História Linked By Love - Faberry - Capítulo 31


Escrita por: ~

Postado
Categorias Glee
Personagens Quinn Fabray, Rachel Berry
Tags Faberry
Visualizações 91
Palavras 4.320
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Fantasia, Romance e Novela, Yuri
Avisos: Bissexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Voltei em 3 dias haha mas voltei. E voltarei amanhã com um capítulo bônus, bem fofinho e todo faberry. Gente, me desculpa, devo ter frustrado as expectativas de vocês, sei que não vai ser o final que esperavam, mas gente, a história me levou ai, eu escrevo o que ela me mostra, eu nunca sei o que vou escrever, dai quando começo, ela me guia totalmente. Então me desculpem por esse final.

Capítulo 31 - Capítulo 31


 

 

Quinn

 

-Eu, eu acredito que Rachel não sabia das reais intenções de Adam. - Disse baixinho.

 

-ELA ESTAVA LÁ. - O seu grito me fez saltar alguns centímetros.

 

-Isso não justifica. - Falo ainda com os olhos arregalados pelo seu surto.

 

-Essa sua idiotice, essa confiança cega, vai acabar te matando, Querida. - Ele sorrir irônico.

 

-Estou contando com isso. - Vejo a surpresa perpassar seus olhos, após a minha fala.

 

-Tão tola. - Solta uma risada.

 

-Tão malditamente destruído que nem consegue seguir em frente e ser feliz, só consegue ficar preso em uma vingança estúpida. - Solto uma risada também, sinto meu coração acelerar por essa súbita coragem, mas também o sinto aquecer de um jeito estranho, Alec não deixa nada impune.

 

-JÁ CHEGA, TIREM ELA DAQUI AGORA, TIREM, TIREM LOGO. - Alec gritava histérico, puxava às laterais do cabelo. Os olhos azuis pareciam estão em agonia, e raiva.

 

Senti mãos firmes ao meu redor, me puxando dali, não eram movimentos delicado, eram brutos, estavam me arrastando para longe do surto de Alec.

 

-Sinto muito. - Sussurrei para ele que estava murmurando coisas de costa para mim.

 

*-*-**-*-*

 

Rachel

 

Havia tantas pontas em minha cabeça, céus, há quanto tempo eu não falo com meus pais? O que eles devem está pensando? Maldita hora em que voltei, uma coisa que nunca mudará é esse meu dom de estragar as coisas, de magoar às pessoas ao meu redor, ou pior, colocar suas vidas em risco. Não tenho mais tempo para me martirizar por isso, aconteceu, agora só posso tentar dá um "jeito" em tudo isso.

 

-Preciso falar com você. - Coloco a cabeça para dentro do quarto de Elise, após duas batidas. A mesma estava secando os cabelos com uma toalha branca.

 

-Eu já sei, Rachel. Cuidarei de Nicole. - Ela não me encarava.

 

-Lise... - Chamei ao entrar completamente no quarto. Há mágoa em seus olhos, como eu disse antes, meu dom é magoar.

 

-Eu quero que se cuide também, Lise. Você e Nicole são como filhas para mim, apesar de quase termos a mesma idade. - Tento brincar. Ela apenas acena - Eu te  amo, amo demais. Deixarei tudo acertado para que nada falte à vocês duas. Se cuide, minha pequena. - Ela continuava calada, sem me olhar nos olhos, queria ter mais tempo para tirar aquela mágoa de seus olhos.

 

Ao me virar para sair de seu quarto, senti uma mão pequena e delicada puxar meu pulso.

 

-Você só precisa voltar para nós, então nada nos faltará, Rach. -Sinto o impacto de seu corpo contra o meu. - Volte para nós, e volte com a nossa Quinnie. - Algumas gotas quentes molharam o meu peito. Elise chorava baixinho.

 

-Farei isso. - Não posso fazer promessas, ou dizer algo mais. Me afasto de seu abraço, e encaro seus olhos.

 

-Amo você, Rach. - Seus olhos estavam vermelhos, por culpa do choro.

 

Beijo o topo de sua cabeça repetidas vezes.

 

-Se cuide. - Sussurro, e saio do quarto rapidamente.

