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História Linha de Fogo (Taekook - Vkook) - Capítulo 1


Escrita por:


Notas do Autor


Hi, there 🌻

+ Escrita oscilante. Nossa criatividade, conta e dedos, escrevemos como desejamos. Kiss.

+ Fic criada para a minha diversão e prazer. Leia se quiser.

+ Nada é o que parece ser nessa fic, tenha cuidado com as suas escolhas e o lado que decide ficar.

+ A aparência dos personagens é como consta na capa.

+ Palavras em negrito ou itálico no decorrer da fic contem muita importância.

+ Tenha em mente que o plot não é voltado para a suruba entre os personagens, mas para o desenvolvimento, sentimentos e a estória deles. Então se está esperando secsu selvagem logo de cara, espere lendo outras estórias.

Capítulo 1 - Prólogo: Assumindo o posto.


Fanfic / Fanfiction Linha de Fogo (Taekook - Vkook) - Capítulo 1 - Prólogo: Assumindo o posto.

Japão

O medo tinha me atingido em cheio, eu não tinha mais para onde correr, aquela era a minha hora e a partir dali eu teria que colocar em prática todos os anos de treinamentos que meu pai me fez passar. Não, eu não temia pela minha vida, mas pela vida dos que estivessem à minha frente como meu alvo, porque eu sei que não sairão vivos.

Apesar dos meus vinte e um anos ainda respondo ao meu pai, sabendo que se não o obedecer eu não sobreviveria lá fora. Ele mandaria alguém me matar, o que ele deixou bem claro. Por minha mãe, eu ficava. Somente ela me prendia à esse lugar asqueroso que é a "minha" casa.

E o medo? Ah, o medo vem de eu cogitar gostar do que vou fazer. De me tornar o que o meu pai se tornou. E eu não quero isso. Traição, orgias, mortes, dinheiro, sangue, muito sangue... Eram quase símbolos que representavam a minha família por gerações. E tudo o que posso fazer, é obedecer.

Agora eu estava segurando a maçaneta do escritório do meu pai, o peito subia e descia dentro da camiseta branca e a mão livre eu passava na calça para limpar o suor. Quando a porta se abrisse, todos os meus sonhos iriam ralo a baixo e eu estaria preso nisso por muito tempo. Sem opções e jamais cogitando a ideia de tirar sua vida, porque, acima de tudo, eu o amo. Girei o metal redondo e abri a porta de madeira.

— Licença, pai. — digo baixo, vendo-o com as mãos entrelaçadas sobre a mesa e os olhos atentos nos meus movimentos. Com certeza já estava me esperando. — O que o senhor queria tratar comigo?

Sua aparência fazia as pessoas nos confundir e a juventude parece nunca deixá-lo.

— Sei que já te avisaram sobre o que falarei com você hoje, Taehyung. Agora sente-se. — mandou, o semblante sério, costumeiro.

Me sento numa poltrona defronte a mesa, cruzando os braços de modo nervoso. Era sempre assim quando eu estava com ele, nunca recebendo mais do que olhares de repúdio ou presença de soberania sobre mim.

— Eu tenho um trabalho para você. — alguns papéis são virados para mim e eu os pego, analisando rostos e informações. — Te dou essa noite para gravar tudo e se preparar. Antes, você participará da festa de boas vindas, afinal, como um Kim, deve ser mais reconhecido entre os sócios e afiliados. Se enturme, mostre que é capaz e que vai fazer direito o seu trabalho. Hoje você conhecerá muita gente importante. Espero que não me decepcione, Taehyung.

— Sim, senhor. — a minha mente ainda assimilava os rostos das pessoas que morreriam amanhã, sem saber disso e nem esperar. Ainda por cima por minhas mãos. Não, não quero isso!

E que escolha tenho?

— Após a festa venha para o meu escritório, será o momento em que você escolherá quem será seu Servo. — me dispensou com um movimento de mão, voltando sua atenção para o notebook.

