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História Linguagem Corporal - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Olá, pessoal :)

To aqui postando minha segunda fic nesse site e espero que vocês curtam, é um plot que eu to me divertindo muito ao escrever e espero conseguir passar um pouco disso pra vocês!

A história foi betada pela minha linda amiga Laís (Lala para os desconhecidos) e a capa foi feita por ela também, queria deixar aqui o meu muitíssimo obrigada <3

Boa leitura, galera! Espero que gostem!

Capítulo 1 - A primeira impressão nem sempre é a melhor


Não era comum ver Park Chanyeol nervoso, fosse por qualquer motivo. Desde criança  foi cercado pelo amor de seus pais, o que o tornou um adulto repleto de confiança, sem perder o respeito e a educação. Um verdadeiro modelo para sua família. 

 

Mas, ali, no canto daquela sala, Chanyeol observava a equipe trabalhar e correr de um lado para o outro, dando os toques finais antes da sessão começar. A agilidade e profissionalismo do pessoal que montava os equipamentos fotográficos nos tripés e ajustava a iluminação dos refletores presos ao teto era quase graciosa aos olhos do jovem Park. Sentia-se como uma criança no primeiro dia de aula, vendo eles tão entrosados e ocupados, conversando entre si. Tímido, sem olhar nos olhos de ninguém, encolhido em um canto. Quem olhasse para ele agora com certeza não o daria 1,86 metros de altura.

 

Estava no estúdio fotográfico da Lumi, uma companhia muita famosa entre o público jovem e que domina o mercado asiático de streetwear, prestes a expandir seus negócios para o mercado de roupas íntimas. A empresa era o orgulho da família. Seus pais construíram aquele império sozinhos, com muito esforço, dedicação e sacrifícios ao longo de suas vidas. E seria ele, Chanyeol, o filho único dos Park, que iria estampar revistas e outdoors por vários países usando… uma mera cuequinha. Seus pais haviam o encorajado a ser o novo rosto da campanha publicitária da marca, com o pretexto de que era bonito o suficiente e que sua naturalidade com as câmeras desde pequeno o faria sair super bem. No entanto, bastou assistir aos ensaios anteriores para que Chanyeol percebesse que não era só isso que fazia um modelo profissional. Era necessário ter leveza na frente das câmeras, realmente relaxar. E como Chanyeol cresceu tirando fotos que nem uma estátua sorridente, aquilo estava o apavorando minuto à minuto.

 

Para piorar, era um ensaio com um outro modelo. Homem. Depois que havia revelado a seus pais que era homossexual, teve a sorte que ambos entenderam muito bem e o apoiaram. Até mesmo quando a mídia descobriu que o único herdeiro da empresa era gay depois de ter sido flagrado em uma balada LGBTQIA+ e pegado uns três carinhas diferentes, eles não ficaram bravos.

 

Mas Chanyeol deveria saber… Seus pais sempre foram empreendedores e até naquele escândalo (para a sociedade altamente conservadora em que viviam) viram uma oportunidade de marketing para alavancar as vendas da empresa. Nada melhor do que um ensaio sensual com outro modelo também assumidamente gay para alcançar um público diferente, não muito explorado pelas outras companhias. 

 

Nada daquilo era o que o jovem de 19 anos queria, mas não era como se tivesse escolha. Seus pais não o obrigaram, mas Chanyeol sentia que era seu dever, já que muitos investidores da empresa encheram o saco deles por causa do escândalo, e nem por isso eles o trataram mal ou o repreenderam. Tinha a consciência de que não era algo que pudesse se culpar, mas sabia que algumas famílias tratavam seus filhos gays como se fossem pior tipo de ser humano. Era sortudo de ter pessoas tão compreensivas como eles, e sabia o quanto aquele negócio significava para ambos. Não queria vê-los numa situação ruim por ter tido uma noitada imprudente. 

 

Enquanto tinha seu debate moral interno, um dos fotógrafos, com estatura mediana e as feições felinas mais simpáticas que Chanyeol já viu se aproximou de si. “Nervoso?” o fotógrafo — Minseok, descobriria depois, —  questionou com o olhar fixo nas mãos de Park, que estavam inquietas mexendo na fita que prendia o roupão. Ele parecia entender que aquela era a primeira vez do jovem herdeiro e sorria compreensivo, parecendo pronto para confortá-lo. “Não adianta querer passar o cadeado aí, já já vai ter que tirar.” O mais velho riu da própria piada, arrancando um sorriso tímido de Chanyeol. 

