História Linha Tênue - Capítulo 2


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Categorias MasterChef Brasil
Personagens Ana Paula Padrão, Erick Jacquin, Henrique Fogaça, Paola Carosella
Tags Farosella, Henriquefogaca, Paolacarosella
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Palavras 2.304
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ficção, Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Olá mí amores! Vocês sabem o quanto me fizeram feliz com o feedback do último capítulo?

Não, não sabem!

Fiquem sabendo agora que eu fiquei devastadoramente, absurdamente, crazymente feliz!

Sériozão! Claro que isso só aumenta minha responsabilidade né?

Peço paciência as leitoras mais ansiosas, essa fic tem uma proposta mais lenta, mais demorada mesmo.

Eu acho que o que é demorado é mais gostoso rs.

Apenas continuem comigo, e vamos deixando acontecer.

Obrigado de novo, vocês são foda! Beijinhos!

Capítulo 2 - "Um dia você vai se apaixonar ... "


POV Paola.

 

Meu despertador toca, mas já estou de pé há muito tempo. Estava animada demais com as novidades da noite passada, mal consegui dormir.

Enquanto silencio o objeto barulhento, olho para Jason com ternura dormindo em minha cama. 

“Nossa cama”.

Sorrio ao pensar que em pouco tempo não haveria mais eu. Tudo se resumiria a nós. Nossa casa, nosso quarto, nossa família.

Não consigo parar de sorrir. 

Após tanto tempo sozinha, posso finalmente desfrutar da sensação de pertencimento que as pessoas tanto falam.

Good morning my love!

Um Jason sonolento chama a minha atenção, despertando-me dos meus devaneios. Me aproximo dele sorrindo e lhe dou um beijo demorado nos lábios.

Good morning darling! –Falei.

– Você está okay? –Pergunta, me puxando para a cama.

Sí mí amor, estou muito okay.

Por mais atrasada que eu estivesse, não resisto em ficar perto dele, ainda que por alguns minutos. Ele sorriu vitorioso quando me encaixei em seus braços.

Estoy muito feliz.

Jason beija minha cabeça e me aperta mais forte.

Me too my love.

– Ainda no posso crer que será a última vez que vamos nos despedir.

– Mas será, nunca mais vamos nos separar por tanto tempo ... somos família honey! Me and you

Sorrio com empolgação e lhe dou um beijo – rápido demais – que o fez resmungar.

– Adoraria ficar aqui com você, más yo preciso ir. Aliás, já estoy atrasada.  

Me desfaço do abraço dele e caminho em direção ao closet para terminar de me arrumar.

I love you, argentina fujona!

Dou uma risada ao ouvi-lo e jogo um beijo no ar.

Aquela era minha forma de dizer “eu também”.

 

POV Fogaça.

 

Já fazem duas horas que estou nos estúdios da Band, e nada dela chegar. Jacquin, Ana Paula, maquiadores, figurinistas, o mundo já está aqui, menos ela.

Fico me perguntando o que pode ter acontecido. E se ela estiver em perigo? E se ela estiver precisando de nós?

– Jason vai embora hoje Fogaça.

A voz suave me desperta, fazendo-me virar de frente para ela. Qualquer outra pessoa acharia estranho e sem nexo aquele comentário, mas para mim fez todo sentido. Senti raiva por ser tão transparente.

– Não entendi. – Falei, me fazendo de doido. Desejei ser outra pessoa no momento, de preferência alguém que amasse um pouco menos a Carosella. 

– Não entendeu? – Ana Paula sorriu maliciosamente para mim, com uma expressão que dizia “você entendeu muito bem”. –Paola ... não deve ter chegado ainda por isso, Jason viaja hoje à noite.

– Mas eu não ...

– Fogaça ... –Ana segurou os meus ombros, me lançando um olhar compreensivo e terno.  – Comigo não. Já faz tempo que eu sei.

– Sabe? Sabe o quê? – De repente me senti exposto, invadido, nu. Era como se eu estivesse pelado na frente da minha amiga Ana Paula Padrão. A sensação era horrível!

– Seja lá o que for, também quiero saber.

