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História Limlendez... The good couple. - Capítulo 11


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Capítulo 11 - O começo.


Fanfic / Fanfiction Limlendez... The good couple. - Capítulo 11 - O começo.

Por Lim.

Laura sempre foi muito discreta, avessa a badalações, estar em uma reunião de amigos promovida por ela só provava o quanto vinha mudando, nada como um novo amor para virar nossa vida do avesso. Era nítido ver o quanto Laura e o namorado estavam apaixonados, também era nítido ver como Neil estava se sentindo incomodado com a presença do Kashal, que por sua vez não perdia uma oportunidade de se aproximar. Estávamos em um canto da sala, Neil e eu, conversamos na evolução da Laura, quando Kashal se aproximou e falou:

- Estou amando essa nova Laura.

Sorri e falei:

- O amor sempre nos transforma.

Ele nos olhou com cuidado e falou:

- Sem dúvidas, me faz lembrar de nos dois Audrey, na viagem em que te pedi em casamento.

Não esperava pelas palavras de Kashal, fiquei sem reação, só olhei para Neil que soltou a taça sobre a mesa e o encarou falou:

- Eu não sei o que você está pretendendo com seus comentários inoportunos, mas preferia que você os guardassem para si.

Kashal o encarou também, e respondeu:

- Desculpa não quis ser inoportuno, só não sabia que te incomodava o fato de Audrey ter sido feliz com outro homem.

Segurei a mão de Neil e falei:

- Agora chega, vamos nos despedir da Laura e ir, boa noite Kashal.

Neil não se moveu do lugar e falou:

- Não me incomodo com o fato da Audrey ter sido feliz com outro homem afinal eu também fui feliz em outros relacionamentos, faz parte das nossas histórias. Mas o mais importante é que hoje somos casados, nos amamos e construímos uma família feliz.

Nos despedimos e fomos embora, no carro durante boa parte do percuso, um silêncio gritante tomou conta, o que me incomodou mais que as palavras do Kashal. Olhando para frente falei:

- Já conversamos a respeito do Kashal, não tem porque você dar tanta importância para que ele diz.

Ele me olhou por alguns segundos e falou:

- Eu me importei mais pelo o que você deixou de falar.

Eu não acreditei no que estava ouvindo.

                                    ||


Por Melendez.


Tenho plena certeza dos sentimentos da Audrey por mim e dos meus por ela, mas a aproximação de Kashal me tira do eixo, me faz ter reações que agora me faz pensar o tão idiota fui com Audrey.

Chegamos em casa em silêncio, fomos ver como estava Melim, e lá estava ela em seu berço, dormia com um semblante tranquilo. Desci e acompanhei a babá até a porta.

Estava deitado na cama pensando nos últimos acontecimentos quando Audrey em silêncio veio em direção a cama, agiu como se eu não estivesse ali, deitou se cobriu, virou de lado e apagou a luz de cabeceira. Eu fiquei por um bom tempo olhando para o teto como se ali estivessem sendo projetadas minhas lembranças, fiz uma viagem no tempo, no dia em que eu estava entusiasmado para o meu primeiro dia de residência, meu terno impecável, o tempo que eu perdi treinando na frente do espelho.
"- Eu sou o Dr Neil Melendez, residente de cirugia cardio vascular." 

Naquele empolgante dia uma jovem residente vestindo jeans e camiseta com quadrinhos de super herois me chamou atenção, ela sempre fazia perguntas inteligentes, segura de si e a cada procedimento que realizava se destacava, seu talento me desafiava, com o tempo a minha admiração só crescia. Certa noite estava a caminho do meu carro no estacionamento do hospital quando avistei de longe abaixada ao lado da moto, me aproximei.

- Precisa de ajuda Dra. Lim?

Ela virou a cabeça na minha direção, fez uma careta engraçada e falou:

- O pneu está furado... Na verdade nao tenho muita certeza que é só isso, não vou conseguir resolver hoje, vou pegar um táxi.
Sorri torto e falei:

- Adoraria poder ajudar, mas a única coisa que posso fazer é constatar que o pneu realmente esta furado, acho que está constatação não é muito útil.