Me virei e voltei-me para a porta, alguns passos depois escuto sua voz ríspida novamente.

— Escolha bem a sua arma.

O dia se passou rápido já que eu estava muito ansioso e focado em encontrar uma arma que ficasse a todo momento comigo. Sempre fui bom com corpo a corpo, armas de fogo e katanas, mas a adrenalina das adagas me excitava mais; pequenas, simples e que passam desapercebidas.

Quando deu 18:50 encontrava-me pronto, procurando minuciosamente por erros nas minhas roupas. Ajeito a gola da camisa social de cetim vinho, desabotoando dois botões. Nunca gostei de roupas que me sufocassem. Meus cabelos, num corte repartido, acentuavam as minhas sobrancelhas, porque, se meu pai queria que eu passasse determinação e firmeza, eu o faria usando das minhas expressões e atuações. Algo que sempre fui bom.

Falsidade, o lema da família em meio aos negócios. Ele me ensinou bem.

A camisa entrava por dentro do cós da calça jeans escura e alguns brincos enfeitavam as minhas orelhas. Coloquei anéis, não deixando de encarar meu reflexo, e suspirei apreensivo. Deixei o quarto, andando pelo corredor adornado de pinturas exatravegantes, como toda a decoração da mansão, e parei no primeiro degrau da enorme escada em mármore.

Engoli em seco, segurando o corrimão com uma das mãos enquanto vejo as pessoas, despojadas e bem arrumadas, andar para lá e para cá, presas em suas conversas desinibidas e supérfluas. Falsidade escorria invisível pelos lábios deles, olhos de pura falsa inocência das mulheres e todos os pecados capitais emanando ali. Aquele meio nunca me pertenceu e me pergunto o por quê nasci nessa família. O que eu queria mesmo era estar fotografando, indo à faculdade, vivendo de verdade.

Aqui estou, sendo jogado aos cães e uma nova vida para a qual fui treinado. Me sinto nada mais do que um mero boneco, um fantoche.

O som de talher batendo na borda de uma taça me tira da inércia, todos os olhares se voltam para mim e minhas pernas tremem. Quero voltar para o meu quarto e ficar com os monstros que imaginei existirem quando era criança. Eles são mais atrativos agora.

Corro os olhos por todos, sem exceção, mascarando meu medo com uma postura impecável de coragem e antipatia. Uma personalidade traiçoeira. Nada me chama a atenção ali e, assim que penso em descer a escada, me vejo preso à duas figuras que contrastavam completamente dos outros. Seus rostos estavam virando para lados contrários e aparentavam descaso e tédio com a situação. Sem parar de olhá-los desço três degraus, recebendo a atenção dos dois em mim. Não entendo ao certo, mas a postura de ambos mudam, estão de prontidão e resguardam um olhar de respeito. A postura perfeitamente ereta.

Franzo o cenho, confuso, achando já os ter visto em algum lugar. Não me são estranhos.

No entanto, pessoas como eles seriam lembradas por mim, pois são... Diferentes. Gêmeos que se diferem pela tatuagem no pescoço de um, topete de lado contrário e íris singulares. As de um são vermelhas e as do outro são cinzas. E são lindos, estupidamente lindos. Uma beleza e porte físico que faz jus ao fato de ter tantas mulheres rodeando-os. Em contrapartida atenção está em mim, e eu não sei, mas gostei disso.

Termino de descer e a mão pesada e gélida do meu pai toca meu ombro num leve aperto que me lembra toda a gente falsa me rodeando e meu propósito nesta noite. Caio na real. Vou cumprimentando cada pessoa "importante", dispensando educadamente os que queriam me convencer do quanto são bons o bastante para me terem na cama ou um casamento arranjado para que eu bancasse suas futilidades. Ando o salão inteiro procurando os gêmeos para, quem sabe, fazer amizade com eles. Não havia visto maldade naqueles olhos, seria agradável ter companhias confiáveis aqui dentro.

