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História Limbo - Capítulo 6


Escrita por: e NasieDino


Notas do Autor


Vamos fazer de conta que nós não demoramos, ok? Heheh

Boa leitura.

Capítulo 6 - Capítulo 05


Minha primeira memória divertida — se de fato ela existir e não ser fruto da minha imaginação — é com Itachi.

Meu irmão mais velho e primeiro amigo. A lembrança é vaga, é apenas eu correndo pela extensa varanda da nossa casa enquanto ele me seguia e tentava me perseguir.

Não me recordo mais de nada, porém essa é a primeira coisa mais antiga que lembro de mim mesmo. E não há sequer a minha presença só, é ao lado dele, como em tantas outras que se sucederam ao longos do anos e são tão felizes quanto.

Itachi sempre foi para mim uma referência. Não importa no que era, sempre tentei buscar maneiras de superá-lo ou de ser igual a ele. Principalmente em sua força.

Itachi era forte.

Porém hoje, a imagem que eu construí do meu irmão, mesmo que a forma fantasiosa de super herói, não existisse mais. Desmoronava um pouco.

Ele estava por um fio.

O seu cabelo bagunçado, as olheiras em volta dos olhos e o rosto magro com as maçãs do rosto salteadas eram o que menos degenerava a sua imagem. Alguma coisa em seus olhos estava morta, sem brilho, sem vida e quem sabe até sem esperança.

Quando eu olhava através do vidro que nos separava fisicamente, não consegui encontrar nenhum vestígio do irmão forte que um dia conheci.

Por mais que ele tivesse lutado muito contra isso, ambos sabiam — mesmo que ele não soubesse da possibilidade de eu saber também — que ele havia chegado no seu limite.

Porque por mais que ele se envolvesse em uma casca grossa que camuflasse seus sentimentos, uma hora ela se corrompia, e então ele tornava-se um ser totalmente transparente e frágil. E eu, talvez em um grande privilégio e também desfavorecimento sempre pode ver esse seu lado.

Talvez seu verdadeiro eu.

— Sasuke... — Sua voz saía de uma forma sôfrega e dolorida. — Por favor, por favor, por favor... volta. — É a primeira vez que eu vejo ele suplicar por algo.

— Itachi... — Chamei-o mesmo sendo em vão. Sei que ele não irá me escutar, mas quero pelo menos encontrar uma maneira de consolar a nós dois.

— Sasuke... A única coisa que estou te pedindo no momento é para acordar. Por favor, me escuta. Me escuta dessa vez. Acorda, irmão, por favor. Eu não aguento mais.

— Nem eu. — O respondi tão desesperado quanto.

— Te prometo qualquer coisa. Você pode ficar com o meu quarto, com o meu carro, com os meus discos e até com a minha namorada se você quiser. — A última frase foi seguida de uma risada triste que logo se perdeu em meio a sua expressão melancólica. — Mas acorda, cara, o mundo lá fora sem você...

Sua frase se perdeu sem ser concluída. Penso no mundo lá fora, ao qual nem me recordo direito e que no momento nem tem tanta importância se eu não estiver em meu corpo físico. 

— Sem você... não é tão divertido.

— Itachi. — Chamei-o em alerta. Não quero que nossa conversa continue por esse rumo deprimente. Por mais que nossos estados estejam assim, não quero que ele perca as esperanças. 

Preciso delas para manter as minhas próprias.

— O pai e a mãe precisam de você vivo. Eu também preciso... Você não pode simplesmente ir. Você tem planos que ainda não foram concluídos. Há tantas coisas boas que você precisa ver. Você terá um filho, cara. Por favor, não deixa essa criança nascer sem um pai. — Antes que eu sequer contestasse algo em relação a minha paternidade, as lágrimas dele me desmoronaram por inteiro.