Ouço o maldito sotaque se aproximando. “Que ótimo! Agora ficou bom!” Eu pensava comigo mesmo.

– O que mi dois amores estão sabendo que eu no sei? –Paola passa os braços em torno de nós num gesto íntimo e despretensioso.

Não respondi. Queria inventar uma desculpa, mas não consegui pensar em nada que soasse convincente. Olhei para Ana Paula e ela parecia estar tão nervosa quanto eu.

Só os céus sabiam o quanto ficamos agradecidos quando Pato chamou nossa atenção.

– Vamos lá pessoal! Começamos a gravar em cinco minutos.

– Certo, eu vou indo lá gente. Quero repassar os textos rapidinho antes de começarmos.

Ana Paula me olhou com uma expressão culpada e saiu, deixando-nos a sós. Fiquei puto com a atitude dela.

– Eu acho que eu também vou lá. –Falei coçando a minha nuca, torcendo para que ela esquecesse o que tinha ouvido minutos atrás, e saí andando.

– Fogaça espera! – Paola segurou o meu braço, impedindo-me de continuar. Gelei. – Não vai nem me dar um abraço de bom dia?

Dei um sorriso de contentamento. Eu não negaria um pedido daqueles nem que a minha vida dependesse disso.

Tomei a argentina nos meus braços, fazendo questão de inalar o seu cheiro. Era gostoso demais! Tive que usar de uma força descomunal para resistir à vontade de beijar o seu pescoço.

– Bom dia. – Murmurei.

– Bom dia tatuado! – Ela sorriu para mim, aquele olhar de amizade sempre presente. – Você está bem? – Perguntou.

Bem melhor, pensei em dizer.

– Claro. – Sorri. – Tu se atrasou hein mano?

Ela deu uma risada.

– Eu não me atrassei. – Carosella revirou os olhos. – Eu só no cheguei cedo como vocês.

– Sei... – Falei contrariado.

– Jason viaja hoje à noite. Aí você sabe né?

Pensei um pouco sobre aquilo. Fiquei me perguntando se meu ciúme ficaria muito evidente se eu dissesse que não sabia, que não queria saber, e que ela deveria parar de me falar qualquer coisa relacionada aquele fotógrafo. Provavelmente sim.

– Os pombinhos aí, vomo trabalhar né? Deixa o namorico para depois, ham?

– Jacquin! – Paola aproximou-se dele e lhe deu um selinho. Não pude evitar sentir uma pontada de inveja.

Apesar disso, fiquei muito agradecido por aquela intervenção divina, dessa vez na forma de um gordinho simpático, cozinheiro talentoso e o melhor amigo que alguém poderia ter.

Como se estivéssemos gravando a abertura do programa, seguimos juntos, lado a lado, para o set de filmagens do episódio 2.

 

POV Paola

 

Terminamos mais um dia de gravações e todos os meus pensamentos estão em Henrique Fogaça. Desde a última temporada venho percebendo o seu distanciamento de nós e até uma certa tristeza.

De início achei que era coisa da minha cabeça, mas depois de ver a dureza com a qual ele tratara um cozinheiro que pôs sal demais na comida, tive certeza que havia algo errado. Queria muito descobrir o que era – ou quem era – que estava roubando a alegria do meu amigo. Eu iria me empenhar nisso! Uma pessoa maravilhosa como ele merecia toda felicidade do mundo e eu faria o que estivesse ao meu alcance para que isso se concretizasse.

Caminho decidida em direção ao seu camarim. Bato na porta timidamente e logo sou atendida por ele, bonitão como sempre.

– Paola? – Ele pareceu surpreso em me ver, surpreso até demais.

– Posso entrar?

– Cla-claro!

Entrei no cômodo passando o olhar rapidamente pela decoração. Nunca tinha visto tantas imagens e objetos de caveira em um lugar só. Fiquei tão distraída que não percebi que Henrique me olhava com muita curiosidade.

– Pare de me olhar assí! – Reclamei. – Estoy ficando encabulada.

Ele sorriu, mas dava para ver que estava nervoso. Eu só não entendia o porquê.

Pow mano, fiquei surpreso né? A última vez que tu veio aqui ...

