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História Limite da Verdade - Capítulo 3


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Notas do Autor


Bem vindos ao terceiro capítulo! Antes de lerem, eu recomendo que voltem e releiam pelo menos o prólogo, pois estou corrigindo esses dois capítulos que já foram postados. Espero que entendam! Boa leitura!

Capítulo 3 - Até Onde Eles Iriam


— Olá. Senhor Park, correto?

Olhei para aquele homem dos pés a cabeça, tentando encontrar algum vestígio de que ele estivesse armado, tive que fingir um certo desejo ali, o que não foi difícil devido ao fato dele ser bonito. Seu rosto era fofo, parecido com o de uma criança. Alguns fios escuros e um pouco ondulados estavam caindo charmosamente para o lado. Se não conhecesse bem a ficha criminal dele eu diria que era um simples cliente do bar. Apesar de estar com uma aparência simplista e comum, era possível saber sua índole pelo local onde se encontrava. A boate era conhecida por abrigar prostitutos de todos os cantos do país, mesmo que fosse ilegal. Aquela noite eu estava disfarçado como um.

— Isso, você deve ser Jeon Jungkook, estou certo? — caminhei charmosamente até a cadeira a frente dele, sentando-me à sua frente. Cruzei minhas pernas embaixo da mesa e apoiei o meus cotovelos sobre a madeira. Abrindo um sorriso de lado, eu deveria demonstrar interesse sobre ele. — O candidato mais jovem a primeiro ministro, com dezoito anos. Uma carreira política impecável eu diria.

O rosto dele se contorceu em uma pequena careta, de imediato o castanhado chamou um barman para nós dois e me olhou com um semblante mais sério.

— Minha carreira não é impecável e há uma clara corrupção envolvida, afinal como um menino de dezoito anos pode se candidatar a ser a segunda pessoa mais poderosa dessa ilha gigante que é a Inglaterra? Nem 100% inglês eu sou — falou com certo humor. — Mas eu acho que não viemos aqui para conversar sobre política, que tal pedirmos um drink?

— Claro — falei um pouco sem graça e peguei o cardápio das mãos do funcionário, o qual notei ser Taehyung disfarçado, ele usava um óculos e um falso aparelho auditivo, onde estava seu ponto de escuta. — Eu gostaria de um copo de vodka por favor — falei calmamente e o vi sorrir após assentir. Ele estava fazendo uma atuação excelente. — Obrigado.

— Você aprecia bebidas alcoólicas? — Jungkook disse me olhando. — Eu deveria ter imaginado com esse seu gosto refinado para roupas, era óbvio.

Falou, olhando para Taehyung. Abrindo um sorrisinho pequeno.

— Eu vou querer apenas um suco natural de morango, por favor — piscou, voltando para mim. — É só isso, pode voltar.

O Kim curvou-se, voltando para o bar onde começou a preparar nossas bebidas.

— Aprecio seu gosto, Jimin. Mas eu não sou muito bom com bebidas, se importa de ser o único a ficar levemente bêbado? — perguntou.

— Não, mas já que disse isso, acho que vou ficar com um suco também, quando o barman vier para nos entregar a bebida vou pedir um suco de manga — acabei abrindo um leve sorriso nesse momento, de forma espontânea. — Você tomando suco num lugar como esse, tenho que admitir que isso me surpreendeu.

Ele acabou rindo, suas bochechas ganhando um leve rubor. De fato seria uma cena fofa, se eu não estivesse me divertindo com o fato dele estar caindo como um patinho no meu disfarce como prostituto.

— Ah, eu normalmente só venho aqui para conversar com alguns dos meus amigos, como o Hoseok. De vez em quando chamo pessoas como você para conversar enquanto comemos e é só — falou olhando para suas mãos em cima da mesa, notei que elas se mexiam um pouco rapidamente, como se estivesse embaraçoso. Ele estava tímido? — É uma forma de socializar, uma coisa que eu realmente não consegui fazer durante meu tempo de escola. Um pouco ridículo, mas é uma das minhas coisas favoritas.

Espera, ele está sendo sincero comigo?

— Ah, eu acho isso fofo — respondi, tentando esconder a confusão de meus pensamentos. — Dado em conta o que a grande maioria vem fazer aqui, parece um ato de gentileza para mim.

— Talvez seja — deu de ombros. Olhou para o lado e viu Taehyung voltando para a mesa com nossas bebidas. — Barman, você poderia por favor trazer também uma jarra de suco, eu e meu convidado decidimos que é uma boa idéia não tomar bebida alcoólica por hoje.

— Gostaria que eu levasse sua bebida de volta, senhor? — ele pergunta virado em minha direção.

— Sim, por favor. Vou ficar só com o suco — respondi. Ele deixou o copo de Jungkook sobre a mesa e curvou-se outra vez. — Trarei em poucos minutos.