Mesmo que ele não consiga me ouvir, preciso falar algo. Mas nenhuma palavra consegue sair de mim. Nenhuma consolação prévia. Somente fico em silêncio enquanto escuto os cacos de Itachi caírem no chão.

— Sasuke, por favor. — Não aguento mais ouvir essa palavra dele, quero só que ele pare. Que se recomponha, que volte a ser forte, mesmo que seja mentira. — Você é o meu irmãozinho. Eu tentei... mas os médicos não me parecem esperançosos com o seu estado, cara. Você está há muito tempo dormindo. E precisa acordar. Sasuke, por favor, acorda. Eu te dou qualquer coisa. Mas não me faça ter que decidir ter que desligar ou não esses aparelhos...

Quando ele comentou isso a minha ficha caiu. Meu corpo físico está vivo por conta dos aparelhos, e se a minha alma não voltar para ele — se é que assim ele irá mesmo voltar a vida — eu estou oficialmente morto.

Se é que já não estou agora, e me ver todos os dias enquanto somente a minha consciência está ligada já não é está morto ou passando por uma tortura espiritual que serve para me punir.

— Não, não... Você não pode desligar os aparelhos, Itachi! Você não pode desistir de mim. Eu estou aqui! — Gritei em plenos pulmões mesmo sendo em vão, me apegando a qualquer mínima chance de sobreviver.

Eu quero viver.

— Sasuke, minhas melhores lembranças são com você. — As minhas também. — Ainda me lembro quando a mamãe chegou com você do hospital. Você era tão feio. — Sua risada se embolou com seu choro. — Mas eu tenho certeza que você foi um dos meus melhores presentes. Eu sinto muito por nunca ter te dito isso. Na verdade, eu sinto muito por muitas coisas. Me arrependo por ter tirado você do meu quarto quando você era novo, por ter te proibido de jogar comigo no vídeo-game, e de usar as minhas roupas. O que eu deveria ter feito era ter passado mais tempo com você. Porque eu nunca... nunca irei me perdoar se você morrer.

— Eu não irei morrer. Não vou.

— Sasuke, eu te amo. E eu deveria ter te dito isso antes. Acorda para que eu possa dizer isso da forma correta. Eu sinto muito por só entender as coisas agora que você só está mais para lá do que para cá. Me arrependo tanto disso.

— Não. Eu me arrependo. Só agora que estou praticamente morto que sei que você, a mãe e o pai são importantes para mim. Desculpa ter me afastado de vocês esses últimos tempos. Prometo que quando eu voltar mudarei tudo isso. Prometo.

— Só volta, Sasuke. — Ele olhou para o meu corpo físico enfermo, suas lágrimas pesadas não param de transcorrer por todo seu rosto, dando-lhe uma expressão feia que não gosto.

Não é a característica do meu irmão mais velho.

É a imagem de um homem frágil. Que tenho certeza que se fosse possível, seria a minha. Estou assim também, além de meio morto, meio fraco.

— Eu vou voltar, Itachi. E tudo vai voltar ao normal. Eu sei. — Não tenho certeza, mas quero que seja.

— Eu vou te esperar, irmão. Pelo tempo que for necessário. Não vou desistir de você.

Me aproximei para tentar lhe agradecer, apesar de estar por um fio, ele se sustenta nele com as últimas forças que tem. E isso ainda é um alívio para mim.

Meu irmão acredita que eu irei voltar. E assim, também passo a acreditar mais um pouco.

Eu não entendo muito bem como as coisas acontecem para mim. Realmente não tenho noção do tempo, não sei fizer há quantos dias estou em coma. Às vezes presencio tudo o que está acontecendo, mas também sinto que em boa parte do tempo é como se minha mente viajasse para um outro plano, como se tudo fosse uma grande tela branca por sabe lá quanto tempo. 

Sei que minha mãe me visita todos os dias, e também meu pai, mas nem sempre presencio essas visitas. Parece que estou começando a entender a dinâmica de ser um espírito. 