 

Sabe quando você sente uma angústia sufocando seu peito? Quando você sente que tudo pode dá errado? É, isso é quase nada comparado ao que estou sentindo. Eu não sei ser uma líder, eu não sei liderar. Adam faz tanta falta, ele sim sabia bem como estudar cada inimigo, estava sempre um passo a frente, e era justo com todos. Eu nunca conseguiria ser como ele.

 

-Você faz tanta falta, Adam. - Falo em voz alta, após um suspiro.

 

-Por que você sente falta de uma pessoa ruim, mamãe? - Nicole estava atrás de mim, usava um pijama com desenhos minúsculos de morangos.

 

-Eu estava pensando em Adam, meu bem, não em Alec. - Esclareço, sua cabecinha deve ter se confundido com os nomes.

 

-Eu sei, eu consigo ouvir bem. - Ela caminha até está perto, e automaticamente a puxo para o meu colo.

 

Ja estávamos descendo às escadas, Nicole continuava em meu colo. Eu já disse que ela está ficando pesada? Pois é.

 

-Você sabia que ele era ruim? - Me perguntou, estava absorta em pensamentos, respondi automaticamente.

 

-Quem, Querida? - Pergunto afundando meu nariz em seu pescoço, adoro o seu cheiro.

 

-Adam. - Ela diz simplesmente.

 

-Por que diz isso? - Encaro seus olhos rapidamente.

 

- Os seus olhos, havia algo ruim em seus olhos, eram como os daquele homem, mamãe. - Ela sussurrou a última parte. Seu corpo ficou trêmulo.

 

-Está tudo bem, meu amor. Você está segura. - Aperto-a em meus braços, e encho seu rosto de beijos fazendo-a sorrir.

 

-Rachel. - A voz urgente de Ian me tirou da bolha em que eu me encontrava com Nicole.

 

-Sim? - Já estavamos em uma poltrona próxima às grandes escadas.

 

-Izzy já estava à caminho daqui, ela disse que sentiu algo estranho. Temos que nos aprontar.

 

Fiz uma careta, eu não tinha ideia do que fazer.

 

-E onde estão os outros? - Tento enumerar às coisas que tenho para fazer.

 

-Estão na sala de treinamento. Precisamos de uma base, de como é o lugar.

 

-Sim, eu sei. Nicole, procure Elise, e quero que a obedeça. - Faço a loirinha me encarar.

 

- Tudo bem, você já vai buscar a Quinnie?- Ela pergunta com um sorriso brilhante.

 

-Espero que sim, meu anjo. - Sorrio beijando sua testa. Coloco-a no chão, e a vejo subir rapidamente.

 

-Vamos logo com isso.

 

*-**-**-**-*

 

-Oi...- Foi um "oi" tão animado, que fez às três cabeças presentes virarem rápido em direção a porta.

 

-Oi, Nikki. - Brittany sorria feliz para a animação da loirinha menor.

 

-Por que toda essa felicidade, pequena? - Elise indaga curiosa.

 

-Mamãe já vai buscar a Quinnie. - A pequena sorrir mais ainda.

 

-Quem é sua mãe? - Uma latina confusa pergunta.

 

-Rachel Berry. - A loirinha diz como se fosse óbvio.

 

- A anã tem uma filha? Por essa eu não esperava. - Sorrir com ironia.

 

-Você chamou a mamãe de que? - Nicole a encarava com irritação, os braços cruzados, e o pé batendo irritantemente no chão.

-De an... - A boca de Santana foi coberta rapidamente pela mão de Brittany. A Latina olhou com irritação para a ação da loira de olhos azuis.

 

Ela somente deu de ombros, e voltou a atenção para a criança.

-E então, Querida. A Elise estava nos contando que fizeram um bolo, estou esperando o meu pedaço. - Dá um olhar pidão para a loirinha.

Nicole solta um suspiro e descruza os braços.

-Sim, não se preocupe, guardei para você. Só para você. - Afirma olhando para Santana pelo canto dos olhos, ver a latina revirar os olhos, e a pequena faz o mesmo.

 

Elise e Brittany observavam a cena com olhares risonhos.

 

*-**-**-*-*

 

-A cabana que ele está escondido fica no centro de uma clareira, é cercada por árvores, é o tipo de coisa que nunca se encontraria, se não soubesse onde exatamente procurar. Todos os detalhes dela foram feitos para se camuflar com às árvores, folhas, tudo ao seu redor. - Eu dizia encarando um à um. Havia 20 de nós.

