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História Linha Dourada - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Chapter thirteen


Fanfic / Fanfiction Linha Dourada - Capítulo 13 - Chapter thirteen

Yifan se levantou da cadeira assustando outrora e se aproximou do Huang, que deu passos para trás mas iria caindo ao bater sua perna contra uma mesinha, senão fosse pela mão grande de Wu Yifan segurar sua cintura.

— Pode ir. — Aproximou mais seu rosto. — Mas devo contar-lhe algo antes.

O mais alto olhou para o mais baixo, seu foco foram dos olhos, ao nariz e a boca, mantendo-se ali por alguns instantes antes de encarar novamente os olhos de Zitao, e este engoliu em seco. — E o que seria? — Respondeu meio gago.

— Seu rosto, sua boca... — Yifan falava e Zitao sentiu um frio na barriga. — Estão sujos.

Zitao soltou a respiração bem devagar digerindo a informação que Yifan havia dito. Por um momento havia chegado a cogitar que o outro iria o beijar. Logo mais franziu o cenho e se afastou de seu chefe, empurrando ele.

— Você... — Fechou os olhos e passou a mão pelo rosto, tentando limpar o que o outro disse que estava sujo. Abriu os olhos e não viu nada nas mãos. Olhou para Yifan que segurava a risada, respirou fundo e bufou. — Aish!

Zitao saiu da sala pisando duro e antes de fechar a porta escutou a risada alta de Wu Yifan. Em passos rápidos e pesados foi até a mesa, e em um momento de raiva não percebeu, mas amassou um documento importante sobre a mesa e jogou na tela do computador. Ficou olhando para o papel e arregalou os olhos ao se dar conta.

— Droga! Droga! Droga! — Se desesperou e começou a desamassar o papel da melhor forma que podia, mas não adiantava muito. Já estava estragado. Jogou-se sobre a cadeira e suspirou. — Não acredito nisso! Yifan vai me matar.

Ouviu o telefone em sua mesa tocar, pegou e o pôs no ouvido. — Secretário Huang falando, em que...

— Eu não vou ti matar. — Disse Yifan do outro lado da linha e Zitao quase cai da cadeira. — Apenas refaça o documento.

Logo a chamada foi desligada e Zitao ficou com cara de besta tentando compreender o que havia acontecido ali. — Tá de brincadeira né?! Idiota. — Se assustou com algo batendo na porta da sala de Yifan, por dentro. — Tá certo, já vou começar a fazer outro.

Bufou.



•••



Lay ainda estava morando com Sehun e Chanyeol. Às vezes escutava barulhos vindo do quarto deles e nem queria pensar muito sobre, ou começaria a imaginar a situação e isso o fazia querer vomitar. Imaginar seus amigos fazendo sexo não é nada agradável.

O chinês ainda não havia conseguido arrumar um emprego e estava frustrado demais com isso. Sua cabeça estava doendo e se sentia tonto, esquecera de comer o café da manhã e o almoço. Logo mais seria o jantar e nem sequer cogitava-o também.

Suspirou e resolveu ir até a lanchonete de Jongdae, precisava espairecer sua mente. Era muita coisa para uma pessoa resolver, desde suas contas, ajudar os amigos na casa, a traição de quem mais amava, a entrada do pedido do divórcio... — Hum! Divórcio. — Resmungou baixo repuxando seus lábios, enquanto trocava de roupa e saia.

Já perto da lanchonete, Yixing se sentiu tenso. Não sabia o porquê, mas sentia um pressentimento e ao mesmo tempo não sabia se isso era bom ou ruim.

Abriu a porta da lanchonete e o sino tocou, estava um pouco movimentada para o horário já perto de fechar. Avistou Jongdae e seu irmão correndo para atender os clientes.

O chinês mordeu os lábios pensando que poderia ajudar Chen, trabalhando ali. Vê-lo de avental, um pouco suado, sorrindo para os clientes o fez deixar bastante hipnotizado por ele.

Ouviu um pigarreio de seu lado e desviou o olhar para a pessoa.

— Você estava paquerando meu irmão? — Perguntou Taehyung com um sorriso nada inocente e Lay corou.

— Não fiz nada. — Disse gaguejando, tirando risadas do outro.

— Vem! Você pode sentar ali atrás enquanto espera a gente se desocupar um pouco e eu saio para deixar vocês dois a vontade. — Riu mais um pouco com a cara do chinês todo envergonhado e corado.

Yixing o seguiu e Taehyung colocou para sentar em uma mesa nos fundos do estabelecimento onde somente os funcionários tinham acesso.