Quando Itachi foi embora, novamente me vi sozinho. Não sei que horas são, não sei quem me visitou antes dele e quem me visitará depois. 

Há quanto tempo estou aqui? Queria uma resposta para isso, de verdade, mas esse povo não presta nem pra pendurar um calendário na parede. 

Teria passado tempo demais? Ou melhor, quanto tempo levará para que todos desistam de mim pouco a pouco? 

Balancei a cabeça em negativo, tentando espantar esses pensamentos depressivos. 

Pare com isso, Sasuke! Seu irmão disse que não vai desistir de você, então confia! 

Engraçado, ele estava firme e forte quando estava na presença da Sakura. Não parecia o mesmo Itachi, ele estava se fazendo de forte. Mas agora há pouco, estando sozinho aqui, ele desabou… Foi triste ter que presenciar isso. 

Itachi sempre foi meu porto seguro. Era para a cama dele que eu corria durante a noite quando tinha pesadelos. Era ele quem dizia "isso é só ficção, não é real" quando terminávamos de ver um filme de terror e eu sentia medo, por mais que ele também estivesse com medo na época, mas para mim se mantinha firme como uma rocha. Eu nunca o vi chorar daquela forma, nunca! Confesso, me abalou! 

Agora, completamente sozinho, não sei dizer até que ponto isso é bom ou ruim. O vazio desses corredores é torturante, ao mesmo tempo também me dói ver pessoas aqui sofrendo por mim. 

Sinceramente, no fim das contas, prefiro que ninguém venha. Prefiro sofrer sozinho. Eu não mereço as lágrimas de ninguém. 

Muitas das visitas que recebi desde que me encontro vegetando nesse hospital foram esperadas, mas confesso que tive uma imensa surpresa quando vi uma figura feminina dos longos cabelos loiros se aproximar do vidro transparente na parede do quarto de UTI. 

Ino Yamanaka. Nós nunca fomos amigos, na verdade nunca nos demos bem, apenas nos suportávamos por causa de Sakura, uma grande amiga de Ino. 

Não sei o que ela veio fazer aqui, tampouco por que seu semblante parece tão perturbado. Claro, não é uma situação feliz, ela está num hospital para visitar alguém que está em coma; todavia, não éramos próximos o suficiente para meu acidente provocar essa reação nela. 

— Sasuke… — Ino tocou o vidro, encarando meu corpo imóvel e incrivelmente pálido. — Sasuke, me desculpe. 

Percebi a voz embargada de Ino, como se reprimisse um choro. Não compreendo o motivo disso. Ela parece se sentir tão culpada quanto a própria Sakura, como se tivesse feito algo terrível. 

— Eu fiz o que fiz por pensar no bem da minha amiga, foi uma coisa fútil, eu sei, mas eu não sabia que ela está grávida. — Ino deixou algumas discretas lágrimas rolarem. 

Mesmo em meu estado fantasmagórico, senti uma angústia, um aperto em meu peito, uma sensação estranha. 

Ino… Ino, o que você fez? 

— No dia da festa, você foi embora e Sakura ficou. — Falou quase que num sussurro, dá pra notar a dor em suas palavras. — Ela ficou bêbada, eu a coloquei para dormir em uma cama de casal. Voltei para a festa e a deixei no quarto, e vi o Sai cuidando de um amigo dele que eu nem conheço, e que estava super grogue… Eu ajudei com intenções ruins, confesso. — Suspirou. — Falei que ia colocá-lo para dormir, e o levei para a mesma cama onde Sakura estava dormindo, o deitei ao lado dela e tirei uma foto. 

Filha da puta! 

Senti um nó em minha garganta, uma vontade imensa de chorar com esse baque. Mas as lágrimas não vêm. Elas nunca vêm. 

