História Linha Tênue - Capítulo 8


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope), Kim Namjoon (RM), Kim Seokjin (Jin), Kim Taehyung (V), Min Yoongi (Suga), Park Jimin (Jimin), Personagens Originais
Tags Abo, Acordo Familiar, Hoseok!bottom, Hoseok!ômega, Jikook!menção, Namjin, Taehyung!alfa, Taeseok, Vhope
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Palavras 2.761
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fluffy, Lemon, LGBT, Romance e Novela, Universo Alternativo, Yaoi (Gay)
Avisos: Adultério, Álcool, Bissexualidade, Gravidez Masculina (MPreg), Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite, bebês!

Desejo uma boa leitura e informo que esse capítulo é narrado pelo TaeHyung.

Capítulo 8 - Capítulo 8


Kim TaeHyung

Meu pé batia contra o piso de madeira a algum tempo, demonstrando minha frustração e raiva, HoSeok estava agindo infantilmente desde nosso beijo, cujo nem língua teve, mas foi um dos melhores da minha vida, o mais novo simplesmente havia se trancado em meu quarto, o meu quarto pois claramente ele sabia que todas as chaves da casa estavam dentro do cômodo e por fim eu não conseguiria entrar. Já havia me cansado de bater na porta e não receber uma resposta se quer, não era como se eu fosse o matar até que ele me beijasse novamente, não sei porque toda essa vergonha, o ômega que tomou a primeira ação e agora fica a se esconder, nesse meio tempo ele podia muito bem estar em meu colo e sendo mimado.

— Certo HoSeok, irei tomar um banho agora e sair um pouco, provavelmente voltarei amanhã – ditei estressado e soquei a porta.

Se ele queria fugir de mim, eu faria o mesmo, andei até o quarto do garoto no andar de baixo e entrei no mesmo, era perfeitamente organizado, a não ser seu local de estudo, havia vários livros sobre a mesa, diversos tipos de canetas espalhadas sobre aquela bagunça, cadernos e alguns aparelhos, por fim seu notebook, não me manti olhando muito aquilo, apenas me joguei na cama confortável e fitei o teto, rosnando com meu desespero, eu realmente não queria o perder. Fechei os olhos quando aquela bolinha de pelos se apossou do meu abdômen e fiquei acariciando sua pelagem, meus pensamentos iam e vinham sobre o ômega do andar de cima, o desejo de o ter para mim não foi de hoje, eu o queria desde o momento que coloquei meus olhos sobre ele, NamJoon sempre mandava fotos do filho, chamando de bebê um cara de vinte anos, porque ele não tinha com quem falar sobre como seu pirralho era lindo e foi com o passar do tempo que meus pensamentos em relação a sí mudaram de “garoto fofo” para “meu garoto parece tão fofo”.

Nos momentos que passei a vir anualmente para Gwangju, era sempre a trabalho e o pouco tempo restante do meu dia era gasto com meu melhor amigo e seu esposo, nunca pude ver o HoSeok por nossos horários nunca se coincidirem, ele sempre estava na faculdade ou com amigos e naquela época nem séria capaz de falar com ele, afinal ele parecia tão inalcançável, aos meus olhos minha princesa era um anjo, que foi corrompido por um demônio, mas eu estava aqui para o salvar e a parti de agora, ninguém o tirará de mim. Não posso mentir e dizer que no começo foi fácil, não era nenhum pouco fácil aceitar meus sentimentos por outra pessoa que não fosse meu ômega e isso me dilacerava de certa forma, mas meu lobo falou que não precisava pensar tanto, pois nada daquilo era como eu imaginava, o lupino sempre confirmava que aquilo não era errado e eu tentava não me julgar.

— Porque meu pirralho é tão difícil, hum? – indaguei ao Kito, que latiu e saiu rolando pra fora da cama, só aquilo para me tirar um sorriso no momento.

Me virei no colchão macio e enterrei a face na almofada, inalei profundamente o cheiro dali e senti todos os poros do meu corpo se expandirem, tudo daquele ômega mexia comigo, ele me deixava sedento de toques e carinhos, antigamente eu jamais me veria em momentos de estar manhoso para ter HoSeok em meus braços, ou seus dedos se perdendo em meus fios numa carícia simples, eram sensações que eu não esperava reviver, mas por outro lado eram novas e eu gostava disso, me sentia vivo. Por alguns minutos fiquei a me perder em pensamentos e no cheiro do mais novo, porém tomei coragem para ir no banheiro e ao chegar no mesmo acabei sorrindo ao ver a quantidade de cosméticos que havia alí, provavelmente resultado do Jin e Jimin, viviam mandando coisas para ele e por incrível que pareça, Seokkie sempre os usava.