— Já volto para conversamos. — Sorriu e Lay retribuiu.

Chen não demorou tanto a se desocupar e aproximou-se de Yixing sorrindo, mesmo que por trás daquele sorriso existisse receio e culpa. Uma culpa que talvez não seja dele, ou somente dele. Afinal, Jongdae não sabia que Junmyeon era casado. Ele estava evitando o médico em seu trabalho no hospital de Seoul, mas uma hora ou outra os dois teriam que conversar, apenas esperava que isso tardasse o mais possível.

— Tudo bem? — Perguntou Chen vendo que Yixing estava pálido.

— Na verdade, não.

Jongdae se aproximou e sentou-se do seu lado. — Quer me contar? Eu posso ajudar?

— Eu não comi nada durante o dia, ontem minha ultima refeição foi um macarrão instantâneo ao meio dia. — Suspirou. — Eu sou muito fraco, e qualquer coisa fico doente.

Jongdae se preocupou. — Eu vou preparar algo para você comer. Consegue aguentar mais um pouco? Só tem mais dois clientes e vamos fechar. Ai eu faço um jantar bem caprichado para nós, que tal?

Yixing sorriu e concordou. Jongdae ainda meio receoso se aproximou e encostou sua testa na Lay, tentando ver se o mesmo estava com febre.

— Você está um pouco febril. — Abriu os olhos sem se afastar muito do rosto de outrora. — E sua bochechas tão coradas. Vou pegar um remédio. — Mas não queria se afastar, pelo contrário, queria se aproximar e tomar aqueles lábios em um beijo. Seria errado pensar nisso enquanto o iutro estava apático? Talvez.

— Não quer?! — Disse Yixing após um silêncio de ambas as partes e cada um ficar olhando para os lábios do outro. O beijo teria acontecido, caso Taehyung não aparecesse e chamasse por Jongdae para ajudar no caixa. O mais velho bufou e encarou o irmão: “Você me paga!”. Saiu logo depois.

Taehyung se encolheu, mas logo riu e se virou para o convidado e amigo.

— Sabe Yixing... Jongdae tem um namorado, ou tinha, porque não o vejo mais aqui, enfim! — Fez uma pausa. — O que eu quero dizer é que eu preferia que você fosse o namorado dele do que aquele idiota do Junmyeon, sabe?

Lay piscou algumas vezes meio atordoado com o que ouviu. Sorriu amarelo e encarou o mais novo. — Junmyeon? — Perguntou e Taehyung concordou.

Ouviram Chen chamar pelo irmão e o mesmo foi na hora, deixando a conversa vaga, ou nem tanto.

— Isso só pode ser brincadeira... — Lay pôs a mão na cabeça e sentiu a tontura aumentar, começou ver tudo borrado e logo escureceu. Havia desmaiado de exaustão. Ele apenas ouviu seu nome ser chamado antes de apagar por completo, e podia jurar que era a voz de Suho.



•••



Kyungsoo e Jongin finalmente haviam chegado ao chalé da família Do. Tinha dois carros já estacionados na garagem e Jongin apenas fez o mesmo.

Ajudou Kyungsoo com as coisas e entrou pela porta da garagem que dava acesso ao interior da casa.

Foram ao quarto que ficariam, sendo que um dos empregados havia dado a Kyungsoo duas chaves indicando que deveriam ficar em cômodos separados. No entanto, Kyungsoo sabendo que isso era ideia de sua mãe, apenas pegou uma das chaves e agradeceu ao rapaz, puxando Jongin em seguida para o quarto e trancando a porta.

— Não quero arrumar confusão logo cedo, Soo. — Disse Jongin colocando as coisas sobre o chão. Pôs suas mãos na cintura e se alongou de várias formas. Depois se virou para o menor e se aproximou dele. — Sua mãe pode ficar no nosso encalço.

Kyungsoo revirou os olhos e riu em seguida. — Estou seguindo conselhos, hum?! — Levantou-se um pouco e beijou os lábios de Jongin. O mais alto o puxou pela cintura e aprofundou o beijo, mas não durou muito. Separaram-se com pequenos selos e sorrindo. — Ela não pode me obrigar a nada, já sou de maior e tenho o direito de tomar minhas decisões.

Logo os dois começaram a arrumar suas coisas na cômoda, para logo então sair daquele quarto. Chegaram a sala e encontraram o senhor e a senhora Do.

— Boa tarde Appa, Omma. — Disse Kyungsoo meio indiferente para sua mãe. O senhor Do se levantou e deixou a xícara de café que estava tomando sobre o centro da sala, caminhou sorrindo até o filho e o abraçou.