 

“Eu nunca imaginei que estaria nessa situação. Seminu e pronto pra inundar a internet com as minhas fotos… Ninguém mais vai querer minhas nudes, o mistério sobre meu lindo corpo vai acabar,” Chanyeol coçou a nuca quando Minseok soltou uma risada estrondosa com sua tentativa patética de soar bem humorado. Tudo bem, essa galera mais velha tem um senso de humor único mesmo. 

 

“Relaxa garoto, o ensaio vai ficar perfeito. Talvez sua única dificuldade seja trabalhar com Byun Baekhyun, mas você se acostuma com o tempo,” Minseok torceu o nariz num gesto adorável, mas as palavras dele deixaram o jovem Park num estado de alerta. 

 

“O que isso significa…” Chanyeol olhou para a porta dos camarins, receoso que o modelo chegasse e interrompesse a conversa dos dois. 

 

“Ele é um pouco… Como posso falar…” Minseok colocou o dedo indicador no queixo, pensativo, e aquela demora apenas piorava o estado de nervos de Chanyeol. “O que ele tem de incrivelmente lindo e fotogênico ele tem de… difícil.” 

 

O sorrisinho sapeca de Minseok fez com que Chanyeol quisesse sair correndo na hora. Não imaginou que Baekhyun tivesse um gênio complicado, seus pais sempre o elogiaram, principalmente porque toda campanha que o jovem modelo estampava era um sucesso de vendas. Agora teria que lidar com essa informação e já era tarde demais para pedir que os Park mudassem o parceiro para o ensaio. 

 

Minseok o encarava preocupado, principalmente porque já fazia alguns longos segundos que Chanyeol havia entrado num silêncio reflexivo, misturado àquela expressão de quem queria sair correndo dali. Antes que o jovem pudesse respondê-lo, contudo, a porta do estúdio se abriu e Byun Baekhyun entrou majestosamente, fazendo com que o assunto de ambos acabasse e atenção estivesse voltada apenas para observá-lo. Byun era cativante, como um príncipe que, só pela mera existência, atraía a atenção de todos.

 

Como descrever Baekhyun? Imponência era a palavra que gritava no subconsciente de Chanyeol. Ou intimidador. O rosto dele era lindo, exatamente como Minseok havia descrito, mas o olhar era… frio. Como se estivesse irritado com algo, apesar de que nenhum músculo do seu rosto denunciava isso. Estava tudo nos olhos. Provavelmente era do tipo que controlava as próprias expressões faciais, porque naquela pele de porcelana não havia uma ruga sequer. (Apenas algumas pintinhas que pareciam constelações, mas isso foi o subconsciente do Park que notou, não ele mesmo).

 

Chanyeol não precisou raciocinar por muito tempo para chegar na conclusão de que iria se foder gostoso.

 

Só acordou do transe quando Minseok deu dois tapinhas em seu ombro, murmurando um boa sorte. Ele se dirigiu até Baekhyun e o cumprimentou com aquele jeito todo simpático. Em contrapartida, o olhar que o modelo lançou para Minseok foi capaz de gelar a espinha de Chanyeol. O mais velho pareceu não se importar, fazendo uma de suas infames piadinhas e voltando para o lado do resto da equipe. 

 

Chanyeol estava encarando tanto que foi inevitável o olhar do modelo se esbarrar ao seu. Baekhyun levantou uma sobrancelha, analisando o jovem herdeiro de cima a baixo, e deu um pequeno sorriso que, para deixar Chanyeol ainda mais em pânico, carregava muito escárnio. Não precisou de um minuto sequer na presença do rapaz para saber que definitivamente não queria estar em sua lista negra. 

 

Baekhyun andou até si, dando cada passo com muita calma e elegância até chegar à sua frente. Chanyeol se sentia incrivelmente alto, desajustado e desengonçado ao observar Baekhyun exalar confiança daquela forma magnética. Mas ele entendia de onde vinha isso. Algumas pessoas nascem com o talento para brilhar e outras, como Chanyeol, eram comuns. Chanyeol era dotado de uma boa dose de confiança e tinha uma auto estima consideravelmente boa, mas sabia que não estava no seu ambiente ali. E tudo bem, não era o fim do mundo. Quer dizer… Quase tudo bem. Estaria melhor se Baekhyun não o encarasse como se quisesse mastigá-lo e cuspi-lo. 

 

“Park Chanyeol?” Byun questionou e, para a surpresa de Park, sua voz tinha um timbre doce e melodioso. Ele perguntou tão suavemente que Chanyeol sorriria, se não estivesse tão intimidado. 

