qualquer jeito em cima da cama e indo para o closet com a maior pressa do mundo. Eu estava sentada na cama enquanto olhava seu desespero e acabei rindo chamando sua atenção. – Está fazendo cócegas? – Ela perguntou tirando seu pijama e jogando de qualquer jeito no chão.


- Não... Estou rindo de você e seu desespero, é engraçado..


- Sammy, eu estou nervosa! Caramba, é um bebê. É o bebê que eu aguardo a meses pela sua chegada, eu estou muito ansiosa. – Disse vestindo uma calça de qualquer jeito. 


- Eu quero que você me acompanhe no parto... – Sussurrei sorrindo para ela que vestiu uma blusa rapidamente e veio até mim. – Lica calma, vista um sutiã. – Ela negou com a cabeça e pegou uma sandália. – Neném, vista-se direito, não fique assim, ela não vai correr, eu estou com ela. – Falei em um tom de brincadeira, mas Lica nem parecia me ouvir.


- Você está sentindo muita dor? – Perguntou estendendo a mão para que eu a segurasse e levantasse. 


- Estou, mas estou suportando. 


- Vou te levar para o carro. – Ela disse me ajudando a levantar com bastante cuidado e afastou-se para pegar a bolsa. – Vamos descer, eu acho que meus pais já estão vindo.


- Calma, Lica! – Eu sorri novamente e a segui, calmamente. Mas antes que eu começasse a descer as escadas. Seu Luís me segurou no colo e me levou com mais rapidez para o carro, e eu agradeci a Deus por isso. – Obrigada, Luís. – Agradeci assim que ele me colocou sentada no banco de trás do carro.


- Aguenta firme, já já estaremos lá. – Ele disse e em seguida sorriu.


- Sammy, eu estou aqui! – Lica disse entrando no carro ao meu lado. – O que está sentindo? Ela está sendo empurrada? Como é? Respira fundo, não fica tensa! Tenha força, eu estou com você! Você vai aguentar até lá?


- Calma! – Pedi segurando sua mão rindo. – Só fica calma! – Eu sorri para ela que respirou fundo e fechou a porta a seu lado. Marta e Luis entraram no carro juntos.


- Filha, respire. Tente manter a calma, nós chegaremos logo. – Eu assenti as palavras de Marta e respirei fundo. – E você também, Lica! Respire fundo! – Lica assentiu segurando firmemente minha mão.


- Lica, você está tão nervosa que parece que é o pai. – Luís disse colocando o cinto de segurança. – Eu sorri e olhei para Lica que estava respirando pela boca. – Fique calma, moça!


- Eu sou o pai, Luís! Eu sou o pai! – Ela disse arrancando uma risada dele e um sorriso enorme de Marta, eu até teria sorrido se não fosse uma forte contração que senti.


- Vamos com calma, Lica. – Marta disse e logo senti Luís dar a partida no carro. – Só tente respirar, e já que você é o pai, tente acalmar a mamãe também. 


- Eu v-vou tentar! – Lica disse e olhou para mim. – Respira fundo, ok? – Eu assenti. – Assim, oh. – Ela mostrou-me como respirar e eu sorri. – Sammy, não sorria, faça. 


- Eu farei!


Eu tentei a máximo me controlar, mas teve um momento que eu já não estava suportando e comecei a chorar, foi aí que o Luís agiu mais rápido e fez com que chegássemos logo ao hospital. Lá fui conduzida rapidamente para sala de parto, e só faltava a doutora Selma chegar. 


- Querida, como está se sentindo? – Marta perguntava enquanto me ajudava a vestir uma bata com a ajuda de uma enfermeira.


- Ta doendo muito, eu não sei se aguento isso. 


- Aguenta sim! – Marta disse e em seguida beijou-me a testa. 


- Por favor, traz a Lica aqui, eu preciso dela a meu lado. 