– Você estava aos beijos com a figurinista, eu lembro. – Dei um sorriso malicioso. – Lembro também de ter prometido a mim mesma que não entraria aqui de novo. – Falei brincalhona.

Podia ser só impressão, mas senti que ele ficou desconfortável com o comentário.

– E então? Abriu uma exceção hoje Argentina? Por quê?

Henrique estava ansioso e impaciente. Aquilo me deixaria irritada se eu não estivesse tão preocupada com ele.

– Só quero saber ... o que há de errado com você.

– Comigo? – Perguntou, com uma surpresa evidente no olhar.

! Nem adianta dizer que não é nada porque sei que tem algo muito errado Fogaça. Como sua amiga, e fiel confidente, quero que me diga o que é.

– Não sei do que cê tá falando! – Ele disse cheio de marra.

– Por que você está tão distante da gente ... tão sério? Onde está aquele homem pirracento que fazia bullying com meu sotaque? – Brinquei com um sorriso, tentando aliviar o clima. Queria muito que ele se abrisse comigo.

Percebi que meu plano deu certo quando Henrique sorriu de volta, baixando a guarda e se ajeitando ao meu lado.

– Não é nada argentina. Só estou ... sei lá ... pensando qual o sentido de tudo isso. – Fogaça baixou a cabeça, demonstrando uma dor que eu não tinha visto até então. Ele estava sofrendo, sofrendo muito.  

Me aproximei dele no sofá e o abracei de lado, apoiando minha mão em seu ombro e encostando as nossas cabeças.

– Como assí? – Perguntei com calma. Estávamos em um campo minado e eu tinha que ser paciente.

– Paola ... –Ele olhou para mim de forma tão intensa, que senti um formigamento percorrer o meu corpo. – Você é feliz?

Congelei diante da sua pergunta. Pensei algum tempo sobre aquilo. Minha vida nunca teve muita moleza, isso é fato. Mas apesar das minhas dores, eu era realizada profissionalmente, tinha amigos com quem podia contar e, claro, tinha Jason.

Foi com base nisso que respondi.

. – Dei um sorriso amistoso. – Hoje posso dizer que soy una pessoa feliz. 

– Que bom! – Ele afagou meus cabelos num gesto carinhoso.

 – E você? – Perguntei.

– Não ... mas um dia eu vou ser ... eu acho. – A voz dele saiu quase como um sussurro. Ele sorriu timidamente para mim, e senti meu coração apertar.

Que porra de mundo era esse que meu amigo gato, talentoso, com um coração que cabe um oceano inteiro, não era feliz? Fiquei indignada.

 – Sinto muito por isso. – Balbuciei, sentindo os meus olhos arderem. Eu queria muito chorar.

– Paola ... não ... –Fogaça beijou meus cabelos, na tentativa de dizer que estava tudo bem. A essa altura, lágrimas desciam discretamente pelo meu rosto. – Não chore. Eu só ainda não encontrei o meu propósito, mas isso não quer dizer que eu não tenha momentos de alegria. –Ele me abraçou mais forte. – Por exemplo, ter você na minha vida me faz feliz para caralho!

Ali estava o Henrique eu conhecia, sempre com um palavrão na ponta da língua. Não contive minha risada.

– Bem melhor assim. –Ele limpou minhas lágrimas e beijou minha bochecha. – Argentina.  

Me afastei dele o suficiente para encará-lo nos olhos. Segurei suas mãos com firmeza e comecei a falar com muita convicção.

– Um dia você vai se apaixonar Henrique. – Não resisti em passar a mão sobre o seu rosto, fazendo um carinho. – Um dia alguém vai te abraçar tão forte que você não vai querer saber de outra coisa, a não ser do abraço, do cheiro, do beijo daquela pessoa ... e então ... – Beijei a costa das mãos dele. – Você descobrirá o preço da felicidade. Juro que isso vai acontecer marrento, eu juro!

Fogaça me olhava com uma expressão indecifrável, me deixando muito nervosa.

Após alguns instantes que pareceram uma eternidade, ele começou a rir.