 

-Como será o ataque? - Um garoto alto e careca, perguntou.

 

-Rápido, cauteloso, e preciso. Ouçam, eu não tenho tempo para toda essa bobagem, vamos focar realmente, pessoal. Vamos atacar com tudo, lembrem de seus treinamentos, mas tenham cautela, eu quero que sejam cuidadosos, nada pode acontecer a Quinn, e a nenhum de vocês.

 

-Sabemos nos virar, foca em tirar sua companheira daquele psicopata. - Izzy se fez presente, todas às cabeças viraram para encará-la. Ela estava usando uma calça justa de couro, uma blusa com um decote em V bem generoso, e botas de cano longo. Carregava uma besta com vários símbolos.

 

-Não sabia que estávamos indo à uma festa. - Sorri com ironia.

 

-Matar alguns daquela raça é sempre uma festa. - Ela dá um sorriso malicioso.

 

-Vamos logo com isso. - Ian interrompe. Ele nunca conseguiu gostar muito de Izzy, e suas atitudes por vezes, não ajudava.

 

-Certo. Espero que todos lembrem dos treinamentos, protejam uns aos outros, rápidos e precisos, não quero ninguém com egocentrismo, isso pode lhes custar a vida. E eu não quero perder nenhum de vocês... Entenderam? - Grito a última parte.

 

-SIM! - Ganhei um grito positivo em resposta.

 

-Vamos lá matar aquele desgraçado. - Sorrio confiante.

 

*-**-**-*-*

 

O clima ao redor da cabana estava calmo demais, o cricri dos grilos, o zumbido de algum inseto, tudo tranquilo demais. Já era noite. Lembra quando eu disse que não sabia há quanto tempo eu não conversara com meus pais? Então, eles acharam que esse séria o melhor momento para aparecer, e estavam com os pais de Quinn. Já disse que amo minha Nikki, minha Lise? As danadas conseguiram tomar a atenção de todos eles, me deixando livre para está aqui agora.

 

-Está tudo fácil demais. - Ian murmurou ao meu lado. Havia algumas luzes na cabana.

 

-Também estou achando. Alec não é fácil.

 

Não havia guardas, não havia símbolos contra os nossos, não havia nada, absolutamente nada nos impedindo de atacar. Coloquei cada Reve em um ponto estratégico, cercando a cabana, todos tinham uma boa visão de onde estavam.

 

A porta principal da cabana abriu-se abruptamente. E de lá saiu um Alec elegante, com um sorriso brilhante.

 

-Rachel, Querida... Estávamos a sua espera, pare com essa brincadeirinha de esconde-esconde, junte-se a nós. -Abria os braços e se inclinava animado.

 

Encarei Ian ao meu lado, que apenas deu de ombros, surpreso.

 

-Nossa, Rachel. Não tinha uma roupinha melhor? - Fez piada quando sai de trás de algumas árvores.

 

- Até tenho, mas não achei necessário usá-las para o que vim fazer. - Solto uma risada irônica.

 

-E o que veio fazer? - Arqueia uma sobrancelha fingindo interesse na minha resposta. Eu andava calmamente em sua direção.

 

-Matar você. - Foi impossível segurar o sorriso enorme que estampou no meu rosto.

 

-Que audaciosa você. Mas antes quero te apresentar minha acompanhante. Querida, venha aqui. - O vi estender a mão em direção a porta, e esperar.

 

Ofeguei, e travei no lugar, estava quase colocando os pés no pequeno degrau que havia na área também pequena.

 

Quinn estava maravilhosa, o cabelo loiro preso em uma trança lateral, com pequeninas flores, alguns fios soltos molduravam seu rosto perfeiro. Seu vestido era elegante, branco com detalhes em prata, os saltos prata terminavam aquela obra de arte. Alec segurava firme sua cintura, mantendo próxima à ele, um jeito bem possessivo.

 

Meu coração batia dolorosamente, eu sentia tantas saudades, eu queria tocá-la. Sentir seu calor nas pontas dos meus dedos, a sua maciez, o gosto dos seus lábios, e os olhos? Aqueles olhos verdes com gotinhas douradas, como eu amo aqueles olhos. Senti meus próprios olhos se enchendo de lágrimas, mas impedi-as duramente. Não podia fraquejar agora.

 

Pude ouvir uma risada de escárnio, e voltei meus olhos rapidamente para Alec que me encarava.

