História Limerência - Capítulo 1


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Categorias Neo Culture Technology (NCT)
Personagens Haechan, Mark
Tags Donghyuck, Haechan, Mark, Markchan, Markhyuck, Relacionamento Abusivo
Visualizações 41
Palavras 665
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, LGBT, Universo Alternativo
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


eu fiquei um pouco insegura com essa os, mas tá aí
boa leitura ♡

Capítulo 1 - Um amor consumido pelo desejo excessivo de ser querido


“Limerência é um estado cognitivo e emocional involuntário que resulta de um desejo romântico por outra pessoa (objeto da limerência) combinado por uma intensa, avassaladora e obsessiva necesssidade de se ter o sentimento correspondido […]

[…] um estado involuntário interpessoal que causa um desejo agudo de reciprocidade emocional; pensamentos, sentimentos e comportamentos obsessivo-compulsivos e de dependência emocional de outra pessoa.

 

 

Há dezenas de coisas que eu não sei, Mark.

Eu não sei qual foi o momento exato em que eu me apaixonei por você. Não sei se foi quando você se ofereceu para me ajudar na minha primeira semana trabalhando na empresa, se foi naquele dia que eu te encontrei no mercado e você me convidou para almoçar na sua casa ou se foi quando te observava contar piadas tentando melhorar o humor dos seus amigos naquela festa. Mesmo assim, eu sabia que era paixão. Sabia pelas pernas bambeando, a respiração falhando e o coração acelerando dentro do peito.

Eu não sei qual foi o momento exato em que os pensamentos sobre você se tornaram obsessão. Eu pensava em você a todo momento, pensava em como seria se eu me declarasse pra você, pensava em como seria se nós namorássemos, pensava em como seria  a sensação dos seus lábios tocando os meus. Mesmo assim, eu sabia que esses pensamentos eram mais constantes do que deveriam. Sabia pelas minhas notas na faculdade caindo, sabia pelas recorrentes reclamações do nosso supervisor de que eu andava muito desatento.

Eu não sei qual foi o exato momento em que nossos encontros casuais se tornaram perseguição. Se foi quando eu mudei o horário de almoço só pra ficar junto com você ou se foi quando eu passei a andar até o ponto de ônibus perto da sua casa só pra te encontrar antes do trabalho. Mesmo assim, eu sabia que não era o bastante te ver só algumas vezes ao dia. Sabia pelo caloroso sentimento que tomava conta de mim sempre que estava na sua presença. Eu te queria tanto e queria que você me quisesse também.

Então um dia, enquanto estávamos indo juntos pro trabalho, você me chamou pra sair. Nós saímos, não só aquele dia, mas muitos outros. Você me pediu em namoro e eu senti que tudo ficaria bem e que eu finalmente me sentiria completo, mas não foi isso que aconteceu.

Eu não sei quando meus ciúmes viraram doentios. Se foi quando eu passei a pegar seu celular enquanto você estava dormindo para ler suas conversas, se foi quando eu te passei a ligar diversas vezes por dia só pra saber o que você estava fazendo ou se foi quando eu briguei com você por ser tão próximo de alguns de seus amigos e pedi que você se afastasse deles. Mesmo assim, eu sabia que eles eram fortes demais para eu controlar. Sabia pelas desconfianças que dominavam minha mente toda vez que você não estava junto comigo.

Eu não sei quando gostar da sua presença se tornou o medo desesperador de perder você. Se foi quando você disse que tava cansado de todo meu ciúme irracional e saiu pela porta da minha casa parecendo não querer voltar nunca mais ou se foi quando eu percebi que você estava se afastando de mim. Mesmo assim, eu sabia que não ter você parecia doloroso demais para arriscar. Sabia pela sensação de vazio que eu sentia quando estava longe de você e pelas noites mal dormidas sem seus braços pra me envolver.

Eu não sei quando o meu “amor” foi consumido pelo desejo excessivo de ser querido, mas pensando bem, eu acho que ele nunca passou disso. Eu sempre quis que você me amasse e nunca achei que o que você sentia por mim era o bastante. Eu queria seu tempo, seu corpo, sua atenção e seu carinho e mesmo com tudo isso não ficaria satisfeito. Porque no fim das contas, Mark, eu não estava apaixonado por quem você era, mas pelo que minha mente havia inventado de você.


Notas Finais


donghyuck desculpa mamãe te ama


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