– Achei que tu queria me ver feliz Paola! Se essa sua praga pega, nunca vou te perdoar meu! Nunca!

Comecei a rir. Ali estava o amigo cafajeste que eu amava.

– Vai se apaixonar e se reclamar, ainda vai fazer declaraçãozinha nas redes sociais. –Provoquei.

– Puta merda! Agora tu forçou argentina! Se liga! – Henrique segurou o meu queixo e me olhou com muita seriedade. – No dia que tu me ver fazendo isso ... caralho! É porque eu fiquei muito louco, caidão mesmo!

Por mais que eu desejasse que ele encontrasse alguém, era mesmo difícil imaginar um Henrique Fogaça fazendo aquelas coisas.

Fiquei rindo com a minha imaginação, enquanto ele me lançava olhares de repreensão e incredulidade.

– Você vai ao jantar da Ana? –Perguntei inocente.

– Não sei, você vai?

– Vou , eu e o Jason. –Me aproximei dele e cutuquei sua região das costelas. – Ah Fogaça vamos! Quem sabe o amor da sua vida não esteja lá?

 

POV Fogaça.

 

Já faz um tempo que Paola saiu do meu camarim, mas eu ainda podia sentir os efeitos da visita dela. Seu perfume espalhado pelo ar só acentuava a realidade do nosso encontro. Fiquei repassando toda a conversa que tivemos, a fim de definir bem o que eu estava sentindo.

Não sabia dizer o que doía mais: se era Paola se preocupar comigo, ao ponto de sofrer com a minha sinceridade, ou se era o fato de ser ela, essa pessoa tão maravilhosa, a razão do meu sofrimento.

Seria cômico se não fosse trágico!

Como se não bastasse, ela achava que o amor seria minha salvação.

Mal sabia ela que o amor era o principal causador do meu silêncio, do meu distanciamento e de todas as barreiras que eu vinha construindo.

Eu queria muito que as coisas fossem diferentes.

Talvez por isso tenha sentido algo morrer dentro de mim quando ela falou: “Quem sabe o amor da sua vida não esteja lá?”

Tudo que consegui pensar foi que o amor da minha vida estaria lá, nos braços de outro homem, sorrindo para outro homem, beijando outro homem.

Não pensei duas vezes quando decidi não ir naquele jantar.

Até eu tinha um limite para auto sofrimento.

 

POV Paola

 

Abro a porta do meu apartamento, sentindo meus pés latejarem por ter ficado tanto tempo de salto. Mal vou entrando e já aproveito para me livrar deles. Quem dera eu não precisasse usá-los! Meu sonho.

Saio a procura de Jason, temendo que ele não estivesse em casa. Eu queria muito vê-lo.

Entro no meu quarto devagar quando sinto a figura masculina me abraçar por trás.

Hello my love!

Sorrio ao senti-lo cheirar minha nuca.

Olá mí amor. –Virei minha cabeça apenas o suficiente para beijá-lo. – Como foi o seu dia?

– Sem você? Terrible!

Me virei para ele e passei as mãos sobre o seu pescoço.

– Ainda temos algumas horas. – Lhe dei um beijo demorado e depois vários selinhos. – Falei para Ana que iríamos jantar com ela.  –Comentei com dificuldade, enquanto Jason me abraçava e beijava toda a extensão da minha nuca.

No my love, no! No have time!

– Jason ... – Sussurrei.

– Quero ficar com você, alone, please ...

Dei um sorriso com seu “Portuglês”, reproduzido pela voz carregada de desejo.

Ele voltou a me beijar e não opus mais nenhuma resistência. O mínimo que eu podia fazer era passar aquelas horas com meu namorado, até que ele viesse de vez.

Me senti culpada por ter chegado tão tarde, por ter ficado tanto tempo com Henrique.

E mais culpada ainda por não me arrepender disso.

Eu faria tudo de novo.


Notas Finais


Gente, to nervosa como sempre. Só peço que tenham paciência com o ritmo da história, e com o drama. Nosso Fogaça está sofrendo mesmo, mas quem nunca? De qualquer maneira, dias melhores sempre vem. Aguardem por eles.

Beijooo!


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