- Ela virá. Eu vou buscar ela. – disse me ajudando a caminhar até a cama. – Você cuide bem dela, ouviu? – falou a enfermeira que sorriu e assentiu.


- Não se preocupe, vovó! Elas estão em ótimas mãos. – A enfermeira disse me ajudando a subir na cama. – Vou colocar o soro em seu braço, querida! – Ela disse se afastando da cama e eu assenti.


- Cheguei, Samanthinha! – A doutora Selma entrou na sala assustando Marta que estava prestes a sair. – Dona Marta, desculpe. 


- Tudo bem, querida. Cuide dela, irei buscar a segunda mamãe!


- Cuidarei, dona Marta. Vi a Heloísa, ela está muito nervosa! – A doutora Selma disse tocando o ombro dela e vindo até mim. – E então, mamãe? Como se sente?


- Muita dor, doutora. Faz isso acabar, por favor! É horrível! – Ela sorriu e tocou em meu ombro.


- Não se preocupe, mocinha! Vai tudo dar certo. – Eu assento. – Lívia, coloque o soro nela e abra suas pernas que eu vou lavar minhas mãos, preciso ver a dilatação. 


A enfermeira colocou minhas pernas sobre dois suportes. Dali ela veio até meu braço ficou verificando minhas veias, porém não enxergou nenhuma e desceu para minha mão. Ali foi mais fácil e foi onde ela me furou. Gemi de dor, mas nada se compararia a dor que estava sentindo em meu quadril.


- Não se preocupe, Samantha. – a enfermeira disse. – Vai dar tudo certo.


- Lívia, me ajude aqui. – A doutora Selma disse tocando minhas pernas. – Vamos ver quantos centímetros está. – a enfermeira assentiu e caminhou até ela. – Vejamos... – Senti ela tocar algo em meu sexo. – Hm... Quanto tempo está sentindo essas dores, Samantha?


- Eu não sei, doutora. Eu acordei já sentindo isso e cada vez mais forte. 


- Ok. – Ela disse tirando a mão de meu sexo. – 8 Centímetros, Lívia, provavelmente ela entrou em trabalho de parto de madrugada. Que horas são? 


- São 5:30 da manhã, doutora. 


- Ok. – Disse tirando a máscara e em seguida as luvas. – Samantha, meu amor. – Ela parou a meu lado e sorriu. – Ainda vai demorar um pouco, ela só pode nascer quando o colo do útero estiver com 10 centímetros, e isso pode demorar algumas horas. – Eu fiz careta e ela riu. – Não fique assim, minha querida!


- Como faz essa dor parar?


- Não vai parar até que ela nasça, mas se você quiser, podemos te dar a injeção, pode ser que alivie, mas não vai mudar muita coisa. Você sentirá dores igualmente. – Disse com um sorriso de canto e meus olhos se encheram de lágrimas. – Tente relaxar, o importante é que ela está chegando. – Eu assenti deixando as lágrimas escorrerem.


         *Inicie: Mirrons - Justin Timberlake*


- Sammy? – Ouvi a voz de Lica e em seguida ela adentrando a sala de parto. – Sammy! – Ela correu até mim e segurou minha mão e fez um carinho.


- Ei, Heloísa! Está mais calma? – Lica virou-se para doutora Selma e negou com a cabeça. Lica estava inteiramente "empacotada". Seus cabelos estavam dentro da touca, e usava uma máscara, porem ela a abaixou. – Fique calma, sua filha vai nascer em algumas horas.


- Horas? Sério? – Lica perguntou agoniada e a doutora assentiu. – E as dores? Ela vai continuar sentindo?


- Infelizmente é um ciclo normal, Heloísa.


- Por favor, doutora! Dê a injeção em mim, eu quero arriscar, pode dar certo em mim! – Implorei tentando sair da cama e a enfermeira e a doutora me seguraram.


- Calma, querida! Nós vamos providenciar isso! – Doutora Selma disse olhando para mim. – Lívia, por favor. Vá chamar o anestesista! – Disse olhando para Lívia e Lica tocou em meu rosto.