— Pelo que me lembro o HoSeok era ruivo quando estava casado – sussurrei para mim mesmo enquanto retirava minhas roupas – ele se tornou mais sexy moreno.

Despido entrei no box e liguei o registro, sentindo a tensão de meu corpo sumir juntamente da água gelada, permiti me perder naquele banho, mas fui interrompido a porta ser aberta, pensei que fosse o Kito afinal ele sempre ía no banheiro para fazer bagunça, mas ao ouvir um soluço me virei e mordi meu inferior com aquela imagem, HoSeok enxugava o rosto com os punhos fechados, mas as lágrimas desciam em abundância e incrivelmente o mesmo vestia apenas a camisa, deixando seu corpo quase todo a mostrar, suspirei pesado e voltei a tomar banho, ele havia me ignorado, então porque não devolver na mesma moeda, mesmo que eu desejasse o fitar, olhar aquelas coxas fartas e constatar se aquele símbolo em sua coxa era realmente uma tatuagem.

TaeTae hyung – me chamou com a voz falha.

Apenas escorei minhas mãos na cerâmica e deixei a água cair sobre meu rosto, mas claramente aquele pequeno não desiste rápido e abriu a porta do box com tudo, pensei que ele quebraria o mesmo, mas apenas me apertou em seus braços, não parecendo se situar diante do fato de eu estar tomando banho.

— Eu não quero que saía, ficarei preocupado na faculdade e não conseguirei fazer a prova concentrado – sussurrou choroso.

Acabei sorrindo de lado e desliguei o registro, se tinha uma coisa que HoSeok não fazia bem era mentir, me virei para o menor, que se quer me largava, passei a mão em meus fios os arrumando para trás e guiei a palma até o rosto alheio, levando-o a parar de esconder o rosto em meu peitoral e me encarar, os olhinhos vermelhos feriram meu coração e tive que me conter no momento para não beijar suas têmporas, não gostava de o ver chorando, o ômega já tinha sofrido na mão daquele maldito alfa e eu o quero causar boas sensações sempre.

— Você só tem prova na sexta, depois de amanhã – falei calmo e peguei o roupão azul jogado na porta do box.

O menor estava com os braços abertos e fungando, porém agora tinha bochechas vermelhas em contraste com a tez pálida, ele havia percebido o que havia feito e isso resultou num HoSeok tentando fugir novamente e eu segurando sua cintura o impedindo de tal ação. Apertei a cintura do menor e o puxei contra mim, podendo assim esconder o rosto em seu pescoço e cheirar o local, me perdendo na sua fragrância doce, o menor apenas tombou a cabeça para o lado e apertou minhas mãos, para mim aquilo foi um sim corporal e rosnei baixinho com a aceitação do ômega, meu coração batia rápido e meus lábios tremeram em antecipação quando se moldaram a pele leitosa e deixei beijinhos mornos alí, não suportando muito e mordiscando.

Eu não vou suportar se ele continuar soltando tanto feromônios.

Meu lobo sussurrou, ele acordado era a coisa mais rara do mundo.

— Porque você não abriu a porta, princesa? Sabe o quanto doeu pensar que você me odeia? – perguntei o soltando e saíndo do box.

Caminhei até a pia e procurei um dos cremes de barbear, sorrindo ao encontrar um e esse só aumentou quando o mais novo se colocou ao meu lado, deitando a cabeça em meu ombro, me pergunto se ele finalmente está entendendo que não é apenas amizade que quero, quero-o por completo, naquele dia propus amizade para não o assustar, ele estava saindo de um relacionamento abusivo e como alfa tinha de curar minha princesa.

Primeiro você tem que se curar, pirralho.

— Eu nunca te odiaria, mesmo que você estivesse me usando para matar as saudades de seu esposo, porque eu sempre buscaria ver o melhor no hyung, o meu herói – sussurrou em um tom baixo.

