História Limítrofe - Capítulo 1


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Categorias Girls' Generation
Tags Girls' Generation, Taeny
Visualizações 114
Palavras 1.586
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Literatura Feminina, Luta, Mistério, Orange, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Sobrenatural, Suspense, Terror e Horror, Universo Alternativo, Violência, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Heterossexualidade, Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Intersexualidade (G!P), Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Hei.


Primeira estória da coletânea de one-shots taeny. Eu nunca escrevi algo assim, então espero que apreciem minha primeira tentativa.

Capítulo 1 - Who's next?


Fanfic / Fanfiction Limítrofe - Capítulo 1 - Who's next?

Coisas muito ruins têm acontecido..

 

Moro nesta casa, num estúdio, um lugar minúsculo afastado do centro da cidade tendo que pagar um aluguel em torno de $2.800. Sim, muito caro para dois quartos, um banheiro e uma minicozinha, mas nada fora do comum para quem mora em San Francisco, na Califórnia. Há dois meses meus pais voltaram para Jeonju, uma ilha localizada na Coreia do Sul, e me deixaram aqui só, sozinha, para finalmente tomar conta de mim mesma. Eu sou adulta, de 22 anos de idade, e trabalho como garçonete num restaurante chinês no subúrbio a alguns quarteirões daqui.

Eu estudo pela manhã e trabalho do início da tarde até 21:00 p.m., o restaurante fica às moscas até às 19:00 p.m., então isso me dá bastante tempo para estudar e responder algumas listas de exercícios. Por conta de minha rotina não tenho amigos para conversar longamente, porém esse não tem sido o grande problema de minha vida desde que passei a morar sozinha. A verdade que me assombra, é o fato de um suposto assassino em série estar rondando a vizinhança, entrando nas casas durante as noites para cometer seus crimes.

 

O primeiro assassinato foi o de um senhor de idade que morava no final da rua. Ele era um velho muito rabugento e sempre brigava com as crianças que brincavam pela quadra. Particularmente, ninguém mesmo gostava dele. Eu lembro de uma vez, dias após nos mudarmos para cá, na minha infância, que fui convidada para brincar de “queimado” e a bola acabou parando no portal do velho. Como eu era a novata do grupo, ninguém me disse nada sobre ele, me pediram para buscar a bola, eu fui, apenas para ter minha orelha quase arrancada de minha cabeça e ele furou a bola em seguida, acabando com toda a nossa animação e, claro, voltei para a minha casa chorando. Minha mãe disse apenas “Perdoe aquela velho, ele não tem ninguém na vida e não sabe o que faz”. Isso pode parecer cruel, mas me senti vingada ao saber de sua morte. Ouvi alguns vizinhos comentando que o encontraram esticado na sala, todo ensanguentado, com o rosto desfigurado e sem as orelhas.

 

A segunda morte aconteceu uma semana depois, a vítima sendo a vizinha fofoqueira, que morava ao lado do meu amor platônico também conhecida como Tiffany - que havia mudado para esta rua semanas antes dessa onda de crimes iniciar. Sim, eu sou lésbica. A fofoqueira, aparentemente, avistou alguém estranho saindo da casa do primeiro morto. Ela testemunhou que não viu perfeitamente, mas que o estranho usava roupas largas e pretas, um capuz e não era um sujeito alto. Estou me perguntando realmente o porquê ela foi espalhar isso. Veja só, agora ela está morta e ouvi dizer que a encontraram sem a língua.

 

 Nenhuma dessas mortes foram infelizes, essas pessoas tiveram um fim merecido por terem naturezas ruins e por terem feito tanto mal aos outros. Nisso, preciso contar sobre a terceira morte. Foi de um homem gordo, alto e alcoólatra que batia na esposa e na enteada todas as noites.

De fato, esse não ocorreu dentro de sua casa, mas no beco estreito entre a casa da fofoqueira e do velho onde jogavam as sacolas de lixo. O corpo dele foi avistado bem cedo quando as crianças desciam a rua para irem ao ponto de ônibus. Foi uma tremenda gritaria, esse eu presenciei por estar saindo de casa rumo à faculdade para as aulas de 9:30 a.m.. Eu pude reparar no desespero da esposa do gordo, e vi o alívio estampado no rosto da filha da mulher. Me apressei em desviar das várias viaturas estacionadas ao longo da rua, não podia me atrasar.

 

 

— Bom dia. — Me assustei ao ser cumprimentada pela minha crush. — Indo para a aula? Tarde desta vez.

 

— Houve um imprevisto com o professor dos dois primeiros tempos, as aulas dele foram canceladas, mas não da outra professora. — Vi Tiffany sorrir, fiquei envergonhada com esse gesto. — Posso te perguntar para onde está indo?

 

— Centro da cidade. Vou entregar alguns currículos, você sabe, a vida não está fácil para ninguém. — Concordei. — E logo o meu financiamento da bolsa vai acabar, preciso garantir meu sustento até o final do meu curso.

 

 

Tiffany é a única pessoa da vizinhança com quem troco algumas palavras. Ela é apenas um ano mais velha que eu, e frequenta as aulas noturnas de gastronomia na mesma faculdade em que estudo. Não vou mentir que fico preocupada com o horário em que ela tem chegado por conta desses assassinatos cruéis, não quero acordar numa manhã e saber que seu corpo foi encontrado esfaqueado por aí. Com quem eu iria desencalhar futuramente?