 

-Entre logo, isso está ficando chato. - Ordena entre dentes.

 

Ao subir rapidamente os degrais, após me recuperar da visão que tive, parei de frente à eles. Tentei não encarar Quinn, não aguentaria ficar tão perto e não fazer nada.  Ouvi outra risada de Alec, e o vi a arrastando para dentro. Olhei uma última vez para o meio das árvores, fiz um sinal para Ian, onde quer que ele esteja, e entrei.

 

Mentiria se dissesse que não estava surpresa com o que estava a minha frente, uma enorme mesa dispunha de vários tipos de comida, um banquete.

 

-O que significa tudo isso? - Não consegui segurar.

 

-Uma festa. Hoje é dia de celebrar. - Alec sorria animado.

 

-Celebrar o que?

 

-Não foi você que disse está aqui para me matar? Vamos ver se consegue até o final desse jantar. Cada lugar está marcado, procure o seu. - Diz tudo com um toque de ordem.

 

O lugar que estava marcado com meu nome, era à frente de Alec e Quinn. Havia tantos outros reves, todos da mesma espécie que Alec, diferente do mesmo, eles não conseguiam esconder a raiva por me verem.

 

Senti uma força estranha ao sentar.

 

-Gostou, Querida? - Ele me pergunta animado.

 

- Adorei. - Sorri irônica.

 

- Ótimo, essa cadeira foi feita especialmente para você. Se observar bem, tem símbolos celtas reversos. Mas não se preocupe, pedi para que fizessem uma cadeira confortável, quero você confortável durante o show.

 

Tentei levantar, mas algo me puxava novamente, algo me prendia firmemente àquela cadeira.

 

-Não faça isso, você vai apenas se cansar. - O moreno de olhos azuis tomava o vinho de forma calma.

 

-O que pensa que vai fazer? - Pergunto entre dentes.

 

-Agora? Nada, quero aproveitar esse banquete, quero que todos aproveitem. E que tenhamos uma conversa agradável.

 

Sentia os olhares de Quinn presos em cada movimento meu. Dessa vez não consegui me segurar, encarei seus olhos, lindos, me faziam perder a noção de tudo.

 

-Como está o frango, Querida? - Vejo-o apertar a mão de Quinn.

 

-Está bom. - Responde com uma voz rouca, e com dor? Desgraçado.

 

Não percebi que estava apertando o garfo tão forte, soltei após ver que estava torto.

 

-Sabe, Magnus adora essas coisas. Esse jantar foi planejado por ele, ele fez questão de acertar todos os detaihes. Todas às comidas, as decorações, tudo. - Sua voz estava pesada, dor e raiva.

 

-Ele tem bom gosto. - Murmuro.

 

-Tinha, você é tão desprezível. Sequer lembra das pessoas que matou. - Acusa apertando a mão de Quinn, que se retorce em dor, tento disfarçar a minha dor.

 

-Magnus armou uma emboscada, ele teve o que mereceu. - Digo por fim.

 

-UMA EMBOSCADA? MAGNUS QUERIA MUDAR, ELE QUERIA A AJUDA DE VOCÊS, ELE QUERIA SER BOM, E O QUE FIZERAM? VOCÊS O MATARAM. - Lágrimas saíam dos olhos de Quinn, ele estava esmagando sua mão.

 

-SOLTE-A, machuque a mim, não a ela. - Grito tentando sair daquela maldita cadeira.

 

-Finalmente. - Ele dá uma risada estridente e bate palmas. - Achei que continuaria a fingir que não se importa com ela.

 

-Solte-a, ela não tem nada a ver com isso. Solte-a agora. - Tento levantar mais uma vez.

 

-Rachel, me perdoa. - Quinn chorava desesperada.

 

-Tá tudo bem, meu amor. Vou te tirar daqui.

 

-Que lindo, que coisa mais comovente. - Bebia seu vinho bem devagar, provando sem pressa.

 

-O que você quer? - Grito com raiva.

 

-Ainda não sabe? - Pula da cadeira, jogando a mesma à metros de distância. -Eu quero que sinta tudo o que eu senti, quero ver você sofrendo. Eu sei que sente tudo o que a Quinn sente. E isso me deixa tão feliz. - Batuca a mesa estusiasmado.