 

“Sim… É um prazer poder trabalhar com você e…”

 

Baekhyun levantou uma mão, sinalizando para que Chanyeol parasse de falar e, por mais estranho que fosse, o maior entendeu e obedeceu, como um cachorrinho adestrado. 

 

“O senhor e a senhora Park sabem como eu odeio principiantes,” Baekhyun bufou desgostoso, “mas a mamãe e o papai também sabem o quanto eu gosto de dinheiro e aumentaram o meu cachê. Tudo pelo príncipe da família, não é mesmo?” Sorriu irônico. Chanyeol estava completamente espantado pela forma que o modelo falava consigo. Nunca alguém havia sido tão grosseiro com o herdeiro da companhia. Talvez o mundo dos famosos fosse daquele jeito. Mas Chanyeol não havia gostado nem um pouco daquele tom. 

 

“Se lidar com um principiante for um problema para você podemos resolver isso em uma canetada e contratar um modelo que esteja mais disposto a isso.” A resposta de Chanyeol arrancou uma risada debochada de Baekhyun. O Park tinha uma aparência tão adorável e uma expressão tão assustada que o modelo não imaginou que ele poderia o responder desse jeito.

 

“Você é engraçado… Deixa eu te explicar uma coisa.” Baekhyun enganchou o dedo indicador na abertura do roupão de Chanyeol, expondo ainda mais o peito do outro enquanto o puxava para baixo, de forma que ambos estivessem com o rosto na mesma altura, “vocês precisam de mim nessa merdinha de campanha porque seus papais querem limpar sua barra e a deles. Acha que eu não leio as notícias?” Byun riu soprado. “Eu sou um modelo respeitado, antes de você nascer eu já fazia comercial de fralda e mamadeira. E você é só um rico mimado tentando mostrar para os investidores dos seus pais que gays também tem dinheiro pra torrar e que sua existência não é assim de se jogar fora. Então não, senhor Park. Não podemos resolver isso em uma canetada.”

 

Atônito era pouco para descrever como Chanyeol estava naquele momento. E Baekhyun estava obviamente satisfeito em ter calado a boca do jovem herdeiro. O modelo soltou o roupão e se afastou de forma quase serena, como se não tivesse quase comido Chanyeol vivo na frente da equipe inteira. Ele foi em direção aos maquiadores que já o esperavam como um exército espera a ordem do seu comandante. 

 

As palavras de Baekhyun atingiram Chanyeol tão em cheio que demorou alguns segundos até que ele percebesse que ainda estava inclinado para a frente com cara de idiota. Estava cada vez mais próximo de embarcar em um mundo muito mais hostil que imaginou que fosse.

 

Ele percebeu o olhar de Minseok em cima de si e olhou para o mais velho. Ele o dava um sorriso culposo e com uma pitada de compaixão enquanto fazia um joinha com a mão, tentando animá-lo de alguma forma. Mas Chanyeol sabia que aquele dia seria muito, muito longo. 

 

✩ ✩ ✩

 

As primeiras fotos seriam individuais. Apenas os modelos em um fundo neutro posando de pé para as câmeras. Depois, iriam para um cenário para posarem como casal. Chanyeol estava aliviado de certa forma, pois precisaria se acostumar com a ideia de tirar fotos com Baekhyun grudado em si fazendo poses sensuais e o fuzilando com o olhar. Era melhor que começassem sozinhos mesmo.

 

E, como esperado, Chanyeol era um desastre. Tinha chegado mais cedo ao local, então era natural que já estivesse pronto para as fotos e fosse escolhido para ir primeiro. Era mais difícil que ele pensou. Bem mais difícil. Trajava apenas uma cueca boxer preta que era muito apertada para o seu gosto, e céus, como aquilo era constrangedor. 

 

Tentava fazer poses, se mover, mas sabia que parecia um homem de lata enferrujado. Para piorar, tinha os olhos de Baekhyun cravados em si, observando cada movimento e até deixando “escapar” uma ou outra risada de deboche. Mesmo quando Minseok o repreendia, falando para o estúdio fazer silêncio, Baekhyun soltava suspiros altos e risadas quase escandalosas. Chanyeol queria morrer. 