— Faz tempo que não o vejo. Como tem estado? Está se alimentando bem? Não se machucou em nada? — Disse Do Bonhwa.

Kyungsoo sorriu e retribuiu o abraço, se afastando depois de escutar todas aquelas perguntas. Soltou uma pequena risada.

— Estou bem, Appa. Não se preocupe. — Olhou para seu pai que parecia um pouco cansado. — Mas e o senhor, está bem?

— Você percebe muito bem as coisas que acontece ao seu redor. — Disse Bonhwa, soltando um suspiro depois. — Estou bem, só muito agitado no trabalho. Nada com o que você tenha que se preocupar.

— Querido, venha sentar-se. — Disse Sunjung e sentou-se os dois. A mulher olhou totalmente neutra para o filho após sentar-se com o marido. — É por isso que você deve se afastar da empresa e deixar Kyungsoo como o novo presidente.

Bonhwa olhou feio para a mulher e bufou. — Nós já conversamos sobre isso, Sunjung! Por favor, evite discussões. — Repreendeu o marido.

A mulher virou a cara, mas logo soltou um sorriso. Kyungsoo sabia que agora viria a bomba, mas antes que ela fale, tomou a frente.

Appa, eu queria apresentar uma pessoa. — Puxou Jongin que estava um pouco afastado, não queria se meter em uma discussão familiar. O Kim sentiu o olhar pesado da mulher. — Este é Kim Jongin.

— É um prazer meu jovem, seja bem-vindo. — Sorriu o homem e Jongin o cumprimentou.

— Que bom que trouxe um amigo, Kyungsoo. Assim as notícias irão correr mais rápido. — Kyungsoo a encarou com um semblante desconfiado. — Daqui à algumas horas, sua noiva estará chegando. Convidei-a para nossa ceia de Natal.

Kyungsoo paralisou tentando processar a situação. Ficou meio perdido com a informação.

— O que pensa que está fazendo? — Gritou o pai de Kyungsoo. — Por que eu não estou sabendo disso? Nosso filho não vai se casar com uma qualquer. Ele vai ter a escolha para se apaixonar e criar sua própria vida. Não interfira!

A mulher deu de ombros. — Já está feito. Logo mais ela irá chegar aqui.

Kyungsoo saiu do seu estado de choque e agarrou a mão de Jongin e entrelaçou os dedos do moreno, que foi retribuído.

— Eu sinto muito Omma, mas Jongin é meu namorado.

Os progenitores ficaram surpresos. O pai reagiu primeiro, sorrindo para ambos os adultos.

— Fico feliz que tenha achado alguém, meu filho. — Disse seu pai. Kyungsoo e Jongin se entreolharam e o moreno quis dizer pelo olhar, na qual Kyungsoo reconheceu: “Eu ti avisei. Seu pai o ama do jeito que é e eu também.” — Mas se ousar machucar meu filho, teremos sérios problemas, Kim Jongin. — Alertou o mais velho e Jongin engoliu em seco, sorrindo amarelo.

Kyungsoo riu baixinho.

— Mas o que droga vocês estão fazendo? Só podem está loucos! — Gritou Sunjung. — Eu não acredito que você aprova essa atrocidade, Do Bonhwa! — Apontou a mulher para o casal. Jongin fechou a cara e puxou Kyungsoo para seu peito, abraçando sua cintura e tentando protegê-lo das ofensas de sua mãe. A mulher riu em deboche com a cena. — Vocês são aberrações mesmo. — E saiu pisando duro para algum cômodo daquela casa.

O pai de Kyungsoo suspirou e sorriu para o filho. — Eu apoio você em todas suas escolhas, meu filho. Não ligue para sua mãe, uma hora ela terá que aceitar. — Se aproximou e bateu no ombro de Jongin que ainda abraçava Kyungsoo. — Cuide do meu filho. — E saiu para algum outro lugar também.

Jongin suspirou e puxou o rosto de Kyungsoo para si, percebeu que o menor queria muito chorar. Alisou seu rosto e beijou sua testa.

— Não fique triste. Eu estou com você. Seu pai está com você. Você terá sempre o direito de escolha, não se abale pelo que os outros querem. Sempre haverá dedos apontados para nós, mas devemos passar por cima e eu serei seu suporte. 

Kyungsoo concordou e sorriu. Segurou o rosto de Jongin e puxou para baixo, dando um beijo. 


Notas Finais


Boa noite e bom final de semana. 😊😊😉


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