Essa confissão da Ino foi como um soco em meu estômago. Embora eu não possa sentir dor, calor, frio ou fome; mas angústia, raiva, tristeza, todas essas sensações ainda surgem perfeitamente, como se eu pudesse sentir à flor da pele. 

Olhei para Ino com ódio. Eu queria poder falar tudo o que está engasgado, mas nesse momento é um misto de sentimentos tão grande que eu sequer consigo abrir a minha boca. As palavras estão presas. 

— Eu nem sei quem era o tal amigo do Sai… — Ela continuou. — E ele levantou e foi embora antes mesmo da Sakura acordar. Ela não se lembra de nada, não sabe de nada. 

— Sua… Sua… — Minha voz saiu levemente trêmula, eu mal consigo organizar os pensamentos em minha cabeça. 

— Comprei outro chip, enviei as fotos pra você, então o joguei fora. — Confessou. — Você não merece minha amiga… Eu quis sim separar vocês dois, mas eu não teria feito isso se soubesse que ela está grávida. — Ino levou as mãos até o rosto, chorando mais ainda. As lágrimas parecem ser de arrependimento, mas, no momento, não me comovem nem um pouco. 

Sempre achei a Ino uma pessoa fútil, e agora isso está mais claro do que nunca. Armar para separar duas pessoas apenas porque não gosta do ficante da amiga, isso é algo que eu esperaria de uma adolescente de quinze anos, não de uma mulher com pouco mais de vinte. 

Ino passou dos limites, ela armou para a melhor amiga, foi o pivô de toda essa desgraça, e por quê? Por bobagem. 

— Eu contei tudo para a Sakura, não suportaria viver com isso… Agora ela não quer nem ver a minha cara. — Riu sem humor. — Ela me contou sobre o que aconteceu antes do acidente, da briga de vocês, foi quando eu soube da gravidez e é claro que concluí que você acreditava não ser o pai da criança que ela espera. — Ela soluçou, encarou novamente meu corpo sobre a cama e eu notei o arrependimento em seu olhar, embora não saiba se um dia conseguirei perdoá-la. — A Sakura te ama e jamais trairia você. Eu fui uma idiota, separei uma família e fui indiretamente culpada por um acidente. Foi uma infantilidade, eu sei… — Ino abaixou o olhar. — Não posso mudar o que já foi feito, só espero que tudo termine bem e que um dia vocês possam me perdoar. 

Dito isso, Ino virou as costas e foi embora. 

Fiquei completamente paralisado, não vou negar. A voz dela, as palavras arrependidas, tudo continua ecoando e martelando em minha cabeça. 

Sakura me ama, ela não me traiu. O filho que ela espera é meu. 

Eu choraria se tivesse lágrimas, mas a única coisa que tenho nesse momento é uma sensação de nó na garganta que não consigo aliviar. 

Mesmo não havendo como saber da armação de Ino, eu me senti um completo imbecil. Sakura é inocente, ela realmente não fez nada, e eu duvidei de sua honestidade. 

E pensar que tudo poderia ter sido resolvido com uma conversa. 

Senti minha cabeça rodar, novamente aquela sensação estranha de frio tomou conta de mim. Fechei os olhos para que o ambiente parasse de girar, eis que um frio maior ainda se fez presente, como se eu novamente possuísse um corpo físico e pudesse sentir o vento gélido bater em minha pele, mas não consigo sentir pêlos se arrepiando. 

Abri os olhos e um desespero tomou conta de mim quando não vi nada além de uma imensa escuridão. 

Não… Não… Não… 

O que é isso, afinal? Eu devo procurar uma luz? Mas, se eu a encontrar, irei embora para sempre? 

Não, eu não posso partir! Não mesmo. 

Pela primeira vez eu sinto um pânico imenso em cogitar morrer. Meu espírito não pode ir embora, eu preciso voltar. Preciso me desculpar com a Sakura, eu quero ver meu filho nascer, quero cuidar dele, ser pai dele. Eu não posso morrer! 