Ela levantou, ficou parada na minha frente sorriu e falou:

- De fato não é muito útil, boa noite Dr. Melendez vou até o ponto de táxi.

Ela tentou sair, mas fiquei na sua frente a contendo de passar, o que fez ela me encarar.

- Que tal um chop e depois eu te levo em casa?

Ela mordeu o lábio inferior por alguns segundos e depois respondeu:

- Um chop não seria uma má ideia, convite aceito.

Uma sensação estranha tomou conta de mim naquele momento, que só descobri muitos anos depois do que se tratava.

Fomos até o bar, bebemos, conversamos e Rimos muito, uma amizade se iniciava. 

Fui deixa la em casa, parei o carro na frente do seu prédio. Ela me encarou e sorriu.

- Obrigada Neil.

O olhar dela me prendia de uma maneira que eu não sabia explicar.

- Foi muito bom passar um tempo com você longe do hospital.

Eu me inclinei até ela e ela veio até a mim e me deu beijo rápido no rosto e como estivesse fugindo, abriu a porta rapidamente e saiu, já do lado de fora com sorriso nos lábios falou:

- Boa noite Neil! 

Arqueei a sombracelha e sorri torto.

- Boa noite Audrey!

Quantas coisas aconteceram depois daquele dia, nos tornamos grandes amigos e descobrimos que não era só uma amizade, corremos atrás do tempo perdido, passamos por várias turbulências, mas sempre o amor venceu e ela de uma maneira ou de outra sempre esteve do meu lado, acreditou em mim até quando eu duvidei.

Olhei para o lado e fiquei admirando, passei de leve a mão pelo seu cabelo e coloquei o meu braço por cima da sua cintura, sentindo seu perfume acabei adormecendo.


                                              ||

Por Lim.


Acordei envolvida nos braços do Neil, como era bom acordar assim, fiquei por algum tempo desfrutando aquele momento, até que a voz da razão tomou conta do meu raciocínio, me afastei e fui ver Melim. Estava brincando com ela no tapete da sala quando Neil se aproximou de nos sorrindo, Melim quando o viu saiu em sua direção com os passos ainda desengonçado.

- Papai.

- Meu amor, princesa linda.

Ele a pegou no colo, beijo sua cabeça e se virou p mim.

- Audrey precisamos conversar... Eu agi mais uma vez como um tremendo idiota...

Me aproximei passei a mão pelos cabelos da minha filha e falei:

- Depois Neil, a noite conversamos, tirei essa manhã de folga para ficar com a Melim.

Passei amanhã toda dando atenção a minha filha entre brincadeiras e alimentação, estar perto da minha filha sempre me dava a força que nunca pensei ter, a levei para escolinha a pé, fui curtindo o dia ensolarado com ela no carrinho.

Já no hospital, procurei evitar o máximo Neil, não queria voltar a discutir por coisas que não tinham o menor sentido pra mim.

Estava andando pelo corredor em direção a sala do Glassman quando uma cena na sala de espera me chamou atenção, estava lá Kashal sentado com a cabeça baixa e passava as mãos com frequência por ela, parecia estar triste. Me aproximei, parei a sua frente e falei:

- Kashal?!

Ele levantou a cabeça, visivelmente abatido falou:

- Oi Audrey, não vi você se chegar.

- Tudo bem?

Ele passou a mão pelo rosto, e um Kashal que eu nunca tinha visto, estava a minha frente, tentando conter as lágrimas me respondeu:

- Eu sai agora de uma consulta com o Dr. Glassman... Audrey, ele me falou que eu tenho um aneurisma no cérebro inoperavel, o rumo da minha vida mudará completamente.

A vida de aventuras pelo mundo que Kashal estava levando de fato, não combinava com que ele estava me falando. Ele levantou andou de uma lado para outro, segurei em suas mãos e o encarei.