Parando para respirar um pouco, pego uma taça de vinho. Agora as pessoas dançavam, comemoravam a entrada de mais um Killer para o império mafioso. A porta da saída me chamava. E por mais estranho que pareça, eu sentia que era observado e seguido, mas não via ninguém.

— Me concede essa dança?

Volto-me para o dono da voz que soa galanteador atrás de mim, buscando na memória quem seja, porém... Nada. Atraente, contudo a minha mente e psicológico não suportam mais teatro.

— Não, obrigado. — formalmente o dispenso, sorrindo diminuto para que não surja discórdia e isso chegue aos ouvidos do meu pai.

— Que isso, não faz mal só uma dança.

Seu sorriso é asqueroso e suas mãos buscam a minha cintura, me surpreendendo quando um corpo robusto, alto e forte surge na minha frente e impede o cara de me tocar.

— Ele disse, não. — dou um passo para trás, sua voz e postura imponente fazendo-me sentir pequeno. – Dá o fora. — manda, a raiva contida num baixo rosnar.

Seu perfume é inebriante e fico mais surpreso ao ver seu irmão no meu campo de visão, averiguando se o cara ia embora mesmo. O que está praticamente colado em mim se vira, olhando-me dos pés à cabeça. Não me encolho ou demonstro que isso me afetou, quando sei que afetou, mas ele não precisa saber. O canto dos seus lábios se curva e ele pisca, dando a volta por mim e sumindo por entre as pessoas.

Procuro o outro e não vejo mais ele. Meus ombros caem e a esperança de ter uma conversa humanamente aceitável se vai com eles. Retorno ao trabalho e recebo um aceno positivo do meu pai em compensação a todos os assuntos importantes que eu soube tratar. O tempo se vai e os convidados vão embora aos poucos. Fico aliviado, dando-me conta que agora os gêmeos não saíam da minha cola sem pronunciar uma palavra.

A hora de ir ao escritório do meu pai chegou, e vou até lá me afogando mais e mais no desespero interno e um pedido de ajuda para fugir disso. As portas estão abertas e há vários homens vestidos com Shinobi Shozoku, seguindo a tradição da nossa família  no Japão e sua linhagem; ninjas treinados. Ando até o centro do local, virando-me para todos. Encaro o chão tentando entender o rumo que tudo iria causar na minha vida ao que o braço direito do meu pai regia um monólogo.

Estou assumindo meu posto.

Subo os meus olhos lentamente e me perco em transe nos gêmeos. O da esquerda vestia o Shinobi Shozoku, com duas katanas formando um "X" nas suas costas, e o outro vestia uma calça skinny preta, jaqueta vermelha e camisa preta. Estando sob a luz e mais nítido, consigo ver uma tatuagem de três garras no pescoço dele. Estremeço por receber total atenção dos dois. O arrepio se expande pela minha pele e eriça minha nuca.

— Agora o senhor Taehyung escolherá quem trabalhará com ele e o protegerá.

Escutei alguém falar e, quando abri a minha boca para dizer algo que não me lembro mais devido as duas figuras inexpressivas, fui interrompido antes mesmo de sequer pensar no que responderia.

— Ele nos escolheu.

As palavras confiantes do de olhos escalate alcançaram meu coração e senti proteção vindo deles. Eles tomaram a frente, decididos, não se importando com os olhares, e caminharam até mim.

Aí eu soube, ou algo me deu essa certeza, de que eu não estaria sozinho, eles iriam me acompanhar nessa jornada por vontade própria.

Talvez, só talvez, essa situação tenha servido para alguma coisa boa.

Eu não imaginava no que estava me metendo.


Notas Finais


Estória no Wattped: https://my.w.tt/WA0xeDQ6J7

Juntos e shallow now 💜🌻


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