História Línguas bifurcadas - Capítulo 2


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Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Adolescente, Assassinato, Mentiras, Segredos, Suícidio, Vadias
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Palavras 1.350
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Comédia, Drama (Tragédia), Esporte, Famí­lia, Festa, Ficção Adolescente, Musical (Songfic), Policial, Romance e Novela, Yuri (Lésbica)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Nudez, Self Inserction, Suicídio, Tortura, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


Olá, vadias! (não se ofendam, é só uma brincadeira pelo tom da narrativa da história).

Alguns avisos!
> A narradora está morta (não, não será igual a Alison de PLL que depois aparecerá viva, essa está morta mesmo!)
> As personagens são "vadias" mentirosas, elas tem segredos e tomam atitudes não recomendadas e nem corretas muitas vezes, se não gosta de personagem assim nem perca o seu tempo lendo a história.

Nessa primeiro capítulo:
> A narradora contará um pouco sobre suas amigas, mas cada uma delas terá o seu próprio capítulo na sequência.

Espero que gostem, não se esqueçam de me contar o que acharem do capítulo. Boa leitura, sweeties!

Capítulo 2 - 1 . O funeral de uma vadia


Fanfic / Fanfiction Línguas bifurcadas - Capítulo 2 - 1 . O funeral de uma vadia

O silêncio fúnebre era entediante.

Todos de preto, óculos escuros, lágrimas de crocodilo. Era uma cena quase ridícula se não fosse pelo meu corpo ali presente. É, você não leu errado. O corpo que estava sendo velado e estava pronto para ir para a cova era o meu.

Eu morri há alguns dias. A perícia disse que foi suicídio, mas cá entre nós, você já viu uma vadia se matando? É, nem eu!

Vadias são aquelas pessoas falsas, que jogam por de baixo dos panos, que mentem e tem segredos sujos. Com essa definição eu só poderia dizer que me encaixo bem nos requisitos.

Vadias não se matam pois seus egos não permitem. Elas são más demais para esse mundo, mas jamais o deixariam de livre e espontânea vontade. Mesmo que quando morressem se tornassem o centro das atenções, se tornassem mártires. Não é assim que a vida de uma vadia funciona.

Eu coleciono segredos e é isso que faz com que eu seja uma vadia. Além dos meus próprios segredos, gosto de colecionar o segredo dos outros.

Ou melhor, gostava.  

Aliás, que má educação a minha... Prazer, Lana DiBianco, jovem que aos dezessete anos suicidou-se na banheira de casa.

O suicídio até seria normal, mas considerando que morei minha vida toda em Blankwood, uma cidade pequena do interior do estado de Nevada, isso era um escândalo.

A pequena comunidade toda se perguntava como eu tive coragem de tirar a minha própria vida. Bem, nem toda a comunidade na verdade.

Nathalie, Harriet, Charlie e... Althea, que estava atrasada para o meu enterro, não se surpreenderam tanto, mas todas elas tem que admitir que ficaram sem palavras com a notícia da minha morte.

Nathalie Cruz, ou a senhorita Religião, como eu gosto de chamá-la, vinha de uma família com origens latinas. Sua mãe Tereza era porto-riquenha, já seu pai era americano mesmo. Nathalie era a garota mais dedicada a nossa comunidade religiosa. O seu crucifixo estava sempre pendurado no seu pescoço e ela passava horas dentro da igreja da cidade. O que ninguém nunca soube era que ela adorava ficar de joelhos para o padre Matheus. É, entendam como quiserem.

Harriet Dawson, a jogadora exemplar. A ruivinha era um perigo. A atacante número um do time de futebol do colégio. Ela tinha seu namorado Bob Drake, tinha sua cachorrinha Lily e tinha a sua amiga colorida, a Brenda Sulyvan. Harriet era tão boa que era capaz de jogar nos dois times.

Próxima vadia!

Charlie Zepster, a nossa princesa loirinha, ou como gosto de chamá-la, a boa enteada. Ela era uma das que não tinha segredos até um ano atrás, quando sua mãe resolveu se casar com Edgar Johnes. Um homem quinze anos mais novo que ela e apenas seis anos mais velho que Charlie. Não preciso nem continuar para vocês deduzirem a merda que isso não deu, né?!

E por último e não menos interessante... Althea Monthgmery, a primeira filha perfeita. Ela era filha do prefeito. A sua vida regada de mordomias fez com que ela aos quinze anos experimentasse cocaína e desde então não parou. O vício em relação a drogas e bebidas só aumentaram desde então.

Voltando ao que é importante... O meu enterro!

O meu corpo começou a descer rumo a cova. Mamãe jogou o primeiro punhado de terra e então Althea chegou.

—Está atrasada! —Repreendeu Charlie que usava um lindo vestido preto da Gucci.

—Estou aqui agora. —Retrucou Althea pegando um punhado de terra e jogando sobre o meu caixão.

E cada uma das meninas fez o mesmo. Nathalie ainda jogou uma rosa branca e eu finalmente estava a sete palmos abaixo da terra.

É, Lana DiBianco poderia até ser esquecida em vida, mas será eternizada pela morte.