- Sammy, eu disse que eu iria estar com você em todos os momentos. – Lica disse e logo beijou-me carinhosamente a testa. – Eu amo você.


- O-obrigada! Eu te amo. – Agradeci fechando os olhos e sentindo-a fazer carinho em mim. Sua presença ao meu lado já me ajudaria.


- Querida, estou aqui também! – Ouvi a voz de Tia Marta e logo ela tocar em meu braço. – Fique calma, não vamos te deixar, não iremos te deixar!


-- (...)


A anestesia não adiantou nada, era como se eu tivesse tomado água e nada mais que isso, não fez nenhuma mudança em mim. Pelo contrário, tudo só parecia aumentar. Já haviam se passado 3 horas, Lica não havia me deixado, estava a meu lado o tempo inteiro segurando minha mão, Marta por sua vez, saiu e voltou várias vezes.


- Vamos lá mais uma vez! – A doutora Selma disse entrando na sala animada. – Já está chegando às nove horas da manhã, e se você estiver pronta Samantha, prepare-se que pode ser a hora. – Disse se aproximando da cama. – Como se sente?


- Eu não aguento mais... – Sussurrei e senti Lica dá um pequeno aperto em minha mão.


- Vai dar tudo certo, Samantha. – A doutora disse colocando a máscara em seu rosto e caminhando para entre minhas pernas. – Lívia, venha querida. Me ajuda aqui. 


Senti-a tocar meu sexo novamente e fechei meus olhos. Nada que ela fizesse doía mais do que tudo que eu estava sentindo. 


– Eita! – Ela disse eu abri os olhos. – Sua mocinha já está querendo dar um oi, mamãe. – Eu sorri para ela que veio até mim. – Preciso que seja forte, e que bote toda força necessária! Chegou a hora. – Eu assenti e respirei fundo. 


- Lica, não me deixa sozinha, por favor. – Pedi entrando em desespero e Lica beijou-me o rosto assentindo.


- Vamos lá, Lívia! Dê uma toalha para ela morder. Ela precisa morder algo. – A enfermeira assentiu e caminhou até mim com uma toalha pequena em mãos. – Heloísa, se for realmente continuar segurando a mão dela, eu aconselho que você realmente seja muito forte!


- Eu tenho que sentir isso, doutora! – Lica disse dando um pequeno aperto em minha mão. – Eu preciso sentir, é o mínimo que eu posso fazer agora.


- Tia! – Chamei-a a vendo um pouco afastada da cama. – Fica perto de mim, por favor. – lagrimas começaram a escorrer em meu rosto. – Não me deixa sozinha, por favor.


- Eu estou aqui, eu estou aqui. – Ela parou atrás de Lica. – Seja forte querida, vai dar tudo certo! – Beijou-me o rosto.


- Com licença, Samantha. – A enfermeira chamou minha atenção. – Morda isto. – Eu abri a boca e ela colocou a toalha em minha boca. 


- Tudo pronto, Lívia? – Doutora Selma perguntou e ela assentiu. – Samantha, preste atenção em mim. Você colocará força durante cinco segundos e logo pare e respire, ficará cinco segundos respirando e assim por diante, entendeu? – Eu assenti. – Vamos lá garota, eu sei que você consegue! – A doutora ficou calada por alguns segundos sussurrou algo a enfermeira e logo levantou a cabeça para me fitar. – Vamos lá querida! Vamos lá! Força! – Comecei a botar força e tudo parecia estar se rasgando por dentro. – Vamos, querida! – Botei força durando os cinco segundos e parei. – Respire! Vamos tentar mais uma vez. 


Coloquei força por mais cinco segundos. Eu apertava tão forte a mão de Lica que já estava com medo de quebra-la, tentei solta-la, mas ela não permitia isso. 