 

-Não ouse tocar nela, eu vou matar você, Alec. - As tentativas de sair daquela cadeira, estavam começando a serem dolorosas.

 

-Você é uma comédia, Rachel. Veja isso. - Vejo-o puxar o cabelo de Quinn, com muita força.

 

-DESGRAÇADO. - Grito com tanta raiva, o que faz ele sorrir ainda mais.

 

Alec passava a ponta língua na orelha de Quinn, e desceu até sua mandíbula. Voltou para a orelha novamente, e sussurrou alguma coisa, os olhos de Quinn perderam o foco. Lentamente a vi pegar uma faca maior que estava estrategicamente escondida em uma travessa.

 

-Agora eu quero que corte seu pulso esquerdo, mas vá devagar, quero um corte profundo. - Ele ordenou, os olhos azuis estavam intensos, ele estava usando seus poderes.

 

-Não, Quinn. Não faça isso, ouça isso minha voz, amor. QUINN! - Grito por fim, mas seus olhos continuavam iguais. - Faça ela parar, FAÇA ELA PARAR.

 

-ENTÃO ADMITA, RACHEL. DESDE O INÍCIO, VOCÊ E ADAM PLANEJAVAM NOS MATAR, ELE DISSE, ELE ME DISSE QUE NUNCA ACEITARIA NOSSA ESPÉCIE, QUE DEVERÍAMOS MANTER O EQUILÍBRIO, ESSA DROGA DE EQUILÍBRIO ME FEZ PERDER TODOS QUE EU AMAVA. -Ele gritava batendo na mesa, sua camisa estava encharcada de suor, a pele com marcas vermelhas, e uma veia saltava da testa.

-Equilíbrio? - Perguntei sem entender.

-Não se faça de inocente. - Ele andou rápido até ficar na minha frente, espalmou a mão na mesa e apertou meu pescoço com a outra mão. 

 

-Adam me disse que era uma emboscada, que a reunião era uma farsa, que todos vocês deveriam morrer. - Sua mão apertava mais ainda meu pescoço, mas ao me ouvir, senti ela afrouxar um pouco. De repente o que Nicole disse mais cedo, me veio a mente. "Por que você sente falta de uma pessoa ruim, mamãe?" "seus olhos, eles eram como os daquele homem"

 

-Eu, eu sinto muito. - Murmurei sem muito ar. Ele soltou e voltou rapidamente para o lado de Quinn.

 

-Comece, Querida. - Quinn apertou a faca e vi um filete de sangue escorrendo.

 

-O seu sinto muito não basta. NÃO BASTA. Faça bem fundo, Quinnie querida. - Ele beija a bochecha dela.

 

-Não, Quinn. Por favor, me ouça. Meu amor, não faça isso. Quinn, você é meu tudo, eu não posso te perder... Volta para mim, por favor. Ouça a minha voz. QUINN! - Me debatia naquela cadeira, já não importava a dor, não a minha. Eu tinha que fazê-la parar.

 

-Não adianta, Rachel. Você sabe como funciona. Ela deve sentir culpa por alguma coisa. - Ele dá de ombros divertido.

 

O sangue passara a jorrar com força agora, e então ela soltara a faca, o corte parecia ser profundo, saía uma quantidade absurda de sangue.

 

-Faça o mesmo com o outro, vamos lá, você consegue.

 

-QUINN, EU TE PERDOEI CARAMBA. TE PERDOEI POR TUDO NO MOMENTO QUE ACEITEI TE AMAR. Volta pra mim, meu amor. Por favor. - Sussurro, as lágrimas dificultavam minha visão, eu ignorei a dor que sentia no pulso, doía o inferno, mas a pior era de pensar que poderia perdê-la.

 

Seus olhos brilharam por um momento, e então ela me encarou.

 

-Eu te amo tanto, Quinn. Eu te amo. - Murmuro encarando seus olhos.

 

Seus olhos brilharam novamente.

 

-Quinn. - Alec chama se curvando até seu ouvido novamente.

 

-No coração, Quinn. Quero que enfie essa faca no coração. No seu coração. - Ele disse alto.