"Você precisa voltar".

De novo essa voz que eu não sei de quem é e nem de onde vem. 

Se eu preciso voltar, então por que não volto? O que falta acontecer? 

Fechei os olhos por longos instantes. Esvaziei minha mente, tentei não focar meus pensamentos em problemas ou sinto que vou ficar louco! 

Quando abri os olhos, eis que voltei para o quarto de UTI, e vi ninguém menos que Sakura quando olhei na direção do vidro. 

Não vou mentir, isso me alegrou bastante. Ela parece abatida, mas não como se tivesse chorado por horas. 

Atravessei a parede, ficando ao lado de Sakura. Olhei para a barriga dela, nada perceptível, o que significa que eu não estou em coma há tanto tempo assim. Talvez eu não consiga ver nada por conta da blusa um pouco folgada, mas definitivamente não é uma gravidez avançada. Isso foi um alívio. 

Sakura ficou em silêncio por longos minutos, fitando o meu corpo adormecido sobre a cama. 

— Eu não posso te julgar. — Ela finalmente quebrou o silêncio. — O que a Ino fez foi cruel. Você agiu com infantilidade, ficou fazendo rodeios quando deveria ir direto ao ponto, mas ainda assim eu não posso julgar. 

Senti meu peito se aquecer, essas palavras foram um alívio. 

Não sei como a gente vai ficar quando eu acordar, se eu acordar, mas espero mesmo que fique tudo bem entre nós, que sejamos uma família. 

A raiva que eu senti de Sakura se desfez completamente, e ao invés disso tomou conta de mim um sentimento de culpa, arrependimento por tê-la julgado. Se eu a amo, deveria ter confiado nela, afinal, toda história tem dois lados. 

— Sakura… Como eu queria que você pudesse me ouvir! — Falei com pesar. — Nós vamos ser felizes, tá? Você, eu e nosso filho ou filha. Não se preocupa. Não pensa nisso. 

— Não dá pra saber como vamos ficar, mas eu queria muito sentar e conversar com você, uma conversa séria, como dois adultos. Explicar o que aconteceu, pôr tudo em pratos limpos. 

— É o que eu mais quero, Sakura. Resolver essa história toda. 

— Se nem isso adiantar pra você, então, um exame de DNA pode resolver tudo… Daí, cada um pro seu lado, seguindo sua vida. 

— Não, Sakura! — Falei um pouco desesperado em pensar na possibilidade, isso porque há pouco tempo eu mesmo estava sugerindo isso. — Chega de conflitos, por favor. Vamos nos resolver e ficar bem, criar nosso filho juntos. 

Como eu me arrependo do que eu fiz, do que eu disse… Mas já é tarde demais. Se eu pudesse voltar no tempo, com certeza tudo seria diferente, mas agora só o que eu posso fazer é assistir de camarote as consequências dos meus atos. 

Eu deveria ter confiado na Sakura. Ter ao menos conversado com ela de forma civilizada, diferente do que eu fiz. 

— Eu não quero te perder. — Sakura disse. Notei em sua voz que ela está segurando o choro. — E mesmo que nós não continuemos como um casal, nosso filho precisa do pai. 

É, eu realmente serei pai e isso já é um fato consumado. Não vai ser fácil, eu sei, somos novos e ainda não concluímos a faculdade, mas sei que vamos conseguir. A gravidez da Sakura tá longe de ter sido planejada, mas nunca estive tão feliz por ter um bebê a caminho. 

— Eu te amo, Sasuke. — Foi o que ela disse antes de virar as costas e ir embora. 

Abaixei o olhar. 

Espero realmente que tudo dê certo para nós. Espero estar ao lado dela quando nosso filho nascer, que eu possa estar lá sempre… Então me bate uma aflição e pensamento melancólico. Será que eu estarei lá? 




Notas Finais


Comentários?
Beijos e até o próximo capítulo ❤


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