 

Uma hora e meia e várias fotos batidas depois, Minseok soltou a câmera e dispensou Chanyeol da sua frente com uma mão. Até ele parecia cansado e irritado com o fato de que o jovem Park era completamente inexperiente. Tentou guiá-lo durante o ensaio, mas na maior parte do tempo Chanyeol não entendia as poses que o fotógrafo pedia, e, quando entendia, achava esquisito, sem entender onde aquilo era sexy. Sua expressão transmitia estranheza e desconforto mesmo quando Minseok tentava lhe passar confiança o elogiando. Aquele não era um ensaio para um book de 15 anos, eram fotos que iriam estampar revistas de respeito e ser postadas em sites de moda que várias pessoas acompanhavam. No fim do dia, sua reputação estava em jogo e Chanyeol se sentia mal pelo mais velho. 

 

“Vamos fazer uma pausa de quinze minutos antes de começar com as fotos do Baekhyun,” Minseok caminhou direto para a mesa de lanches que havia lá, pegando um sonho e enfiando na boca com tudo. Chanyeol apenas se cobriu rapidamente com o roupão, aliviado por estar vestido novamente e rumou timidamente até o fotógrafo, o cutucando com o dedo.

 

Quando o mais velho se virou, era inevitável que Chanyeol sorrisse. Ele tinha resquícios de açúcar nos cantinhos da boca, e até parecia inofensivo, se seu olhar não estivesse tão sério, quase que repleto de chamas. 

 

“Minseok… Posso te chamar de hyung?” Chanyeol pediu baixinho, recebendo apenas um aceno positivo de cabeça do fotógrafo. “Me desculpe por hoje… eu… é muito difícil… eu vou tentar melhorar e…”

 

“Chanyeol, relaxa”, Minseok interrompeu enquanto passava as costas das mãos pelos lábios, consciente de que estava todo sujo, “eu sabia que seria difícil, você é um rapaz tímido e sequer é modelo. Nós vamos marcar para refazer as fotos, só não conte para ninguém, principalmente para Baekhyun. Eu tô puto porque a gente até poderia refazer agora mas eu duvido que você relaxaria escutando o imbecil rindo o tempo inteiro. Então deixa, depois resolvemos isso.”

 

O sorriso reconfortante que Minseok o dirigiu antes de voltar ao trabalho deixou Chanyeol um pouco mais tranquilo consigo mesmo. Sentia-se mal por ter atrapalhado o trabalho de todos ali; provavelmente eles teriam problemas para fazer uma campanha de bom gosto e a culpa era do jovem herdeiro. Mas pelos rostos do pessoal, eles esperavam aquele resultado e não pareciam julgar Chanyeol. Tirando Baekhyun, claro. Chanyeol tentava ver a situação pela ótica do modelo mas era difícil não se sentir chateado. 

 

O Park se sentou em uma das cadeiras disponíveis próximas à mesa de comidas e agarrou uma maçã, mastigando-a sem vontade. Tinha os olhos atentos à cada pose de Baekhyun. Queria aprender, mas sabia que nunca chegaria no mesmo nível do modelo, que já era tão acostumado e confortável a revelar seu corpo daquela forma natural. Além disso, ele era realmente lindo, desde os traços delicados e o maxilar bem traçado até o corpo firme, nada musculoso mas definitivamente de alguém que malhava e se cuidava. 

 

Só percebeu que estava encarando o modelo com uma motivação talvez não muito profissional quando voltou a subir o olhar para seu rosto e ele o encarava de volta como se fosse matá-lo. Havia sido pego no flagra e, quando achou que a situação não podia piorar, Baekhyun sorriu com cinismo para si e voltou a prestar atenção na câmera de Minseok. Chanyeol quis se estapear, agora Baekhyun deveria achar que ele estava o secando. O que era… totalmente… uma grande… mentira. Pelo menos era aquilo que Park tentava se convencer. Estava tentando ser um profissional, oras. 

 

A sessão de Baekhyun não demorou muito para acabar e ele mesmo checou suas fotos quando Minseok a encerrou, conversando baixinho com o fotógrafo enquanto opinava sobre as melhores. O modelo tinha um pequeno vinco na testa e uma expressão concentrada enquanto apontava para a câmera de Minseok. Foi naquele momento que Chanyeol sentiu o peso do que aquele trabalho tinha para Baekhyun. Independente de ele ser um babaca de marca maior, era nítido que encarava sua carreira como prioridade. E isso fazia com que o herdeiro entendesse todo o ódio e deboche que ele tinha para cima de si, apesar de não ser exatamente uma justificativa. 

 

Quando terminou a análise de suas próprias fotografias, Baekhyun foi pegar uma fruta para comer enquanto esperava a equipe conversar entre si. Ambos os modelos fariam as fotos como casal em outro set montado após um pequeno intervalo, e Chanyeol não poderia estar mais ansioso. Ele não encarava o colega de trabalho, apesar de estar bem atento ao fato de que ele comia bem próximo de si e, para piorar, sentou-se ao seu lado, com as pernas cruzadas e ainda de cueca. 