 

-Quinn, me escuta. Lembra quando nos beijamos pela primeira vez? Foi tão maravilhoso, eu tive a certeza de que te perdoei por tudo no momento em que te beijei, no momento em que finalmente compreendi os meus sentimentos.  Eu te amo, sempre te amei. Desde o dia em que a vi com um vestidinho amarelo no ensino fundamental, era o primeiro dia, você parecia está assustada... Olhava para todos os cantos nervosa, mas ainda tentava assumir uma pose tão confiante, eu te amei desde esse momento, eu sempre te amei. -Eu não sabia que ainda era capaz de chorar tanto como agora. Só Quinn para desencadear todas essas emoções.

 

-Eu também sempre te amei, Rachel. Desde o seu primeiro monólogo irritante de como deveríamos ser amigas. - Quinn chorava, seus olhos encontraram o pulso que ainda sangrava muito. Ofegou surpresa, e então o medo tomou conta de seus olhos.

 

-Ei, meu amor. Tudo ficará bem, se acalme.

 

-Estou passando mal, vocês são um péssimo casal. Cadê a emoção? Cadê o drama? Cansei. Todos vocês vão lá fora e acabem com a trupe Salvadora dessa ai. - Rola os olhos com tédio. Havia esquecido completamente dos outros reves, ele passaram o tempo todo comentando tranquilamente como se nada estivesse acontecido.

 

-Vou acabar logo com isso. - Segura habilmente a faca na mão, toma uma distância de Quinn, e brinca ao fazer umas poses como se estivesse mirando.

 

-Alexander! - Uma voz grave interrompeu seu show de exibicionismo.

 

-Ja.. Jace? - Vi o moreno de olhos azuis arregalar os olhos em surpresa e descrença.

 

-Sim, irmão. Sou eu.

 

-Impossível. - Solta uma risada incrédula.

 

-Me mostre então. - Pediu.

 

Detetive Spad, que na verdade é Jace. Puxou a camisa, e mostrou uma tatuagem no antebraço.

 

-Eu, eu pensei que estivesse morto. - Sussurrou atônito.

 

-E eu estive. O que você pensa que está fazendo? O que está fazendo com essas pessoas?

 

-Estou fazendo o que fizeram com você, com Magnus, com todos nós. - Falou como se fosse óbvio.

 

-Não, não é assim irmão, você deveria mudar. - Se aproximava lentamente do moreno.

 

-Mudar? Você só pode está louco, vamos manter o equilíbrio. - Faz aspas com os dedos, e sorrir com desdém.

 

Rachel desviou a atenção para Quinn, ela estava pálida, o sangue não parava. Um baque alto foi ouvido por todos. Vinha de fora. A porta foi aberta abruptamente, Ian estava cansado, com sangue respingado nas roupas e no rosto. Alec mudou a mira para ele rapidamente.

 

-Alexander! - Jace tentava lhe chamar para a razão, mas Alec estava irredutível.

 

Quinn estava cada vez mais pálida. Ela ia desmaiar a qualquer momento, céus, quanto sangue.

 

-Quinn.. - murmurei só para que ela me ouvisse. - Se mantenha acordada, meu amor.  - Ela apenas assentiu fraca.

 

Tentei levantar novamente, nada. Eu não podia desistir, não agora... Precisava salvar a minha Quinn. Tentei me concentrar, tentei buscar forças, deixar fluir de dentro para fora. Todos os meus momentos com Nicole, com Elise, Ian, meus pais e finalmente com Quinn. Quinn, ela era minha fonte de vida.

 

Tentei novamente, todos os músculos do meu corpo doíam, era como se tivesse sido fatiada em vários lugares, a dor estava ficando cada vez mais insuportável. Eu não ia conseguir.

 

-Rachel, eu te amo. - Ouvi o sussurrar de Quinn, e a mesma cair desacordada logo em seguida.

 

-Quinn.. - Chamei desesperada. Com meu último resquício de força, fiz menção de pular da cadeira, respirei fundo. E me joguei. Bati contra a ponta da mesa, e uma dor terrível no estômago me deixou ser ar por alguns segundos. Eu havia conseguido? Sim, eu consegui. Isso. Parei de comemorar ao ver que três cabeças me encaravam, cada uma com uma expressão diferente.

 

Alec se recuperou rápido, me apontou uma arma, que não faço ideia de onde ele tirou. Estava marcada. Ele mantinha um sorriso doentio em seu rosto, ouvi ele puxar o gatilho, dessa vez eu não ia voltar.

 

Esperei o impacto, mas o som que ouvi foi de carne sendo perfurada. E não, não foi a minha.