Após uma semana, nenhum ato mais aconteceu, porém a polícia não deixou o quarteirão por nada neste mundo e isso havia começado a me deixar nervosa. Todos ficaram mais estarrecidos após a terceira morte. Eles até mesmo começaram a bater de porta em porta interrogando os moradores, já que nenhuma pista que conectasse os assassinatos foi encontrada. Chegaram a bater na minha porta, no mesmo dia em que Tiffany e eu tivemos a breve conversa no ponto de ônibus; mas naquele momento eu não tinha ainda saído do restaurante, por isso, não pude relatar nada que fosse relevante para o caso. Contudo, meia hora depois que cheguei, vi quando bateram na porta do vizinho ao lado e ele a entreabriu, provavelmente receoso pela visitinha do policial. Meu vizinho contou-lhes que na noite da morte do cara alcoólatra, vira uma pessoa perambulando após a meia-noite, vestindo roupas largas, brancas, e que esbarrou nas latas de lixo que foram encontradas caídas e com todo o lixo espalhado ao redor.

Os policiais levaram as duas latas para análises, mas não descobriram nada a tempo de evitarem a próxima morte.

 

Para a minha surpresa, a quarta morte foi a de meu vizinho. Sinceramente, isso me preocupou ainda mais, se o assassino sabia que ele tinha aberto o bico e contado sobre as latas de lixo que foram severamente analisadas pela polícia, então o criminoso me conhecia também. Passei duas noites em claro, pedi até alguns dias de folga do restaurante e agora estou evitando pisar fora de casa depois das 18:00 p.m.. Assisti pela janela o corpo de meu vizinho ser carregado todo coberto por uma lona preta e escutei quando um cara da perícia perguntou a outro se encontraram a mão, a mesma mão que o vizinho usou para barrar a abertura total de sua porta quando foi interrogado. E o mais interessante foi que não havia nenhum sinal de arrombamento, nenhuma digital, nenhum nada.

 

Há muitos dias não consigo dormir direito, fico tomando incontáveis xícaras de café para me manter em vigília, porque quando o assassino vier aqui tentarei pedir socorro, ligar para a polícia ou até mesmo me proteger dos ataques. Alguém bateu em minha porta... Pulo da poltrona e caminho cuidadosamente até a entrada, minhas mãos tremem de medo por pensar ser o assassino. Mas, ele bateria na porta? Não sei. Espio pelo olho mágico, é um policial.

 

“Abra a porta!”

 

Entreabro e deixo o ferrolho passado.

 

— Boa noite, senhorita. — Diz o policial.

 

— Boa noite. — Respondo com certo receio.

 

— Nós iniciamos uma ronda noturna, você viu alguma coisa suspeita ou alguém estranho andando por esta rua?

 

— N-Não. — Me repreendo internamente pela gagueira. — Desculpe, mas t-tudo o que tenho visto são viaturas e policiais a cada minuto passando por aqui. Quem seria o louco que ficaria passeando quando um serial killer está rondando o bairro?

 

— Hum, obrigada pela informação. — O policial coçou a nuca, ainda parado diante de minha porta, me encarando. — Posso te fazer outra pergunta?

 

— C-Claro!

 

— Por que está usando óculos escuros a esta hora da noite? Posso entrar e checar a sua casa?

 

— Estou usando óculos porque tem dias que não consigo dormir por causa do que vem acontecendo, então tenho olheiras terríveis. — Abaixo o óculos e finalmente ele parece acreditar em mim, abro a porta totalmente e ele entra. — Meus olhos estão ardendo.

 

 

Nos dez minutos seguintes o policial vasculhou meu pequeno canto de cabo a rabo. Ainda bem que eu sou uma pessoa limpinha e organizada, seria muito constrangimento caso minha casa estivesse uma imundice.

 

— Tudo certo aqui. — Ele comunica o colega que estava na viatura pelo rádio que tinha em mãos, o acompanho até a porta. — Cuidado, se vir alguém é só ligar. Boa noite, senhorita.

 

— Claro, boa noite.

 

Assim que fecho a porta me sinto aliviada, porque mesmo não sendo culpada de nenhuma coisa, ainda assim ter policial revistando tudo seu não é nada agradável. Depois de perceber que os policiais estarão de vigília durante toda a noite, finalmente me permito dormir por algumas horas ininterruptas. Mas, infelizmente, quase quatro horas da manhã, acordo e decido ir até a minicozinha onde tem uma tevê. Ligo. Que mal teria? Minha mente e corpo estão despreocupados depois da visita do policial, porém minutos depois meu corpo volta a estremecer com o noticiário. Não pode ser. Dois policiais foram encontrados mortos dentro de sua viatura há algumas horas. Me assusto mais ainda ao ver a foto de um deles estampando o noticiário.

Desligo a tevê e ao sair de lá, escuto a campainha tocando. Talvez sejam outros policiais, já que os outros dois mortos vieram me interrogar antes da tragédia. Mas, não são os policiais que encontro ao abrir a porta. Arregalo os olhos, o assassino não era um homem...

 

— Eu preciso me esconder aqui.

 

— T-Tiffany...

 

 

Fim.

 


Notas Finais


Críticas serão bem-vindas, mas sem ódio. Eu publiquei sem muita revisão, então corrigirei os erros despercebidos depois.

Eu sei que não deveria estar postando nenhuma coisa antes de atualizar minhas outras fanfics, mas como é uma one-shot pensei que teria mal algum nisso. Espero que compreendam.


P.s.: Sorry pela capa do capítulo ser tão desleixada, edição de imagens não é a minha força.


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