Meu olhar incrédulo se voltou ao mais novo e suspirei pesado em relação a seus pensamentos, mas manti a calma daquele momento, pois realmente queria perguntar o que ele pensava que eu fosse, jamais trairia alguém e além disso, creio que o HoSeok ainda seja um pouco inseguro pela pressão mental que seu antigo alfa lhe acarretou, mas acho que já estava no momento de algumas coisas serem esclarecidas entre eu e o menor. Puxei delicadamente o corpo do garoto para frente do meu e posicionei a mão do mesmo sobre meu coração, o órgão pulsava rapidamente e ele sorriu um tantinho confuso, meu pirralho era tão lento em relação a tudo aquilo que ocorria para consigo.

— Não sei da onde tirou essa idéia de que estou traindo alguém, é apenas doloroso para mim até hoje falar desses assuntos e quero me abrir apenas quando você ver o YoonGi, meu filhote, pois assim você entenderá tudo – sussurrei colando minha testa na do menor e esfreguei nossos narizes – não estou pronto para falar sobre tudo agora, mas saiba que não estou traindo ninguém, eu já não tenho mais ômega, ele morreu no parto.

Os olhos do baixinho estremeceram e lacrimejaram, novamente melancólico e por minha causa, toquei os lábios do mesmo contra os meus e acariciei a cintura bonita do garoto, desejando lhe passar sentimentos bons.

— É por isso que você sempre parece tão dolorido quando eu te pergunto dele, me desculpa, não queria machucar o hyung – o menor sussurrou, seus olhos se tornavam opacos e ele novamente devia estar tendo pensamentos ruins.

— Princesa, você acha que se permitir amar alguém após uma perda é errado? Acha meus sentimentos impuros ? Ou simplesmente pensa no quão nojento o alfa a sua frente pode ser? – indaguei inseguro, minha voz chegou a falhar e novamente os olhinhos do garoto se tornaram brilhantes.

Minha cabeça foi abaixando, esses questionamentos me feriam bastante no passado e voltaram em cheio naquele momento, passei um bom tempo alegando que estava traindo o ômega com qual me casei, julguei a mim mesmo como imundo por ter me apaixonado novamente por alguém que não era o Lee, tive medo de me tornar aquilo que mais temo, o meu pai, ele trair minha Omma era mais uma de suas atrocidades e eu não queria ser aquele monstro, por isso, sempre não me permite sentir aquelas coisas boas pelo HoSeok, mas quando NamJoon pediu minha ajuda naquele dia, eu não pensei em nada, assim como nas semanas que me encontro ao lado de HoSeok, apenas penso no quão grande é minha necessidade desse ômega, no quanto ele é belo e cheiroso, em como ele é amável e luta por seus direitos, e no quão forte é meu mar de sentimentos pelo menor.

Senti dedos delicados pousarem em minha bochecha e a lágrima que se quer percebi estar escorrendo ser limpa, porém fiquei sem ação quando o menor se pôs em ponta dos pés e me deu um selinho demorado, esse ato se repetiu mais vezes, causando estalos de beijinhos e acabei rindo daquele ato infantil.

Você finalmente está demonstrando suas dores, alfas também choram seu moleque e você fica guardando toda essa bola de coisas ruins, queria que o HoSeok te chutasse até você ser sincero.

Apenas concordei com meu lobo e voltei a abrir os olhos, podendo desfrutar daquelas bochechas rosadas e um sorriso repleto de covinhas, tão doce que minha tristeza parece ter se dissipado e a única coisa que eu sentia no momento era a vontade de o ter em meus braços, HoSeok realmente me fazia sentir vivo e afastava aqueles pensamentos ruins.

— Eu só estava raciocinando que beijei meu amigo e gostei, me sinto um tanto pervertido – disse sorrindo e o puxei mais para perto, sempre haveria essa necessidade de manter contato – além de que, quem te disse que só se pode amar uma vez?

O mais novo acariciava os fios de minha nuca e me encontrava entorpecido pelo hálito doce do mesmo, ele claramente estava me provocando pois agora estava sentado na mesa e com as pernas abertas, claramente um convite, cujo aceitei de bom grado, me infiltrando ali no meio e sentindo as coxas fartas se prenderem em meu quadril, ele realmente tinha uma tatuagem. Tentava me manter com sanidade, pois sabia que o ômega estava sendo o manhoso habitual, abracei as costas do menor e selei a testa do mesmo.

— Quem disse que eu te amo, hum ? – questionei afastando os fios pretinhos e apertei aquelas bochechas, recebendo tapas em seu peitoral.