- Eu sei Kashal que não é fácil saber que sua vida vai ter que mudar ainda mais se tratando de uma aneurisma, mas você tem que manter a calma, esse comportamento só vai te prejudicar. Você pode levar uma vida com qualidade dentro das suas limitações. Você tem amigos como eu que pode contar sempre.

- Obrigada Audrey! 

Ele falou e me abraçou, ficamos assim por longos segundos, eu sempre gostei muito do ser humano que ele é, e o via só como um amigo. Nos afastamos me virei quando notei a presença de alguém, era Neil que estava parado logo atrás, ele caminhou até nós, parou do meu lado e tranquilamente olhando para Kashal falou:

- Eu não pude deixar de ouvir parte da conversa de vocês... Faço das palavras da Audrey as minhas. Pode contar sempre comigo e com a minha família.

Kashal sorriu e bateu no ombro do Neil e falou:

- Obrigado pelo seu apoio, eu me sinto constrangido na verdade, gostaria de pedir desculpa por ter sido tão inconveniente. 

Melendez sem perder a serenidade falou:

- Eu me comportei errado também, assim que pudermos marcamos um jantar em nossa casa para celebrar novos tempos.

Neil se virou para mim e falou:

- Te espero no carro Audrey.

- Não Neil, eu vim de moto, tenho algumas coisas a fazer, ainda não vou embora.

- Certo, vou pegar a Melim na creche e te esperamos em casa.

Fui até o quarto de um paciente recém operado, conversei com ele, tomei algumas providências e fui para casa, quando cheguei estava um silêncio predominante, mas um cheiro delicioso de comida invadia a casa, fui até a sala de jantar estava Neil arrumando a mesa, ele sorriu quando me viu, aquele sorriso sempre me tirava chão, mesmo depois de tanto tempo a reação é a mesma.

- Audrey era para ser uma surpresa, não consegui preparar tudo antes de você chegar.

Neil estava preparando um jantar, na mesa tinha velas, flores, e a babá eletrônica, ele estava com uma garrafa de vinho e taças nas mãos, as largou na mesa e caminhou até mim, segurou nas minhas mãos e falou:

- Eu pensei muito essa noite, quase não dormi, mais uma vez me comportei como um idiota e joguei meus erros para você, é claro que você não precisava falar nada em relação ao Kashal, me desculpa?

- Neil você e a nossa filha são as pessoas que eu mais amo no mundo, eu não preciso provar a todo momento com palavras para os outros.

- Eu sei perfeitamente, vocês duas são a minha vida.

Ele terminou de falar e puxou para perto dele e mais uma vez eu estava experimentando aquele beijo poderoso, correspondia cada investida daquela língua deliciosa, nosso beijo foi interrompido pelo choro da Melim através da babá eletrônica. Subimos até o quarto da pequena que choromingava de olhos fechados a peguei no colo e cantarolei uma música que ela adorava até ela voltar a dormir tranquilamente, a coloquei no berço novamente, tudo era acompanhando pelo olhar atento e diria bobo do Neil. Ele me puxou para perto de si, envolveu seus braços em minha cintura e falou baixinho.

- Eu tenho orgulho da mãe que você é, já pensou que podemos ter mais filhos?

Não pude deixar de sorrir.

- Mais filhos Neil? Esqueceu como foi complicado a gestação da Melim e depois quase perdi o útero no parto e sem falar que a idade conta bastante.

Ele me puxou mais para perto, sentia sua respiração, passando seus dedos pelo meu rosto falou:

- Se não for biológico, podemos adotar.

Nunca tinha pensado na ideia de adoção, dei um leve beijo e falei: 

- Vamos esperar um pouco mais e depois voltamos a conversar.

Ele sorriu, entrelaçou seus dedos aos meus e disse:

- Está bem, vou cobrar... Agora vamos jantar, preparei tudo o que você gosta.

Descemos as escadas de mãos dadas, lado a lado, era só o começo da noite.










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