Interessante como a nossa vida pode acabar em um segundo, não é?! Eu sabia o quanto a vida era valiosa, mas acho que só me dei conta realmente aqui do outro lado.

A sensação da água entrando pelos meus pulmões. A dor em meus pulsos cortados. O gosto amargo dos remédios. Eu posso até ter tomado alguns remédios, mas eu não me empurrei sozinha para dentro da banheira e me segurei em baixo da água.

***

Eu estava devidamente enterrada e a vida seguia para os que continuavam vivos.

O cheiro da primavera invadia a cidade pelas azaleias que começavam a crescer por todos os cantos. Azaleias podem tornar-se uma praga nessa época do ano, mas ninguém parece se preocupar pois cada família cuidava da sua. O sol despontava no céu e era quase meio-dia. Os ventos calorosos abraçavam a todos e o começo do verão anunciava-se sozinho.

Althea era a mais apressada entre as minhas amigas. Assim que meu caixão sumiu entre a terra, ela começou a se retirar. Ela caminhava no seu Christian Louboutin apressada até sua BMW.

Charlie, mais uma vez, foi quem a repreendeu.

—Althea! —Ela chamou a amiga que acabou parando no meio do caminho. —O que está acontecendo com você?

—Ela está morta e enterrada, não há mais nada para fazer aqui no cemitério. —Retrucou a filha do prefeito.

—Ok, mas a gente poderia ir tomar um café ou ir para o celeiro. —Sugeriu Harriet chegando com Nathalie.

A morena com a pele beijada pelo sol pareceu hesitar, mas acabou concordando. Se não fosse com as amigas era capaz de usar mais cocaína. E naquele momento já estava drogada o suficiente pela semana. Aliás foi isso que a atrasou para o meu enterro. 

—Podemos passar e pegar o café antes de irmos ao celeiro? —Questionou Althea.

—Claro! —Concordou Harriet tentando ser o mais tranquila possível.

As minhas quatro melhores amigas entraram no carro de Althea e seguiram rumo a Tiffany's, uma cafeteria que havia perto do colégio municipal de Blankwood. É a Tiffany's não é propriamente a joalheria nesse caso, é só um café mesmo. O dono é que teve uma ideia brilhante dando esse nome ao café, não é mesmo?!

Elas sentaram-se na nossa mesa de sempre, mas não era como sempre, já que dessa vez apenas quatro cadeiras estavam sendo ocupadas.

Elas pediram o de costume. Um café preto com adoçante para Charlie, uma cappuccino para Harriet, um chá de mirtilo para Nathalie e um shake de chocolate a Althea.

Confesso que vou sentir falta do café com chantilly deles. Esse seria o meu pedido se eu estivesse lá.

—Como pudemos deixar isso acontecer? —Questionou Nathalie triste.

—Não foi nossa culpa, Nath. —Retrucou Charlie. —Não tínhamos como saber que ela iria fazer uma loucura dessas.

—Por que ela faria isso? —Perguntava-se Harriet.

—A vadia queria atenção, só isso. —Declarou Althea ofendendo-me veemente.

—Você é uma insensível! —Retrucou Nathalie com lágrimas nos olhos.

—Até parece que não conheciam a Lana, ela era depressiva, ela tomava tarja preta... Ela não aguentou alguma coisa e fez o que fez. —Concluiu Monthgmery sendo uma boa vadia má.

Ok, eu era depressiva. Eu tomava remédios também, mas como já disse, ninguém se afoga em uma banheira do jeito que eu me afoguei. Espero que seja uma questão de tempo até essas vadias descobrirem isso.

—Ela poderia estar passando por algum problema e não comentou com a gente. ­—Disse Harriet pensativa.

—Ela não tinha segredos... Ela era a mais certa de nós. O que ela teria a esconder? —Comentou Nathalie.

—Um namorado, um amante... Não sei. —Comentou Charlie. —Talvez ela tivesse os segredos mais obscuros e nós não sabíamos.

É minha querida Charlie, talvez você tenha razão... Mas vou deixar para que vocês descubram por si só. Ou talvez vocês tenham uma ajudinha extra do destino.

E os celulares apitaram — todos ao mesmo tempo — indicando a chegada de uma nova mensagem.

—Eu tenho a sensação que eu não quero ver o meu celular nesse momento. ­—Debochou Althea.

Nathalie foi a corajosa, pegou seu celular da bolsa e clicou para ler a mensagem recém chegada. 

"Um dia da caça outro do caçador. Uma já foi, faltam quatro mentirosas. Temporada de caça as vadias está aberta! E eu terei cinco cabeças a cima da minha lareira até o fim dessa história. - L"

Minha inicial... Quanta criatividade!


Notas Finais


E aí, o que acharam desse primeiro capítulo? Gostaram? O tom de deboche foi bom? Gostaram da Lana? E das outras personagens? Harriet, Nathalie, Charlie e Althea?

Contem-me tudo o que pensaram ao ler esse capítulo, por favor. Cada opinião é importante.

Aliás, devo continuar com a história?

Beijos, SweetDrama

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