– Mais uma vez, Samantha! Vamos lá! – Fiz o que a doutora pedia mais uma vez e já não estava mais me sentindo tão forte assim. – Estou vendo-a! Mais uma vez! Coloque toda sua força, ela está chegando! – Entre lágrimas e gemidos de dor eu fiz o que ela me pediu e logo ouvi um choro. – Ela nasceu! – A doutora disse levando a pequena que chorava muito.


Cuspi a toalha e soltei a mão de Lica. A enfermeira cortou o cordão umbilical e pude ver a doutora lhe enrolar com uma manta. Olhei para o lado e vi Marta limpar suas lágrimas. Lica estava chorando muito assim como eu e não tirava os olhos da doutora Selma que agora caminhava até mim. 


- Oh meu Deus, Sammy! – Lica disse vendo a pequena. – Ela é linda!


- Segure seu bebê, mamãe! – A doutora Selma disse entregando-me a pequena. Eu pensei que não iria saber segurar minha filha, porém não sei explicar a sensação de segurá-la. – Veja, mamãe! Eu estou te reconhecendo! – A doutora disse após Heloíse se acalmar em meus braços. 


- Oi, filha! – Falei nervosa, e beijei-a. – Eu sou sua mãe! – Beijei-a novamente. – Seja bem-vinda! 


- Ela é cabeludinha! – Lica disse. – Eu estou apaixonada! – Disse beijando a cabeça da pequena. – Oi, Heloíse! Sou sua mamãe também. – Eu sorri e beijei o rosto de Lica que estava próximo o bastante para isso. – Eu vou cuidar de você.


- Eu te amo, Lica. – Ela me olhou e sorriu. – Obrigada por estar comigo.


- Eu amo vocês! Eu vou cuidar de vocês, vou estar com vocês para sempre! – Lica disse emocionada e em seguida depositou um beijo em meu rosto.


- Ei, mamãe! Você precisa descansar. – Doutora Selma disse. – Vamos pegar sua bebê, remover esse sangue e a senhorita vai descansar trabalhou duro hoje. – Beijei Heloíse mais uma vez e a entreguei a doutora. Por mim não lhe largaria mais, porém eu estava me sentindo muito cansada realmente, eu nunca havia feito tanta força na vida. – Suas dores vão parar, querida! – Ela disse segurando Heloíse e piscou para mim. – Descanse!


- Cuide bem dela! Por favor! – Pedi e suspirei vendo-a se afastar com a pequena.


- Não se preocupe, eu cuidarei muito bem!


Lica e Marta saíram da sala e ficou apenas a enfermeira comigo, ela disse algumas coisas a mim e eu acabei apagando sem nem se quer lembrar o que ela disse.


              *PauseMirrons - Justin Timberlake 



Lica,


Minha Mãe e eu tiramos a roupa de hospital e fomos encontrar Luís, e para minha surpresa, estavam todos por ali, os pais da Samantha, Ellen, Keyla, Benê e Tina.


- Ei! – Keyla disse ao notar minha presença. – Como ela é?


- Ela é linda! – Keyla me abraçou. – Ela é a coisa mais linda que eu já vi em toda minha vida!


- Ela é linda! Ela é uma princesinha, parece muito com Samantha. – Mãe disse as pessoas que lhe olhavam atentamente. – Foi o momento mais emocionante que pude presenciar na minha vida. E graças a Deus ela é saudável! E berrou muito, eu ri bastante disso, calou-se quando Samantha a pegou, segurou a pequena tremula! Conversou com ela e chorou muito, foi realmente emocionante! – completou sendo abraçada por Luís.


- Ei! – Tina disse me dando um abraço. – Vejo que chorou muito, não é? – Eu assenti. – E esse sorriso bobo? – Disse apertando minha bochecha. – Estou louca para vê-la!


- Ela é muito linda, Tina. Ela é muito linda! – Ela sorriu para mim e suspirou. – Eu acho que vou beber água... – Tina assentiu. – Vejo vocês depois.