 

Jace havia lançado uma flecha certeira no coração de Alec. Todos estávamos com olhares incrédulos. Até o próprio Jace.

 

-Irmão? Como ? - Jace marcara suas flechas também.

 

-Sinto muito, não havia mais outro jeito. Não há jeito para nenhum de nós. Saía daqui, Rachel. Pegue Quinn, e saía daqui. -Jace tentava segurar as lágrimas sem sucesso.

 

-Patético. - Alec ainda sorria, tentava se manter de pé.

 

-Agora, Rachel. Vá, AGORA. - O seu grito me despertou. O vi lançar mais uma flecha em Alec. Corri até Quinn pegando-a no colo. Rasguei desajeitamente um pedaço de seu vestido, e prendi a sua pulso, em uma tentativa falha de fazer o  parar. Ian veio rápido, pegou Quinn do meu colo com facilidade.

 

Olhei na direção de Jace, ele e Alec travavam uma batalha no olhar, como se conversassem em uma língua que só os  entendessem.

 

-Jace.. - Chamei.

 

-Saía daqui, Rachel. Você nunca teve nada a ver com isso. Alec sabia, sempre soube, mas isso acaba agora, como deveria ter acabado antes. Se cuide, Pequena. Agora vá. - Em nenhum momento ele me olhou, mas eu sentia o peso de cada palavra, a dor de cada uma.

 

-Eu sinto muito. - Digo antes de correr para fora.

 

-Isso vai doer muito? - Alec pergunta sem encarar o irmão.

 

-Eu prometo que não. - Jace se abaixa, toca o rosto do irmão, finalmente deixando as lágrimas caírem.

 

-Juntos até o fim. - Murmura Alec, sorrindo de verdade pela primeira vez.

 

-Juntos até o fim. - Jace sorrir soltando o isqueiro. Ele sabia de todas as modificações que o irmão fizera naquela casa, sabia de todos os planos, mas em seu íntimo, ainda tinha esperança de que Alec fosse finalmente mudar. Ele refez todos os símbolos daquela cabana, se antes era uma armadilha para Rachel, agora era um fim sem volta para ele e o irmão.

 

*-*-**-*-*-*

 

Quinn

 

Já estava há uma semana naquele hospital. Minha mãe não desgrudava, até tinha dado um jeito de dormir agarrada comigo. Eu não sei que história Rachel inventou, só sei que estou "traumatizada" ao ponto de nenhum deles fazerem perguntas, o que é ótimo. Foi tão bom ver que Santana estava bem, fiquei com tanto medo de perder aquela latina maluca. E Nicole, minha Nicole, sim... Eu já a considerava tão minha. Amo aquela loirinha, amo como se fosse minha filha.

 

Não pude deixar de notar os olhares de Ian e Fran. O que aconteceu todo esse tempo que fiquei fora?

 

-Eu sei que você está fingindo, amor. - Rachel sussurrou ao beijar minha bochecha.

 

-Mamãe não parava de tagarelar, Papai fazia o mesmo, até Fran ficava perguntando a todo momento se estou bem. - Resmungo irritada ao abrir os olhos, e vejo Rachel tentando não sorrir.

 

-Não tem graça. - Dou um tapa em sua mão. Má ideia, o pulso ainda doía o inferno. - Ai! - faço uma careta.

 

-Desculpa, meu anjo. - Ela pega minha mão delicadamente e beija meu pulso enfaixado.

 

-Tudo bem. -Tento não ceder.

 

Sinto seus dedos percorrerem meu braço, o pescoço, e finalmente meu rosto, as pontas acariciavam gentilmente a minha bochecha. Senti sua proximidade, e fechei os olhos esperando por um contato maior.

-Eu te amo. - Sussurrou antes de me beijar. Um beijo calmo, e intenso, passando todo o sentimento naquele beijo.

-Eu te amo mais. - Devo está com um sorriso tão bobo, era sempre assim. Rachel despertava esse meu lado todo gay.

 

Não, esse não é o final dessa história maluca. Nossa autora louca, que criou todo esse universo maluco, está planejando um capítulo muito fofo. E eu serei ainda mais gay, espero que queiram ler mais um capítulo sobre mim e Rachel, e não esqueçam da nossa pequena Nicole. Agora se me dão licença, tenho uma morena baixinha para aproveitar, não se preocupem, vocês leram sobre isso no próximo.   



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