 

“Você já observou seu corpo seminu no espelho? Já tentou se analisar?” Baekhyun começou encarando seu pequeno prato com pedaços de melancia como se fossem mais interessantes do que ter aquela conversa. 

 

Chanyeol olhou o menor de rabo de olho, não sabendo onde ele queria chegar com aquilo e pensando que aquele diálogo resultaria em algum tipo de insulto. Mas suas curiosidade era maior que sua cautela, e, além disso, Baekhyun não tinha o tom ácido que usara consigo mais cedo, então resolveu dar um voto de confiança. 

 

“Não…”

 

“Faz sentido.” Baekhyun colocou um pedaço de melancia na boca e, por azar do destino, Chanyeol assistiu a cena com muita atenção, observando como a fruta molhava os lábios já avermelhados do modelo. Por que ele tinha que ser tão lindo e tão filho da puta? Era revoltante. 

 

“Posso saber o porquê, gênio da moda?” Chanyeol questionou, entediado. Ele o insultaria com certeza e o jovem herdeiro já estava de saco cheio.

 

“Você parece desconfortável, só isso,” Baekhyun lambeu os lábios e deixou o prato já vazio de lado, voltando seu corpo inteiro para Chanyeol. “Seu corpo é bonito, de fato, mas você passa uma estranheza enorme para as câmeras. É assim que quer vender suas roupas íntimas, senhor Park?” Baekhyun sorriu docemente, mas seus olhos eram maldosos… quase brincalhões, mas Chanyeol não queria se iludir. 

 

“Eu realmente estava… desconfortável.” Chanyeol confessou um pouco tímido, cruzando as mãos em cima do seu colo e olhando para elas, “você tem alguma dica pra que eu possa melhorar?”

 

Baekhyun arqueou as sobrancelhas, surpreso pela humildade do Park de perguntar aquilo, parecendo genuinamente constrangido e incomodado com a situação. O que era obrigação dele, obviamente, já que era a reputação dele e da marca da família que estava em jogo.

 

“Se você tiver um espelho de corpo inteiro em casa, fique apenas de cueca em frente a ele e… entenda seu corpo. Toque ele, conheça ele de verdade. Comece a listar o que você acha que é sensual em você a partir disso. É treino,” Baekhyun explicou com seriedade, cativando a atenção de Chanyeol. O maior tinha uma expressão pensativa no rosto, concordando com a cabeça a cada palavra que o modelo dizia. “E tente não se projetar tanto para frente. Parece que você quer esconder seu corpo o tempo inteiro.”

 

Chanyeol encarou o modelo com um pequeno sorriso repleto de gratidão, o que fez Baekhyun soltar um suspiro irritado. 

 

“Obrigado pelas dicas, Baekhyun. Por trás do jeito de cara malvado você tem até um coração bom.”

 

Baekhyun revirou os olhos com a inocência de Chanyeol e riu contido, balançando a cabeça com incredulidade. 

 

“Faço isso mais por mim do que por você. Ou acha que vou deixar você estragar a campanha inteira com esse seu corpo desajeitado?” Baekhyun se levantou ao ver que o pessoal da equipe saía da sala, recebendo seu roupão de uma das estagiárias. A menina mal olhava diretamente nos seus olhos, o que era adorável. Byun gostava que as pessoas se sentissem intimidadas com a sua presença. 

 

“Obrigado mesmo assim.” Chanyeol observava Baekhyun vestir o roupão um pouco distraído pela forma que os dedos elegantes do modelo amarravam a fita em volta da cintura. Como ele conseguia ser todo lindo assim? “Eu precisava dessas dicas. Quem sabe eu tome gosto pela profissão e comece a roubar seus trabalhos?”, provocou com um sorriso irônico. 

 

“Quero ver você tentar, playboyzinho de merda,” Baekhyun respondeu em um tom grosseiro, amaldiçoando Chanyeol baixinho enquanto saía da sala pisando duro. 

 

Chanyeol riu com a reação infantil do outro e o seguiu. O dia seria longo, mas Park resolveu que tiraria o melhor proveito da situação, nem que fosse apenas para zombar de Byun Baekhyun no meio daquele caos todo.

 


Notas Finais


Pra quem quiser conversar comigo sobre a história é só me procurar no twitter, meu user é pcyblueming!

Até a próxima ~<3


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