Eu menti, na verdade eu queria rever a Heloíse. A doutora Selma disse que a levaria para o berçário da maternidade e eu não podia esperar até que ela estivesse com Samantha novamente para vê-la. Eu estava encantada com a pequena e precisava vê-la por mais alguns segundos. 


Havia uma enfermeira terminando de vestir um bebê, entrei devagar e ela notou minha presença rapidamente.


- Desculpe, mas você não pode entrar aqui. – Ela disse pegando a neném no colo e logo percebi que era Heloíse. 


     *Play Again:  Mirrons - Justin Timberlake *


- Ela é minha filha. – Sussurrei apontando para a pequena que usava uma roupinha rosa. – Heloíse, ela é minha filha.


- Ah! Desculpe, você deve ser a Heloísa, companheira da Samantha. – Eu assenti. – A doutora Selma falou de você.


- Será que eu posso segurar ela? – Ela assentiu.


- Mas tenha cuidado. – Eu assenti e segurei a pequena. 


- Meu Deus, como você é linda! – Beijei a pequena. – Eu não vou te largar de jeito nenhum, princesa!


- Veja, parece que são parentes de sua filha! – A enfermeira disse chamando minha atenção, olhei em direção em que ela apontava e vi seu Marcelo, Malu e Juca. Me aproximei do vidro e mostrei a pequena a eles.


- Hey fofinha! – Juca falou. Eu dei um pequeno tchau a ele. Malu me olhou estranho, mas depois voltou sua atenção para a Heloíse.


Eles ficaram a olhando por alguns segundos e logo a enfermeira chamou minha atenção, alegando que eu tinha que devolver a criança. Por mais que eu não quisesse lhe deixar, eu precisava. 



Quando saí do berçário resolvi ir ao quarto de Samantha, ver como ela estava. Eu estava inquieta não sabia o que fazer, exatamente. Samantha parecia estar dormindo, então resolvi me sentar e ficar lhe esperando, a enfermeira nada disse, apenas nos deixou a sós. E tenho certeza que passei uma hora ali até que ela se mexeu.


- Sammy? – Falei me levantando e indo até ela. – Bom dia! 


- Oi..Neném! – Ela abriu os olhos e sorriu, parecia exausta. – Aonde está a Heloíse?


- Está no berçário, eu acho que vão te levar para o quarto ainda. – Beijei-a carinhosamente. – Como se sente?


- Eu estou cansada... – Bocejou e logo sorriu. – Mas estou feliz, ela é linda.


- Sim! Ela é muito linda e se parece com você! – Ela sorriu abertamente e suspirou.


- Lica, você já registrou ela? – Eu franzi o cenho e neguei com a cabeça. - Eu quero seu sobrenome junto ao meu, então quero que você registre, pague a pessoa, faça o que for necessário, mas eu quero que ela seja Heloíse Samara Lambertini Gutiérrez.


- Sammy... mas fazer isso, pode trazer várias consequências! 


- Está na hora de assumir, não era você quem queria? – Eu assenti. – Então... Faz logo tudo de uma vez, acho que não é mais o momento para mentiras.


- Ok...Tudo bem. – Suspirei e beija-a com carinho. – Eu amo você.


- Eu também te amo. – Sorriu abertamente. – Me abraça? – Eu assenti e lhe abracei. – Seja o que Deus quiser.


- É... Seja o que Deus quiser... – Suspirei de olhos fechados e curti o abraço por alguns segundos.




    *Pause/FinalizeMirrons - Justin Timberlake *













Notas Finais


N/A: Lágrimas, eu sinto elas. Nem eu mesma consegui me conter com esse momento + música...

A pequena Heloíse Samara Lambertini Gutiérrez nasceu!!!

Estamos nos Capítulos Finais.
Eu me sinto Triste porém, eu me sinto Feliz por essa obra.

Nos vemos em Breve...

- Lanny.


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