— Vamos fingir que eu não sei e construir essa relação lentamente, sabe TaeHyung, eu desde o começo percebi que você estava me mudando e desejo fazer o mesmo para você – o menor falava calmamente e eu apenas correspondia seu olhar doce – porém apenas te aceitarei como meu alfa, quando você também aceitar isso, porque nesse momento você ainda não confia em mim a ponto de falar da sua maior dor e perda, por isso hyung, irei te esperar, okay? Não quero me iludir como fiz com meu ex marido, principalmente entre mim e você, desejo ser seu porto seguro e amado por completo.

HoSeok sempre foi um garoto muito mais avançado que sua idade, NamJoon relatava o quanto seu filhote era maduro e desde a primeira vez constatei isso, ele chegava a ser ainda mais maduro do que eu, em alguns momentos e com toda certeza enxerga até meu interior, não fiquei triste com sua fala ou me senti rejeitado, para mim, aquilo era uma chance, pois assim como eu ele também se recuperava, seu caso era recente e só dele deixar implícito que me retribuía, já era um avanço, não só para eu, mas também para minha princesa, ele estava permitindo se relacionar novamente e isso era o que mais me deixava feliz.

— Desculpe por ser tão confuso, tão quebrado e – o dedo do menor se colocou em meus lábios, ele negava com a cabeça.

— Você não é nada disso, TaeTae, pelo contrário, é a melhor coisa que me aconteceu depois do Kito – suas palavras eram tão sinceras, que minhas bochechas ganharam um tom a mais e tentei me afastar.

Se não fosse o simples fato de estar preso em suas pernas conseguiria me desvencilhar de seu corpo, o menor riu e isso só me deixou ainda mais envergonhado, bufei continuando a desviar o olhar e senti algo ser posto em minha pele, percebi que era o creme de barbear e delicadamente ele me fez o encarar, terminando de passar a substancia branca em minha face, logo a gilete deslizou pela lateral e esse movimento se repetiu por algum tempo, o silêncio aconchegante era quebrado pelos seus risos, devido as carícias que eu fazia em suas costas, porém meu olhar estava sempre em sua boca, estava tão rosada e brilhante, eu sabia que era doce e queria provar novamente, mas não sabia se podia.

— Kim TaeHyung, o homem bonito e que carrega um gelo no coração – ele falou cantarolando e jogando o barbeador na lixeira – felizmente o TaeTae que conheço é tão fofo e amável.

O mais novo falou me apertando e rosnei diante daquela afirmação, porém ele riu e colou a testa a minha, esfregando os lábios propositalmente contra os meus.

— Você sabe usar minha fraqueza – sussurrei pondo minha palma sobre a marca de suas costas e senti o mesmo estremecer.

— Na verdade, apenas estou sedendo ao hyung, provavelmente o fraco aqui sou eu, pois mesmo querendo ir lentamente, quero o beijar.

Foi a única coisa que ele falou antes de me beijar, novamente o selar inocente, um encaixar de bocas suave e sem a presença de língua, apenas selares molhados e mordidas, mas por fim ele lambeu minha bochecha, da forma mais sexy sua língua deslizou por minha derme e logo mordeu o local.

— Estou esperando por você, TaeHyung – sorriu e me afastou, o mesmo retirou a camisa molhada e caminhava para o boxer, porém parou para olhar em minha direção – aliás, se aquela vadia te tocar no jantar, vou mostrar quem é o ômega que Kim TaeHyung gosta.

Meu corpo tremeu levemente, mas não de medo e sim de excitação, ômegas originais, são raros ao extremo e antigamente eram reconhecidos como raposas, que simbolizam a capacidade de superar desafios e dominar a mente, bem como a sensualidade e sabedoria, aquele era o lado mais reservado de HoSeok e só havia visto uma vez, quando quase o marquei naquela sala da mansão Kim, no primeiro dia que estive em sua presença.

Se naquele momento, cujo prendia meus sentimentos em relação a sí quase não me segurei, como manteria minha sanidade agora que aceitei todos meus sentimentos e estava tentando ter aquele ômega para mim ?

Claramente, eu não devia ter aceitado esse jantar de negócios.


Notas Finais


Kim TaeHyung é um mistério ainda e até que fim YoonGi foi citado, logo mais ele aparece para esbanjar fofura.

O desenrolar começa agora e espero não estar os decepcionando, faz certo tempo que não escrevo uma long fic. Bem, obrigado pelos favoritos e comentários, sempre me alegram e me fazem quase chorar, mas sou uma pedra rsrsrs


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