— Tudo bem.

— Agora falando de você, como veio parar aqui, Jimin?

—  Uma vida complicada e um jovem cansado de tentar e nunca sequer conseguir dinheiro para sobreviver sozinho. Prostituição foi minha única chance de sobrevivência — era o mais comum na maioria dos casos de prostitutos presos na Coréia, então aquela história fácilmente o convenceria.

— Oh, entendo. É meio triste isso — admitiu, dando um gole em seu líquido. — Tem algo que gostaria muito de fazer e não pode por conta disso?

— Sinceramente, ir para a faculdade. Eu sempre quis fazer faculdade de dança, mas não pude infelizmente. — Tive que seguir a carreira da família, acrescentei mentalmente. Pela primeira vez eu não estava mentindo aquela noite.

— Nossa, isso é um sonho e tanto. Quem sabe um dia você não consegue, não é? Afinal, não há idade para voltar aos estudos.

— Talvez — foi o que disse.

[...]

Já tínhamos acabado de beber os sucos fazia um tempinho e agora estávamos somente conversando. Eu estava levemente entretido no assunto, mas eu precisava fazer a noite valer a pena. Ficar só conversando com ele e aparecer no dia seguinte faria Yoongi me matar na sala dele mesmo. 

— Jungkook — chamei. — Você não quer ir para um lugar mais reservado, sabe?

Insinuei uma situação sexual abrindo um sorriso malicioso para ele, passando meu pé por suas pernas cobertas e mordendo os lábios.

Ele pareceu realmente interessado nessa parte e levantou-se. Como eu imaginei, a pequena máscara de menino bonzinho e ingênuo estava começando a cair.

— Jimin, você não acha que está indo longe demais — escuto a voz de Taehyung na minha escuta e apenas ignoro, levantando-me junto ao Jeon. — Jimin!

— Eu só vou pegar minha bolsa lá nos fundos e já te encontro na entrada — deixei um beijo no canto de sua boca e entrei nos fundos, onde eu sabia que Jin estava. — Eu vou com ele.

Anunciei, recebendo uma negação imediata dele. Esse cara mal falou comigo até agora e já quer mandar no que eu faço?

— Eu não estava pedindo uma opinião, Seokjin.

— E eu não estou te dando permissão — retrucou. — Se você for com ele estará sozinho, eu e Taehyung não vamos poder ir atrás do carro dele e te vigiar, é muito arriscado.

— O garoto caiu completamente na minha lábia — revirei os olhos, abrindo um sorriso. — Além de que eu posso ter uma chance de saber a localização da casa dele, isso pode ser essencial para o caso, não é?

— Não sei se realmente vale o risco.

— Para mim vale. Tchau Seokjin — peguei minha mochila onde se encontrava minhas coisas e fui até a entrada, o encontrando parado ali, abri um sorriso gentil e segurei o braço dele. — Desculpe ter demorado um pouco, estava dando tchau para o pessoal.

Avisei, ao que ele me guiava até um carro luxuoso do outro lado da rua. Era preto e não chamava atenção. Haviam dois seguranças encostados ali, os quais se curvaram ao vê-lo.

— Senhor Jeon, para onde quer que levemos os senhores? — um deles pergunta, não há medo em seu rosto.

— Podem ir descansar por hoje, quero dirigir por hoje.

Assentiram e saíram caminhando juntos pela rua, ele abriu a porta do acompanhante para meu. Passei pela frente do carro e observei de relance as letras e números da placa, tentando memorizá-los. Entrei no automóvel e coloquei o cinto, repetindo-os na minha cabeça. A viagem aconteceu em um silêncio tranquilo, o que me possibilitou olhar bem as placas e saber para onde estávamos indo, a residência até que não ficava longe do centro da cidade.

Quando o carro parou em frente a um portão, eu notei alguns seguranças parados na entrada e outros na porta da mansão. De fato ela era muito bem protegida, não só por muitos homens, mas também por outras coisas como cercas elétricas.

Jungkook desceu do carro após entrarmos no terreno e eu o segui, inesperadamente sentindo suas mãos sobre as minhas.

Um garoto um pouco mais alto que eu abre a porta para nós dois e o político agradece, puxando-me para um enorme cômodo onde havia dois sofás e uma televisão presa a parede.

— Sabe — ele de repente solta minhas mãos com delicadeza e abre um sorrisinho breve em minha direção. Tira a jaqueta jeans que utilizava por cima de sua blusa e senta-se em um dos estofados de braços abertos e pernas cruzadas. — Eu passei a noite pensando, até onde será que eles iriam. O quão longe você iria, Jimin. Ou deveria dizer, oficial Park?



Notas Finais


Essa capa linda foi feita pela maravilhosa @thecontinuity! Deêm uma olhada no trabalho dela, é puro talento! Até o próximo capítulo!


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